Connect with us

Agro Mato Grosso

UFMT Sinop recebe comitiva norte-americana para experiência de imersão no agro

Published

on

O Laboratório de Análise de Sementes (LASSINOP), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Sinop, recebeu a visita de representantes das áreas de agricultura e pecuária (leiteira e de corte) do estado do Kansas, nos Estados Unidos, na última semana. A atividade integrou agenda institucional voltada à apresentação de técnicas, sistemas produtivos e práticas adotadas na agropecuária mato-grossense, oferecendo aos visitantes uma visão ampla da realidade do campo em Mato Grosso.

A visita faz parte do programa internacional K-State KARL Program, conduzido pelo AgroConnection, que tem como objetivo proporcionar aos participantes uma imersão em experiências e tecnologias utilizadas no Brasil, promovendo a troca de conhecimentos e o fortalecimento de relações institucionais no setor agropecuário. Durante a programação, o professor do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais (ICAA), Arthur Behling, apresentou um panorama da agropecuária de Mato Grosso, abordando aspectos relacionados à produção agrícola, à pecuária e aos sistemas integrados de produção, ressaltando a relevância do estado no cenário nacional e internacional.

Esta é a segunda ocasião em que o LASSINOP recebe a iniciativa, o que consolida a parceria e reforça o compromisso do laboratório com a difusão do conhecimento, a cooperação internacional e a excelência em pesquisa na área de sementes, aproximando ainda mais a UFMT de instituições e profissionais do agronegócio em nível global.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Inoculante eleva produtividade do feijão em até 17% em MT e reduz uso de fertilizantes

Published

on

Uma pesquisa conduzida pela Embrapa revelou resultados promissores para a cultura do feijão no Cerrado, ao avaliar o uso do inoculante BiomaPhos. O estudo demonstrou que a aplicação do produto, combinada com a redução de 50% na adubação fosfatada, resultou em um aumento médio de cerca de 17% na produtividade. A produção alcançou 4,1 mil quilos por hectare, superando os 3,4 mil quilos registrados no sistema convencional, baseado apenas em fertilizantes químicos.

O desempenho está diretamente relacionado à capacidade do inoculante de ampliar a disponibilidade de fósforo no solo. Essencial para o desenvolvimento das plantas, esse nutriente costuma ficar retido em solos do Cerrado, ricos em óxidos de ferro, o que dificulta sua absorção pelas raízes. As bactérias presentes no BiomaPhos atuam justamente na solubilização desse fósforo, tornando-o acessível às plantas.

Os experimentos foram realizados ao longo de dois anos, em diferentes regiões e safras, com doses variadas do inoculante associadas à metade da adubação fosfatada. Para comparação, também foram analisados cultivos com fertilização completa sem inoculante e áreas sem qualquer tipo de insumo. Os resultados mais expressivos foram observados na dosagem de 4 mL por quilo de sementes, que proporcionou ganhos de produtividade de até 17% em relação ao manejo tradicional e 31% frente às áreas sem adubação ou inoculação.

De acordo com o pesquisador Enderson Ferreira, da Embrapa Arroz e Feijão, os dados indicam que o uso do inoculante pode representar uma mudança significativa no manejo da fertilização fosfatada. Além do aumento da produtividade, foram observados avanços no desenvolvimento das plantas, como maior massa de raízes e parte aérea, aumento no número de vagens e grãos, além de maior acúmulo de fósforo.

Apesar dos resultados positivos, o pesquisador ressalta que o uso isolado do inoculante não garante eficiência total na nutrição das plantas. Fatores como acidez do solo, baixos teores de cálcio, presença de alumínio, umidade e compactação ainda influenciam diretamente a disponibilidade de fósforo. No experimento, por exemplo, foi realizada a correção do solo com calcário cerca de 50 dias antes do plantio, elevando a saturação de bases e ajustando o pH para aproximadamente 6,5.

Desenvolvido ao longo de mais de 19 anos em parceria entre a Embrapa e a Bioma, o BiomaPhos é composto por bactérias como Bacillus subtilis e Bacillus megaterium, capazes de solubilizar fosfatos e estimular o crescimento radicular. A tecnologia já é utilizada em culturas como milho e soja, com resultados consistentes de aumento de produtividade.

Segundo a pesquisadora Christiane Paiva, da Embrapa Milho e Sorgo, o inoculante representa uma alternativa sustentável, por ser uma solução biológica de baixo custo e com menor impacto ambiental. Em outras culturas, como milho, soja e cana-de-açúcar, os estudos também indicam ganhos expressivos tanto em produtividade quanto na eficiência do uso do fósforo.

Além dos benefícios agronômicos, a tecnologia pode contribuir para a redução dos custos de produção, já que a adubação fosfatada é uma das principais despesas do produtor rural. Com isso, o uso do inoculante também surge como estratégia para diminuir a dependência da importação de fertilizantes e fortalecer a sustentabilidade da produção agrícola brasileira.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Escoamento da soja mantém o frete em alta em Mato Grosso

Published

on

Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja

As exportações de soja cresceram no mês de fevereiro, contribuindo para o aumento no preço dos fretes.

Além da colheita, o período chuvoso é outro fator que influencia na alta dos preços do serviço de transporte de grãos.

A análise está na edição de fevereiro do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O monitoramento dos corredores logísticos evidencia o Arco Norte e o porto de Santos (SP) como principais canais de exportação de soja e milho no início de 2026.

Pelo Arco Norte, houve o escoamento de 40,8% da produção de milho e 38,4% da produção de soja.

Já pelo Porto de Santos foram exportados 33,5% da safra de milho e 36,8% da de soja.

Com a previsão de safra recorde divulgada pela Conab no último levantamento da safra de grãos, os próximos meses devem ser marcados pelo aumento dos fretes rodoviários.

“No mercado externo, oscilações cambiais, incertezas geopolíticas e o valor do petróleo devem continuar influenciando o preço dos fretes. Já no mercado interno, os produtores devem lidar com o avanço da colheita das culturas de primeira safra, o que também mantém a pressão de alta nas cotações para a remoção dos grãos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

De acordo com o Boletim, Mato Grosso, principal estado produtor de grãos no país, o alto volume de soja manteve a logística aquecida e os fretes com tendência crescente, com valores até 19% mais elevados que no mês anterior.

Apesar das chuvas, melhorias recentes em infraestrutura asseguraram o fluxo, mantendo a proeminência do estado mato-grossense no fornecimento de commodities.

Como detalham os analistas da Conab, em fevereiro, Mato Grosso registrou forte aquecimento logístico em continuidade ao movimento iniciado no mês anterior como reflexo da colheita da safra de soja e da necessidade de escoamento de uma produção de enorme magnitude próxima a 50 milhões de toneladas.

No campo, a produtividade tem se consolidado como muito positiva, melhor do que inicialmente projetada, e a elevada incidência de chuvas, além de ter impulsionado o resultado, também tem imposto grandes desafios no que se refere às operações logísticas.

Diante do alto volume pluviométrico, toda e qualquer janela de tempo seco tem sido devidamente aproveitada e otimizada mediante a crescente capacidade técnica e operacional do produtor mato-grossense.

Neste contexto, é primordial que a logística sempre esteja alinhada aos trabalhos a campo, de modo a se evitar gargalos e dar vazão à produção, tanto a nível local, quanto sob uma perspectiva mais macro, abrangendo armazéns maiores e terminais de transbordo.

Apesar das chuvas o fluxo logístico tem transcorrido de forma bastante fluida, sem grandes adversidades.

Nos últimos anos muitos investimentos em logística têm sido realizados em Mato Grosso, com ampliação significativa na quilometragem asfaltada em âmbito estadual, além da expansão de alternativas para transbordo em modais distintos, seja no estado, ou em estados vizinhos.

Diante disso, mitigam-se alguns gargalos que até recentemente eram observados em maior grau, com a produção podendo ser escoada com relativa celeridade e maior eficiência”, explicam os analistas.

Trata-se de uma estrutura imprescindível para Mato Grosso que tem observado a cada ano grandes avanços em sua área plantada e na produtividade.

Neste momento, a elevada safra de soja e a projeção de grande oferta de milho, a ser colhida em meados de 2026, aliadas à ampliação dos acordos comerciais brasileiros, bem como à consolidação do Brasil e de Mato Grosso como fornecedor mundial destas commodities devem manter a logística aquecida e em crescente dinamismo.

Neste contexto foi observada alta nas cotações de fretes rodoviários em praticamente todas as rotas que têm o estado como origem, sendo as variações entre moderadas e elevadas. As maiores elevações ocorreram em origens cuja maior intensificação da colheita se deu em fevereiro, caso de Querência, representativa do Vale do Araguaia, que passou a registrar maior aquecimento logístico neste mês, após uma aceleração apenas incipiente e moderada em janeiro.

Por outro lado, rotas que envolvem Sorriso e Campo Novo que avançaram mais em seus trabalhos de colheita em janeiro já haviam observado maiores altas no referido mês, apresentando, em fevereiro, continuidade no movimento de alta, porém, de maneira não tão acentuada.

A tendência é de manutenção das cotações em patamares elevados ao longo dos próximos meses, diante deste quadro de grande oferta de soja a ser escoada, forte demanda internacional, proximidade da colheita do milho com a consequente necessidade de se comercializar o saldo remanescente do produto, ainda superior a 5%, em um curto intervalo, além dos esforços para se liberar espaço em armazéns para otimização do giro.

Assim, a grosso modo, ainda que algum declínio seja observado a partir de março, diante da sazonalidade da safra, tal queda deverá ser atenuada e suavizada pela conjuntura mencionada de aquecimento, tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – o que deverá oferecer suporte aos preços ao longo dos próximos meses.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Projeto da Unemat cria “seguro de vida” para o mamão brasileiro e busca romper dependência de Taiwan

Published

on

O Brasil é o segundo maior produtor de mamão do mundo, porém toda a produção nacional do grupo Formosa depende de sementes importadas de Taiwan, baseadas em linhagens desenvolvidas há mais de 50 anos. Para romper essa vulnerabilidade e garantir a soberania alimentar, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) lidera um robusto programa de melhoramento genético no Câmpus Universitário de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá).

O projeto, coordenado pelo professor Willian Krause, não busca apenas uma nova fruta, mas um modelo biológico de alta performance. “O uso de poucas cultivares limita a variabilidade e deixa a lavoura exposta a pragas. Estamos criando novas populações para oferecer ao produtor uma planta adaptada ao nosso clima, com frutos mais doces e resistentes”, explica o pesquisador.

Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano de alto nível. Um exemplo prático dessa integração é a pesquisadora Rayla Nemis de Souza, aluna do doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade da Rede de Pesquisa e Pós-Graduação (Pró-Centro-Oeste). Como parte do desenvolvimento de sua tese, Rayla está realizando este ano um treinamento intensivo no Centro de Pesquisa da Feltrin Sementes, em São Paulo. Essa imersão permite que a doutoranda aplique os conhecimentos gerados na universidade diretamente no ambiente de inovação da empresa parceira, fortalecendo a ponte entre a teoria acadêmica e a prática de mercado.

O diferencial da pesquisa está no rigor da seleção. Através de um dialelo completo, a equipe realiza cruzamentos entre “genitores elite” (variedades de alto padrão como Calimosa, Tainung nº 1 e Golden). O objetivo é combinar o que cada um tem de melhor: a doçura de um, a resistência de outro e a casca firme de um terceiro.

No Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Unemat, a ciência ganha contornos de bioinformática. Os pesquisadores utilizam marcadores moleculares SSR (microssatélites), que funcionam como etiquetas de DNA. “Com esses marcadores, conseguimos monitorar o nível de endogamia e prever se um híbrido será superior antes mesmo de ele produzir o primeiro fruto”, detalha Krause.

Com um aporte de R$ 353 mil de uma empresa privada, a Unemat consolida um modelo de parceria onde o conhecimento público gera riqueza privada e social. Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano.

O projeto é um celeiro para a pós-graduação, envolvendo mestrandos e doutorandos por meio do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Diferente da importação passiva de tecnologia, o “Mamão Unemat” será licenciado, gerando royalties pelo licenciamento das variedades que retornam para a universidade, retroalimentando o ciclo da ciência em Mato Grosso.

O modelo de cooperação técnica assegura que a Unemat detenha o protagonismo intelectual da pesquisa, enquanto a iniciativa privada garante o aporte financeiro e a futura distribuição da tecnologia ao mercado. “Como a universidade não comercializa sementes, essa união é o que permite que a inovação chegue, de fato, à mesa da população”, pontua Krause.

Segundo a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), o avanço científico é indissociável das demandas da sociedade. A pró-reitora Áurea Ignácio destaca que o Laboratório de Melhoramento Genético é um polo de internacionalização, permitindo missões de pesquisa, doutorado-sanduíche e o fortalecimento de programas como o de Genética e Melhoramento de Plantas (PGMP).

Continue Reading
Advertisement

Agro MT