Sustentabilidade
Milho/MT: Colheita de milho na Argentina avança e produção pode chegar a 57 milhões de toneladas – MAIS SOJA

Segundo relatório da Bolsa de Cereales, divulgado em 01/04, a colheita de milho da safra 25/26 na Argentina alcançou 19,00% da área estimada, avanço semanal de 3,80 p.p. Apesar da evolução, o ritmo permanece 5,00 p.p. abaixo do observado no mesmo período do ciclo anterior. No recorte regional, o Núcleo Norte registrou maior progresso semanal de 14,33 p.p. Quanto ao rendimento médio semanal, houve alta de 0,59%, atingindo 142,17 sc/ha, reflexo do bom desenvolvimento das lavouras, favorecido pelo elevado volume de chuvas.
Em relação às áreas semeadas tardiamente, a maior parte encontra-se em fase de enchimento de grãos, enquanto os primeiros talhões já atingem a maturidade fisiológica no sul de Córdoba e nas regiões centrais. Nessas áreas, 73,01% das lavouras são classificadas como boas ou excelentes. Por fim, com a boa qualidade das lavouras, a produção ficou projetada em 57,00 mi de t, volume 16,33% superior ao registrado na safra passada.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço do milho na Bolsa da CME – Group registrou queda de 1,87% no comparativo semanal, resultado da expectativa de grande oferta nos EUA, aumentando a pressão de venda.
- INCREMENTO: o preço do milho na B3 apresentou variação positiva no comparativo
semanal, em 0,46% e ficou na média de R$ 72,38/sc. - NEGATIVO: o dólar Ptax caiu na média semanal, pressionado por dados mais fracos do mercado de trabalho dos EUA, que aumentaram as expectativas de cortes de juros.
Em abril de 2026, o Imea divulgou o relatório de demanda de milho em Mato Grosso.
Para a safra 24/25, a demanda foi estimada em 52,72 mi de t, alta de 9,38% ante 24/25, impulsionada pela maior utilização doméstica (+12,90%), com destaque para o etanol de milho, e pelo avanço das exportações (+9,24%). Esse desempenho externo reflete a mudança no destino do milho, com a redução do volume adquirido pela China e o aumento das compras por Egito, Irã e Vietnã. No que se refere à safra 25/26, a demanda foi estimada em 53,51 mi de t, alta de 1,50% em relação a safra 24/25.
O avanço é resultado do crescimento da demanda interna (+9,18%), que atingiu 20,11 mi de t. Com isso, o consumo de milho em MT ampliou sua participação na demanda total, alcançando 37,58%, incremento de 17,08 p.p. ao longo de cinco safras. Isso evidencia o papel central do etanol de milho na demanda interna. Por outro lado, as exportações caíram 0,38%, em 25/26, influenciadas pelo cenário externo.
Fonte: Imea
Autor:IMEA
Site: IMEA
Agro Mato Grosso
Fundação Rio Verde fortalece intercâmbio em viagens técnicas e apresentação de pesquisas

A pesquisadora Luana Belufi participou de visitas nacionais e internacionais, e apresentou avanços da Fundação Rio Verde no manejo de doenças do Cerrado.
Sustentabilidade
De advogada a produtora rural: Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”
A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.
Tecnologia e ESG no DNA
A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.
A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.
Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).
Prêmio Mulheres do Agro 2026
Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.
“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.
Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo.
Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”
As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.
Sobre a ABAG
Com mais de 3 décadas de atuação, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é a única entidade que reúne, em uma só voz, todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços. Promove uma visão integrada e de futuro para o agronegócio brasileiro, fomentando o desenvolvimento sustentado e a bioeconomia, ao mesmo tempo em que aproxima o setor de seus principais públicos estratégicos. A ABAG tornou-se referência na articulação de alianças nacionais e internacionais, estimulando conexões, diálogos e inovação, mobilizando a força de suas mais de 80 associadas para dinamizar o setor e ampliar o protagonismo de toda a cadeia.
Fonte: Assessoria

Sustentabilidade
Mercado de milho com foco na pré-colheita da safrinha, sem maiores chances de reações nos preços – MAIS SOJA

A semana foi de negociações contidas no mercado brasileiro de milho. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado está com foco na pré-colheita da safrinha. Os preços no porto estão sob pressão. Destaque ainda para o fato de que a indústria de etanol está começando suas compras no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “As colheitas à frente evitam alguma recuperação de preços. E o câmbio e Bolsa de Chicago prejudicam no momento”, pondera Molinari.
Em linhas gerais, o mercado brasileiro de milho esteve difícil na comercialização. Os produtores estão avançando na fixação de oferta em várias localidades do país, contudo, buscando sustentação nos preços, em muitos casos distantes dos níveis de intenção de compra dos consumidores.
Já os consumidores estão atuando de maneira morosa, sinalizando bom abastecimento e esperando por preços mais fracos em breve por conta da safrinha. Atenções no dia na forte queda de Chicago e no enfraquecimento do dólar, o que não deixa espaço para avanço de preço no porto.
No balanço desta semana, entre as quintas-feiras 14 e 21 de maio, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, subiu de R$ 61,00 para R$ 63,00 a saca, alta de 3,3%. Em Campinas/CIF, o milho caiu na base de venda neste intervalo de R$ 68,00 para R$ 67,00 a saca, queda de 1,5%. Na região Mogiana paulista, o cereal recuou de R$ 63,00 para R$ 62,00 a saca, baixa de 1,6%.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação avançou de R$ 50,00 para R$ 53,00 a saca, elevação de 6% entre as quintas-feiras 14 e 21 de maio. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço permaneceu estável em R$ 68,00 a saca.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana ficou inalterado em R$ 60,00. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda passou de R$ 57,00 para R$ 58,00 a saca, alta de 1,75%.
No Porto de Paranaguá/Paraná, preço avançando na base de venda na semana de R$ 68,00 para R$ 70,00 a saca. No Porto de Santos/São Paulo, cotação subiu no intervalo entre 14 e 21 de maio, de R$ 68,50 para R$ 70,00 a saca, alta de 2,2%.
Autor/Fonte: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Featured13 horas agoPolícia Civil caça e prende agressor que planejava fugir para Colniza após espancar esposa
Featured11 horas agoGoverno de MT entrega asfalto da Ponte de Ferro e do Coxipó do Ouro com investimento de R$ 26,9 milhões
Agro Mato Grosso9 horas agoFundação Rio Verde fortalece intercâmbio em viagens técnicas e apresentação de pesquisas
Agro Mato Grosso9 horas agoOperação resulta na recuperação de rebanho furtado em propriedade rural
Agro Mato Grosso9 horas agoEmpreiteiro matinha trabalhadores em situação análoga à escravidão em MT
Business5 horas agoEstudo revela erro que compromete a produção de látex em seringueiras clonadas
Featured11 horas agoSeduc realiza 1º simulado do Pré-Enem Digit@l MT 2026 a partir deste sábado
Featured7 horas agoPivetta quer levar paz política para VG…














