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16 de setembro de 2026

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FAO: Preço dos alimentos sobe pela primeira vez em 5 meses

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu em fevereiro, interrompendo uma sequência de cinco meses de queda.

O indicador atingiu média de 125,3 pontos, uma alta de 0,9% em relação ao nível revisado de janeiro, embora permaneça 1,0% abaixo do valor registrado em igual mês do ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização do trigo, de óleos vegetais e de alguns tipos de carne, que superaram a baixa nos preços do açúcar e dos lácteos (queijo).

O subíndice de preços dos cereais registrou alta de 1,1% ante janeiro. O movimento foi liderado pelo trigo, refletindo relatos de geadas em partes da Europa e dos Estados Unidos, além de interrupções logísticas persistentes na Federação Russa e na região do Mar Negro.

Já o índice para o arroz subiu 0,4%, sustentado pela demanda contínua por variedades especiais.

O subíndice de Óleos Vegetais saltou 3,3% em fevereiro, atingindo o maior patamar desde junho de 2022. Os preços do óleo de palma subiram por causa da firme demanda global e à produção sazonalmente menor no Sudeste Asiático. No caso do óleo de soja, a valorização foi motivada pela expectativa de medidas de apoio aos biocombustíveis nos Estados Unidos.

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O subíndice de Carnes avançou 0,8% no mês. A carne bovina registrou valorização apoiada na forte demanda de importação da China e dos Estados Unidos, enquanto os preços da carne ovina atingiram níveis recordes.

Em contrapartida, o subíndice de Açúcar recuou 4,1% em fevereiro frente a janeiro, acumulando uma queda de 27,3% na comparação anual. O recuo deve-se à expectativa de oferta global ampla na temporada atual. O subíndice de Laticínios também caiu 1,2%, pressionado pelos preços menores do queijo, apesar da alta nas cotações da manteiga e do leite em pó.

Perspectivas para 2026

A FAO divulgou novas projeções para a produção mundial de trigo em 2026, estimando uma queda de cerca de 3%, para 810 milhões de toneladas. A redução é atribuída à menor área semeada na União Europeia, na Rússia e nos Estados Unidos, em resposta aos preços mais baixos da commodity.

Para o Hemisfério Sul, as perspectivas iniciais para o milho são positivas. Segundo a organização, a expansão da área plantada e as condições climáticas favoráveis indicam produções acima da média na Argentina e no Brasil.

Na África do Sul, a previsão é de uma segunda safra recorde consecutiva em 2026.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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