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Brasil aumenta exportações de arroz em 144%, mas receita não acompanha o ritmo

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Foto: Unsplash

O Brasil exportou 685 mil toneladas de arroz (base casca) entre janeiro e março de 2026, número que representa um aumento de 144% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 281 mil toneladas do cereal.

A receita, por sua vez, cresceu 55%, fechando em US$ 159,7 milhões no primeiro trimestre do ano. Entre os principais destinos, destacam-se Venezuela, Senegal e México, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).

“Os meses de janeiro a março compreendem a entressafra do arroz. Nesse período em 2025, os estoques estavam baixos por causa das enchentes do ano anterior no Rio Grande do Sul. Com a safra maior em 2025, o Brasil retomou o fluxo normal de embarques neste ano”, observa a gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori.

Segundo ela, também houve recuperação das vendas aos Estados Unidos, mercado estratégico para o arroz beneficiado brasileiro, especialmente o polido, de maior valor agregado.

Arroz beneficiado

O arroz beneficiado pela indústria, que corresponde à metade do volume total exportado, registrou aumento expressivo nos embarques, de 106%, totalizando 349,5 mil toneladas durante o primeiro trimestre. Em relação à receita, o incremento foi de 21%, com US$ 75,4 milhões.

Para Beatriz, o descompasso entre o aumento de volume e de receita pode ser explicado pela alta oferta do produto no contexto global, o que consequentemente reflete no preço do grão.

“O preço do arroz sofreu forte queda, motivada pela volta da Índia ao comércio internacional em meio a uma safra recorde. O país asiático havia restringido as exportações de alguns tipos de arroz para recompor seus estoques internos, mas essa restrição foi derrubada”, justifica, acrescentando que a tendência é de manutenção dos volumes de exportação atuais a partir da nova safra.

Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro trimestre, 386 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 85 milhões.

O volume representa um aumento de 7% e uma queda de 28,5% no valor, quando comparado ao mesmo período do ano passado. A maior parte do montante importado, 94%, corresponde a arroz beneficiado.

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STF realiza audiência de conciliação sobre Moratória da Soja e dá prazo para acordo entre as partes

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Foto: Aprosoja MT

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou, nesta quinta feira (16), a primeira audiência de conciliação no âmbito das ADIs 7.774 e 7.775, que discutem os efeitos de leis estaduais relacionadas à Moratória da Soja. A sessão foi conduzida pelo Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) e marcou o início formal das negociações entre os diferentes atores envolvidos.

Com cerca de três horas de duração, o encontro teve caráter expositivo, reunindo representantes do setor produtivo, como Aprosoja e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de entidades ambientalistas, como o WWF. Durante a audiência, os participantes apresentaram seus posicionamentos, sem avanço prático em direção a um entendimento.

As ações analisam leis de Mato Grosso e Roraima que impactam empresas ligadas ao acordo especialmente no que diz respeito à concessão de incentivos fiscais e possíveis efeitos sobre a concorrência e a atividade agropecuária.

Diante da falta de consenso, o STF estabeleceu prazo até o dia 30 de abril para que todas as partes envolvidas apresentem propostas formais de conciliação. A medida ocorre após a suspensão do julgamento das ações, com o objetivo de buscar uma solução negociada antes de uma decisão definitiva.

Caso não haja acordo dentro do prazo, o processo retorna para julgamento no plenário da Corte, que deverá definir os rumos da questão.

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Colheita de soja 25/26 chega a 90,3% de área no Brasill, aponta consultoria

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Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 90,3% da área plantada até o dia 17 de abril, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço representa um ganho significativo em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 86%.

Apesar da evolução consistente, o ritmo segue ligeiramente abaixo do observado no mesmo período da safra passada, quando 91,8% da área já havia sido colhida. Ainda assim, o índice atual está praticamente alinhado à média histórica para o período, estimada em 90,9%.

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Safra de cana cai 0,5%, mas etanol e açúcar avançam

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2025/26 deve somar 673,2 milhões de toneladas, queda de 0,5% na comparação anual, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da retração, o país caminha para a maior produção de etanol da série histórica e a segunda maior de açúcar.

Mesmo com o recuo, esta é a terceira maior safra já registrada, atrás apenas dos ciclos 2022/23 e 2024/25.

Etanol cresce puxado pelo milho

A produção total de etanol, considerando cana e milho, está estimada em 37,5 bilhões de litros, alta de 0,8% sobre a safra passada.

O avanço é sustentado pelo etanol de milho, que deve atingir 10,17 bilhões de litros — aumento de 29,8% e participação de pouco mais de 27% na oferta total.

Já o etanol de cana está projetado em 27,33 bilhões de litros, queda de 6,9% na comparação anual.

Açúcar tem leve alta

A fabricação de açúcar deve alcançar 44,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,1% frente ao ciclo anterior.

Segundo a Conab, a menor disponibilidade de matéria-prima limitou um avanço mais expressivo, ainda que o volume projetado seja o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2023/24.

Clima reduz produtividade

A queda na produção de cana é explicada pela redução de 2,6% na produtividade média nacional, estimada em 75.184 quilos por hectare.

O desempenho reflete condições climáticas adversas durante o desenvolvimento das lavouras após a colheita de 2024, especialmente no Centro-Sul.

A área colhida, por outro lado, cresceu 2,1%, para 8,95 milhões de hectares, o que ajudou a compensar parte das perdas.

Sudeste puxa queda; Centro-Oeste avança

Principal região produtora, o Sudeste deve colher 430,1 milhões de toneladas, recuo de 2,2%, impactado por estiagem, altas temperaturas e incêndios em 2024.

No Norte, a produção está estimada em 3,8 milhões de toneladas, queda de 7,1%, enquanto o Nordeste deve produzir 53,3 milhões de toneladas, redução de 2%.

Na contramão, o Centro-Oeste deve crescer 3,4%, para 150,2 milhões de toneladas, impulsionado pela expansão da área. No Sul, a produção deve atingir 36 milhões de toneladas, alta de 1,9%, com recuperação da produtividade.

Mercado segue ajustado

Na safra 2025/26, houve maior direcionamento da cana para a produção de açúcar, o que ajudou a sustentar a oferta do adoçante.

No etanol, a queda na produção a partir da cana foi parcialmente compensada pelo avanço do milho.

No curto prazo, a transição entre safras tende a manter o mercado de etanol sustentado, especialmente no segmento anidro. Para o açúcar, a maior oferta global limita altas mais consistentes, embora ainda haja suporte pontual com prêmios de exportação e incertezas externas.

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