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Preço do arroz reage no Rio Grande do Sul, aponta Cepea

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Foto: Paulo Lanzetta

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul apresentaram recuperação em fevereiro, movimento considerado atípico para o período de colheita. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que as cotações voltaram aos patamares observados na primeira quinzena de novembro de 2025.

Na parcial de fevereiro, considerando dados até o dia 20, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS ficou em R$ 54,54 por saca de 50 quilos. O valor representa alta de 2,18% em relação a janeiro.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a reação dos preços foge ao comportamento sazonal esperado. Tradicionalmente, o avanço da colheita amplia a oferta e pressiona as cotações para baixo. Desta vez, porém, o mercado encontrou sustentação em fatores de oferta e demanda.

Entre os principais vetores de firmeza estão a demanda ativa por parte da indústria, estoques mais ajustados e a postura cautelosa dos vendedores, que evitam negociações em volumes maiores.

Apesar da recuperação recente, os valores ainda mostram forte defasagem na comparação anual. Dados do Cepea indicam que o arroz em casca negociado em fevereiro permanece 43% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, em termos nominais.

O cenário reforça a percepção de que, embora haja reação pontual, o mercado segue operando em níveis historicamente mais baixos.

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Novas cultivares de soja reforçam produtividade e inovação no Show Tecnológico da Copercampos 2026

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Foto: reprodução/Planeta Campo

O desenvolvimento de cultivares de soja com foco em sustentabilidade, produtividade e inovação foi um dos principais destaques do Show Tecnológico promovido pela Copercampos. O evento reuniu produtores e especialistas para apresentar soluções que começam no campo e passam por rigorosos processos de análise em laboratório.

O evento realizado em Campos Novos, município reconhecido nacionalmente pela produção de sementes de soja. Em 2025, a cidade cultivou mais de 65 mil hectares do grão, sendo cerca de 35 mil hectares vinculados à cooperativa, que responde por 4,43% do mercado brasileiro de sementes de soja.

Qualidade que começa no laboratório

Além do campo, a qualidade da semente passa pelo laboratório de análise de sementes, que é referência nacional, e obteve 100% de assertividade nos ensaios de proeficiência da rede metrológica do Rio Grande do Sul.

Segundo a gerente do laboratório de análises de sementes, Vanessa Pezzini Scalon, a qualidade das sementes apresentadas no evento é resultado de um sistema de controle que inclui testes de pureza física, germinação, vigor por envelhecimento acelerado, tetrazólio e análises em areia.

“Essas amostras oficiais são guardadas no nosso arquivo por um período de um ano, aonde qualquer divergência ou problema que possa vir a acontecer, nós temos essa rastreabilidade, essa confiabilidade de poder estar retestando, estar reanalisando”, destaca.

Segurança para o produtor

Uma semente bem analisada garante mais uniformidade na lavoura, melhor estabelecimento das plantas e ganho direto em produtividade e rentabilidade por hectare.

É o caso da família Camargo, que cultiva cerca de 820 hectares de soja no município de Ponte Alta e vem ao show tecnológico em busca de informação, tecnologia e segurança na escolha das sementes para as próximas safras.

“A gente já não se preocupa tanto por saber que já tem uma segurança maior e a gente só fica, digamos, na produção e dentro da propriedade, produzindo cada vez melhor, sabendo que temos essa segurança feita pela Copercampos”, destaca o produtor rural, Nilson Antônio Camargo.

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Oferta total de algodão sobe e sustenta projeção de exportações

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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

A StoneX revisou para cima a estimativa de oferta total de algodão do Brasil para 3,74 milhões de toneladas em 2026, após a conclusão do plantio nas principais regiões produtoras.

De acordo com a consultoria, o novo cenário está diretamente ligado com o bom desenvolvimento das lavouras na Bahia e reforça a perspectiva de exportações consistentes ao longo do ano, mesmo diante de um início mais moderado no mercado externo.

estimativas para a safra de algodão

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da empresa Raphael Bulascoschi, o foco agora está nas condições climáticas. “Com o plantio do algodão já finalizado, o mercado passa a acompanhar o clima nas principais regiões produtoras e, nesse ponto, temos visto sinais divergentes”, realça.

Na Bahia, onde as lavouras estão em estágio mais avançado, o clima tem favorecido o desenvolvimento da safra. “Um bom regime climático tem ajudado a safra a se desenvolver de forma excelente, com expectativa de que vejamos níveis produtivos próximos ao do ano passado. O clima obviamente precisará seguir benéfico para concretizar esses níveis de rendimento”, destaca Bulascoschi.

Já em Mato Grosso, apesar dos elevados níveis hídricos, o excesso localizado de chuvas tem contribuído para o surgimento de doenças fúngicas nos estágios iniciais em algumas áreas. Ainda assim, devido à precocidade do ciclo, não houve revisão nas estimativas de produtividade do estado até o momento.

A StoneX aponta que no balanço de oferta e demanda, o Brasil iniciou 2026 com menor dinamismo nas exportações. Ainda assim, a expectativa é de embarques consistentes ao longo do ano, especialmente se for confirmado um cenário de recuo produtivo nos Estados Unidos. A StoneX também chama atenção para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Índia no mercado da pluma, movimento que pode ganhar relevância estratégica ao longo de 2026.

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Nova ocorrência de caruru-gigante intensifica medidas preventivas nas lavouras de soja

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Foto: Seab/Adapar

Praga quarentenária com alto potencial de impacto sobre as lavouras de soja, o Amaranthus palmeri, conhecido popularmente como caruru-palmeri ou caruru-gigante, teve sua presença detectada recentemente na região de São José do Rio Preto, em São Paulo. Os estado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já tinham casos confirmados.

Diante desse cenário, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou a atuação dos fiscais estaduais agropecuários no campo, reforçando as inspeções fitossanitárias como medida preventiva para impedir a entrada e disseminação da espécie em Goiás.

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a soja é o principal produto agrícola do estado e merece atenção especial da defesa sanitária.

“A Agrodefesa tem reforçado a adoção de medidas preventivas para evitar prejuízos aos produtores. É fundamental que o agricultor esteja atento às práticas de manejo adotadas em sua propriedade para impedir que essa praga chegue ao estado e cause prejuízos à produção e à economia”, afirma.

De acordo com o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, o Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica, de crescimento rápido e extremamente agressiva.

“Essa praga representa um risco significativo às lavouras, principalmente pela alta resistência a herbicidas e pela grande capacidade de dispersão. As plantas fêmeas adultas podem produzir de 200 mil a 500 mil sementes por indivíduo, dependendo das condições ambientais”, alerta.

Inspeção fitossanitária

A Agrodefesa tem reforçado a inspeção fitossanitária em lavouras de soja, e milho em sucessão, por meio da atuação dos fiscais estaduais agropecuários, intensificando o monitoramento nas propriedades e orientando produtores sobre identificação e manejo adequado, com o objetivo de proteger as lavouras e evitar possíveis perdas econômicas.

A principal forma de disseminação ocorre por meio de máquinas e implementos agrícolas contaminados, além da mistura com outras sementes.

“Diante desse cenário, os produtores devem adotar medidas preventivas como a higienização rigorosa de equipamentos, a utilização de sementes certificadas e o reforço da vigilância nas áreas de cultivo. A adoção dessas práticas é essencial para prevenir a introdução da praga e proteger a produção agrícola goiana”, completa o gerente.

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