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Mapa cria plataforma para certificar e controlar o trânsito de vegetais no país

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 1.578, que institui o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito). A norma foi publicada nesta terça-feira (7).
O Sinfito reúne e atualiza regras já existentes sobre certificação e controle do trânsito de vegetais no Brasil, além de introduzir medidas para modernizar e tornar mais eficientes esses processos.
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O objetivo é aprimorar o controle da sanidade dos vegetais, ampliando a segurança na produção e no transporte, com regras mais claras e simplificadas para produtores, responsáveis técnicos e órgãos de fiscalização.
O sistema foi estruturado em etapas que abrangem desde o cadastro das propriedades até a certificação e o transporte dos produtos. Entre as principais mudanças está a simplificação das exigências para o trânsito de vegetais, que passa a considerar apenas a origem do produto, sem a necessidade de comparação entre unidades da Federação de origem e destino.
A norma também incentiva o uso de sistemas informatizados, aprimora a rastreabilidade dos produtos e reforça os mecanismos de fiscalização e transparência. O texto foi construído ao longo de vários anos, em diálogo com os estados e o setor produtivo, incorporando contribuições recebidas nesse período.
Sinfito
O Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito) é uma plataforma nacional que unifica e moderniza as regras para emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e seu consolidado (CFOC). Ele visa simplificar o trânsito de produtos vegetais, aumentar a rastreabilidade e fortalecer a segurança sanitária no Brasil.
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Fazenda dobra média produtiva nacional da banana com pivô central

O Brasil produziu 7,2 milhões de toneladas de banana em 2025, com média nacional de 14,9 toneladas por hectare, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.
A Bahia, segundo estado que mais cultiva a fruta, atrás apenas de São Paulo, porém, teve rendimento inferior no último ano, de 11,9 toneladas.
Contudo, no oeste baiano, a experiência da Fazenda Canta Galo, da Frutsi Agro, em Serra do Ramalho, mostrou como a irrigação por pivô central vem sendo usada para ampliar a estabilidade produtiva da cultura.
Na propriedade, a referência produtiva chega a 32 toneladas por hectare de banana prata, mais que o dobro das médias estadual e nacional.
A banana é uma cultura de elevada exigência hídrica e costuma ser sensível tanto ao estresse quanto ao excesso de água. Em regiões semiáridas, onde longos períodos sem chuva fazem parte da rotina produtiva, irrigar bem significa mais do que aplicar água, mas também preservar o potencial da lavoura.
Na Canta Galo, a banana passou a integrar o sistema produtivo em 2019, em sucessão ao mamão. Segundo o produtor rural Thiago Bresinski Lage, a adaptação da cultura ao pivô central superou as expectativas.
“A banana se adaptou bem ao pivô central. Ela é uma planta de clima tropical, exige bastante água. A vantagem do pivô é que ele cria um microclima e proporciona mais conforto térmico às plantas, o que se traduz em estabilidade produtiva e maior segurança em uma região de alta demanda evaporativa como a que temos aqui”, afirma.
O engenheiro-agrônomo Aldo Narici, consultor da Valley que acompanha a Fazenda Canta Galo, destaca que a banana é um cultura sensível e sujeita a diversas doenças causadas pelo excesso de água, enquanto que a falta de irrigação baixa significativamente o nível produtivo, sendo fundamental o manejo hídrico com o apoio de plataformas inteligentes.
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Seguro rural deve ter queda de 4% em 2026, estima CNSeg

A projeção de desempenho do seguro rural em 2026 foi revisada para baixo pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A expectativa anterior apontava crescimento nominal de 2,3%, mas a nova estimativa indica queda de 3,9%.
Segundo o presidente da entidade, Dyogo Oliveira, o novo cenário decorre, principalmente, da falta de recursos suficientes no orçamento federal destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mecanismo que subsidia parte do custo da apólice para o produtor. Sem esse apoio, a contratação de seguros tende a diminuir.
“O principal fator é que ainda não tivemos, no orçamento deste ano, os recursos necessários para retomar a trajetória de crescimento do seguro rural”, afirmou Oliveira. “Isso acaba travando o mercado e levou à revisão da projeção.”
Dados apresentados pela entidade indicam que a arrecadação do segmento rural alcançou R$ 12,9 bilhões em 2025, uma queda de 8,8% em relação a 2024. Em janeiro deste ano, a queda foi de 12,2%, totalizando R$ 1,1 bilhão.
Redução da cobertura
A proporção da área agrícola segurada no país caiu significativamente nos últimos anos, destaca a CNseg.
A entidade lembra que o Brasil chegou a ter cerca de 13,7 milhões de hectares da área plantada protegida, mas o índice recuou para pouco mais de 3 milhões em 2025, o que representa 3,3% do total de área plantada do Brasil.
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Para Oliveira, a diminuição da cobertura cria um ciclo negativo. Com menos produtores contratando apólices, o risco médio da carteira aumenta, pressionando o preço do seguro e desestimulando novas contratações e a entrada de seguradoras no mercado.
“O seguro funciona pela diluição do risco. Quando menos produtores participam, o custo médio sobe e o mercado perde competitividade”, ressalta.
A queda na proteção ocorre em um momento de aumento dos riscos climáticos para o agronegócio. De acordo com levantamento citado pela CNseg, o Brasil registrou perdas médias de cerca de R$ 60 bilhões por ano em eventos climáticos nos últimos anos, sendo o setor agrícola um dos mais impactados.
A entidade defende a criação de mecanismos estruturais para fortalecer o seguro rural no país. Entre as propostas apresentadas estão a garantia de orçamento estável para o PSR e a criação de um fundo de estabilização do seguro rural, que permitiria compensar anos de alta sinistralidade e reduzir a volatilidade dos prêmios.
PL contra contigenciamento de recursos
Também está em discussão no Congresso um projeto de lei relatado pelo deputado Pedro Lupion e de autoria da senadora Tereza Cristina, que busca impedir o contingenciamento de recursos do programa e estruturar o fundo de estabilização.
Segundo Oliveira, o fortalecimento do seguro rural é considerado estratégico diante da mudança no modelo de financiamento do agronegócio brasileiro que, conforme ele, está cada vez mais baseado em capital privado.
“Com mais financiamento privado no campo, cresce a necessidade de mecanismos que transmitam segurança ao investidor. O seguro é uma peça fundamental para garantir estabilidade e confiança no sistema”, afirmou.
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Como ficou o mercado de soja nesta quinta-feira? Confira as cotações por região

O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação, com ofertas limitadas e cotações mistas, sem mudanças relevantes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços continuam abaixo do nível considerado ideal pelos produtores, o que reduz o interesse em negociar.
De acordo com o analista, as margens seguem apertadas e a indústria mantém uma postura cautelosa, já relativamente abastecida. Com isso, as compras ocorrem de forma cadenciada. Nos portos, as cotações seguem pressionadas, girando entre R$ 129 e R$ 131 para pagamentos mais curtos.
Confira os preços de soja por região do Brasil:
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 123,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 110,50 para R$ 110,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 109,50 para R$ 109,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 129,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 129,00
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Soja em Chicago
No cenário externo, o dia também foi de poucas novidades. O USDA divulgou relatório sem grandes surpresas, considerado neutro pelo mercado, enquanto o dólar recuou frente ao real, retirando competitividade da soja brasileira. A combinação desses fatores limitou qualquer reação mais consistente nos preços.
Mesmo assim, os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na CBOT, sustentados pela valorização do petróleo e pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O contrato maio fechou a US$ 11,65 1/4 por bushel, enquanto julho foi a US$ 11,81.
USDA
O relatório do USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26, estimada em 116 milhões de toneladas, com estoques finais de 9,53 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa foi mantida em 180 milhões de toneladas, enquanto a safra 2024/25 foi elevada para 172,5 milhões. A produção da Argentina segue projetada em 48 milhões de toneladas para 2025/26.
No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram estabilidade na maior parte das praças, com quedas pontuais no Centro-Oeste.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,77%, cotado a R$ 5,0629 para venda, após oscilar entre R$ 5,0580 e R$ 5,1060 ao longo do dia.
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