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Disparada do diesel no Brasil acende alerta no campo; veja vídeos de produtores

Produtores rurais de diferentes regiões do Brasil têm relatado preocupação com a alta do preço do diesel, combustível essencial para as operações agrícolas. Vídeos enviados à redação do Canal Rural mostram que o aumento do custo já começa a impactar o planejamento das atividades no campo.
A produtora de grãos Gracielle Faita, de Luziânia (GO), afirma que a recente tensão internacional no Oriente Médio tem refletido diretamente no preço do combustível utilizado nas propriedades.
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“Essa guerra entre Estados Unidos e Irã tem afetado muito todo o planejamento do produtor rural aqui no Brasil. O ponto crucial dessa questão é o aumento do óleo diesel”, relata.
Segundo ela, o impacto é imediato no custo da produção. Gracielle afirma que no início de março o combustível foi comprado por R$ 8,19 o litro, valor que já preocupa produtores diante da possibilidade de novos aumentos.
“Qualquer aumento vai impactar nos custos da produção”, afirma a produtora.
Além da alta no preço, agricultores da região também relatam dificuldades de abastecimento, o que aumenta ainda mais a apreensão no campo.
Combustível pesa na produção de cana
A preocupação com o diesel também é compartilhada por produtores de cana-de-açúcar no interior de São Paulo.
Em vídeo, o produtor Rogério Pazeto, da cidade de Peúna, na região de Rio Claro e Piracicaba, afirma que o aumento do combustível ocorre em um momento delicado para o setor.
“Já não basta ver o preço da cana muito abaixo do esperado. Agora temos o problema do combustível, do óleo diesel, que é um dos principais insumos para fazer a safra de cana”, diz.
De acordo com ele, a alta ocorre justamente no período em que os produtores iniciam os preparativos para o plantio da cana de ano e meio.
“Agora estamos na entressafra, que é a época de preparo do solo, da terra para fazer o plantio da cana de ano e meio, que acontece entre março, abril e maio”, explica.
Diesel é essencial para as operações agrícolas
O diesel é um dos principais insumos da atividade agrícola. O combustível é utilizado em tratores, colheitadeiras, caminhões, pulverizadores e em diversas operações mecanizadas no campo.
Por isso, qualquer variação no preço afeta diretamente o custo de produção e pode comprometer a rentabilidade das lavouras.
Diante da alta recente, produtores temem que o aumento do combustível provoque efeitos em cadeia, elevando custos de transporte, preparo do solo, plantio e colheita.
Enquanto aguardam possíveis medidas para aliviar o impacto, agricultores reforçam que a volatilidade do diesel se tornou mais um fator de incerteza para o setor agropecuário brasileiro.
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Para cima: semana do boi gordo começa com tendência de alta nos preços

O mercado físico do boi gordo continua registrando negócios acima das referências médias em diversas praças do país. O cenário é sustentado principalmente pela oferta limitada de animais terminados e pelas escalas de abate apertadas nos frigoríficos, que giram entre cinco e sete dias úteis na média nacional.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a disponibilidade restrita de gado pronto para o abate mantém a tendência de valorização da arroba no curto prazo.
“Em geral, temos um mercado que, na variável oferta, apresenta pouca disponibilidade de animais terminados prontos para o abate. Isso nos remete a uma tendência de alta nas referências médias, que podem chegar entre R$ 355 e R$ 360 por arroba em São Paulo ao longo desta semana, no auge do movimento”, afirmou.
Além da dinâmica interna de oferta e demanda, os agentes do mercado também acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e possíveis impactos na logística global, especialmente nas rotas de exportação de carne bovina.
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Confira o preço do boi gordo:
- São Paulo: R$ 349,58 por arroba (referência média a prazo)
- Goiás: R$ 335,54 por arroba
- Minas Gerais: R$ 339,71 por arroba
- Mato Grosso do Sul: R$ 336,59 por arroba
- Mato Grosso: R$ 339,46 por arroba
No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentam estabilidade, mas com sinais de enfraquecimento em alguns cortes. De acordo com Iglesias, mesmo a entrada dos salários na economia não tem sido suficiente para sustentar novos reajustes.
“A carne bovina já atingiu um patamar de preços que afasta parte dos consumidores brasileiros, principalmente famílias com renda entre um e dois salários mínimos. Nesse cenário, cresce a preferência por proteínas mais acessíveis, como carne de frango, embutidos e ovos”, explicou.
Segundo o analista, os cortes desossados, especialmente os nobres, têm registrado queda nas cotações.
Preços no atacado
- Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,62%, sendo negociado a R$ 5,23 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,22 e a máxima de R$ 5,28.
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Exportações de café recuam em março, aponta Secex

As exportações brasileiras de café em grão somaram 1,348 milhão de sacas de 60 quilos em março de 2026, considerando dez dias úteis, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
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No período, o país registrou média diária de 134.850 sacas embarcadas, com receita total de US$ 533,372 milhões e média diária de US$ 55,337 milhões. O preço médio da saca ficou em US$ 410,34.
Na comparação com março de 2025, os embarques apresentam queda no volume e na receita, apesar da valorização do café no mercado internacional.
A receita média diária obtida com as exportações é 26,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume médio diário embarcado recua 29,9% na mesma base de comparação.
Por outro lado, o preço médio por saca registra alta de 4,4%, indicando valorização do produto mesmo diante da redução do ritmo dos embarques.
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Setor reforça orientações trabalhistas antes da colheita de café

Com a proximidade da colheita do café, entidades do setor e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reforçaram orientações sobre legislação e boas práticas trabalhistas na cafeicultura.
Neste contexto, técnicos que atuam nas principais regiões produtoras participaram de uma capacitação voltada à atualização de regras sobre contratação de trabalhadores, formalização da mão de obra e segurança no campo.
Segundo a diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Silvia Pizzol, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre boas práticas trabalhistas em um momento estratégico para o setor.
“O momento é muito oportuno para desenvolver essas ações de capacitação devido à proximidade do período de colheita do café”, afirmou.
Ela explica que o debate sobre trabalho decente e boas práticas no setor também tem impacto na fidelização da mão de obra, diante da escassez de trabalhadores nas lavouras.
“Esse debate gera impactos positivos na fidelização da mão de obra, já que a escassez de trabalhadores tem sido um problema recorrente para o setor”, disse.
Exigências do mercado externo
A iniciativa também busca orientar produtores sobre demandas do mercado internacional, que cobra cada vez mais garantias de respeito aos direitos humanos e trabalhistas ao longo da cadeia do café.
Durante encontro realizado em Vitória (ES), os participantes receberam atualizações práticas sobre a aplicação das leis trabalhistas no campo.
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Entre os temas discutidos estiveram a relação entre normas internacionais de comércio e a legislação brasileira, a formalização da mão de obra na cafeicultura e aspectos da Norma Regulamentadora 31 (NR-31), que trata da segurança e saúde no trabalho rural.
De acordo com Pizzol, a capacitação segue uma abordagem colaborativa, educativa e preventiva, característica do Programa Trabalho Sustentável.
“Os participantes receberam atualizações práticas sobre a aplicação das leis trabalhistas no campo e debateram temas como a relação entre as normas internacionais de comércio e a legislação brasileira”, explicou.
Ela acrescenta que a proposta é transferir esse olhar mais preventivo da inspeção do trabalho para os técnicos que atuam nas regiões produtoras. A ideia, segundo a diretora, é que esses profissionais multipliquem as orientações em campo e contribuam para uma cafeicultura ainda mais sustentável.
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