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Sustentabilidade

Farsul reafirma rejeição à “multa da moega” e critica falta de avanço em negociações de royalties da soja – MAIS SOJA

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Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (24/02), a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) reforçou posição contrária ao modelo atual de cobrança de royalties de biotecnologia na soja. A entidade manifestou profunda insatisfação com a falta de flexibilidade das empresas detentoras de tecnologias e reafirmou que jamais validou a aplicação da penalidade de 7,5% no momento da entrega do grão (moega).

Segundo o texto, embora o diálogo institucional com as empresas da Conexão Biotec tenha resultado em ajustes pontuais – como a simplificação do Programa Pré-Certifica RS e o retorno de protocolos anteriores de testagem -, as questões estruturais permanecem sem solução. Não houve progresso na revisão de valores, percentuais ou na metodologia de cobrança aplicada aos produtores gaúchos.

A Farsul destacou alguns pontos críticos sobre o atual cenário como o forte desequilíbrio entre o poder das grandes empresas de tecnologia e os produtores rurais. A entidade também ressalta que a cobrança ignora o cenário de estiagens reiteradas, perdas produtivas e instabilidade de preços que afeta o campo. A Federação classifica o percentual de 7,5% de multa como desproporcional, unilateral e gerador de onerosidade excessiva, agravando a situação econômica das propriedades.

O posicionamento foi ratificado em Assembleia do Conselho de Representantes realizada na segunda-feira (23). Na ocasião, a maioria dos representantes manifestou inconformidade com o modelo vigente e com a intransigência das empresas em discutir alternativas viáveis.

A Federação também alertou contra a disseminação de informações falsas que ampliam a insegurança jurídica no setor, reforçando que atua com cautela para não expor os produtores a riscos desnecessários.

Diante do esgotamento das negociações diretas, a Farsul anunciou que pretende nacionalizar a discussão, levando o tema para além das fronteiras estaduais; apoiar alternativas tecnológicas, incentivando a produção científica de produtos concorrentes aos da Conexão Biotec; e articular com cooperativas e cerealistas a construção de cenários que respeitem a realidade financeira do produtor.

 “A Farsul respeita o direito de propriedade industrial, mas não aceita imposições unilaterais ou modelos incompatíveis com a realidade do produtor rural gaúcho”, afirma o documento assinado pelo presidente do Sistema Farsul, Domingos Antonio Velho Lopes.

Confira Nota completa.

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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Boa Safra impulsiona sorgo no RS com rentabilidade acima de R$ 2.000 reais por hectare – MAIS SOJA

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O sorgo começa a se consolidar como uma solução rentável e segura para o produtor gaúcho, impulsionado pelo trabalho da Boa Safra (SOJA3), líder na produção de sementes no Brasil, na região. As primeiras áreas colhidas no Rio Grande do Sul pela empresa, com plantio realizado entre agosto e setembro de 2025, já entregaram rentabilidade líquida superior a R$ 2.000 reais por hectare, o que reforça o potencial econômico da cultura. Aliado a esse desempenho, o híbrido BS005 apresentou ciclo de aproximadamente 120 dias, permitindo colheita antecipada e maior flexibilidade no sistema produtivo.

Em um cenário marcado por enchentes, estiagens prolongadas e custos de produção elevados, a Boa Safra (SOJA3) avança de forma estratégica ao incentivar o cultivo de sorgo no estado por meio de contratos com indústrias de ração e biocombustíveis, que garantem previsibilidade de receita de até 85% do valor da saca de milho comercializado na região de plantio.

Além da segurança contratual, o sorgo se destaca pelos seus atributos agronômicos, como o menor investimento em insumos, o ciclo mais curto e a elevada tolerância ao estresse hídrico e às altas temperaturas – fatores que garantem desempenho estável mesmo em anos de clima adverso. O plantio entre a segunda quinzena de agosto e o final de novembro também posiciona a cultura como uma alternativa de verão ainda pouco explorada no Rio Grande do Sul.

Nesse contexto, mais do que uma opção de comercialização, o modelo adotado pela empresa reduz os riscos financeiros ao garantir previsibilidade de receita e cria um ambiente favorável para que o produtor invista com maior segurança em uma cultura tecnicamente eficiente e economicamente viável. Para atender da melhor maneira os agricultores da região, a Boa Safra (SOJA3) estruturou áreas comerciais e uma rede de parceiros para recebimento e comercialização do grão, fator decisivo, já que o período de colheita coincide com o do milho.

“Ele permite tanto a implantação de uma segunda safra, como a soja safrinha plantada em janeiro, quanto o consórcio com forrageiras para pastejo bovino, agregando valor ao sistema produtivo, ampliando a diversificação da propriedade e oferecendo ao produtor uma alternativa rentável e de menor risco”, explica Rafael Tombini, gerente comercial da Regional Sul da Boa Safra.

Essa combinação de fatores ganha ainda mais relevância diante da recente irregularidade climática. “Enquanto as lavouras de milho sofrem reduções drásticas de produtividade, o sorgo se desenvolve de forma estável, chamando a atenção de produtores no noroeste gaúcho e no sul do estado”, comenta Tombini.

Os resultados e primeiros relatos são positivos. Produtores destacam a resistência do sorgo à estiagem e já sinalizam intenção de ampliar a área na próxima safra. “A primeira safra permitiu avaliar o comportamento da cultura em diferentes janelas de plantio, com áreas entrando em colheita já em janeiro. Esse acompanhamento será fundamental para mapear o melhor posicionamento do sorgo no estado e consolidar seu potencial de retorno econômico”, projeta Tombini.

Éder Santos, gerente nacional de sorgo da Boa Safra, reforça que a cultura se encaixa perfeitamente nas condições do Rio Grande do Sul. “Com híbridos precoces e de alta qualidade, a empresa tem realizado um trabalho técnico muito consistente na região, oferecendo suporte completo de manejo e garantindo resultados concretos ao produtor”, analisa.

Sobre a Boa Safra

Fundada em 2009, a Boa Safra (SOJA3) é líder na produção de sementes de soja – mercado que domina com um market share de 10% – e uma das principais sementeiras do Brasil. Com sede em Formosa (GO) e escritórios em Brasília (DF), a companhia ampliou sua atuação após o IPO realizado em 2021, consolidando sua presença no mercado nacional com um portfólio diversificado que inclui sementes de milho, sorgo, trigo, feijão e forrageiras.

Comprometida com eficiência, qualidade e excelência operacional, a Boa Safra investe continuamente em tecnologia avançada e infraestrutura inovadora, assegurando sementes de alto valor agregado, com índices de vigor e germinação acima da média do mercado, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade do produtor rural. Presente nas regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste e MATOPIBA – importantes polos agrícolas do país -, a empresa vem expandindo sua estrutura e capacidade produtiva, atualmente em 280 mil big bags de sementes de soja.

Fonte: Assessoria de imprensa Boa Safra



 

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Sustentabilidade

Estradas não pavimentadas ampliam gargalos logísticos e elevam custos para produtores de Mato Grosso – MAIS SOJA

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A falta de pavimentação em trechos estratégicos de rodovias estaduais e federais segue como um dos principais entraves ao escoamento da safra em Mato Grosso. Produtores relatam que as limitações de acesso prolongam o tempo de transporte, elevam o custo operacional e reduzem a eficiência da colheita, fatores que, ao longo da cadeia, também influenciam o padrão de qualidade do produto entregue ao mercado.

Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), os relatos reforçam que os gargalos logísticos decorrentes da falta de pavimentação deixaram de ser apenas um desafio operacional e passaram a representar um fator estrutural de custo para o agronegócio mato-grossense.

“O produtor paga o FETHAB com a expectativa de ver esse recurso aplicado na melhoria da logística e das estradas, mas infelizmente isso não está chegando na ponta como deveria. Reconhecemos os avanços da atual gestão do governo do estado, porém, em anos de margem apertada, o FETHAB precisa ser reconsiderado. O produtor não pode continuar pagando uma conta sem ver o retorno efetivo na infraestrutura que é essencial para o escoamento da produção”, afirma o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

No noroeste do estado, a situação da MT-183, corredor que conecta áreas produtivas à rede de armazenagem e comercialização, ilustra o impacto estrutural da falta de infraestrutura. O produtor da região de Aripuanã, Sami Dubena, relata que a logística da propriedade passou a ser organizada em função das limitações da estrada. “A situação da MT-183 é gravíssima. São mais de 200 quilômetros de estrada de terra que fica um caos nessa época de chuva e extremamente perigosa na época de estiagem, pois levanta muita poeira e não conseguimos enxergar nada”, afirma.

Sami Dubena também enfatiza que a falta de estrutura logística afeta diretamente o ritmo de colheita, momento decisivo para a safra. “A distância até o armazém pode se tornar duas ou três vezes maior em tempo de viagem. O caminhão sai carregado, e muitas vezes a colheitadeira precisa parar esperando o retorno para descarregar e continuar o trabalho. Isso reduz o ritmo da colheita justamente no período mais sensível da safra”, relata.

O efeito prático aparece tanto na produtividade quanto na classificação do produto. “Sem janela adequada para colher, parte da produção chega com umidade mais elevada ou com avarias, o que gera descontos e reduz o valor final recebido.” O produtor Izidoro Dubena destaca que as limitações de acesso afetam diretamente o fluxo da cadeia e a qualidade do grão ao longo do transporte. “Quando o deslocamento se torna imprevisível, todo o planejamento operacional é comprometido. O produto permanece mais tempo em trânsito e isso altera o padrão de entrega, além de gerar prejuízos para todos os elos envolvidos”, afirma.

Segundo ele, a escolha de rotas mais longas por parte dos transportadores, em busca de melhores condições de tráfego, aumenta o custo logístico e reduz a competitividade regional. Na região de Paranatinga, a realidade é semelhante. O produtor Fernando Petri relata que falhas recorrentes de manutenção na MT-499 têm provocado atrasos frequentes na retirada da safra e elevado o custo do transporte.

“Quando chove por alguns dias, surgem pontos críticos que impedem a passagem de veículos e travam toda a logística. O produtor fica sem conseguir escoar a produção, os prazos se acumulam e o prejuízo aparece na ponta”, afirma. Ele destaca que, mesmo em trechos próximos à cidade, a limitação de tráfego compromete o planejamento da safra e reduz a previsibilidade econômica da atividade.

A Aprosoja MT avalia que a previsibilidade no escoamento é condição essencial para preservar a qualidade da produção, reduzir perdas e manter a competitividade do estado nos mercados nacional e internacional. Em regiões com alto potencial produtivo, a limitação de acesso viário continua restringindo a expansão das áreas cultivadas e elevando o custo por tonelada transportada.

Para os produtores, a melhoria da infraestrutura logística permanece como medida estratégica para garantir eficiência produtiva, estabilidade econômica e maior valor agregado à produção de Mato Grosso. Além dos investimentos em rodovias, a implementação de políticas públicas voltadas ao fomento da armazenagem rural também se apresenta como medida complementar para mitigar esse gargalo.

Ao ampliar a capacidade de armazenagem nas propriedades, o produtor passa a ter condições de realizar a pré-limpeza e a secagem dos grãos na própria fazenda, possibilitando um escoamento mais planejado e escalonado da safra. Essa estratégia reduz a concentração do transporte no período imediato pós-colheita, momento em que a demanda por frete se intensifica, os custos sobem e a necessidade de escoamento rápido pressiona significativamente as estradas. Com maior capacidade de retenção da produção na origem, há ganhos logísticos, econômicos e estruturais para toda a cadeia.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Intervalos curtos de reaplicação durante o período crítico favorecem o controle da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

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A cigarrinha-do-milho, espécies Dalbulus maidis e Leptodelphax maculigera, configuram na atualidade as principais e mais preocupantes pragas da cultura do milho. Essas pragas tornam-se preocupantes pelos danos indiretos que resultam na transmissão dos enfezamentos, doenças causadas por microrganismos fitopatogênicos conhecidos como molicutes, capazes de infectar a planta de forma sistêmica, causando perdas de produtividade que podem chagar a 100% (Cota et al., 2021).

Embora distintas estratégias de manejo (Figura 1) possam ser adotadas de forma integrada para o controle dos enfezamentos no milho, quando há necessidade de intervenções imediatas, o controle químico permanece como o método mais eficaz para reduzir as populações da cigarrinha e, consequentemente, mitigar os impactos da doença sobre a cultura.

Figura 1. Estratégias de manejo da cigarrinha e dos enfezamentos do milho.

Nesse contexto, posicionar adequadamente os inseticidas com base na eficiência e período de controle é crucial para o sucesso no manejo dos enfezamentos. Estrategicamente, o controle químico da cigarrinha-do-milho deve ocorrer de VE a V5, podendo se estender até V8 em alguns casos (período crítico).

Definida a necessidade de realizar uma intervenção química para o controle da cigarrinha-do-milho, é importante atentar para a escolha do inseticida, dando preferência por inseticidas com maior nível de controle. Conforme observado por Machado et al. (2024), há diferença de suscetibilidade da cigarrinha-do-milho a inseticidas, sendo que, a maioria das populações da cigarrinha apresentam alta suscetibilidade ao metomil, carbosulfan e acefato, e suscetibilidade reduzida à bifentrina, acetamiprido e imidacloprido.



Intervalos curtos favorecem o controle  

Vale destacar que a cigarrinha-do-milho apresenta elevada prolificidade e ciclo biológico curto, características que favorecem o crescimento exponencial de suas populações e, consequentemente, podem demandar a redução do intervalo entre aplicações de inseticidas para maior efetividade no controle. Estima-se que o ciclo do inseto varie de 15 a 27 dias, conforme as condições ambientais, e que cada fêmea possa ovipositar entre 400 e 600 ovos (Ávila et al., 2022).

Dessa forma, durante o período crítico de ocorrência da praga, a intensificação do monitoramento é fundamental para subsidiar a tomada de decisão quanto à necessidade de controle. Em situações de alta infestação, o encurtamento do intervalo entre aplicações pode ser uma estratégia eficiente para mitigar os danos; contudo, qualquer intervenção deve ser baseada no monitoramento da lavoura.

Embora não exista um nível de ação oficialmente definido para a cigarrinha-do-milho, a simples presença do inseto na lavoura, sobretudo em áreas com histórico de enfezamentos, já sinaliza a necessidade de adoção imediata de medidas de manejo.

Mesmo com a utilização de inseticidas de alta performance e maior efeito residual, a redução do intervalo entre aplicações tende a aumentar a eficiência do controle, especialmente em períodos de maior pressão da praga. De modo geral, recomenda-se que esse intervalo varie entre 5 e 7 dias durante a fase crítica de ocorrência da cigarrinha na cultura do milho (Agrofit, 2025).

Referências:

AGROFIT. CONSULTA ABERTA. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2025. Disponível em: < https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons >, acesso em: 25/02/2026.

ÁVILA, C. J. et al. DESAFIOS AO MANEJO DE ENFEZAMENTOS E VIROSES NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Agropecuária Oeste, Documentos, n. 149, 2022. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1152076/1/DOC-149-2022-ONLINE-1.pdf >, acesso em: 25/02/2026.

COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Milho e Sorgo, Folhetos, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 25/02/2026.

MACHADO, E. P. IS INSECTICIDE RESISTANCE A FACTOR CONTRIBUTINGTO THE INCREASING PROBLEMS WITH Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) IN BRAZIL? Society of Chemical Industry, 2024. Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8237?domain=author&token=EFNPXSEM4KUXHHESVXEG >, acesso em: 25/02/2026.

Foto de capa: Fabiano Bastos.

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