Sustentabilidade
Soja/Ceema:Soja fecha estável em Chicago com mercado atento à guerra no Oriente Médio e ao relatório do USDA – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 03/04/2026 e 09/04/2026
Sob influência da guerra no Oriente Médio e na expectativa de novo relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado em 09/04, o mercado da soja, em Chicago, se comportou bastante estável nesta semana. O fechamento desta quinta-feira (09), para o primeiro mês cotado, ficou em US$ 11,65/bushel, contra US$ 11,63 uma semana antes.
O anúncio de uma trégua de duas semanas na guerra, feito durante a semana, mesmo que sem garantias concretas, derrubou a cotação do óleo de soja em Chicago, com a mesma perdendo 3,3% entre os dias 07 e 08 de abril, após ter flertado com os 70 centavos de dólar por libra-peso no dia 07.
Dito isso, o relatório de abril não trouxe grandes novidades, indicando os mesmos volumes de produção e estoques finais, para os EUA, anunciados em março. O mesmo praticamente ocorreu em relação à produção e estoques finais mundiais. A produção do Brasil e da Argentina foi mantida em 180 e 48 milhões de toneladas, enquanto as importações chinesas continuaram em 112 milhões de toneladas para 2025/26. Vale destacar que o mais importante relatório é o de maio, o qual trará a primeira estimativa de produção nos EUA e mundo para o ano comercial 2026/27.
Por sua vez, o novo plantio da soja nos EUA chegou a 3% da área esperada até o dia 05/04, ficando acima da média de 2% para a data. Ao mesmo tempo, na semana encerrada em 02/04 os EUA embarcaram 779.352 toneladas de soja, superando as expectativas do mercado. Com isso, o total já exportado no atual ano comercial chega a 30,7 milhões de toneladas, ou seja, 26% abaixo do exportado no mesmo período do ano anterior.
E no Brasil, diante de um câmbio que trouxe o Real para R$ 5,15 por dólar em momentos da semana, os preços voltaram a recuar. As principais praças gaúchas praticaram R$ 118,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 101,00 e R$ 115,00/saco.
A colheita da soja brasileira havia chegado a 80% da área no início da presente semana, contra 80,5% na média dos últimos cinco anos. A expectativa é de uma colheita um pouco acima de 176 milhões de toneladas (cf. Pátria AgroNegócios). Lembrando que existem analistas privados ainda esperando um volume acima de 180 milhões de toneladas, enquanto a Conab avança um total de 177,8 milhões de toneladas.
Já no Mato Grosso, a produção poderá ser um recorde de 51,6 milhões de toneladas, superando as dificuldades climáticas locais. Para tanto, a produtividade média seria de 66 sacos/hectare (cf. Imea e AprosojaMT).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Cotações de soja sobem até R$ 3,00 nesta quarta-feira; confira os preços por região

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais aquecido, com preços firmes e avanço nas cotações em diversas praças. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos apresentaram boas ofertas, principalmente para pagamentos mais alongados, enquanto o mercado interno também registrou negócios em volumes relevantes.
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As cotações chegaram a subir entre R$ 2 e R$ 3 por saca ao longo da sessão. Chicago teve pequenas oscilações, mas operou na maior parte do tempo no campo positivo. Além disso, o dólar voltou a subir e os prêmios ficaram mais aquecidos, colaborando para um ambiente mais firme nos preços.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): passou de R$ 125,00 para R$ 127,00
- Cascavel (PR): cotações subiram de R$ 119,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): preços passaram de R$ 109,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): cotações avançaram de R$ 113,50 para R$ 115,00
- Rio Verde (GO): foi de R$ 112,00 para R$ 113,00
- Porto de Paranaguá (PR): avançou de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Rio Grande (RS): preços passaram de R$ 130,00 para R$ 132,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As projeções seguem indicando clima favorável ao desenvolvimento das lavouras e adicionando pressão sobre as cotações, limitando movimentos mais consistentes de alta.
USDA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na terça-feira (26), que o plantio atingiu 79% da área prevista no país, acima dos 75% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 68% dos últimos cinco anos. Na semana anterior, o índice era de 67%.
Analistas consultados por agências internacionais apontam baixa probabilidade de calor intenso nos próximos 11 a 15 dias, reduzindo o estresse sobre as lavouras em desenvolvimento.
Outro fator que limitou uma recuperação mais forte das cotações foi a queda de cerca de 5% no petróleo no mercado internacional, reflexo da expectativa de um possível acordo entre Irã e Estados Unidos para o encerramento do conflito no Oriente Médio.
Contrato futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 0,75 centavo de dólar, ou 0,06%, a US$ 11,85 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,84 3/4 por bushel, com retração de 0,25 centavo de dólar ou 0,02%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 2,00, ou 0,6%, a US$ 330,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho encerraram a 75,26 centavos de dólar, com ganho de 0,90 centavo ou 1,21%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,0615 para venda e a R$ 5,0595 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0313 e a máxima de R$ 5,0708.
Com informações da Safras & Mercado.
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Sustentabilidade
Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja estreia novo formato, revela recordes históricos e consolida protagonismo técnico do CESB – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
“O Fórum será mais moderno e dinâmico, propiciando uma maior divulgação dos dados técnicos, com o objetivo de contribuir para que a sojicultura nacional atinja índices cada vez maiores”. É dessa forma que Daniel Glat, presidente do CESB, descreve o novo formato do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que terá a sua 18ª edição nos dias 07 e 08 de julho, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP).
Com vagas limitadas, o evento, organizado pelo CESB e pelo FB GROUP, terá painéis com os novos campeões do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que serão anunciados no evento, além de mesas-redondas técnicas exclusivas sobre os principais gargalos produtivos, análise de sistemas produtivos de alto rendimento, discussões sobre genética, manejo, fisiologia e agricultura digital, e apresentação de soluções tecnológicas com impacto comprovado.
Glat destaca que cada tema será conduzido com foco em aplicação prática e tomada de decisão. “Vamos abordar, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade, e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”.
Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, explica que a escolha dos temas reflete os principais fatores que influenciam o desenvolvimento do cultivo. “Notáveis da cultura da soja e membros do CESB vão apresentar os fatores que sempre estão presentes nos altos níveis de produtividade, tais como a construção de perfil de solo, a variedade da soja a ser plantada sempre com vigor acima de 95%, o controle de doenças/pragas/ervas daninhas de forma preventiva, e uma boa parceria/consultoria técnica”.
De acordo com Sergio Abud, vice-presidente do CESB, esse novo formato do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja representa uma evolução importante do papel do CESB como plataforma de geração e transferência de conhecimento. “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, conectando dados, manejo, ambiente, genética e tomada de decisão. O objetivo é que produtores, consultores, pesquisadores e empresas possam sair do evento não apenas inspirados pelos recordes, mas com aprendizados práticos e aplicáveis ao campo”.
“Além disso, o Fórum consolida-se como um dos principais encontros técnicos da sojicultura nacional, reunindo experiências reais, dados auditados e discussões estratégicas sobre o futuro da produção de soja no Brasil”, acrescenta Abud.
Números Expressivos do Desafio
João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que, em comparação à safra anterior, o Desafio CESB registrou crescimento expressivo tanto no número de inscrições, quanto no volume de auditorias realizadas.
Segundo ele, na safra 2025/26, foram contabilizadas 5.300 inscrições, frente a 4.726 na safra 2024/25, representando um incremento de aproximadamente 12%. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro. A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.
“O avanço foi ainda mais significativo no número de auditorias realizadas, que passou de 812 para 922 áreas, resultando em crescimento de 13,5%. Esses números demonstram o fortalecimento do Desafio CESB no cenário nacional e evidenciam o crescente interesse dos produtores e consultores em validar tecnicamente seus resultados de produtividade por meio de um processo criterioso e reconhecido pelo setor”.
Historicamente, de acordo com Ganem, a Região Sul concentra o maior número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para o Paraná, que tradicionalmente lidera em participação, seguido pelo Rio Grande do Sul. “Esse cenário reflete, entre outros fatores, o elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região, a forte cultura de busca por eficiência produtiva, além do grande número de propriedades de pequeno e médio porte”.
Entretanto, acrescenta o Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, nas últimas safras, observa-se um avanço consistente da participação das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na safra 2025/26, o Mato Grosso alcançou a terceira colocação em número de inscrições, enquanto o estado de São Paulo assumiu a segunda posição no volume de auditorias acionadas. “Esse movimento demonstra a expansão do interesse pelo Desafio CESB em diferentes regiões produtoras e reforça a evolução técnica dos sistemas de produção de soja em âmbito nacional”.
O grande momento
Os campeões do Desafio serão anunciados no 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26, que ocorrerá nos dias 07 e 08 de julho de 2026, no Royal Palm Tower Indaiatuba. A programação completa, os palestrantes convidados e as inscrições para o evento podem ser realizadas no site do evento: www.forumcesb.com.br
Na ocasião, serão anunciados os vencedores em duas categorias: sequeiro e irrigado. Na categoria sequeiro, serão reconhecidos os campeões regionais das cinco grandes regiões produtoras do país — Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. Já na categoria irrigado, será definido diretamente o campeão nacional. O maior resultado entre ambas as categorias será consagrado como o grande campeão CESB.
Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.
De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.
“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.
O Fórum Nacional de Máxima Produtividade do CESB se tornou um termômetro da evolução tecnológica do agronegócio brasileiro e da capacidade dos produtores em superar limites de produtividade com responsabilidade socioambiental. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados.
Após conclusão do Desafio CESB, todos os participantes receberão um laudo/relatório das áreas auditadas, contendo georreferenciamento da área auditada, descritivo do campo de produção, informações técnicas de manejo, registro fotográfico e informações adicionais, além de um Certificado de Participação emitido pela organização do evento, contendo sua classificação nacional, regional e estadual no Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Serviço:
18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26
- Organização: Comitê Estratégico Soja Brasil.
- Quando: 07 e 08 de julho de 2026.
- Onde: Royal Palm Tower Indaiatuba.
- Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento, clicando aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Pulgões em trigo o os impactos dos seus danos indiretos à cultura – MAIS SOJA

Integrando o grupo das principais pragas do trigo, os pulgões são frequentes nas áreas de cultivo desse cereal. Embora possam causar danos diretos por meio da sucção de seiva, o maior impacto econômico dessas pragas está associado aos danos indiretos, especialmente pela transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada (Barley/Cereal yellow dwarf virus – BYDV/CYDV).
Entre as espécies de maior importância econômica destacam-se o pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum), o pulgão-do-colmo (Rhopalosiphum padi), o pulgão-da-folha (Metopolophium dirhodum), o pulgão-da-espiga (Sitobion avenae) e o pulgão-amarelo-da-cana-de-açúcar (Sipha flava), este último menos frequente na cultura do trigo. Os danos variam conforme a suscetibilidade da cultivar e o momento da infecção viral.
De modo geral, quanto mais precoce ocorre a infecção pelo vírus do nanismo amarelo da cevada, maiores são as perdas de produtividade. Para cultivares de trigo adaptadas às condições brasileiras, perdas médias de até 40% na produtividade de grãos podem ocorrer quando a infecção acontece no início do ciclo da cultura (Salvadori et al., 2022).
Segundo Salvadori et al. (2022), os danos diretos decorrentes da alimentação dos pulgões normalmente variam entre 5% e 10%, sobretudo em situações de alta infestação e condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da praga. Entretanto, os maiores prejuízos à produtividade do trigo estão relacionados à transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada (Figura 1).
Figura 1. Danos diretos e indiretos causados por afídeos: necrose em sítio de alimentação de Schizaphis graminum (A); clorose e necrose no sítio de alimentação de Sipha flava (B). Danos indiretos devido à transmissão de Barley yellow dwarf virus (BYDV): sintoma de amarelecimento em folha bandeira (C); visão geral dos sintomas, planta sadia (à esquerda) e planta infectada (à direita) (D); grãos em planta sadia (E) e grãos menores, mal formados e encarquilhados, de planta infectada por BYDV (F).
Os principais sintomas do vírus do nanismo amarelo da cevada incluem amarelecimento das folhas, podendo ocorrer avermelhamento ou coloração púrpura, além de enrijecimento e deformações foliares. A infecção também compromete o funcionamento do floema, reduzindo o desenvolvimento radicular, encurtando os entrenós e ocasionando diminuição da estatura e atraso no ciclo das plantas. Em situações severas, observam-se espigas menores, esterilidade, redução no número de grãos, formação de grãos malformados e ocorrência de espigas melanizadas, conhecidas como “espigas chocolate” (Salvadori et al., 2022).

Considerando a elevada importância dos danos indiretos causados pelos pulgões, especialmente pela transmissão viral, e a maior suscetibilidade do trigo nas fases iniciais de desenvolvimento, torna-se fundamental o manejo dessas pragas desde o início do ciclo da cultura, principalmente em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento, como temperaturas entre 15 °C e 25 °C.
Além disso, em razão da ocorrência de diferentes espécies de pulgões e de suas distintas preferências alimentares, essas pragas podem causar prejuízos em praticamente todos os estádios de desenvolvimento do trigo (Figura 2). Dessa forma, é indispensável adotar estratégias de manejo que permitam o controle eficiente dos pulgões antes que suas populações atinjam níveis capazes de comprometer significativamente a produtividade e a qualidade dos grãos.
Figura 2. Período de ocorrência e nível de controle de pulgões, lagartas e corós no trigo.

Considerando que os pulgões são os únicos vetores do vírus do nanismo amarelo da cevada, o manejo eficiente dessas pragas constitui uma importante medida para reduzir as perdas de produtividade do trigo associadas aos danos indiretos causados pela doença. Entre as medidas de manejo mais eficazes destacam-se o ajuste da época de semeadura, a utilização de cultivares tolerantes ao vírus, o tratamento de sementes com inseticidas e o controle químico via pulverização.
De acordo com Cunha & Cairão (2023), recomenda-se a adoção do controle químico quando forem observadas 10% de plantas infestadas entre os estádios de emergência e emborrachamento, ou média de 10 pulgões por espiga entre as fases de espigamento e grão em massa. Dessa forma, o monitoramento constante das lavouras torna-se fundamental para a tomada de decisão no momento adequado, permitindo reduzir os prejuízos causados tanto pela alimentação dos pulgões quanto pela transmissão do vírus do nanismo amarelo da cevada.
Confira os inseticidas registrados para o controle dos pulgões em trigo clicando aqui!
Referências:
CUNHA, G. R.; CAIRÃO, E. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRA 2023. Embrapa, 2023. Disponível em: < https://www.conferencebr.com/conteudo/arquivo/informacoestecnicastrigotriticalesafra2023-1683736866.pdf >, acesso em: 27/05/2026.
PEREIRA, P. R. V. S; SALVADORI, J. R.; LAU, D. TRIGO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa Trigo, Senar – PR, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/887068/trigo-manejo-integrado-de-pragas >, acesso em: 27/05/2026.
SALVADORI, J. R. et al. PRAGAS DA CULTURA DO TRIGO. Embrapa Trigo, Documentos, n. 200, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1148374/pragas-da-cultura-do-trigo >, acesso em: 27/05/2026.

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