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Jovens mulheres ganham espaço na sucessão familiar e assumem liderança no agro

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Fotos: redes sociais/reprodução

A sucessão familiar no campo está passando por uma transformação silenciosa, mas cada vez mais visível. Se antes a gestão das propriedades rurais era majoritariamente masculina, hoje jovens mulheres começam a assumir os negócios da família, trazendo novas ideias, inovação e formas diferentes de liderar.

Histórias de produtoras rurais em diferentes regiões do país mostram que a nova geração feminina vem superando preconceitos históricos e ocupando posições de liderança no agronegócio.

Processo natural

Silvia Beltrame
Silvia Beltrame

Em muitos casos, a sucessão não acontece de forma planejada, mas surge naturalmente a partir da convivência com a rotina da propriedade.

Foi o que aconteceu com a produtora de cana Silvia Beltrame, que passou a participar da gestão da fazenda aos 23 anos. Hoje, aos 26, divide as decisões com o pai e atua tanto na parte administrativa quanto na produção.

Segundo ela, o envolvimento começou a partir da vontade de ajudar a família. “Tudo começou com um incômodo meu de querer ajudar meu pai. Eu via que a parte financeira e administrativa era a maior dor dele”, conta.

Embora tenha se formado em biologia e pensado inicialmente em seguir carreira na área científica, a pandemia acabou aproximando Silvia da realidade da fazenda. A partir daí, passou a investir em conhecimento, gestão e tecnologia para modernizar a propriedade.

Formação e inovação fortalecem liderança feminina

Amanda Gorrosterrazú

Outra representante dessa nova geração é Amanda Gorrosterrazú, produtora rural do Rio Grande do Sul. Filha e neta de agricultores, ela sempre teve o campo como referência, mas decidiu reforçar sua atuação com formação técnica.

Amanda é zootecnista e mestre em Ciência Animal e Pastagens pela Esalq/USP. Para ela, a qualificação tem sido fundamental para ampliar a participação feminina na sucessão rural.

“A juventude feminina do setor quer unir tradição familiar com conhecimento técnico para transformar o campo”, afirma.

Segundo Amanda, programas de liderança e troca de experiências entre produtoras ajudam a fortalecer o protagonismo das mulheres no agro.

Ela também observa que, apesar de o ambiente rural ainda ter predominância masculina, a presença feminina vem crescendo com força.

“As mulheres jovens estão chegando com vontade de inovar e transformar o setor”, destaca.

Terceira geração já assume responsabilidades no campo

Larisa Pagani de Morais

Em muitos casos, o protagonismo feminino começa ainda cedo. No interior do Paraná, Larissa Pagani de Morais, de 22 anos, já comanda um dos aviários da família.

Filha e neta de avicultores, ela administra sozinha um galpão com 27 mil aves, cuidando de todas as etapas da produção.

O convite para assumir a gestão surgiu quando a família decidiu ampliar a estrutura da granja.

“Meu pai perguntou se eu queria cuidar de um dos aviários. Eu aceitei e agarrei a oportunidade”, conta.

Além do trabalho no campo, Larissa também cursa agronomia e concilia os estudos com a rotina intensa da produção.

Para ela, dar continuidade ao negócio da família é motivo de orgulho. “Pretendo continuar na avicultura. É o que eu amo fazer”, afirma.

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Trigo importado mais caro impulsiona mercado interno, aponta Cepea

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Foto: Divulgação

A importação de trigo pelo Brasil registrou forte queda no mês de fevereiro. O volume importado atingiu o menor nível para o período em 18 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a quantidade adquirida também recuou e é a menor desde setembro de 2024.

A queda nas importações está ligada à valorização do dólar. A redução das compras externas, combinada com estoques ajustados dos moinhos, tende a fortalecer a liquidez do mercado interno nos próximos meses, já que uma queda da moeda norte-americana no curto prazo é pouco provável. Com a demanda aquecida, produtores brasileiros têm elevado os preços de venda.

Agentes do mercado consultados pelo Cepea relatam estar atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, diante da possibilidade de uma disparada nos preços internacionais do trigo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Agro Mato Grosso

Preço do milho disponível em MT sobe e chega à R$ 46,00

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O milho disponível, no Estado, fechou a semana passada com alta de 0,87%, em relação a anterior. Na última sexta-feira, a saca ficou em R$ 46,15, no indicador do IMEA.

O preço na B3 teve alta na média da semana de 1,07% e finalizou o período em R$ 72,01/saca. A paridade de exportação para julho deste ano subiu 4,61% no comparativo semanal, motivada pelo dólar valorizado.

A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.

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Agro Mato Grosso

MT Safra 2025/26: aceleram vendas de soja, milho e algodão

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Embarques de soja em fevereiro somam 3,85 milhões de toneladas

Mato Grosso avançou na comercialização de soja, milho e algodão em março. O maior destaque veio da soja. O estado exportou 3,85 milhões de toneladas em fevereiro de 2026. O volume ficou 5,64 vezes acima do registrado no mês anterior e marcou recorde para fevereiro em toda a série histórica. A soja 25/26 também alcançou 56,58% da produção prevista já negociada. As informações são do Imea.

A China liderou as compras da soja mato-grossense em fevereiro. O país absorveu 2,74 milhões de toneladas. O volume respondeu por 71,30% dos embarques do estado no período. Segundo o Imea, o ritmo de compras chinês em fevereiro de 2026 foi o mais intenso para o mês nos últimos cinco anos. O instituto também projeta mais oferta, apoiada na maior produção da história de Mato Grosso na safra 25/26, o que tende a sustentar o ritmo de embarques nos próximos meses.

Mesmo com o avanço das vendas, parte dos sojicultores mantém cautela. Em fevereiro, o preço médio da soja 25/26 ficou em R$ 107,19 por saca, alta de 2,95% no comparativo mensal. Ainda assim, o valor continuou abaixo da expectativa dos produtores. Para a safra 26/27, a comercialização chegou a 3,96% da produção estimada. O patamar ficou abaixo do observado no mesmo período da safra anterior e também da média dos últimos cinco anos.

Situação do milho

No milho, a safra 24/25 atingiu 96,27% da produção comercializada em fevereiro de 2026. O avanço frente ao levantamento anterior foi de 3,91 pontos percentuais. A safra 25/26 chegou a 35,41%, com alta de 3,41 pontos percentuais no mês e desempenho 2,96 pontos acima do mesmo período do ciclo passado. O Imea também já identificou negócios da safra 26/27, com 0,62% da produção estimada vendida.

As exportações de milho perderam força em fevereiro. O Brasil embarcou 1,55 milhão de toneladas, queda de 63,47% ante janeiro. Em Mato Grosso, o escoamento somou 504,34 mil toneladas, retração de 81,07%. O Imea atribui o movimento à entressafra do cereal e ao redirecionamento da logística para a soja, que ganha espaço com o avanço da colheita. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, Irã, Egito e Vietnã concentraram a demanda pelo milho brasileiro e mato-grossense.

Situação do algodão

No algodão, a comercialização da pluma 25/26 alcançou 58,55% até fevereiro de 2026. O avanço mensal foi de 3,74 pontos percentuais. O índice ficou só 0,50 ponto abaixo da média das últimas cinco safras. Para a temporada 26/27, as vendas chegaram a 7,43%, com atraso de 2,66 pontos frente à média quinquenal. O Imea relaciona a melhora ao fim da semeadura e à atuação pontual dos produtores nos momentos de preços mais atrativos.

Nas exportações, Mato Grosso respondeu por 62,57% do volume nacional de algodão embarcado em fevereiro de 2026. O estado enviou 169,26 mil toneladas. Foi o terceiro maior volume da série histórica para fevereiro. A China liderou os embarques no mês, com 46,95 mil toneladas, seguida pela Turquia, com 31,96 mil toneladas. No acumulado de agosto de 2025 a fevereiro de 2026, Mato Grosso exportou 1,16 milhão de toneladas, 1,44% abaixo do mesmo intervalo do ciclo anterior.

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