Sustentabilidade
Você sabe os benefícios da rotação em áreas de arroz? – MAIS SOJA

Com foco na sustentabilidade e na rentabilidade do produtor, torna-se crucial explorar novas estratégias que visam integrar, diversificar e otimizar a sinergia dentro do sistema produtivo. A cultura do arroz (Oryza sativa L.), historicamente criticada pelo uso extensivo do monocultivo, encontra hoje na rotação com culturas como a soja (Glycine max L. Merril) uma alternativa para a intensificação do sistema, promovendo maior sustentabilidade e rentabilidade ao produtor. Essa prática já é adotada há anos no Rio Grande do Sul (RS), assim como em outros países da América Latina, como Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia e Venezuela.
Em geral, a introdução de uma cultura de sequeiro em solos de terras baixas apresenta desafios significativos, principalmente devido à dificuldade de drenagem imposta pela camada compactada do solo, resultando em baixa percolação e risco de deficiência hídrica, dada a profundidade limitada de exploração radicular. No entanto, os benefícios que a rotação de culturas incorpora ao sistema produtivo são notáveis. Estudos realizados em 324 lavouras do RS, revelaram um aumento de 20% na produtividade com a adoção do sistema arroz-soja em relação ao monocultivo contínuo de arroz (Ribas et al., 2021; Meus et al., 2020).
Resultados semelhantes foram observados por Martinez et al. (2024) na Venezuela, onde a introdução da soja em áreas de monocultivo de arroz proporcionou um ganho de produtividade de 26%. Esse incremento é atribuído principalmente ao controle mais eficaz de plantas daninhas, possibilitado pela alternância de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Essa estratégia não só promove um manejo mais eficiente das plantas invasoras, como também contribui para a redução dos custos associados nos ciclos subsequentes de arroz. Adicionalmente, a rotação de culturas oferece vantagens como a ciclagem de nutrientes e a melhoria da estrutura do solo.
Outra técnica empregada por produtores para o controle de plantas daninhas é o pousio. Essa prática tem como objetivo reduzir o banco de sementes no solo e impedir a produção de novas sementes pelas plantas invasoras. Embora o pousio possa apresentar um aumento na produtividade, seu impacto não é tão expressivo quanto o da rotação com soja (Figura 1).
Figura 1. Produtividade de arroz irrigado em áreas de arroz com diferentes sistemas de cultivo no Rio Grande do Sul, Brasil, nos anos agrícolas 2015 – 2019 em 324 campos avaliados.
Referências Bibliográficas.
Martinez, W. I. C. et al. AGRONOMÍA DIGITAL: INTENSIFICACIÓN DEL SISTEMA PRODUCTIVO DE ARROZ Y SOYA EN VENEZUELA. ed. 1, Santa Maria, 2024. 248p.
Meus, L. D. et al. ECOFISIOLOGIA DO ARROZ VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. ed. 1, Santa Maria, 2021.
Ribas, G. G. et al. ASSESSING YIELD AND ECONOMIC IMPACT OF INTRODUCING SOYBEAN TO THE LOWLAND RICE SYSTEM IN SOUTHERN BRAZIL. Agricultural Systems, 188, 1-36. Disponible: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0308521X20308970 >, Acceso: 28/04/2025

Sustentabilidade
Semana será marcada por bons volumes de chuvas na Região Norte, Matopiba e parte do Nordeste – Rural Clima – MAIS SOJA

De acordo com o alerta agroclimático da Rural Clima, a semana deverá ser marcada por bons volumes de chuvas na Região Norte, Matopiba e parte do Nordeste. O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos salienta que essas chuvas elevam a preocupação dos produtores com relação à colheita da soja e a realização de tratos culturais nas lavouras.
Nesta segunda-feira (30), o alerta de chuvas fica voltado para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão, Pará, Tocantins, extremo norte do Mato Grosso e o interior do Nordeste. “Nas demais regiões do país, o dia será marcado pelo tempo aberto”, alerta.
Santos acrescenta que, a partir de amanhã (31), chuvas devem atingir o Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
O agrometeorologista informa que as chuvas devem se prolongar em boa parte do Brasil durante a primeira quinzena de abril, com uma diminuição mais para o período de virada para maio.
Santos volta a reiterar que o outono e o inverno deverão ser bastante úmidos e com temperaturas mais elevadas frente a 2025.
Paraguai
A agrometeorologista Ludmila Camparotto comenta que o Paraguai deverá ter uma semana de tempo aberto e de temperaturas elevadas. “Na região do Chaco, as temperaturas deverão variar entre 36 e 38 graus na semana”, argumenta.
As chuvas estão previstas para retornar ao Paraguai no início da próxima semana, com a chegada de um sistema vindo do norte da Argentina.
Camparotto enfatiza ainda que a segunda semana de abril poderá ser marcada por melhores volumes de chuvas no Paraguai.
Fonte: Safras News
Sustentabilidade
Abril começa quente e chuvas ganham força pelo Brasil; veja como fica o tempo no mês

O mês de abril deve manter temperaturas elevadas em grande parte das regiões produtoras de soja no Brasil. De acordo com a tendência climática, o calor será mais intenso no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, o que pode agravar o déficit hídrico em fase final de desenvolvimento, além de prejudicar o início do ciclo do milho segunda safra.
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Em contrapartida, áreas de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e parte do Matopiba devem registrar temperaturas mais amenas, influenciadas pela maior frequência de chuvas. A previsão indica um mês tipicamente chuvoso, sem interrupção precoce das precipitações, inclusive com o retorno das chuvas ao Sul dentro da média histórica.
O que esperar para os próximos dias?
No Matopiba, os volumes tendem a ficar acima da média, beneficiando principalmente as lavouras da segunda safra. Já nos próximos dias, a chuva volta a ganhar força no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina, com acumulados que podem atingir cerca de 50 milímetros em cinco dias.
Diante desse cenário, produtores do Sudeste, Centro-Oeste e também da Bahia devem aproveitar janelas de tempo mais firme para avançar com os trabalhos no campo. A tendência para os próximos dez dias é de chuvas mais regulares e distribuídas, sem volumes excessivos.
Na segunda quinzena, porém, a expectativa é de intensificação das precipitações. Regiões do Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Matopiba e também o Pará podem registrar os maiores acumulados do mês, com volumes que podem superar 150 milímetros nos últimos 15 dias de abril.
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Sustentabilidade
Conheça a história dos candidatos ao Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!

A votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 já está aberta! São seis nomes, entre pesquisadores e produtores, que disputam o reconhecimento nesta safra. E você pode fazer a diferença com seu voto: acesse o link e escolha, até o dia 10 de abril, seu candidato(a) favorito(a).
Pesquisadores
Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.
Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.
Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.
Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.
Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.
Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.
Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.
Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.
Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
Produtores
João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.
A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.
Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.
Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.
Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.
A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.
Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.
Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.
Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.
Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.
Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.
Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!
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