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Sustentabilidade

Safra de grãos do Paraná deve ter aumento de 306 mil toneladas, aponta IBGE – MAIS SOJA

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O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Paraná deve produzir 306,4 mil toneladas a mais de grãos do que a projeção anterior, divulgada em fevereiro. É a quarta principal alta do País, atrás apenas de Bahia (652,2 mil toneladas), Goiás (424 mil t) e Minas Gerais (321,2 mil t). Já a maior variação negativa ocorreu no Rio Grande do Sul (-359.430 t).

De acordo com o levantamento, o Paraná, com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País neste ano, com crescimento de 4,3% em relação ao volume de 2025. O Estado responde por 13,9% da produção nacional, segundo maior indicador, atrás apenas do Mato Grosso (48,5 milhões de toneladas). O Mato Grosso do Sul, em terceiro, aguarda uma produção de 15 milhões de toneladas, crescimento de 14% sobre o total do ano passado.

A estimativa nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 344,1 milhões de toneladas, 0,6% menor que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas. A área a ser colhida foi de 82,9 milhões de hectares, com aumento de 1,6% frente a 2025. Em relação à estimativa de janeiro, a área a ser colhida cresceu 0,3%.

No Paraná, as principais mudanças positivas estão na soja, milho e feijão. Na soja, o Paraná espera 22,3 milhões de toneladas, segundo maior volume colhido do País, com crescimento de 4,3% em relação ao volume colhido em 2025. A estimativa nacional alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,3 milhões de toneladas, 0,4% acima de janeiro 4,3% maior que o produzido em 2025.

Em relação ao milho, o Paraná, segundo maior produtor nacional, registra crescimento de 1,6% na área, totalizando 17,5 milhões de toneladas e um rendimento médio de 6 125 kg/ha. O Estado tem 16,6% de participação nessa cultura.

A estimativa de fevereiro para as três safras do feijão alcançou 3 milhões de toneladas em todo o País. O Paraná, maior produtor nacional, prevê 688,4 mil toneladas (22,9% de participação), seguido por Minas Gerais com 514,1 mil toneladas (17,1% de participação), Goiás com 364,9 mil toneladas e Mato Grosso com 363,4 mil toneladas.

Fonte: AEN-PR

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Autor: Agência Estadual de Notícias – Paraná

Site: AEN-PR

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Sustentabilidade

Soja reage ao relatório do USDA e à alta do petróleo no mercado internacional

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Foto: Pixabay

O mercado da soja encerrou a semana com movimento de alta moderada, influenciado principalmente por fatores externos. O relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe ajustes no balanço global, com elevação das estimativas de esmagamento acompanhando o aumento das importações. Segundo a plataforma Grão Direto, na América do Sul, a projeção para a safra brasileira foi mantida em 180 milhões de toneladas, enquanto a produção da Argentina sofreu leve redução.

Mesmo com poucas mudanças estruturais nos números globais, o comportamento dos preços foi influenciado pela escalada das tensões no Oriente Médio. A alta do petróleo ao longo da semana ajudou a impulsionar os contratos da oleaginosa na Bolsa de Chicago, trazendo momentos de valorização mesmo diante da pressão de oferta vinda da América do Sul.

Por outro lado, o avanço da colheita no Brasil continua ampliando a disponibilidade de grãos no mercado e limitando parte dos ganhos observados no exterior para o produtor brasileiro. Com isso, o mercado caminhou de forma dividida ao longo da semana, alternando entre momentos de alta e de acomodação dos preços.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o contrato spot da soja em Chicago para maio de 2026 encerrou a semana cotado a US$ 12,24 por bushel, registrando valorização de 1,83% no período. No câmbio, o dólar terminou a semana em R$ 5,32, com alta de 1,53%.

Esse cenário resultou na melhora das condições de preços no mercado físico em diversas regiões do Brasil. O Índice Soja FOB Santos também avançou, registrando alta de 4,83% na semana.

O que esperar para os próximos dias?

Para os próximos dias, a volatilidade deve continuar elevada. Os desdobramentos do conflito no Oriente Médio seguem no radar dos agentes, principalmente pelos impactos sobre o mercado de energia. Caso persistam bloqueios ou restrições de tráfego no Estreito de Ormuz, o petróleo pode permanecer em patamares elevados, mantendo influência indireta sobre as commodities agrícolas.

Além disso, o mercado acompanha se os contratos em Chicago conseguirão sustentar o patamar de US$ 12 por bushel. O relatório WASDE de março indicou que os estoques globais de soja seguem confortáveis, mesmo com pequenas quebras produtivas em países como Argentina e Ucrânia, o que pode limitar movimentos mais fortes de alta.

Outro fator de atenção é a dinâmica dos fundos de investimento, que têm operado com maior volatilidade diante do aumento do risco geopolítico.

No campo, o mercado acompanha a reta final da colheita no Brasil e as primeiras estimativas de intenção de plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, que devem ser divulgadas no fim do mês. No Brasil, chuvas irregulares no Sul e excesso de umidade em áreas do Norte e Nordeste podem influenciar o ritmo de entrega da produção e a qualidade dos grãos remanescentes.

No ambiente macroeconômico, a chamada “super quarta”, com decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, também deve movimentar os mercados. A expectativa de corte na taxa básica brasileira pode ser menor do que o inicialmente previsto, diante da pressão inflacionária ligada aos combustíveis. Caso os juros permaneçam elevados por mais tempo e o Federal Reserve adie cortes nos Estados Unidos, o dólar tende a seguir forte, fator que pode sustentar os preços da soja no mercado interno.

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Produtor rural inicia o ano com aumento de custos e queda de lucros – MAIS SOJA

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O ano de 2026 começou com inflação de custos e menores lucros no setor, segundo o relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quinta-feira (12/3).

Em janeiro, o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) fechou em alta de 0,51%. O custo com mão de obra, que teve aumento de 7%, e com fertilizantes, que subiram 2%, foram os principais vetores do aumento no período. A inflação dos fertilizantes é um reflexo direto da alta do petróleo, que por sua vez é reflexo da escalada dos conflitos no Oriente Médio.

Já o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) terminou janeiro em queda significativa, de 1,73% em relação ao mês anterior. Os principais destaques foram: o preço do leite, que vem caindo desde meados do ano passado diante da maior oferta; e a soja, acompanhando a queda em Chicago, que reflete a projeção de maior oferta global – inclusive no Brasil, com colheita já em curso no Centro-Oeste.

Nos últimos 12 meses, o IIPR apresentou uma queda de 14,04%. No período, houve retração forte do arroz, de 46%, e do leite, com 24%. É um movimento oposto ao do IPCA Alimentos no acumulado do período, que continua inflacionado, o que indica que a alta de preços sentida pelo consumidor aparece em outros pontos da cadeia produtiva.

Já os últimos 12 meses do IICP apresentaram deflação de 2,95%, com queda no preço de defensivos agrícolas e fertilizantes, um reflexo da menor cotação do dólar e do petróleo no período.

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Escalada de tensões no Oriente Médio reacende debate sobre segurança energética e reforça papel do biodiesel brasileiro – MAIS SOJA

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A escalada das tensões no Oriente Médio e os riscos de interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz voltaram a acender um alerta global sobre segurança energética. Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o momento reforça a importância de o Brasil avançar em uma estratégia nacional que valorize sua capacidade de produzir energia renovável a partir da própria agricultura.

Cerca de um quarto do petróleo transportado por via marítima no mundo passa pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global. Qualquer ameaça de bloqueio nessa região costuma provocar elevação imediata nos preços do petróleo, aumento do custo do frete e instabilidade no abastecimento internacional de combustíveis.

Apesar de ser um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do planeta, o Brasil ainda depende da importação de uma parcela relevante do diesel consumido internamente, combustível que movimenta setores essenciais da economia, como o transporte de cargas e a própria agricultura. Para a Aprosoja MT, essa dependência expõe a produção de alimentos a riscos que poderiam ser mitigados por meio de uma política energética mais integrada ao potencial agroindustrial do país.

O Brasil é hoje o maior produtor e exportador de soja do mundo e possui uma das cadeias agroindustriais mais eficientes do planeta. Parte significativa dessa produção já abastece a indústria nacional de biodiesel, colocando o país entre os maiores produtores globais desse combustível renovável.

O biodiesel brasileiro consolidou-se como uma política pública relevante, capaz de reduzir emissões, gerar renda no interior do país e diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados. Diante de um cenário internacional cada vez mais instável, no entanto, o setor produtivo avalia que o país precisa avançar.

Entre as medidas consideradas estratégicas está a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel comercializado no país. O avanço para o B17 ampliaria a segurança energética nacional, reduziria a necessidade de importação de diesel e fortaleceria a cadeia nacional de biocombustíveis.

Para a entidade, o debate também precisa evoluir para discutir o papel do biodiesel puro (B100) como instrumento de segurança energética capaz de reduzir a exposição à situações excepcionais de risco de abastecimento. A agricultura depende diretamente do diesel para operar. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, caminhões e toda a logística agrícola utilizam esse combustível.

Em cenários extremos de crise internacional ou interrupção de fornecimento, a falta de combustível poderia comprometer o plantio, a colheita e a produção de alimentos. Nesse contexto, a possibilidade de utilização de biodiesel produzido a partir da própria cadeia agrícola surge como alternativa estratégica.

A Aprosoja MT defende que o país discuta mecanismos que permitam que cooperativas, agroindústrias regionais ou que produtores organizados possam produzir biodiesel destinado ao consumo das próprias operações agrícolas, garantindo a continuidade da produção.

A ideia não é de substituir o sistema nacional de distribuição de combustíveis, mas sim criar um mecanismo de segurança para reduzir a dependência do fornecimento externo. Além do impacto direto no campo, o debate sobre segurança energética também envolve toda a economia brasileira. O transporte rodoviário, responsável pela maior parte da logística nacional, depende majoritariamente do diesel para garantir o abastecimento de alimentos, medicamentos e bens de consumo em todo o território.

Para a entidade, ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional, fortalecer a cadeia de biodiesel e debater o uso estratégico do B100 são passos importantes para aumentar a resiliência energética do país.

Em um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e instabilidade nos mercados de energia, o Brasil reúne condições únicas para transformar sua potência agrícola em uma vantagem estratégica também no campo da segurança energética. Um país que alimenta mais de um bilhão de pessoas no mundo precisa garantir que sua produção não seja interrompida por falta de insumos essenciais.

Fonte: Aprosoja MT



 

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