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9 de junho de 2026

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Pesquisas iniciadas em Lucas do Rio Verde viabilizaram a expansão do milho segunda safra no Cerrado brasileiro

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Quando o Show Safra Mato Grosso ainda não existia como vitrine tecnológica e a Fundação Rio Verde era apenas um estatuto registrado em ata, a pesquisa agrícola em Lucas do Rio Verde começava de forma simples, mas com uma convicção clara: era preciso realizar pesquisas para produzir mais milho.

Foi assim que, no final da década de 90, o engenheiro agrônomo Clayton Bortolini aceitou o convite do ex-presidente da Fundação Rio Verde, o engenheiro agrônomo Egídio Vuaden, para iniciar os trabalhos de pesquisa para a entidade. À época, a estrutura era mínima. “A fundação existia no papel. Tinha uma cadeira, um computador, uma mesa numa sala emprestada no escritório da fazenda da Dora”, relembrou. Tempos depois, Clayton também presidiu a Fundação.

A fazenda citada era de Dora Ceconello, que viria a atuar como diretora executiva da Fundação e teve papel importante na organização inicial da entidade, juntamente com o senhor Egídio e outros parceiros. Era o início de uma construção coletiva.

Sem área própria para pesquisa, a alternativa surgiu por meio de um acordo. Em um domingo pela manhã, Egídio levou Clayton até o produtor Joci Piccini, atual presidente da Fundação Rio Verde. Na ocasião, Joci cedeu quatro hectares de sua fazenda para a condução dos estudos. Com um trator, uma plantadeira e um pulverizador improvisados, os experimentos tiveram início. Já no ano seguinte, a Fundação estruturou seu próprio campo de pesquisa, instalado onde hoje está a entidade.

Foi ali, na Fazenda Branca, que nasceram os primeiros experimentos e também os primeiros Dias de Campo, quando os resultados passaram a ser apresentados aos produtores da região. O que era uma reunião técnica em meio às parcelas experimentais se transformaria, anos depois, no maior evento do agronegócio de Mato Grosso, o Show Safra.

No primeiro ano, em 2000, foram implantados 21 experimentos para safrinha, como era chamada a atual segunda safra. Entre mamona, sorgo e milho, surgia a base de uma revolução produtiva em Lucas do Rio Verde e no Cerrado brasileiro.

E foi justamente nesse início que ocorreu um episódio curioso, hoje contado com bom humor pelo senhor Egídio Vuaden. “Parte da primeira pesquisa de milho acabou sendo levada por um pamonheiro da cidade, que acredito ter visto nas espigas experimentais uma oportunidade comercial.” O episódio, além de arrancar risadas, simboliza o quanto tudo era novo e o quanto aquele milho ainda era visto como algo pontual e desafiador, distante da dimensão que ganharia anos depois.

A mudança que multiplicou a produtividade

Naquele primeiro ciclo de resultados, Clayton identificou algo simples e transformador. O milho era plantado com espaçamento de 90 centímetros entre linhas e baixa população de plantas. A pesquisa indicava que, mantendo o mesmo espaçamento da soja (45 centímetros) e aumentando a população, seria possível elevar a produtividade em até 50%, sem aumento de custo.

“Fui chamado de louco por alguns produtores”, contou Clayton. Mas os resultados estavam no campo. No ano seguinte, segundo o pesquisador, os ensaios confirmaram os mesmos números. Algum tempo depois, a prática se consolidou.

Hoje, 100% do milho plantado no estado de Mato Grosso e no Cerrado brasileiro utiliza o mesmo espaçamento da soja, um modelo validado e iniciado nos experimentos conduzidos ali, em Lucas do Rio Verde.

No primeiro ano de pesquisa, a mudança eliminou o retrabalho nas plantadeiras, reduziu custos e elevou a produtividade média, à época, de 60 para 90 sacas por hectare, apenas com ajuste de espaçamento e população, explicou o agrônomo.

A pesquisa avançou também para o uso da braquiária como cobertura de solo, prática inicialmente vista com desconfiança pelos produtores, mas que hoje ocupa milhões de hectares no estado, fortalecendo o plantio direto e a saúde do solo.

Com o encurtamento do ciclo da soja, impulsionado pelo melhoramento genético realizado por empresas e institutos no período, foi ampliada a janela da segunda safra, o que consolidou o modelo produtivo que transformou Mato Grosso no maior produtor de milho do país.

Da pesquisa à potência

Os experimentos apresentados nos primeiros Dias de Campo, realizados na Fazenda Branca de Joci Piccini, mostraram que dos desafios se fazem soluções. Que ciência aplicada ao campo gera resultado.

Aquela estrutura improvisada, com sala emprestada, área cedida e máquinas compartilhadas, foi o embrião de um movimento que ganharia escala estadual e nacional.

Se hoje o Brasil colhe milhões de toneladas de milho na segunda safra e Mato Grosso lidera essa produção, parte dessa trajetória teve início ali, a partir do trabalho da Fundação Rio Verde, do crédito e da confiança dos produtores que acreditaram e implementaram as mudanças em suas áreas, movidos por coragem, união de esforços, intensa pesquisa e uma clara visão de futuro.

Por Olga Kunze/assessoria

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Aos 40 anos, a mulher não está envelhecendo. Está se transformando

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Existe um momento na vida da mulher em que o espelho começa a refletir mais do que a aparência. Ele passa a revelar histórias, escolhas, conquistas, cicatrizes e também algumas perguntas que talvez nunca tenham sido feitas antes.

Para muitas mulheres, esse momento chega por volta dos 40 anos.

É uma fase cercada de mudanças silenciosas. Algumas acontecem no corpo. Outras, na mente. Muitas, no coração. E embora a sociedade ainda tente associar essa etapa ao envelhecimento, a verdade é que ela representa algo muito mais profundo: uma transformação.

No consultório, vejo mulheres que construíram carreiras, criaram filhos, sustentaram famílias, enfrentaram desafios e aprenderam a cuidar de todos ao seu redor. Mas que, em algum momento, percebem que deixaram de olhar para si mesmas.

É justamente nessa década que muitas começam a notar alterações no sono, na disposição, no metabolismo, na pele, na libido e até na forma como lidam com as próprias emoções. Algumas sentem uma irritabilidade que não existia antes. Outras relatam cansaço persistente, dificuldade para perder peso ou uma sensação de não reconhecer mais o próprio corpo.

Essas mudanças não são fruto da imaginação. Elas têm explicações biológicas importantes. A partir dos 40 anos, a produção hormonal feminina inicia um processo gradual de transição que pode durar vários anos até a menopausa. O organismo começa a enviar sinais de que uma nova fase está chegando.

O problema é que muitas mulheres foram ensinadas a suportar esses sintomas em silêncio. Como se sentir desconforto fosse uma obrigação natural da idade. Como se perder qualidade de vida fosse inevitável.

Não é.

Hoje a medicina oferece recursos que permitem compreender essas transformações de forma muito mais individualizada. Cada mulher vive essa fase de maneira única. Algumas apresentam sintomas intensos. Outras passam por mudanças mais discretas. Não existe uma regra universal, e é justamente por isso que o acompanhamento médico faz tanta diferença.

Mas existe algo que considero ainda mais importante do que os hormônios, os exames ou os tratamentos.

A forma como a mulher escolhe enxergar esse período da vida.

Aos 40 anos, muitas descobrem uma liberdade que não possuíam aos 20. Já não precisam provar tantas coisas. Aprendem a estabelecer limites. Passam a compreender melhor seus desejos, suas prioridades e aquilo que realmente faz sentido.

É uma fase em que a maturidade encontra a vitalidade. Em que a experiência se soma à autoconfiança. Em que muitas mulheres finalmente se autorizam a ocupar o centro da própria vida.

Por isso, quando uma paciente me pergunta se é normal mudar aos 40, minha resposta é sempre a mesma.

Sim, é normal.

O que não deveria ser normal é atravessar essas mudanças sem informação, sem acolhimento e sem cuidado.

A mulher de 40 anos não está perdendo juventude. Está ganhando consciência. Está descobrindo novas versões de si mesma. Está entendendo que beleza não é ausência de idade, mas presença de saúde, energia, autoestima e propósito.

E talvez essa seja a transformação mais bonita de todas.

Bruna Ghetti é ginecologista, especialista em mulheres 40+.

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Agro Mato Grosso

Carreta invade a contramão e mata motorista na BR-163 I Mato Grosso

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Segundo motorista da carreta, colisão ocorreu após uma frenagem brusca para impedir outro acidente

O motorista Wilson Honório dos Reis, de 59 anos, morreu após a picape que dirigia ser atingida de frente por um caminhão na noite desta segunda-feira (8), na BR-163, em Sinop (a 478 quilômetros de Cuiabá).

De acordo com o boletim de ocorrência, Wilson conduzia uma Fiat Strada quando foi atingido por um caminhão-trator que seguia no sentido Sinop-Itaúba.

Em depoimento aos policiais, o motorista do caminhão, de 54 anos, relatou que seguia pela rodovia quando, ao subir um viaduto, se deparou com outro caminhão seguindo à sua frente em baixa velocidade e sem sinalização luminosa adequada.

Para evitar uma colisão traseira, ele afirmou que realizou uma frenagem brusca. Durante a manobra perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu de frente contra a Fiat Strada conduzida por Wilson.

Com a força do impacto, o motorista da picape sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.

O condutor do caminhão realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de bebida alcoólica.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

 

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

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Força Tática descobre depósito do tráfico e apreende 66 kg de maconha em Rondonópolis

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Homem de 32 anos escondia 64 tabletes da droga debaixo da cama em uma quitinete no bairro Vila Operária

Policiais militares da Força Tática do 4º Comando Regional apreenderam 66 quilos de substância análoga a maconha, na noite desta segunda-feira (8.6), em Rondonópolis. Na ação, um homem, de 32 anos, foi preso em flagrante por tráfico ilícito de entorpecentes.

Durante execução da Operação Tolerância Zero, a equipe da Força Tática recebeu informações, do setor de inteligência, sobre um possível local de armazenamento e tráfico de drogas em uma quitinete, no bairro Vila Operária.

Os policiais foram ao endereço informado e, ao se aproximarem, sentiram forte odor característico de droga vindo de uma das residências. A equipe fez abordagem e localizou o suspeito que foi detido. Questionado sobre a droga, o homem afirmou que o entorpecente estava escondido debaixo de uma cama.

Os militares fizeram busca no local indicado e encontraram 64 tabletes de drogas, que totalizaram 66 quilos. Ainda em depoimento, o homem afirmou que havia retirado o material na rodoviária do município de Poxoréu e que faria a distribuição na cidade de Rondonópolis.

Diante do flagrante, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido para a delegacia da cidade, com todo o material apreendido, e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais procedimentos.

Com Assessoria 

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