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2 de maio de 2026

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Ferrugem asiática eleva custos da soja e reforça aposta em nova tecnologia de fungicida

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Foto: Ihara/divulgação

A ferrugem asiática segue como a principal ameaça fitossanitária das lavouras de soja no Brasil. Nos municípios produtores, o controle da doença representa entre 5% e 11% do custo operacional efetivo, podendo responder por mais de 40% dos gastos da lavoura.

Além da ferrugem, outras doenças fúngicas também desafiam o produtor ao longo do ciclo da cultura, como mancha-alvo, oídio, antracnose e anomalias da soja, que podem surgir em diferentes fases do desenvolvimento da planta.

Nesse cenário, especialistas reforçam que planejamento agronômico e manejo adequado são fundamentais para preservar o potencial produtivo das lavouras.

Manejo começa antes mesmo do plantio

Segundo o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Ihara, Andrey Boiko, o sucesso no controle de doenças depende de uma série de decisões tomadas ao longo de todo o sistema produtivo.

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“Existem diversas etapas do processo que precisam ser observadas pelo agricultor e ele sabe fazer isso melhor do que ninguém. Desde a escolha da variedade, os tratos culturais iniciais, o preparo do solo, a adubação e o plantio direto”, afirma.

De acordo com o especialista, o controle de pragas e plantas daninhas também faz parte desse conjunto de práticas que contribuem para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da cultura.

Paraná lidera registros de ferrugem na safra

Na safra atual, o Paraná aparece entre os estados com maior número de casos de ferrugem asiática, com mais de 50 registros confirmados, segundo dados do Consórcio Antiferrugem.

Considerada uma das doenças mais severas da soja, a ferrugem pode provocar perdas de até 90% na produtividade quando não controlada, o que mantém os produtores em constante alerta.

A experiência do produtor Juarez Penz, de Passo Fundo (RS), mostra como o impacto pode ser significativo. Em anos anteriores, a ferrugem comprometeu parte da lavoura e resultou em perdas de cerca de 10 sacas por hectare.

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“Tivemos anos com muita ferrugem, principalmente quando tem umidade e temperatura alta. A incidência aumenta e tivemos dificuldade no controle”, relata.

Tecnologia busca ampliar proteção das lavouras

Diante da pressão crescente das doenças, novas tecnologias de proteção têm sido incorporadas ao manejo fitossanitário.

Uma das soluções desenvolvidas pela Ihara é o fungicida Sugoy, formulado com três ingredientes ativos que atuam de forma complementar no controle das principais doenças da soja.

Segundo o gerente de produtos da Ihara, Archimedes Nishida, a proposta é oferecer uma solução completa para o produtor.

“Sugoy é uma grande oportunidade ao agricultor. Ele tem em sua formulação fungicida protetor, sendo uma solução completa, trazendo controle de doenças com alta seletividade”, afirma.

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Dez anos de pesquisa até chegar ao campo

O desenvolvimento do produto exigiu uma década de pesquisa e investimento em tecnologia.

De acordo com Boiko, o maior desafio foi reunir diferentes ingredientes ativos em uma formulação estável e eficiente.

“É muito difícil unir três ingredientes ativos em uma formulação estável e seletiva, que permita ao agricultor trabalhar com eficiência e agilidade no campo”, conta.

A formulação em suspensão concentrada permite que os ingredientes ativos sejam rapidamente absorvidos pela planta e permaneçam disponíveis por mais tempo, protegendo a lavoura mesmo sob condições climáticas adversas.

Estratégia no manejo de resistência

Outro desafio no controle de doenças é o manejo da resistência dos fungos aos produtos utilizados no campo.

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Segundo o pesquisador Carlos Forcelini, da Agro Tecno Research, a combinação de diferentes grupos químicos aumenta a eficácia da estratégia.

“Mesmo que o patógeno tenha resistência a algum dos ativos, é muito difícil que consiga se defender do fungicida aplicado quando há múltiplos mecanismos de ação”, afirma.

Aplicação no momento certo é decisiva

No manejo fitossanitário da soja, o momento da aplicação também é determinante para o sucesso do controle.

Boiko afirma que a severidade das doenças no Brasil exige mais de uma aplicação ao longo do ciclo da cultura.

“Muitas vezes é necessário lançar mão de várias aplicações para proteger a cultura no período mais sensível, que é a fase reprodutiva, quando a planta está formando os grãos”, destaca.

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Fungicidas se tornam indispensáveis

Produtores que acompanham a evolução da cultura da soja relatam que o cenário atual exige cada vez mais atenção ao manejo fitossanitário.

O produtor Sergio Pierdoná, terceira geração de agricultores no Sul do país, afirma que a realidade mudou nas últimas décadas.

“Até o começo dos anos 2000 a gente praticamente não tratava a soja. Com a ferrugem, isso mudou. Hoje é indispensável fazer o tratamento com fungicida”, diz.

Ele destaca que soluções prontas também facilitam a operação no campo. “Em vez de colocar três produtos no pulverizador, você coloca um só. Fica muito mais prático e ágil.”

Eficiência e segurança na aplicação

Além da proteção da lavoura, a tecnologia também busca reduzir riscos operacionais no momento da aplicação.

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Segundo Nishida, a formulação do fungicida elimina a necessidade de misturas adicionais no tanque.

“O produtor tem uma solução completa, que minimiza o risco operacional e traz maior consistência no controle”, afirma.

A expectativa da Ihara é continuar investindo em inovação para a proteção de cultivos nos próximos anos.

“Nós podemos garantir que a Ihara vai trazer ainda mais inovação e novos produtos para o agricultor brasileiro”, conclui Boiko.

Com a expansão da área de soja e a pressão crescente de doenças, especialistas avaliam que manejo integrado, monitoramento constante e tecnologias avançadas serão cada vez mais essenciais para manter a produtividade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.

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Agrishow 2026 encerra com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios

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Agrishow 2026
Foto: divulgação/Agrishow

A Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, apresentou nesta sexta-feira (1º) o balanço final de sua 31ª edição. O evento registrou R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios, 22% a menos em relação ao ano anterior. Os números refletem os setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem.

A feira registrou 197 mil visitantes durante os cinco dias, número semelhante ao verificado na última edição. Nesta sexta-feira (1º), último dia da feira, os portões foram abertos mais cedo, às 7h30, para atender a grande demanda de público.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, os números apresentados na Agrishow 2026 refletem o cenário do setor.

Nesta quarta-feira (29), o presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, informou queda de 19,9% nas vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no mercado interno no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, diz Estevão.

“Não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirma o presidente da Agrishow João Marchesan.

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Produção de dendê cresce no Brasil e Pará concentra quase 100% da atividade

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Foto: Edivaldo Sodré / Ag. Pará

O mais novo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) destaca a cadeia produtiva do dendê com uma das fases mais dinâmicas do agronegócio brasileiro, com um crescimento vantajoso nas últimas décadas.

No centro desse avanço está o estado do Pará, que responde hoje por quase toda a produção nacional, consolidando-se como eixo estratégico do setor. 

A Nota técnica “A Conjuntura Econômica e Ambiental do Dendê 2026”, com dados atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a produção brasileira saltou de 242,8 mil toneladas em 1988 para 3,2 milhões de toneladas em 2024.

Um crescimento superior a 13 vezes no período. O ritmo foi intensificado a partir dos anos 2000 e ganhou ainda mais força depois de 2018.

Desempenho

O estudo evidência a consolidação produtiva, a ampliação da escala de produção e a crescente concentração regional, especialmente na região Norte. Entre 2023 e 2024, a produção brasileira de dendê cresceu 11,2%, passando de 2,9 milhões para 3,2 milhões de toneladas.

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O avanço foi fortemente influenciado pelo desempenho do Pará, que ampliou sua produção de 2,8 milhões para 3,1 milhões de toneladas (+10,4%), mantendo participação de, aproximadamente, 97,1% do total nacional e reafirmando a elevada concentração territorial da atividade.

Nesse contexto, o Pará consolida- se como eixo praticamente hegemônico: a dinâmica nacional, em termos de quantidade e de valor, passa a ser determinada majoritariamente pelo desempenho paraense, que responde por cerca de 97% da produção e, aproximadamente, 98% do valor nacional em 2024.

Demais estados

Outros estados, como Roraima e Bahia, apresentam crescimento, mas ainda com participação marginal, juntos, somam menos de 3% da produção brasileira. Essa concentração também se reflete no nível municipal.

Apenas dez municípios paraenses respondem por cerca de 90% do volume produzido no país. Tailândia lidera com quase um terço da produção nacional, seguida por Tomé-Açu e Moju.

Emprego e renda

A cadeia do dendê também possui forte impacto no emprego e no meio ambiente. No mercado de trabalho, o Pará concentra cerca de 92% dos empregos diretos e indiretos do setor no Brasil, evidenciando sua centralidade econômica.

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“Se o Pará é campeão na produção de dendê, com quase 100% da produção nacional, a geração de empregos é também proporcional, com 92% das vagas diretas e indiretas dessa cadeia produtiva, sendo a locomotiva do país nesse segmento, com o Pará campeão na produção e na geração de empregos no cenário nacional da cultura do dendê”, afirma o professor Márcio Ponte, responsável pelo estudo.

Preservação ambiental

No campo ambiental, a dendeicultura no Pará tem sido associada à recuperação de áreas degradadas. No contexto agropecuário observa-se uma trajetória de crescimento expressivo na quantidade de CO₂ capturado por florestas de dendê cultivado no Pará entre 2000 e 2024. 

A área reflorestada com dendê no estado ultrapassa 200 mil hectares, enquanto a capacidade de sequestro de carbono atingiu mais de 13 milhões de toneladas de CO₂ em 2024.

Dendê
Foto: Edivaldo Sodré / Ag. Pará

De acordo com o estudo, a análise espacial confirma elevada concentração e especialização produtiva em poucos municípios, embora haja sinais recentes de redistribuição interna entre os principais polos.

“Os biocombustíveis, eles são fundamentais para a redução da pegada de carbono da indústria como um todo, e o óleo de palma se presta muito bem a essa condição, e é por isso que é tão importante ver o Pará crescendo de uma maneira significativa nesses últimos anos”, destaca o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.

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Senar disponibiliza mais de 500 treinamentos gratuitos para o mês de maio em SC

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Divulgação Senar SC

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), amplia a oferta de capacitações gratuitas no mês de maio.

Ao todo, estão previstos 511 treinamentos em diferentes regiões do estado, voltados ao fortalecimento das propriedades rurais e à melhoria da qualidade de vida das famílias do campo.

Os cursos contemplam áreas estratégicas para o desenvolvimento rural. A Formação Profissional rural inclui capacitações em agricultura, agroindústria, aquicultura, atividades de apoio agrossilvipastoris, prestação de serviços, pecuária e silvicultura. Já a Promoção Social abrange temas como educação, organização comunitária, saúde, alimentação, nutrição e artesanato.

Entre os cursos com maior número de turmas na área de Formação Profissional Rural estão jardineiro, segurança e saúde no trabalho, drone, pilotagem e operação e fluxo de caixa da atividade rural.

Na Promoção Social, destacam-se conservas de frutas, hortaliças e temperos, artesanato com pintura, produção caseira de pães e biscoitos, confeitaria, aproveitamento integral de alimentos e primeiros socorros.

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A programação alcança todas as regiões catarinenses. O Sul lidera com 122 cursos, seguido pelo Norte com 90, Vale do Itajaí com 71, Extremo Oeste com 68, Meio-Oeste com 62, Planalto Serrano com 51 e Oeste com 47.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que a qualificação é fundamental para o desenvolvimento do setor. Segundo ele, a capacitação promove autonomia, gera renda e contribui para melhores condições de vida no campo.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, destaca a abrangência da programação. Ele explica que o cronograma atende diferentes perfis de produtores e trabalhadores rurais, com conteúdos que acompanham as demandas do setor. “Isso garante acesso à qualificação e estimula o desenvolvimento regional de forma equilibrada”.

As capacitações são realizadas em parceria com sindicatos rurais e têm inscrições gratuitas para produtores, trabalhadores rurais e seus familiares. A programação completa está disponível no site

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