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17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Colheita da soja avança para 38% no RS com produtividade média estimada em 2.871 kg/ha – MAIS SOJA

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A cultura da soja avança para a fase final do ciclo. A colheita está acelerada, alcançando 38% das lavouras, beneficiada por predomínio de tempo seco, elevada insolação e baixa umidade relativa do ar no período. O teor de umidade dos grãos colhidos variou entre 13% e 14%, favorecendo a eficiência operacional da debulha e minimizando descontos por umidade na comercialização nas unidades recebedoras. Estão 42% das lavouras maduras, 19% ainda estão em enchimento de grãos, e poucas em floração.

O desempenho produtivo está satisfatório na maior parte do Estado, mas a irregularidade espacial das precipitações gerou zonas de baixa produtividade, especialmente na Metade Oeste, além de áreas semeadas mais tardiamente e em solos de menor capacidade de retenção hídrica.

Os plantios beneficiados por melhor distribuição de chuvas e maior nível tecnológico, apresentam desempenho superior, sustentando produtividades mais elevadas. No entanto, nas áreas sujeitas à restrição hídrica mais prolongada, observa-se desuniformidade fenológica entre lavouras e a coexistência de plantas em diferentes estádios de maturação, reflexo direto das oscilações hídricas ao longo do ciclo. Em áreas afetadas por déficit hídrico durante fases críticas, como floração e enchimento de grãos, há redução no porte e no número de vagens, além de grãos de menor massa.

Em relação ao estado sanitário, a incidência de ferrugem-asiática e oídio exigiu manejo contínuo, e a pressão de ácaros e tripes diminuiu.

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A produtividade média revista na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RS-Ascar está estimada em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita está mais adiantada a Oeste da região e diminui gradativamente em direção a Leste. As maiores proporções colhidas estão em Itacurubi (35% dos 21.000 hectares) e Maçambará (30% dos 55.000 hectares). Em São Gabriel, 8% dos 125.000 hectaresforam colhidos, com produtividades entre 1.800 e 2.100 kg/ha. Observa-se elevada desuniformidade das plantas em função do estresse hídrico e perdas mais acentuadas nos cultivos semeados em novembro.

A colheita está em estágios iniciais em Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito e Hulha Negra, no qual os primeiros resultados estão dentro da expectativa inicial de 2.400 kg/ha. Na Região da Campanha, em áreas de várzea, o ciclo é mais tardio, e as lavouras têm melhor potencial. Parte da produção das lavouras em boas condições sanitárias e desempenho está sendo reservada para a utilização como semente na próxima safra.

Na de Caxias do Sul, a colheita atinge cerca de 35% da área. As produtividades variam entre 2.400 e 3.000 kg/ha, e há melhor desempenho nas lavouras tardias. A restrição hídrica, especialmente entre janeiro e fevereiro, impactou negativamente o rendimento, especialmente nos Campos de Cima da Serra.

Na de Frederico Westphalen, 35% foram colhidos. As lavouras remanescentes estão distribuídas entre maturação (55%) e enchimento de grãos (10%). A produtividade média estimada é de 2.963 kg/ha, refletindo condições relativamente favoráveis ao longo do ciclo.

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Na de Ijuí, a colheita evoluiu celeremente, atingindo 52% da área. A produtividade média inicial é de aproximadamente 3.100 kg/ha, com tendência de redução nas áreas finais. Em Santo Augusto, onde 70% foram colhidos, a média é de 3.180 kg/ha. Na região, observase  elevada variabilidade produtiva. Após a colheita, intensificam-se as operações de implantação de culturas de cobertura e correção da fertilidade do solo.

Na de Passo Fundo, as lavouras se distribuem entre maturação fisiológica (25%), maduras (30%) e colhidas (45%). As produtividades variam entre 2.400 e 3.000 kg/ha, oscilando conforme condições locais de solo e restrição hídrica.

Na de Pelotas, a colheita está em fase inicial, chegando a 9%. Predomina a fase de enchimento de grãos (63%), seguida de maturação (22%). As condições de maior disponibilidade hídrica e menor evapotranspiração favoreceram o desenvolvimento, e houve bom pegamento de flores e vagens, sustentando satisfatório potencial produtivo.

Na de Santa Maria, 30% da área foi colhida em Júlio de Castilhos (107.000 hectares) e 40% em Tupanciretã (147.000 hectares). As produtividades variam entre 2.100 a 2.700 kg/ha em áreas mais afetadas pela estiagem, podendo superar 4.200 kg/ha em lavouras com melhor regime hídrico.

Na de Santa Rosa, cerca de 35% da área foi colhida. Estão 43% em maturação, 18% em enchimento de grãos, 4% em floração e 1% em desenvolvimento vegetativo. Observa-se desuniformidade na maturação, o que intensifica o uso de dessecantes. Há elevado registro de perdas e acionamento de mecanismos de apoio, como o Proagro. A soja safrinha apresenta bom desenvolvimento inicial.

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Na de Soledade, a colheita atinge 40%. Os cultivos em maturação fisiológica totalizam 50%, e 10% ainda estão em enchimento de grãos. A produtividade apresenta ampla variação, de 1.800 a cerca de 5.000 kg/ha, com média estimada próxima a 3.000 kg/ha. As lavouras tardias ainda demandam manejo fitossanitário, para controle de ferrugem-asiática, oídio, tripes e ácaros.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 120,37 para R$ 120,86, aumentando 0,41% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Farsul cobra ANP por ações urgentes contra risco de diesel no RS – MAIS SOJA

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A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) protocolou, nesta segunda-feira (14 de setembro de 2026), um ofício urgente direcionado ao Diretor-Geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt Neto. O documento manifesta profunda preocupação com os novos relatos de restrições e atrasos na entrega de óleo diesel aos produtores rurais gaúchos, justamente no momento em que se inicia o plantio da safra de verão.

No ofício assinado pelo presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, a entidade lembra que um cenário semelhante ocorreu entre março e abril deste ano, durante a colheita do arroz e da soja. Naquela ocasião, mesmo com a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) operando normalmente e com estoques suficientes no estado, produtores, Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), postos e municípios enfrentaram severas limitações de fornecimento, com registros de operações agrícolas interrompidas e preços do diesel comercializado chegando a alcançar até R$ 9,00 por litro. As dificuldades atingiram cerca de 170 municípios, afetando serviços públicos essenciais.

Estudos da Assessoria Econômica da Farsul apontam que a alta de 21,1% no preço do diesel S10 (que saltou de R$ 5,97 para R$ 7,23 por litro) poderia acrescentar R$ 612,2 milhões aos custos diretos das operações mecanizadas nas principais lavouras do estado. Em um cenário mais crítico, com o combustível a R$ 9,00 por litro, as perdas potenciais poderiam chegar a R$ 1,47 bilhão.

Agora, o problema reaparece em um momento de janela agronômica bastante limitada. A Farsul adverte que a falta de combustível pode atrasar a implantação das culturas, reduzir a área plantada e comprometer a produtividade. Além disso, o encarecimento do diesel encarece a produção e o transporte, gerando reflexos diretos na economia e nos preços dos alimentos ao consumidor.

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A entidade também destaca que, conforme boletim da Abicom, o preço nacional do diesel permaneceu abaixo da paridade de importação durante todo o mês de agosto, com defasagem de até R$ 2,56 por litro. A subvenção de R$ 1,00 por litro anunciada pelo Governo Federal em 9 de setembro é vista como uma medida que precisa resultar urgentemente em oferta efetiva, regularidade de entregas e redução de preços.

Solicitações à ANP

Diante da urgência imposta pelo calendário agrícola, a Farsul cobra da ANP a adoção imediata das seguintes providências:

  1. Fiscalização imediata das distribuidoras que operam no Rio Grande do Sul, com foco no atendimento aos TRRs, postos independentes e municípios do interior;
  2. Divulgação atualizada e regionalizada dos estoques, pedidos recebidos, volumes entregues, recusas e prazos de atendimento;
  3. Esclarecimento dos critérios utilizados pelas distribuidoras na alocação dos volumes disponíveis;
  4. Apuração de eventuais recusas injustificadas, retenção de produto, discriminação entre compradores ou limitação artificial da oferta;
  5. Informações sobre o calendário de importações e os efeitos práticos da subvenção anunciada pelo Governo Federal;
  6. Apresentação dos resultados das apurações realizadas durante a crise de março e abril, bem como de um plano de contingência para os períodos de plantio e colheita.

Por fim, a Farsul reforça que permanece à disposição para encaminhar informações que auxiliem na identificação dos pontos de restrição, reiterando que o acesso a diesel disponível no momento adequado e a preço economicamente viável é condição indispensável para a produção de alimentos, a manutenção de empregos e a proteção do consumidor brasileiro.

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Sustentabilidade

Subsolagem ou escarificação? Diagnóstico do solo define operação mais adequada no campo – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

A presença de camadas compactadas no solo pode limitar o desenvolvimento das raízes, dificultar a infiltração de água e comprometer o estabelecimento das culturas. Para corrigir o problema, operações como escarificação e subsolagem podem ser utilizadas, mas a escolha deve partir de um diagnóstico da área, principalmente da profundidade em que está localizada a camada compactada.

De acordo com Henrique Moscatelli, engenheiro agrônomo, inteligência de mercado e marketing da Piccin Equipamentos, a profundidade de trabalho é o principal fator que diferencia as duas operações. “A subsolagem é mais profunda, podendo chegar a 45 centímetros, com hastes mais robustas e maior espaçamento entre elas, o que também exige mais potência do trator. Já o escarificador atua nas camadas mais superficiais, até cerca de 30 centímetros, com possibilidade de menor revolvimento e manutenção da palhada na superfície”, explica.

Antes de levar o implemento ao campo, é importante identificar em qual profundidade a compactação ocorre. Alguns sinais podem ser observados diretamente na lavoura, como manchas de plantas com menor desenvolvimento, germinação desuniforme, pontos de encharcamento e alterações no crescimento das raízes. “Ao retirar uma planta com cuidado, é possível observar se as raízes estão verticalizadas e aprofundando normalmente ou se apresentam crescimento lateralizado, como se estivessem achatadas. Mas, para uma análise mais precisa, o penetrômetro é o equipamento mais indicado porque permite identificar em qual profundidade está a camada compactada”, afirma o especialista.

Em áreas maiores, diferentes pontos podem ser avaliados para a elaboração de um mapa de compactação do talhão. A abertura de trincheiras também permite observar diretamente o perfil do solo e o comportamento das raízes. A Embrapa recomenda que o diagnóstico combine observações de campo, análise do sistema radicular, abertura de trincheiras e uso de equipamentos capazes de medir a resistência do solo à penetração.

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Quando a compactação está concentrada nos primeiros 30 centímetros, condição que pode ocorrer em áreas com histórico de gradagens e tráfego de máquinas, a escarificação pode atender à necessidade com menor mobilização do perfil. Dependendo da configuração do equipamento, a operação também pode contribuir para a manutenção da palhada na superfície e ser utilizada em situações específicas dentro de sistemas de plantio direto, desde que constatada a necessidade de intervenção.

Já quando a camada de impedimento está abaixo desse limite, a subsolagem pode ser uma alternativa. Entre as situações que podem exigir atuação em maior profundidade estão áreas com histórico de pisoteio animal, integração lavoura-pecuária, cabeceiras de talhões e pontos submetidos repetidamente ao tráfego de máquinas.

Mais profundidade não significa melhor resultado

Um dos erros mais comuns é associar uma operação mais profunda a uma descompactação necessariamente mais eficiente. Na prática, trabalhar abaixo da camada que precisa ser rompida aumenta o esforço de tração, o consumo de combustível e o desgaste do equipamento, sem necessariamente proporcionar ganho agronômico.

O problema inverso também pode ocorrer. Quando o equipamento trabalha acima da camada compactada, rompe apenas a parte superficial do perfil e mantém o impedimento ao desenvolvimento das raízes. “Operar mais fundo do que o necessário aumenta a exigência de potência, o consumo de combustível e o desgaste do conjunto sem ganho. Se trabalhar mais raso que a camada compactada, existe uma impressão de que o serviço foi realizado, mas o impedimento continua ali e o comportamento da raiz não muda”, destaca Moscatelli.

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O diagnóstico também ajuda a evitar que problemas de outra natureza sejam confundidos com compactação. Limitações químicas do solo, como acidez ou deficiência de nutrientes, por exemplo, exigem estratégias específicas de correção e não serão solucionadas apenas com uma operação mecânica.

Umidade interfere na eficiência

Além da profundidade, a condição de umidade do solo no momento da operação é determinante. O ideal é que o perfil esteja em condição friável, quando apresenta umidade suficiente, mas se desfaz com facilidade ao ser pressionado. Com o solo muito úmido, a haste pode comprimir as paredes do sulco em vez de promover a ruptura desejada.

Em condições excessivamente secas, aumenta a resistência à passagem do implemento e, consequentemente, a demanda de tração. “O solo precisa estar friável. Nessa condição, a haste consegue romper uma faixa maior do que apenas a linha de contato da ponteira. Solo úmido demais não traz bom resultado e solo seco demais exige muita tração”, explica o especialista.

O espaçamento das hastes também influencia a qualidade da operação. Segundo Moscatelli, uma referência é trabalhar com distância equivalente a aproximadamente uma a 1,5 vez a profundidade de atuação. Espaços excessivos podem deixar faixas sem rompimento, enquanto uma configuração muito fechada aumenta o revolvimento e a demanda energética. Orientações técnicas da Embrapa também apontam relações próximas a essa faixa para favorecer a ruptura do solo entre as hastes.

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Nivelamento do implemento e estado das ponteiras completam os cuidados. O equipamento deve permanecer paralelo ao terreno para manter profundidade uniforme, enquanto ponteiras desgastadas podem perder eficiência de penetração e aumentar a demanda de potência.

Equipamento deve acompanhar a necessidade da área

A definição da profundidade de trabalho também deve orientar a escolha do equipamento. Para diferentes condições de campo, a Piccin possui linhas de escarificadores e subsoladores com configurações distintas. Entre os escarificadores está o EPCR 300, com configurações de cinco a 25 hastes e trabalho de até 260 milímetros de profundidade.

Para operações mais profundas, a empresa dispõe da linha de subsoladores SP, com versões de três a 11 hastes e profundidades entre 200 e 450 milímetros, além de configurações com sistemas de desarme para situações com pedras e outros obstáculos. Na linha com controle remoto, o SPCR 500 pode atingir 500 milímetros. A fabricante também possui a linha Advanced, com configuração modular e trabalho entre 200 e 550 milímetros de profundidade, além de opções de espaçamento e sistemas de desarme de acordo com a aplicação.

Para Moscatelli, a escolha deve começar pelo diagnóstico da área. “Observe como está a lavoura, faça uma avaliação com penetrômetro ou abra uma trincheira para descobrir em qual profundidade está a camada compactada. Com esse dado em mãos, é possível identificar o equipamento adequado para aquela condição. A profundidade da compactação é que deve definir a operação, e não o contrário”, conclui.

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Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Clima instável, produção menor – MAIS SOJA

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As lavouras de milho safrinha do Paraná enfrentaram condições climáticas adversas e distintas na temporada 2025/26. Estiagens pontuais e altas temperaturas afetaram o desenvolvimento das plantas na fase inicial da cultura.

No oeste do estado, Gabriel Redivo destinou 960 hectares ao milho. O plantio levou pouco mais de duas semanas, entre o final de janeiro e o dia 14 de fevereiro. As chuvas foram escassas em março e abril, e reduziram o potencial produtivo em 40%, conta o produtor. A média ficou entre 82 e 90 sacas/hectare.

A família de Gabriel atua no agronegócio do Paraná desde os anos 1970. O avô materno dele, Adolfo Oto Midding, deixou o município catarinense de Videira para arrendar a propriedade de um familiar na divisa de Santa Tereza do Oeste e São Pedro do Iguaçu, em 1977. Pouco depois, com recursos relativos a uma herança, comprou uma área de terra vizinha aproveitando uma época em que os valores não eram tão elevados. Era um período em que a mecanização recém estava se iniciando e os produtores costumavam apostar em três culturas. Era soja no verão e trigo no inverno. Naquela época, já pelo início dos anos 1980, Adolfo começou a fazer experimento com o plantio do milho com matraca no meio das linhas de soja. Como a colheita ainda era manual, permitia o consórcio das duas culturas. Era o esboço da safrinha nascendo já que naquela época o milho era um cultivo de verão.

Atualmente, a soja ocupa 100% da área no verão enquanto o milho cobre 70% do total no inverno. Seis anos atrás, Gabriel e o avô Adolfo decidiram apostar em uma terceira cultura. Passaram a dedicar 190 hectares ao feijão. O plantio normalmente é no final de fevereiro e a colheita acontece entre maio e junho. A última safra rendeu 38 sacas/hectare para um nível médio de investimento.

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Odelir, o pai de Gabriel, se ocupa de outra atividade da família em Santa Tereza do Oeste, próximo a Cascavel (PR). Assim, Adolfo, de 84 anos, é quem divide com Gabriel os afazeres e as decisões sobre a lavoura. “Ele se envolve e vai todo dia à lavoura”, diz o neto. Como um bom descendente de germânicos, ele fala fluentemente o idioma de seus antecessores. E foi no idioma de seus ancestrais, que ele lamentou a eliminação da seleção alemã de futebol pela derrota para o Paraguai pela Copa do Mundo.

Milho safrinha 2026

Produtividade média (sacas/hectare)

  • MT – 116,58 (+1,6%)
  • MS –    88,33 (+41,6%)
  • PR –     99,50 (+20,5%)
  • GO – 82,86 (-24,3%)
  • Brasil – 98,50 (-9%)

Produção por estado (milhões toneladas)

  • MT – 52,66 (-3,5%)
  • MS – 11,92 (-13,7%)
  • PR – 17,61 (-0,1%)
  • GO – 10,01 (-31%)
  • Brasil – 106,79 (-7,9%)
  • Fonte: IBGE, julho 2026
Centro-oeste        

Maior produtor agrícola brasileiro, o Mato Grosso colheu grandes volumes de milho apesar da redução da produtividade em 6,4%. Levantamento realizado pelo IBGE e divulgado em julho aponta a produção de 52,66 milhões de toneladas. Algumas regiões tiveram clima menos favorável que a área da atuação da C.Vale. “Os produtores conseguiram plantar, em sua grande maioria, dentro da melhor janela de plantio e o clima também ajudou com chuvas regulares e melhor distribuídas. Pragas e doenças foram bem manejadas e não tiveram impacto significativo. A soma destes fatores resultou em boas médias de produtividade”, avalia Renato Rambo, gerente da C.Vale para o Mato Grosso.

 Em Mato Grosso do Sul, a combinação de estiagens, ataque de lagartas e chuva no ciclo reprodutivo complicou o desempenho da cultura, segundo o gerente regional da cooperativa Jeferson Salatti. “Apesar dessas adversidades, a produtividade oscila entre 80 e 120 sacas por hectare, garantindo um resultado considerado normal para o estado. Segundo ele, o desempenho “comprova a eficiência da gestão do produtor no campo”.

Fonte: Assessoria de Imprensa C.Vale, disponível em Sistema Ocepar



FONTE
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Autor:Assessoria de Imprensa C.Vale, disponível em Sistema Ocepar

Site: Sistema Ocepar

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