Sustentabilidade
Imea aponta colheita da soja em 96,4% em MT; semeadura do milho se aproxima da conclusão

A colheita da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso avançou e já alcança 96,42% da área cultivada no estado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Na semana anterior, em 6 de março, os trabalhos estavam em 89,15%, o que indica um avanço expressivo no ritmo das operações no campo. Apesar disso, o índice ainda permanece ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita já havia atingido 97,33% da área.
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Com o avanço da retirada da oleaginosa das lavouras, os produtores também aceleram o plantio da segunda safra de milho. Segundo o Imea, a semeadura do cereal chegou a 99,20% da área prevista para a safra 2025/26.
Na semana anterior, o plantio estava em 93,68%. Em comparação com o mesmo período do ciclo passado, no entanto, o ritmo atual também aparece um pouco abaixo, já que naquele momento a semeadura alcançava 99,48% da área cultivada.
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Resistência de plantas daninhas aos herbicidas: o que é, e quais as principais causas – MAIS SOJA

A resistência de plantas daninhas aos herbicidas é um dos principais fatores que limitam a eficiência do controle químico, dificultando o manejo das culturas agrícolas e impactando significativamente a produtividade. Embora diversas estratégias de manejo possam ser adotadas para reduzir ou retardar a evolução da resistência, compreender como esse processo ocorre e como ele se diferencia da tolerância é fundamental para o planejamento de programas de manejo mais eficientes e sustentáveis.
Resistência x Tolerância
De acordo com o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a resistência é um processo evolutivo decorrente da variabilidade genética natural presente nas populações de plantas daninhas. Isso significa que, dentro de uma mesma população, alguns indivíduos podem apresentar características que os tornam naturalmente menos suscetíveis a determinado herbicida. Já a tolerância refere-se à capacidade inerente de uma espécie sobreviver e se reproduzir após a aplicação de um herbicida na dose recomendada, sendo uma característica própria da espécie e não resultado da seleção causada pelo manejo (Up. Herb, 2023).
Nesse contexto, a evolução da resistência está diretamente associada ao processo de seleção de biótipos resistentes já presentes na população, que passam a se tornar predominantes ao longo do tempo. Esse processo ocorre principalmente quando as mesmas práticas de controle são repetidas de forma contínua, como no caso do uso frequente de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação (Up. Herb, 2023).
Assim, a ausência de rotação de mecanismos de ação é considerada uma das principais causas do surgimento de novos casos de resistência. A pressão de seleção exercida pelo uso repetido de um mesmo herbicida favorece a sobrevivência e multiplicação de indivíduos portadores de genes de resistência, que passam a originar populações cada vez mais difíceis de controlar.
Figura 1. Seleção e multiplicação de plantas resistentes a um herbicida.
Além disso, o uso de subdoses de herbicidas também pode intensificar esse processo de seleção, uma vez que aplicações abaixo da dose recomendada podem não eliminar completamente a população suscetível, permitindo a sobrevivência de indivíduos menos sensíveis. Dessa forma, para reduzir o risco de evolução da resistência, recomenda-se rotacionar herbicidas quanto ao mecanismo de ação e princípio ativo, além de utilizar as doses recomendadas para cada situação de manejo.
Veja mais: Com o avanço do caruru-gigante no Brasil, medidas de manejo devem ser intensificadas, incluindo a limpeza de máquina

Referências:
HRAC-BR. COMO SURGE A RESISTÊNICA EM PLANTAS DANINHAS? Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/como-surge-a-resist%C3%AAncia-em-plantas-daninhas >, acesso em: 13/03/2026.
SILVA, A. A. A.; TRENTIN, F. RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS: CUIDADOS E ESTRATÉGIAS. Mais Soja, 2020. Disponível em: < https://maissoja.com.br/resistencia-de-plantas-daninhas-cuidados-e-estrategias/ >, acesso em: 13/03/2026.
UP. HERB. RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS AOS HERBICIDAS: TOLERÂNCIA E RESISTÊNCIA. Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, 2023. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/resistencia-de-plantas-daninhas-aos-herbicidas >, acesso em: 13/03/2026.

Sustentabilidade
Cotações do algodão avançam em NY e mercado brasileiro tem movimentação moderada – MAIS SOJA

O algodão apresentou uma valorização nos referenciais internacionais ao longo desta semana. Mesmo com o mercado brasileiro andando descolado da Bolsa de Nova York, esse movimento acabou se refletindo também um pouco nas cotações domésticas.
Segundo Safras & Mercado, a demanda esteve mais cautelosa diante das incertezas externas. Com isso, a comercialização da fibra de algodão foi moderada.
A indústria local trabalhou com ideia para o algodão colocado no CIF paulista em torno de R$ 3,52 por libra-peso, mesmo valor de uma semana atrás. Enquanto a pluma paga ao produtor em Rondonópolis, no Mato Grosso, girou na casa de R$ 109,59 por arroba, equivalente a R$ 3,31 por libra-peso. No mesmo período da semana passada, o valor da pluma era R$ 109,33 por arroba e apresentou um avanço tímido de R$ 0,26/@.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou na terça-feira, dia 10, seu relatório de oferta e demanda de março. O relatório manteve a estimativa de produção de algodão dos Estados Unidos na temporada 2025/26 em 13,92 milhões de fardos, mesmo volume projetado em fevereiro. A safra 2024/25 ficou em 14,41 milhões de fardos. As exportações deverão ficar em 12 milhões de fardos em 2025/26, mesmo número apontado em fevereiro. O consumo interno foi previsto em 1,6 milhão de fardos para 2025/26, também sem alterações.
Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais norte-americanos foram previstos em 4,4 milhões de fardos para a temporada 2025/26, estimativa inalterada. Na temporada 2024/25, foram 4 milhões de fardos.
O USDA estimou a produção global de algodão em 120,99 milhões de fardos, ante 119,86 milhões de fardos projetados em fevereiro. Em 2024/25 ficou em 118,54 milhões de fardos. As exportações mundiais de algodão foram estimadas em 43,91 milhões de fardos para 2025/26, contra 43,71 milhões de fardos no mês de fevereiro. A estimativa para o consumo é de 118,58 milhões de fardos, ante 118,72 milhões em janeiro. Os estoques finais foram projetados em 76,39 milhões de fardos em 2025/26, contra 75,11 milhões de fardos em fevereiro. Na safra 2024/25, eram esperados 73,76 milhões de fardos.
A expectativa é que a China colha 35,5 milhões de fardos na temporada 2025/26, ante 35,0 milhões de fardos projetados em fevereiro. A produção do Paquistão para 2025/26 foi prevista em 5 milhões de fardos, mesmo valor projetado no mês de fevereiro. O Brasil tem a safra 2025/26 estimada em 19,50 milhões de fardos, acima dos 18,75 milhões estimados em fevereiro.
Já produção indiana de algodão deve chegar a 23,5 milhões de fardos em 2025/26, mesmo número estimado em fevereiro.
Fonte: Agência Safras
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Safra de Grãos está estimada em 353,4 milhões de toneladas no ciclo 2025/26 – MAIS SOJA

Os agricultores brasileiros deverão colher 353,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, resultado que mantém a expectativa de um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25 e que, se confirmado, estabelece um novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados estão no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, publicado nesta sexta-feira (13) pela Companhia. De acordo com o documento, a área destinada para o plantio deve crescer 1,7%, sendo estimada em 83,2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve chegar a 4.250 quilos por hectares no atual ciclo.
As principais culturas de primeira safra já se encontram em fase de colheita. Para a soja, já foram colhidos em torno de 50,6% da área semeada. Fevereiro foi um mês desafiador para o produtor da oleaginosa, com excesso de precipitações no Centro-Oeste e Sudeste, em especial em Goiás e em Minas Gerais, e com irregularidade climática em grande parte do Rio Grande do Sul. Já no início de março, as regiões Norte e Nordeste são as que têm os trabalhos de campo prejudicados pelo excesso de chuvas. Mesmo com os desafios encontrados, de maneira geral as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura e a expectativa é que a produção atinja um novo recorde e chegue a 177,8 milhões de toneladas.
As precipitações em abundância no Sudeste e Centro-Oeste, que limitaram um maior avanço da área colhida de soja, refletiram também em um plantio mais tardio da segunda safra de milho. Alguns estados, como Goiás, Maranhão e Minas Gerais, já indicam redução na área destinada ao cereal. Com este cenário, a estimativa de área da segunda safra de milho é de 17,7 milhões de hectares e uma produção projetada em 108,4 milhões de toneladas. Já o cultivo da primeira safra de milho o panorama é de crescimento tanto de área, estimada em 4,1 milhões de hectares, quanto de produção, podendo chegar a 27,4 milhões de toneladas. Ao considerar as três safras do cereal, semeadas ao longo da temporada, a expectativa da Conab é que a produção chegue a 138,3 milhões de toneladas.
Para o arroz, a colheita atingiu 19,1% da área semeada, índice superior à média dos últimos 5 anos. As estimativas da estatal apontam para uma produção de 11,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, redução de 12,4% se comparado com o volume obtido no ciclo passado, queda que acompanha a menor área destinada para o cultivo do grão. Ainda de acordo com o boletim da Companhia, os dias com elevada radiação solar registrados no Rio Grande do Sul, principal estado produtor da cultura, favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das plantas.
No caso do feijão, a produção total, somada as três safras da leguminosa, está estimada em 2,9 milhões de toneladas, 4,7% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,2% na área plantada, totalizando 807,2 mil hectares, com expectativa de produção de 954 mil toneladas. Mesmo com a perspectiva de diminuição na colheita, o volume total assegura o abastecimento interno.
Para o algodão, o plantio já foi concluído, e a maior parte da área semeada se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo. A estimativa da estatal é de redução de 3,5% na área plantada em relação à safra anterior, prevista em cerca de 2 milhões de hectares, com uma produção de pluma estimada em 3,8 milhões de toneladas.
Mercado – Diante dos ajustes na produção total de milho, reflexo dos ajustes na área semeada da 2ª safra do cereal, os estoques de passagem do grão ao final do ciclo também foram atualizados, estimados em 11,6 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027. No caso do arroz, a Conab estima um estoque de passagem em torno de 1,7 milhão de toneladas, segundo maior volume em comparação com os últimos 5 ciclos mesmo com a redução nas projeções de produção da atual temporada.
Para a soja, a produção recorde permite expectativas de exportações robustas em 2026, com a projeção de embarques podendo chegar a 114,39 milhões de toneladas, um novo recorde de venda ao mercado externo caso o volume se confirme ao final do ano comercial da oleaginosa.
Confira as informações completas sobre as principais culturas cultivadas no país com as condições de mercados dos produtos no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, publicado no Portal da Conab.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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