Connect with us
27 de maio de 2026

Business

Guerra eleva custos e pode esfriar o mercado, diz pesquisador do Cepea

Published

on


Foto: Pixabay

O avanço do conflito no Oriente Médio segue no radar do agronegócio. A expectativa por uma negociação entre Estados Unidos e Irã ainda é incerta, enquanto o impacto já aparece nos custos de produção no Brasil.

No Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o tráfego de navios segue limitado e sob controle iraniano. O cenário pressiona as cotações do petróleo e, na sequência, encarece insumos estratégicos, como fertilizantes e diesel.

Fertilizantes sob pressão

Com o Brasil dependente da importação de cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, o repasse da alta internacional já começa a aparecer no mercado interno.

Um levantamento do Cepea mostra que, desde o início do conflito:

Advertisement
  • A ureia subiu 21% em Mato Grosso e 20,7% no Paraná;
  • O MAP (fosfato monoamônico) avançou 7,3% em Mato Grosso e 13,7% no Paraná;
  • O cloreto de potássio (KCl) teve alta de 2,9% em Mato Grosso, enquanto no Paraná, houve leve recuo de 0,9%.

Apesar disso, os preços ainda não refletem totalmente o movimento do mercado global.

Impacto varia entre culturas

Segundo o pesquisador do Cepea, Mauro Osaki, o efeito dos fertilizantes não é uniforme entre as culturas. No caso da soja, o impacto tende a ser menor. “A cultura não é grande demandante de nitrogenados, devido à fixação biológica de nitrogênio”, explica.

Por outro lado, culturas como milho, arroz, feijão e cana-de-açúcar dependem mais desses insumos e devem sentir com mais intensidade a alta de custos.

Diesel encarece produção

Além dos fertilizantes, o diesel também entra na conta e pressiona o custo operacional no campo.

Diferentemente de 2022, quando a guerra entre Rússia e Ucrânia elevou os preços das commodities, o cenário atual traz uma preocupação adicional: os produtos agrícolas não acompanham a alta dos insumos.

“O produto agrícola não está reagindo, e o poder de compra do produtor fica prejudicado”, afirma Osaki.

Com isso, o pesquisador explica que a tendência é de um mercado mais cauteloso, com produtores adiando compras e buscando racionalizar o uso de insumos para manter a produtividade.

Advertisement

Menos investimento e risco de inflação

Diante das margens mais apertadas, a avaliação é que o produtor pode reduzir investimentos e até o ritmo de produção na próxima safra. Segundo Osaki, esse movimento pode ter reflexos mais amplos na economia.

“Pode haver redução de oferta e, lá na frente, pressão sobre preços, o que impacta a inflação e dificulta a queda dos juros”, alerta.

Dependência externa preocupa

A vulnerabilidade brasileira fica ainda mais evidente diante da concentração global na oferta de fertilizantes.

No caso do potássio, por exemplo, o mercado é dominado por poucos países, como Canadá, Rússia e Bielorrússia. Embora o Brasil tenha reservas, a exploração enfrenta entraves, principalmente por estar em áreas sensíveis da região amazônica.

Já no fosfato, há produção nacional, mas com qualidade inferior à de regiões como o Norte da África, o que reduz a competitividade.

Advertisement

“O custo de produção no Brasil precisa ser mais baixo que o dos concorrentes, e isso não tem acontecido”, aponta Osaki.

Bioinsumos ainda não substituem químicos

Apesar do avanço dos bioinsumos, eles ainda não são capazes de substituir integralmente os fertilizantes químicos.

Segundo Osaki, o uso atual é complementar. “É uma transição tecnológica. Ainda não conseguimos, com a tecnologia disponível, substituir totalmente os químicos”, explica.

A tendência, no entanto, é de crescimento gradual desse mercado, especialmente no Brasil, que já tem uso em larga escala.

O post Guerra eleva custos e pode esfriar o mercado, diz pesquisador do Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Centro-Sul moe 40,06 milhões de toneladas de cana na 2ª quinzena de abril

Published

on


As usinas do Centro-Sul processaram 40,062 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril da safra 2026/27, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta quarta-feira (27). O volume supera em 123,12% as 17,956 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior. No intervalo, também avançaram a produção de açúcar, a fabricação de etanol e a qualidade da matéria-prima medida em Açúcares Totais Recuperáveis (ATR).

Segundo o levantamento quinzenal da Unica, 38 unidades produtoras reiniciaram as operações na segunda metade de abril, elevando para 238 o total de unidades em atividade no Centro-Sul. Desse número, 219 usinas processavam cana, dez empresas produziam etanol de milho e nove eram usinas flex. No mesmo período da safra 2025/26, estavam operando 226 unidades.

A qualidade da matéria-prima também mostrou melhora. O ATR atingiu 116,89 quilos por tonelada de cana, alta de 6,34% na comparação anual. Esse indicador é acompanhado pelo setor porque influencia o rendimento industrial e a definição do mix entre açúcar e etanol.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Advertisement

Na segunda quinzena de abril, a produção de açúcar somou 1,800 milhão de toneladas, avanço de 109,48% sobre igual período da safra passada. Já a fabricação de etanol alcançou 2,039 bilhões de litros, crescimento de 105,85%. Desse total, 1,410 bilhão de litros corresponderam ao etanol hidratado, com alta de 100,61%, e 628,64 milhões de litros ao etanol anidro, com avanço de 118,66%.

A destinação da cana manteve maior participação do biocombustível. Na quinzena, 59,66% da matéria-prima processada foi direcionada à produção de etanol, ante 54,31% no mesmo intervalo do ciclo anterior. Do volume total de etanol fabricado, 392,48 milhões de litros vieram do milho, participação de 19,25% e alta de 9,37% em relação a um ano antes.

Os dados indicam uma entrada mais acelerada das usinas na safra 2026/27, com expansão simultânea da moagem e da oferta de derivados. Ainda não foram apresentados, no conteúdo disponível, dados consolidados de comercialização ou preços para medir o efeito imediato sobre o mercado.

O acompanhamento das próximas quinzenas será determinante para avaliar se o ritmo de moagem, o mix voltado ao etanol e o avanço do etanol de milho serão mantidos ao longo da safra 2026/27, conforme os relatórios da Unica.

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement

O post Centro-Sul moe 40,06 milhões de toneladas de cana na 2ª quinzena de abril apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Embrapa Soja abre inscrições para curso de produção em Londrina

Published

on


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja promoverá, entre domingo (22) e quinta-feira (26), o Curso de Produção de Soja, em Londrina (PR). A capacitação dará destaque ao módulo de Manejo do Solo e da Cultura e ao Manejo de Plantas Daninhas. Segundo a instituição, a proposta é compartilhar estratégias de produção com foco no manejo do sistema produtivo e na condução técnica da lavoura.

O curso será realizado na unidade da Embrapa Soja, em Londrina, e terá aulas teóricas e práticas ministradas por pesquisadores da própria empresa e de instituições parceiras. A programação informada pela Embrapa inclui temas ligados à instalação da lavoura, integração lavoura-pecuária, manejo e conservação do solo e da água, fertilidade do solo, nutrição de plantas, manejo pós-colheita, manejo integrado de plantas daninhas e dessecação pré-colheita.

De acordo com a descrição do evento, o módulo busca apresentar práticas de manejo que influenciam o desempenho da soja ao longo do ciclo produtivo. O conteúdo técnico abrange desde a preparação do sistema de cultivo até procedimentos de conservação e condução da área, com ênfase em fatores que interferem na produtividade e na eficiência operacional.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Advertisement

A Embrapa informou ainda que o Curso de Produção de Soja será dividido em dois módulos independentes. O segundo está previsto para 2026 e será voltado ao manejo fitossanitário. O material divulgado não detalha, até o momento, carga horária total, número de vagas nem público máximo por turma.

Para produtores, consultores, técnicos e demais profissionais da cadeia da soja, a capacitação reúne temas centrais do manejo agronômico, especialmente em um cenário em que decisões sobre solo, fertilidade, plantas daninhas e pós-colheita têm efeito direto sobre custo operacional e desempenho da lavoura.

As inscrições e a programação completa estão disponíveis no endereço informado pela Embrapa: http://www.embrapa.br//soja/curso-de-producao. Até o momento, a instituição não informou novos detalhes sobre critérios de participação além dos dados básicos de data, local e conteúdo técnico do treinamento.

Fonte: embrapa.br

O post Embrapa Soja abre inscrições para curso de produção em Londrina apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja em 8 de junho para conter ferrugem asiática

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso inicia o período de vazio sanitário da soja no dia 8 de junho. A medida, que segue até 6 de setembro, proíbe a existência de plantas vivas da oleaginosa em qualquer área do estado para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática. O calendário fitossanitário para a safra 2026/27 foi oficializado por uma nova Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).

Com a publicação do documento, o cronograma anterior foi mantido. Após o término do vazio sanitário, a semeadura da soja estará autorizada no estado entre os dias 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

A principal obrigação dos agricultores ao longo dos próximos três meses é a eliminação das plantas “guaxas” ou voluntárias, que nascem de forma espontânea nos campos após a colheita. A ausência de vegetação viva quebra o ciclo de reprodução do fungo Phakopsora pachyrhizi, considerado um dos patógenos mais severos da cultura e capaz de causar prejuízos severos à produtividade.

Riscos e penalidades

As regras estaduais também exigem o monitoramento contínuo das propriedades e o controle imediato caso a doença seja detectada. Além das lavouras, o transporte de grãos e sementes precisa de atenção redobrada, com acondicionamento adequado para evitar o derramamento de carga em rodovias e vias públicas, o que costuma gerar germinação nas margens das pistas.

Advertisement

A fiscalização das áreas rurais e urbanas ficará a cargo do Indea-MT. Caso fiscais identifiquem plantas voluntárias ou irregularidades no transporte durante o período de restrição, os responsáveis estarão sujeitos a penalidades.

“O descumprimento das medidas previstas na normativa pode gerar notificações, destruição das áreas irregulares, multas e demais penalidades previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, explica o analista técnico de Agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), Alex Rosa.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja em 8 de junho para conter ferrugem asiática apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT