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FAO lança Ano Internacional da Agricultora 2026 e destaca mulheres no meio rural

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou o Ano Internacional da Agricultora 2026, com o objetivo de ampliar a visibilidade do papel das mulheres na produção de alimentos e incentivar políticas públicas voltadas à redução das desigualdades de gênero no meio rural.
A iniciativa foi apresentada em Brasília durante o 39º período de sessões da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39). O evento contou com a participação do diretor-geral da FAO, QU Dongyu, além de autoridades e representantes do setor agrícola da região.
Segundo a organização, a proposta é conscientizar sobre a importância das mulheres nos sistemas agroalimentares, dar visibilidade aos desafios estruturais enfrentados por elas e mobilizar investimentos para ampliar o acesso a terra, crédito, tecnologia e serviços.
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Participação feminina no agro
Na América Latina e no Caribe, as mulheres representam 36% da força de trabalho nos sistemas agroalimentares. A presença é ainda mais expressiva em atividades fora da produção agrícola, como processamento e comercialização de alimentos, onde 71% das trabalhadoras estão concentradas.
Apesar da participação relevante, a FAO aponta que ainda persistem desigualdades estruturais que limitam a autonomia econômica e a produtividade das mulheres no campo. Entre os principais desafios estão o menor acesso à posse da terra, a serviços financeiros e tecnológicos, além da sobrecarga de trabalho doméstico e de cuidados não remunerados.
Desigualdade e segurança alimentar
A desigualdade também aparece nos indicadores de segurança alimentar da região. Dados da FAO mostram que mais mulheres do que homens enfrentam fome na América Latina e no Caribe.
Em 2022, a diferença de gênero na insegurança alimentar moderada ou grave chegou a 9,1 pontos percentuais. Em 2021, esse intervalo havia alcançado 11,5 pontos, em parte como reflexo da crise provocada pela pandemia de covid-19.
Além disso, a organização destaca que a região é altamente exposta às mudanças climáticas. A maior frequência de eventos extremos, como secas e enchentes, tende a afetar a produção agrícola e pode aprofundar as desigualdades enfrentadas pelas mulheres rurais.
Agenda para 2026
Ao longo de 2026, o Ano Internacional da Agricultora prevê a realização de ações em nível nacional, regional e global. A agenda inclui iniciativas voltadas à incorporação da igualdade de gênero nas políticas agroalimentares, além da mobilização de investimentos públicos e privados para ampliar oportunidades no campo.
O lançamento contou ainda com a participação de ministros da Agricultura da América Latina e do Caribe, além de representantes de organizações do setor e de movimentos ligados à agricultura familiar.
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Trigo importado mais caro impulsiona mercado interno, aponta Cepea

A importação de trigo pelo Brasil registrou forte queda no mês de fevereiro. O volume importado atingiu o menor nível para o período em 18 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a quantidade adquirida também recuou e é a menor desde setembro de 2024.
A queda nas importações está ligada à valorização do dólar. A redução das compras externas, combinada com estoques ajustados dos moinhos, tende a fortalecer a liquidez do mercado interno nos próximos meses, já que uma queda da moeda norte-americana no curto prazo é pouco provável. Com a demanda aquecida, produtores brasileiros têm elevado os preços de venda.
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Agentes do mercado consultados pelo Cepea relatam estar atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, diante da possibilidade de uma disparada nos preços internacionais do trigo.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Agro Mato Grosso
Preço do milho disponível em MT sobe e chega à R$ 46,00

O milho disponível, no Estado, fechou a semana passada com alta de 0,87%, em relação a anterior. Na última sexta-feira, a saca ficou em R$ 46,15, no indicador do IMEA.
O preço na B3 teve alta na média da semana de 1,07% e finalizou o período em R$ 72,01/saca. A paridade de exportação para julho deste ano subiu 4,61% no comparativo semanal, motivada pelo dólar valorizado.
A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.
Agro Mato Grosso
MT Safra 2025/26: aceleram vendas de soja, milho e algodão

Embarques de soja em fevereiro somam 3,85 milhões de toneladas
Mato Grosso avançou na comercialização de soja, milho e algodão em março. O maior destaque veio da soja. O estado exportou 3,85 milhões de toneladas em fevereiro de 2026. O volume ficou 5,64 vezes acima do registrado no mês anterior e marcou recorde para fevereiro em toda a série histórica. A soja 25/26 também alcançou 56,58% da produção prevista já negociada. As informações são do Imea.
A China liderou as compras da soja mato-grossense em fevereiro. O país absorveu 2,74 milhões de toneladas. O volume respondeu por 71,30% dos embarques do estado no período. Segundo o Imea, o ritmo de compras chinês em fevereiro de 2026 foi o mais intenso para o mês nos últimos cinco anos. O instituto também projeta mais oferta, apoiada na maior produção da história de Mato Grosso na safra 25/26, o que tende a sustentar o ritmo de embarques nos próximos meses.
Mesmo com o avanço das vendas, parte dos sojicultores mantém cautela. Em fevereiro, o preço médio da soja 25/26 ficou em R$ 107,19 por saca, alta de 2,95% no comparativo mensal. Ainda assim, o valor continuou abaixo da expectativa dos produtores. Para a safra 26/27, a comercialização chegou a 3,96% da produção estimada. O patamar ficou abaixo do observado no mesmo período da safra anterior e também da média dos últimos cinco anos.
Situação do milho
No milho, a safra 24/25 atingiu 96,27% da produção comercializada em fevereiro de 2026. O avanço frente ao levantamento anterior foi de 3,91 pontos percentuais. A safra 25/26 chegou a 35,41%, com alta de 3,41 pontos percentuais no mês e desempenho 2,96 pontos acima do mesmo período do ciclo passado. O Imea também já identificou negócios da safra 26/27, com 0,62% da produção estimada vendida.
As exportações de milho perderam força em fevereiro. O Brasil embarcou 1,55 milhão de toneladas, queda de 63,47% ante janeiro. Em Mato Grosso, o escoamento somou 504,34 mil toneladas, retração de 81,07%. O Imea atribui o movimento à entressafra do cereal e ao redirecionamento da logística para a soja, que ganha espaço com o avanço da colheita. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, Irã, Egito e Vietnã concentraram a demanda pelo milho brasileiro e mato-grossense.
Situação do algodão
No algodão, a comercialização da pluma 25/26 alcançou 58,55% até fevereiro de 2026. O avanço mensal foi de 3,74 pontos percentuais. O índice ficou só 0,50 ponto abaixo da média das últimas cinco safras. Para a temporada 26/27, as vendas chegaram a 7,43%, com atraso de 2,66 pontos frente à média quinquenal. O Imea relaciona a melhora ao fim da semeadura e à atuação pontual dos produtores nos momentos de preços mais atrativos.
Nas exportações, Mato Grosso respondeu por 62,57% do volume nacional de algodão embarcado em fevereiro de 2026. O estado enviou 169,26 mil toneladas. Foi o terceiro maior volume da série histórica para fevereiro. A China liderou os embarques no mês, com 46,95 mil toneladas, seguida pela Turquia, com 31,96 mil toneladas. No acumulado de agosto de 2025 a fevereiro de 2026, Mato Grosso exportou 1,16 milhão de toneladas, 1,44% abaixo do mesmo intervalo do ciclo anterior.
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