Connect with us
24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Abracal – Rochagem não substitui o calcário no solo; entenda – MAIS SOJA

Published

on


O período de avaliação dos custos agrícolas tem ampliado o debate sobre produtos utilizados nas culturas. Nesse cenário, parte das últimas avaliações surgidas na internet e em alguns veículos de comunicação aponta para a possibilidade de “abrir mão” de itens presentes na execução do plantio.

Porém, o agricultor e o pecuarista precisam estar atentos, pois surgem avaliações incorretas. Uma delas é que a rochagem poderia “substituir” o calcário agrícola, em operações de sequestro de carbono.

Essa proposta não encontra base técnica. A Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal) ouviu engenheiros agrônomos e pesquisadores, que descartaram a troca em virtude das diferenças das finalidades desses insumos e dos efeitos – também diferentes – causados por esses mesmos insumos.

O calcário é um corretivo de acidez de solo, que age de forma rápida e eficiente. Já a rochagem, ou “pó de rocha”, atua como um “remineralizador”. No solo, o pó de rocha não tem força para corrigir o solo ácido, servindo para repor minerais e micronutrientes a longo prazo.

Especialistas apontam que não adianta investir em rochagem se o solo estiver ácido. O pH inadequado em um tipo de solo impede que a planta absorva os nutrientes liberados pelo pó de rocha.Prática que inclui o uso de calcário, a calagem deve ser sempre a primeira etapa no manejo do solo. Primeiro, o agricultor corrige o “ambiente” com o calcário e outros insumos para, depois, garantir que a planta consiga aproveitar a remineralização gerada pela rochagem.

Quanto à reação química, o calcário libera CO₂, mas o saldo final é amplamente positivo. Na operação, o calcário aumenta a produtividade e a biomassa – composta pelas raízes e pela palhada, entre outros itens – na mesma área plantada, o que sequestra muito mais carbono do que o volume emitido.

A rochagem tem uma emissão química menor, mas, sozinha, não gera o mesmo ganho de produtividade e sequestro de carbono em solos que precisam de correção.
Concluindo esse esclarecimento, reforçamos que qualquer medida quanto ao manejo de solo deve ser adotada somente após uma consulta ao engenheiro agrônomo, que poderá tirar dúvidas sobre operações.

Autor/Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal)

Continue Reading

Sustentabilidade

Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

Published

on


Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.

Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.

Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).

Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Adaptado: Forcelini (2010)

Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.

Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.



Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.

REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

 

Continue Reading

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

Published

on


Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.

Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading

Business

Exportações podem atingir novo recorde em junho MT

Published

on

Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Fonte: Cepea

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT