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1 de maio de 2026

Sustentabilidade

Escalada do conflito no Oriente Médio volta a colocar mercado global de fertilizantes em alerta – MAIS SOJA

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Não bastasse a guerra entre Rússia e Ucrânia desde 2022 – ambos importantes fornecedores de fertilizantes –, a escalada das tensões no Oriente Médio voltou a colocar o mercado global de fertilizantes em estado de alerta, especialmente no segmento de nitrogenados, como ureia e sulfato de amônio.

Nos últimos meses, as cotações desses insumos já vinham em trajetória de alta, impulsionadas por fatores estruturais, tais como restrições às exportações da China (no que tange aos fosfatados), a continuidade da guerra na Ucrânia e a forte demanda de países importadores como a Índia. A deterioração do cenário geopolítico na região adiciona agora um novo vetor de incerteza, ampliando a volatilidade nos preços e nas decisões de compra.

O Oriente Médio tem papel estratégico nesse mercado. A região responde por cerca de 40% do comércio marítimo global de ureia, além de participação relevante na oferta de amônia e fertilizantes fosfatados. Parte do produto associado ao Irã chega ao mercado internacional por meio de triangulações comerciais via Omã, o que torna o monitoramento das rotas de navegação ainda mais sensível. A atenção se concentra especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa em torno de 1/5 do petróleo negociado no mundo. Qualquer aumento das tensões envolvendo atores como Irã, Israel e Estados Unidos pode pressionar não apenas os custos energéticos, mas também fretes marítimos e seguros de carga, elementos que acabam se refletindo no custo final dos fertilizantes.

Impacto do preço do gás natural e do petróleo no valor dos fertilizantes

A relação entre energia e fertilizantes é direta. A produção de nitrogenados depende fortemente do gás natural, utilizado na fabricação de amônia anidra, base de grande parte dos fertilizantes aplicados nas lavouras. O gás também desempenha papel relevante em diferentes etapas da cadeia alimentar, desde a produção até a conservação de alimentos. Interrupções ou encarecimento desse insumo tendem a repercutir rapidamente no mercado agrícola global.

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No curto prazo, o mercado já começa a reagir à possibilidade de restrições logísticas, elevação do frete e do seguro marítimo. Há relatos de agentes do setor sobre uma corrida para antecipar importações de fertilizantes, motivada pelo receio de que o aumento das tensões no Estreito de Ormuz comprometa o fluxo de embarques nas próximas semanas ou meses. Esse movimento tem levado empresas a reorganizarem suas operações logísticas, mobilizando armazéns e liberando áreas nas fábricas que normalmente estariam destinadas à manutenção anual durante o período de entressafra. A prioridade tem sido abrir espaço para receber novos carregamentos, em uma tentativa de garantir abastecimento antes de eventuais gargalos no comércio internacional.

Ao mesmo tempo, o mercado também acompanha sinais de pressão sobre os derivados de petróleo, o que pode ampliar os custos de energia, transporte e seguros marítimos. Em um setor altamente dependente de logística internacional, esses fatores têm potencial de se transmitir rapidamente aos preços dos insumos agrícolas.

Impactos para o Brasil

Para o Brasil, o impacto imediato tende a ser moderado, já que o País não está no momento de maior volume de compras de nitrogenados. Ainda assim, o cenário levanta preocupações para os próximos meses, especialmente depois da colheita da soja, quando os produtores começam a negociar os fertilizantes da próxima safra – majoritariamente fosfatados e potássicos. A dependência externa permanece elevada: o Brasil importa entre 80% e 85% dos fertilizantes que consome, segundo o relatório da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), o que torna o setor agrícola particularmente sensível a choques geopolíticos e logísticos.

A grande maioria do solo brasileiro tem característica de baixa fertilidade e acidez, o que sugere a aplicação de fertilizantes para compensar a limitação química do solo e atender à exigência nutricional das culturas para sustentar a alta produtividade. Assim, os fertilizantes ocupam um percentual importante no Custo Operacional Efetivo (COE). Para as culturas de grãos, por exemplo, o milho verão lidera em peso relativo em torno de 34%, seguido da soja e milho segunda safra, com participações de 27%, e de trigo, com 30%. Para o arroz irrigado, o percentual é menor (18%), conforme a média das últimas 5 safras (21/22 a 24/25) do Projeto Campo Futuro (Sistema Senar/CNA).

O Brasil é altamente dependente da importação de importantes fertilizantes intermediários consumidos no Brasil (ureia, sulfato de amônio e cloreto de potássio). Quanto às fontes de fosfato (monoamônio fosfato – MAP, supersimples e supertriplo) existe produção nacional, mas insuficiente para atender a toda a demanda anual. Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), em 2025, o Brasil importou 7,7 milhões de toneladas de ureia, procedentes da Nigéria (23%), Rússia (17%), Omã (16%), Catar (13%), Argélia (9%) e demais países (23%). Ressalta-se que 33% da ureia importada têm como origem a região do Oriente Médio. No caso do sulfato de amônia, a importação somou 7,78 milhões de toneladas e quase a sua totalidade veio da China. A quantidade de cloreto de potássio importada foi de 13,7 milhões de toneladas, trazidas da Rússia (45%) e do Canadá (38%). O volume de MAP importado em 2025 somou 3,1 milhões de toneladas, sendo a Rússia (46%), Arábia Saudita (25%) e Marrocos (23%) os maiores fornecedores. O supersimples somou 4 milhões de toneladas, originárias do Egito (42%), China (36%) e Israel (10%).

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Esse contexto – de prováveis escassez, incerteza de abastecimento e aumento de custos – reforça o debate sobre a necessidade de ampliar a produção doméstica de fertilizantes. A retomada de unidades industriais no País e as iniciativas previstas no “Plano Nacional de Fertilizantes” buscam reduzir a dependência externa. Em um ambiente de estabilidade global, produzir fertilizantes internamente pode parecer menos competitivo. No entanto, em um cenário marcado por conflitos e incertezas logísticas recorrentes, a capacidade de produzir insumos estratégicos no próprio território passa a ganhar importância do ponto de vista da estabilidade da produção agrícola.

Outro ponto que preocupa os produtores relaciona-se ao preço e à disponibilidade de diesel no mercado interno. O Brasil não é autossuficiente na produção de diesel, o que obriga a importação para atender à demanda interna. Com a disparada do preço do barril no mercado externo e a pretendida estratégia política de manutenção dos preços dos combustíveis no mercado interno, as importadoras podem evitar o prejuízo deixando de abastecer as distribuidoras, o que, por sua vez, pode implicar em desabastecimento caso não ocorra o reajuste. A consequência da alta dos preços dos combustíveis é o repasse aos produtos finais, causando pressão inflacionária e a necessidade de manutenção e/ou elevação dos juros.

O efeito direto no campo está na elevação do custo com a operação mecânica (diesel e manutenção preventiva), que representa, sobre o COE, uma média 12% para soja e milho segunda safra. Para arroz e feijão, o peso é ainda maior: 17% e 16%, respectivamente (média das últimas 5 safras – de 2021/22 a 2024/25 – do Projeto Campo Futuro. Na parte jusante da cadeia produtiva, o frete rodoviário deve elevar e pressionar a formação de preços no mercado interno. A colheita e o transporte de soja da safra 2025/26 está em plena operação, assim como a finalização do plantio da segunda safra. A indisponibilidade de diesel neste momento gera apreensão aos produtores quanto à finalização dessas atividades.

Por fim, as altas dos preços dos combustíveis e fertilizantes devem impactar diretamente na rentabilidade do produtor, visto que, ao contrário dos setores das indústrias e dos serviços, o setor agropecuário é tomador de preço e não consegue repassar essas altas de custos de produção e frete aos seus preços de venda de forma proporcional. Mesmo assim, reflexos de aumentos de preços ao consumidor serão sentidos, em que pese a queda de rentabilidade do produtor.

Sobre os autores:
  • Ana Maria Piccino – Analista de mercado de Custos Agrícolas do Cepea
  • Mauro Osaki -Pesquisador da área de Custos Agrícolas do Cepea
  • Renato Garcia Ribeiro – Pesquisador da área de Custos Agrícolas do Cepea, cepea@usp.br

Fonte: Cepea



 

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FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

New Holland apresenta a CR11, maior colheitadeira de duplo rotor

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A cada três colheitadeiras vendidas no Brasil, uma é New Holland. Na linha de tratores, a proporção é de um a cada cinco — e nos modelos de até 100cv, a marca responde por um em cada quatro equipamentos comercializados. É com esse contexto que a marca da CNH apresenta em Ribeirão Preto (SP) seus principais lançamentos em colheita, pulverização, tratores e conectividade, incluindo um investimento de mais de R$100 milhões para nacionalizar a produção de plataformas de corte Draper.

Única com três sistemas de debulha no portfólio

A New Holland é a única marca do mercado a oferecer três sistemas distintos de debulha para colheitadeiras: as linhas TC (por cilindro com separação por saca-palhas), TX (duplo rotor com sistema de limpeza de tripla cascata) e CR (duplo rotor com inteligência artificial embarcada). Essa amplitude permite atender desde produtores que valorizam robustez e simplicidade até operações de alta escala com foco em automação.

O topo da linha é a CR11, maior colheitadeira de duplo rotor já fabricada: motor FPT Cursor 16 de 15,9 litros, 775cv de potência, tanque graneleiro de 20 mil litros, plataforma de 61 pés e descarga de 210 litros por segundo. A CR10, maior colheitadeira produzida no Brasil, reforça o volume de fabricação nacional da marca.

Foto: New Holland – Colheitadeira CR11

IntelliSense: IA que faz até 1.800 ajustes por dia

O sistema de automação IntelliSense, embarcado de fábrica nos modelos CR9, CR10 e CR11, é o elemento central da linha CR. Compatível com nove culturas — arroz, feijão, aveia, sorgo, soja, milho, trigo, cevada e canola —, o sistema utiliza inteligência artificial para ajustar automaticamente os parâmetros da máquina a cada 20 segundos ou menos, buscando a melhor configuração para cada momento da colheita.

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Na prática, os dados da rede conectada da marca registram ganho de 25% na economia de combustível em operações que utilizam o IntelliSense.

Outros recursos da nova linha CR incluem o IntelliTurn (manobra de cabeceira automática), o IntelliField (compartilhamento de dados de cobertura entre máquinas), o IntelliCruise (controle automático de velocidade) e o novo sistema de predição de campo, que antecipa ajustes de limpeza com base na passada lateral anterior. Telemetria vitalícia e gratuita está embarcada em todos os modelos, sem assinatura recorrente.


Plataformas Draper produzidas no Brasil: R$ 100 milhões investidos

Foto: New Holland – Plataforma Draper

Um dos principais anúncios da New Holland na feira é a nacionalização da linha de plataformas de corte Draper FD2 by MacDon. Com investimento superior a R$ 100 milhões na unidade de Curitiba (PR), a marca passará a fabricar localmente os modelos de 25, 50 e 61 pés — este último até então importado — para atender toda a América Latina. A produção está prevista para o segundo semestre de 2026.

A decisão traz benefícios diretos para o produtor: menor prazo de entrega, acesso facilitado a peças de reposição e suporte técnico por meio das 230 concessionárias da rede New Holland no Brasil.

Em termos técnicos, as plataformas Draper FD2 apresentam chassis articulado com flexão em três seções, ângulo de ataque ajustável, velocidade de esteira regulável e área de corte 25% maior que a geração anterior, além de caixa de transmissão de alta velocidade e até 43 cm de flutuação nas extremidades. São compatíveis com colheitadeiras de classes 5 a 11 e indicadas para soja, trigo, feijão, sorgo e outras culturas de grãos.

Para milho, a New Holland lança a linha de plataformas BM+, de 4 a 15 linhas, desenvolvida em parceria com a MethalC. O modelo 12L x 50cm estará em exposição na feira. A linha tem regulagem centralizada com ajuste simultâneo de todas as linhas, piso do deck em chapa inox e é voltada principalmente a pequenos e médios produtores.

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Pulverização: de 30 a 4.000 litros, com IA e sem assinatura

A gama de pulverização da New Holland cobre desde o drone de aplicação P60 (30 litros) até o Defensor 4000 (4.000 litros), passando pelos modelos Defensor 2500, 2500 Cana-de-Açúcar e 3500. A amplitude da linha é apresentada como um diferencial para diferentes perfis de propriedade e condições de campo.

Foto: New Holland – Defensor 4000

O Defensor 4000 é equipado com a tecnologia SaveFarm, sistema de aplicação seletiva que lê o campo em tempo real à frente da operação e direciona o herbicida apenas onde há plantas daninhas. Os dados da rede de máquinas conectadas da marca registram economia superior a 90% no uso de herbicidas com essa tecnologia. Um diferencial comercial do SaveFarm é que a solução é adquirida de forma definitiva, sem custos recorrentes ou assinaturas.

Os demais modelos da linha Defensor contam com abastecimento inteligente controlado pelo monitor Smart Fill, sistema de recirculação integrado que evita sedimentação e, como opcional, o IntelliSpray II — controle de corte bico a bico que reduz desperdícios na aplicação.

O Drone de Aplicação New Holland está disponível nos modelos P60 (30 l) e P150 (70 l), indicado para áreas com topografia irregular, talhões menores, ou condições pós-chuva onde o acesso de pulverizadores convencionais seria comprometido.


Tratores: da pequena propriedade ao grande produtor

A linha renovada de tratores é um dos pilares da presença da New Holland na Agrishow 2026. A marca apresenta modelos para diferentes escalas de operação, todos com telemetria embarcada.

T8 — trator de alta potência (disponível em versões de 410cv, 430cv e 440cv) com telemetria gratuita e vitalícia, sistema Isobus, piloto automático e transmissão UltraCommand 21×5. A função Break to clutch, semelhante à de um câmbio automático, elimina a necessidade de pisar na embreagem para frear, reduzindo o desgaste do operador em operações intensivas.

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Foto: New Holland – Trator T8

T7.300 Auto Command CVT — novidade na família T7, com 260cv nominais e transmissão continuamente variável, que proporciona melhor controle de velocidade, maior rendimento operacional e economia de combustível mesmo em condições mais severas.

T6.140 Electro Command — de 141cv, produzido no Brasil e desenvolvido com participação dos próprios clientes da marca por meio de pesquisas e testes de campo. Motor com reserva de torque de até 35% e transmissão 16×16 e 32×32 com super redutor Creeper.

Família T5 — modelos T5.100 e T5.110 (100cv e 110cv), com motor FPT S8000 e novas transmissões 24×24 ePower Shuttle HiLo e 40×40 com super redutor.

TT3.50 — voltado às pequenas propriedades, com motor FPT S8000 de três cilindros, transmissão 8×8 mecânica com reversor sincronizado, ideal para fruticultura, hortaliças, café e transporte em espaços confinados.

T6.180 Methane Power — primeiro trator movido a biometano disponível comercialmente no Brasil. Vencedor dos prêmios ESG 2025 (categoria “Inovação Tecnológica em ESG”) e Prêmio ECO de Inovação e Sustentabilidade, o modelo reduz em até 80% as emissões de poluentes regulados e em até 84% as emissões de CO2 em relação a um motor diesel padrão. O uso do biometano pode gerar redução de custos entre 25% e 40% em comparação com combustíveis convencionais, mantendo o mesmo desempenho e autonomia de um trator a diesel de porte equivalente.

Il Trattore: design italiano em homenagem ao Fiat 702

Foto; New Holland – Il Trattore

Como atração do estande, a New Holland apresenta o conceito T5.120 ‘Il Trattore’ — um trator baseado no modelo T5.120 com identidade visual que remete ao Fiat 702, primeiro trator Fiat produzido em larga escala, lançado em 1918. O modelo restaurado do 702 será exibido ao lado do conceito. O design retoma elementos como o grafismo Fiat na grade frontal, a caixa de ferramentas e o banco em couro estilo sela. A New Holland completou 50 anos de operação no Brasil em 2025.


Rede conectada e resultados mensuráveis

A New Holland opera no Brasil com uma rede de 20 mil máquinas conectadas, distribuídas entre 230 concessionárias e 98 centrais de inteligência no sistema NH FieldOps. A plataforma registrou crescimento de 20% em relação a 2025 e acumula dados que permitem quantificar os ganhos gerados pelas tecnologias embarcadas.

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Os números registrados pela rede indicam: aumento de 26% na produtividade com o NH FieldOps, 12% de economia em sementes e fertilizantes com o IPS Evo, 25% de economia de combustível com o IntelliSense e mais de 90% de redução no uso de herbicidas com o SaveFarm.

A conectividade é oferecida via satélite (Starlink), 4G e wi-fi, sem restrição de tamanho da operação.

Para operações com forrageiras, a New Holland apresenta como pré-lançamento a ForageCam — sistema com câmera montada na bica da forrageira que analisa em tempo real o fluxo de colheita e detecta fragmentos de grãos, automatizando o ajuste do processador. A tecnologia foi reconhecida com medalha de prata no Prêmio de Inovação Agritechnica.

O e-commerce da marca movimentou R$ 120 milhões, com crescimento de 20% em relação a 2025.


Financiamento: Banco CNH com linhas do Plano Safra e BNDES

Durante a feira, o Banco CNH disponibiliza condições especiais de financiamento, incluindo linhas do Plano Safra 25/26, como Moderfrota Pronamp e Pronaf Mais Alimentos. Também está disponível a linha de Crédito Rural com Taxa Fixa BNDES em Dólar (TFBD), voltada a produtores com receitas atreladas à moeda estrangeira, com taxa pré-fixada e prazos alinhados à dinâmica do setor.

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Portfólio abrangente, dados que comprovam resultado

A presença da New Holland na Agrishow 2026 traduz uma estratégia de atender diferentes perfis de produtor com soluções integradas — dos equipamentos de entrada aos sistemas com maior grau de automação. Com uma rede de conectividade ativa e dados de produtividade mensuráveis, a marca encerra sua participação na feira com o argumento de que as tecnologias apresentadas já geram retorno verificável no campo.

Redação: Equipe Mais Soja com informações da assessoria de imprensa

Foto Capa: New Holland

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Sustentabilidade

Sicredi é o maior repassador privado de recursos ao agronegócio

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O Sicredi chegou à Agrishow 2026 com números que consolidam sua posição no financiamento do campo: é o maior repassador privado de recursos ao agronegócio brasileiro, com carteira de crédito rural que já ultrapassa R$ 123 bilhões. Com 10 milhões de associados — 1 milhão deles ligados diretamente ao agronegócio —, a instituição financeira cooperativa apresentou em Ribeirão Preto (SP) os resultados do ciclo atual e reforçou sua atuação em programas estratégicos para o setor.

Nos nove primeiros meses do Plano Safra 2025/2026, o Sicredi liberou R$ 52,8 bilhões em crédito, crescimento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Custeio, investimento, comercialização e industrialização seguem como as principais finalidades das operações.

Foto: Sicredi

Pró-Trator: subsídio de juros para o pequeno produtor de São Paulo

Um dos destaques da presença do Sicredi na Agrishow foi o detalhamento do Pró-Trator, programa do Governo do Estado de São Paulo voltado à modernização do parque de máquinas agrícolas de pequenos produtores rurais. As informações foram apresentadas pelo diretor Gilson Freitas durante a coletiva de imprensa.

O programa oferece subsídio nos juros para agricultores com renda bruta anual de até R$ 3 milhões e financia tratores de até 125cv. O benefício de subsídio chega a até R$ 50 mil por operação contratada.

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Os resultados acumulados pelo programa são expressivos: R$ 146 milhões em operações realizadas e R$ 28 milhões em economia gerada para os agricultores participantes.

O Sicredi foi a primeira instituição a operar o Pró-Trator e responde atualmente por mais de 80% das operações do programa — na safra 2025/2026, foram mais de 821 contratos operacionalizados apenas nesse ciclo.

“Os números apresentados refletem a força do modelo cooperativo e, principalmente, a nossa proximidade com o produtor rural. Seguimos ampliando o acesso ao crédito de forma responsável, apoiando tanto o custeio quanto os investimentos que impulsionam a produtividade e a sustentabilidade no campo”, afirmou Vitor Moraes, superintendente de Agronegócio do Sicredi.


Perfil das operações: foco em pequenos e médios produtores

Pequenos e médios produtores rurais representam quase 70% das mais de 247 mil operações realizadas na safra atual. O custeio respondeu por 37% do volume liberado, enquanto os investimentos representaram 29%.

O crédito para mulheres produtoras também avançou: foram R$ 10,5 bilhões liberados na safra 2025/2026, crescimento de 7,4% em relação ao período anterior.

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Diversificação além do crédito tradicional

A coletiva também destacou o avanço do portfólio de soluções complementares. Em 2025, o Sicredi somou R$ 3,2 bilhões em consórcios destinados ao agro e registrou mais de 479 mil hectares protegidos por seguros rurais.

Nas modalidades em moeda estrangeira, o crescimento foi ainda mais pronunciado: entre 2024 e 2025, as operações de proteção por NDF Dólar e NDF Commodities cresceram 350%, refletindo a busca crescente dos produtores por proteção à variação cambial e de preço das commodities.

“Temos ampliado nossa oferta de soluções para atender o produtor de forma completa, indo além do crédito tradicional. Produtos como consórcios, seguros e as operações em moeda estrangeira permitem mais planejamento, proteção e competitividade ao produtor rural”, disse Adilson de Sá, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.


Capilaridade como diferencial competitivo

Com 100 cooperativas filiadas e presença física em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, o Sicredi opera por meio de um modelo que combina escala nacional com atendimento próximo às realidades regionais. Essa estrutura sustenta tanto a agilidade na operação de programas como o Pró-Trator quanto a capacidade de atender diferentes perfis de produtores ao longo de toda a jornada de crédito.

No contexto de juros ainda elevados e crescente demanda por planejamento financeiro no campo, a instituição encerra sua participação na Agrishow 2026 posicionada como referência no crédito cooperativo ao agronegócio — com volume, capilaridade e presença em programas públicos que ampliam o acesso à mecanização para quem mais precisa.

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Redação: Equipe Mais Soja com informações da Assessoria de imprensa

Foto de capa: Sicredi

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Sustentabilidade

Case IH aposta em automação e ecossistema integrado

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A Case IH esteve na Agrishow 2026 com um conjunto de lançamentos e atualizações que cobrem as principais etapas do ciclo produtivo — da colheita de grãos à cana-de-açúcar — dentro de uma proposta de ecossistema integrado entre máquinas, dados e serviços. Com mais de 20 equipamentos no estande de 8 mil m², o maior da feira, a marca aposta na combinação entre automação real e conectividade como diferenciais para o produtor que busca redução de custos e ganho de escala.

O contexto de mercado, no entanto, é desafiador. Segundo anotações da coletiva de imprensa, o setor registrou retração de 5% no mercado no período recente — o que torna ainda mais relevante a entrega de soluções que impactem diretamente os resultados da operação.


Axial-Flow série 160: automação que reduz a intervenção humana na colheita

O principal lançamento da Case IH na feira é a Axial-Flow série 160 Automation, atualização de linha lançada em 2024 e eleita Machine of the Year na ocasião. A novidade para 2026 são os recursos autônomos embarcados que ampliam significativamente o grau de automação durante a colheita.

O sistema desta linha já utiliza machine learning e inteligência artificial para se autorregular por meio de sensores. De acordo com o release, a plataforma pode realizar mais de 1.800 intervenções diárias na máquina durante a operação — dado confirmado nas anotações da coletiva — e assumir até 90% das operações sem necessidade de intervenção humana.

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As principais novidades embarcadas são:

AccuTurn — manobra de cabeceira automática, na qual o operador define parâmetros como direção, velocidade da curva e raio mínimo de giro. O sistema opera integrado ao compartilhamento de dados entre máquinas, evitando sobreposição de rotas ou que uma máquina manobre para área onde outra já está transitando.

AccuSync — compartilhamento de dados em tempo real entre máquinas em operação, incluindo dados de colheita, linhas A-B, bordaduras de campos e mapas de cobertura.

RowGuidance — exclusiva para milho, orienta automaticamente a máquina entre as linhas, corrigindo desalinhamentos em tempo real por meio de sensores, o que reduz o amassamento da cultura.

Monitores Pro 1200 — operados com sistema Android, oferecem maior capacidade de processamento e possibilitam diagnóstico e visualização remota, com troca facilitada de dados entre operadores e gestores da fazenda.

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A linha Axial-Flow série 160 também passou a contar com o portal FieldOps para monitoramento remoto de performance, conectividade vitalícia para envio e recebimento de informações e acesso ao Manual do Operador diretamente pelo display da máquina.


Plataforma Draper FD2: produção nacional e portfólio ampliado

A Case IH passa a fabricar no Brasil as plataformas Draper FD2, em parceria com a MacDon. O investimento para a nacionalização da produção na fábrica de Curitiba (PR) foi superior a US$ 20 milhões, incluindo melhorias na linha de produção e qualificação de mão de obra.

Os modelos estão disponíveis em opções de 25, 50 e 61 pés, indicados para as principais culturas de grãos e compatíveis com colheitadeiras de classes 5 a 11. Em relação ao modelo anterior da MacDon, a nova FD2 apresenta área de corte 25% maior, caixa de transmissão de alta velocidade e 43 cm de flutuação nas extremidades. O chassis articulado e o ângulo de ataque ajustável reforçam a adaptação a diferentes condições de terreno.


Plataformas de milho: linha completa em parceria com a MethalC

Para a colheita de milho, a Case IH apresenta uma nova linha de plataformas desenvolvida em parceria com a MethalC, com três versões que atendem desde pequenos produtores até operações de larga escala:

BM+ — de 4 a 15 linhas, com foco em robustez e simplicidade operacional, caixa de transmissão manual em ferro fundido e sensor de altura opcional.

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Premium — de 5 a 27 linhas, com ajuste hidráulico do deck despigador acionado da cabine e chapa defletora lateral para redução de perdas.

Evolution — de 23 a 30 linhas, para operações de alta escala, com acionamento central e híbrido, caixa e corpo de linha em alumínio, sem-fim triplo e chassis em aço de alta resistência.

O espaçamento varia de 45 cm a 90 cm entre os modelos, e todas as versões contam com piso em aço inox e abertura em 180° para facilitar acesso às linhas laterais.


Conectividade e dados: 70 connect rooms e mais de 16 mil máquinas monitoradas

Um dos pilares da estratégia da Case IH na Agrishow é a infraestrutura de conectividade e gestão de frota. Segundo dados apresentados na coletiva de imprensa, a marca conta com 70 connect rooms e mais de 16 mil máquinas monitoradas remotamente.

Para sustentar essa estrutura e ampliar a capacitação dos profissionais do campo, a empresa investiu R$ 51 milhões em treinamento, em parceria com o Senar e o Senai.

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Como demonstração prática do potencial tecnológico dos drones de aplicação, a Case IH apresentou os resultados do Desafio Drone 24h: 892 hectares pulverizados em 24 horas, com eficiência de 98,9%.


Fazenda conectada: resultados práticos no campo

Para ilustrar o impacto real da integração tecnológica, a Case IH apresentou dados de uma fazenda conectada com área de 3.000 hectares. Os resultados apontam aumento de 25% na produção, 7% de economia de combustível por hectare e R$ 1,5 milhão de economia real na operação — números que contextualizam a proposta da empresa de entregar não apenas equipamentos, mas soluções que se traduzem em resultados mensuráveis para o produtor.


Ecossistema como proposta

A participação da Case IH na Agrishow 2026 reforça uma abordagem que vai além dos lançamentos de máquinas. O estande da marca foi estruturado em torno de um espaço central de inovação e tecnologia, com demonstrações de soluções digitais para conectividade, gestão de dados, manutenção preventiva e treinamento. Ao redor, os visitantes percorrem as soluções por etapa produtiva — do plantio à colheita de cana.

Em um cenário de contração de mercado, a aposta da marca é que a integração entre automação, dados e suporte seja o diferencial decisivo para o produtor que precisa fazer mais com menos.

Redação: Equipe Mais Soja com informações da Assessoria de Imprensa

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Foto de capa: Case IH

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