Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve encerrar semana com poucas negociações concluídas, em linha com incertezas – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com poucas negociações concluídas e lenta evolução na comercialização do cereal. As colheitas avançam, o que acaba pressionando as cotações, mas o excesso de incertezas mantém os investidores afastados dos negócios. No cenário internacional, a volatilidade dos ativos também faz com que as negociações emperrem. A Bolsa de Chicago sobe, enquanto o dólar avança frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou lento ritmo de negócios no dia, com produtores e consumidores adotando tom de cautela, diante dos níveis elevados de incerteza presentes, tanto no cenário interno como externo. No quadro interno, atenções para o clima, trabalhos no campo e nas questões relacionadas a logística, enquanto os fretes continuam firmes no país. No cenário externo, a guerra no Oriente Médio segue impactando a volatilidade do dólar frente a outras moedas, do petróleo e vários outros ativos ao redor do mundo. Risco de inflação aumentando conforme a guerra vai se estendendo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 69,00/73,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 68,50/73,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 64,00/66,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 68,50/73,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 74,00/75,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 65,00/66,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 65,00/67,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/64,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/57,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em maio de 2026 estão cotados a US$ 4,69 1/2 por bushel, alta de 2,50 centavos de dólar, ou 0,53%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado mantém a alta do pregão anterior, sustentado pela boa demanda nos Estados Unidos e pelo suporte do petróleo em Nova York. O movimento ocorre enquanto investidores acompanham os desdobramentos no Oriente Médio, diante de sinais divergentes entre EUA e Irã sobre possíveis avanços para encerrar o conflito.
* Ontem (26), os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,67, com recuo de 0,25 centavo, ou 0,05% em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,78 por bushel, alta de 0,25 centavo ou 0,05% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,28%, a R$ 5,2709. O Dollar Index registra avanço de 0,22%, a 100.12 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -0,90%. Frankfurt, -1,40%. Londres, -0,50%.
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mistos. Xangai, + 0,63%. Japão, -0,43%.
* O petróleo opera com alta. Maio do WTI em NY: US$ 97,22 o barril (+2,90%).
AGENDA
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Oferta restrita mantém preços em recuperação no mercado brasileiro – MAIS SOJA

Os preços do trigo em grão seguem em recuperação no mercado doméstico nesta parcial de junho, ainda sustentados pela oferta restrita no mercado spot. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores que têm estoques retêm o produto, à espera de oportunidades melhores de comercialização. Moinhos com necessidade de reposição, por sua vez, têm cedido às ofertas mais altas de venda.
Nesta parcial de junho (até o dia 26), o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.371,12/t, avanço de 1,4% em relação a maio, mas ainda 13% inferior ao registrado em junho de 2025, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), apontam dados do Cepea.
No Rio Grande do Sul, a média atingiu R$ 1.324,79/t, alta de 1,9% frente ao mês anterior, mas recuo de 6,1% na comparação anual. Ainda segundo levantamento do Cepea, em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.508,04/t, elevação de 2,8% no comparativo mensal, mas queda de 5,6% em relação a junho do ano passado. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.313,46/t, aumento de 2,1% frente a maio, mas retração de 14,4% na comparação anual.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Brasil constrói caminho regulatório para soluções agrícolas à base de RNA – MAIS SOJA

O Brasil não tem atualmente uma legislação específica para produtos agrícolas à base de RNA. Ainda assim, o país avança na construção desse caminho, e os passos dados nos últimos meses mostram que o ambiente regulatório brasileiro está mais preparado do que parece para receber essa tecnologia.
Em abril de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou o Ato nº 62, incluindo pela primeira vez um produto à base de RNA na lista de prioridades de análise para registro no país. O produto é o ES43, da GreenLight Biosciences, submetido ao órgão em outubro de 2025 e que será comercializado sob a marca OIFIRAX. “É um avanço bastante positivo, pois demonstra o alinhamento do Ministério no sentido de levar ao campo novas tecnologias com maior inovação e sustentabilidade”, afirma Juliana Pelegrino, gerente de Assuntos Regulatórios Latam da GreenLight Biosciences.
O peso histórico do momento vai além da empresa. Ao submeter o primeiro produto de RNA para uso agrícola no Brasil a GreenLight Biosciences não apenas busca autorização para comercializar um produto. Está trilhando, pela primeira vez, um caminho que ainda não existia. Cada etapa cumprida, cada critério negociado com os órgãos reguladores, estabelece um precedente técnico que valerá para toda a categoria no futuro.
Um enquadramento construído do zero
O RNA aplicado à agricultura permite desenvolver soluções altamente específicas para determinados alvos biológicos, como pragas e fungos, sem afetar organismos não alvo. A tecnologia se degrada rapidamente no ambiente e responde a uma demanda crescente por defensivos mais precisos e sustentáveis. O ES43, especificamente, foi desenvolvido para controle do oídio em videiras.
O desafio regulatório, no entanto, é real. As legislações brasileiras foram estruturadas antes do surgimento do RNA como ferramenta comercial de proteção de cultivos, o que exigiu da GreenLight Biosciences, desde o início, a construção de um enquadramento adequado. O primeiro passo foi uma consulta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que concluiu que seus produtos à base de RNA não envolvem organismos geneticamente modificados, parecer determinante para que o processo seguisse pelas vias regulatórias convencionais, envolvendo MAPA, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
“Quando não há categoria específica prevista em lei, o processo exige diálogo técnico estruturado com as autoridades. É necessário apresentar dados científicos robustos, discutir critérios de avaliação e construir, de forma responsável, o enquadramento adequado para uma inovação sem precedentes”, explica Juliana, que coordena o processo de registro no país.
O dossiê regulatório exigido é extenso e precisa conter estudos de eficácia agronômica conduzidos em campo, avaliações toxicológicas, análises ecotoxicológicas em organismos como abelhas, peixes e microcrustáceos, além de dados sobre destino ambiental e caracterização molecular. Parte dos estudos segue padrões internacionais de Boas Práticas de Laboratório (GLP), permitindo o uso de dados gerados fora do Brasil desde que conformes com os requisitos dos órgãos nacionais.
O arcabouço legislativo acelera o processo
No plano legislativo, o cenário também evoluiu. Em dezembro de 2024, o Brasil sancionou a Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2024), que estabelece as bases para um novo enquadramento de produtos biológicos e de baixo impacto ambiental. A regulamentação por decreto e as normativas específicas por categoria ainda estão em elaboração, mas a lei representa um avanço estrutural que deverá trazer mais clareza para o registro de tecnologias como o RNA. Em 2026, o MAPA lançou ainda o SISPA (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) que promete reduzir prazos e aumentar a transparência nos processos de registro.
“A evolução regulatória acompanha a evolução tecnológica, e depende dela. Esse período de transição exige participação ativa do setor privado nos fóruns técnicos e diálogo constante com as autoridades”, avalia Juliana.
Para a especialista, a abertura técnica dos órgãos reguladores brasileiros é um diferencial que distingue o Brasil nesse cenário. Uma postura determinante para que o país continue entre os líderes em inovação agrícola. “O caminho aberto agora pelo ES43 tende a ter consequências que ultrapassam o produto em si, os critérios técnicos estabelecidos ao longo desse processo inédito devem pavimentar a entrada de toda uma nova geração de defensivos à base de RNA no mercado brasileiro”.
Sobre a GreenLight Biosciences
Fundada em 2008, a GreenLight Biosciences está na vanguarda da pesquisa com RNA na agricultura. Ao oferecer soluções baseadas em RNA eficazes e fáceis de usar para agricultores em todo o mundo, a GreenLight Biosciences está viabilizando uma produção de alimentos mais resiliente e ambientalmente protegida. Como líder em RNA para agricultura, a empresa é a única com soluções RNA registradas e aprovadas, no mundo. Inúmeras patentes protegem a plataforma de fabricação da empresa.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Line-up prevê embarques de 14,053 mi de t de soja pelo Brasil em junho – MAIS SOJA

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 14,053 milhões de toneladas de soja em grão para junho, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano anterior, exportações somaram 13,931 milhão de toneladas segundo a estimativa.
Para julho de 2026, estão previstas 9,491 milhões de toneladas. Em maio, foram programadas 15,304 milhões de toneladas.
De janeiro a julho de 2026, o line-up projeta o embarque de 82,130 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a junho de 2025 foram embarcadas 64,947 milhões de toneladas.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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