Sustentabilidade
Soja/Ceema: Semana de alta das cotações em chicago – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 13/02/2025 e 19/02/2026
Esta semana foi repleta de feriados. Nos EUA, segunda-feira (16) o mercado esteve fechado em função do Dia dos Presidentes. Aqui no Brasil, dias 16 e 17 tivemos o tradicional Carnaval, quando grande parte do país para. Mesmo assim, há notícias importantes a comentar.
Por um lado, as cotações da soja, em Chicago, continuaram com viés de alta, com o bushel da oleaginosa fechando a quinta-feira (19), para o primeiro mês cotado, em US$ 11,41, contra US$ 11,37 uma semana antes. O principal motivo é a escalada do óleo de soja naquela Bolsa, puxado pelos anúncios do Irã de que iniciaria manobras militares conjuntamente com a China e a Rússia. Ora, isso eleva os preços do petróleo que, por sua vez, puxa para cima os preços do óleo de soja. A libra-peso fechou neste dia 19/02 em 59,68 centavos de dólar, o mais alto valor desde o dia 02/10/2023, portanto, há mais de dois anos.
Afora isso, a principal notícia vem do início do tradicional Fórum Outlook do USDA, neste dia 19/02, onde as primeiras estimativas de área a ser semeada, para 2026/27, são anunciadas. Lembrando que a intenção de plantio será anunciada em 31 de março, que o forte do plantio se desenvolve em maio e que a área realmente cultivada nos EUA virá em 30 de junho. Dito isso, o Fórum indicou um expressivo aumento na área a ser semeada com soja neste novo ano.
A mesma passaria a 34,4 milhões de hectares, contra 32,86 milhões no ano anterior. Ou seja, tem-se aí um aumento de 4,7%, o que seria baixista para Chicago. Já para o milho, a área projetada cai para 38,04 milhões de hectares, contra 39,98 milhões no ano anterior, ou seja, um recuo de 4,8%. Agora é esperar para vermos se tais projeções se confirmam na prática.
Por sua vez, na semana encerrada em 12/02, os EUA embarcaram 1,2 milhão de toneladas de soja, ficando dentro do esperado pelo mercado, porém, na ponta superior. Mesmo assim, em todo o atual ano comercial tais exportações atingem a 24,3 milhões de toneladas, ficando 32% abaixo do exportado no mesmo período do ano anterior.
Deste total embarcado de soja pelos EUA, 57% teve a China como destino. E aqui no Brasil os preços se mantêm estáveis, com leve viés de alta, diante das dificuldades de colheita no Mato Grosso, devido ao excesso de chuvas, e das perdas no Rio Grande do Sul devido a estiagem (preliminarmente, e de forma extra-oficial, o percentual de perdas ao redor de 30% do esperado circula entre os produtores rurais das principais regiões de produção do Estado).
Com isso, as principais praças gaúchas trabalharam com valores entre R$ 117,00 e R$ 118,00/saco, enquanto nas demais regiões do país os valores giraram entre R$ 99,50 e R$ 117,00/saco. No Mato Grosso, nosso principal produtor da oleaginosa, a colheita da safra 2025/26 atingiu a 51% da área total do Estado no final da semana anterior.
Apesar do clima, o ritmo está acima da média histórica, que é de 42,9% para este período. Por enquanto, estima-se uma produção final de 50,5 milhões de toneladas, com recuo de 0,74% sobre o recorde do ano anterior. Já o plantio do milho safrinha chegou a 46,1% da área esperada, ficando abaixo da média histórica, que é de 53% para o período. O excesso
de chuvas mais uma vez deve alongar este plantio, trazendo possíveis problemas de produção no final devido a parte do mesmo ficar fora da janela ideal. Aliás a Aprosoja/MT vem alertando para este problema desde o início de fevereiro. Dito isso, no conjunto do Brasil, o total já colhido em soja alcança 22,3% da área semeada, contra a média histórica de 18,4% para este período (cf. Pátria AgroNegócios).
Por outro lado, segundo a Anec, a exportação de soja brasileira, em fevereiro, deve ficar em 11,46 milhões de toneladas, após a revisão dos números indicados na semana anterior. Mesmo assim, será um recorde para o mês, já que a máxima histórica foi no ano passado, com 9,73 milhões de toneladas. No primeiro bimestre do ano, as exportações somariam 13,9 milhões de toneladas. No total do ano a Anec estima exportações ao redor de 110 milhões de toneladas, após 108,7 milhões em 2025.
Enfim, em seu relatório de fevereiro, a Conab indicou uma safra final brasileira em 178 milhões de toneladas, mantendo 21,4 milhões para o Rio Grande do Sul, ou seja, não considerando as quebras já existentes no estado gaúcho. Aliás, setores privados do estado começam a apontar, apesar das chuvas do último final de semana, uma produção final ao redor de 18 milhões de toneladas, lembrando que se os 30% estimados de quebra realmente se confirmarem, o estado colheria apenas 15 milhões de toneladas neste ano. Mas, como a soja tem um forte poder de recuperação e a chuva retornou na maioria dos locais de produção, é importante esperar a evolução das lavouras até meados de março. Porém, como já frisamos no comentário passado, o volume inicialmente esperado e ainda indicado pela Conab, não será alcançado, havendo perdas consolidadas.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Clima instável, produção menor – MAIS SOJA

As lavouras de milho safrinha do Paraná enfrentaram condições climáticas adversas e distintas na temporada 2025/26. Estiagens pontuais e altas temperaturas afetaram o desenvolvimento das plantas na fase inicial da cultura.
No oeste do estado, Gabriel Redivo destinou 960 hectares ao milho. O plantio levou pouco mais de duas semanas, entre o final de janeiro e o dia 14 de fevereiro. As chuvas foram escassas em março e abril, e reduziram o potencial produtivo em 40%, conta o produtor. A média ficou entre 82 e 90 sacas/hectare.
A família de Gabriel atua no agronegócio do Paraná desde os anos 1970. O avô materno dele, Adolfo Oto Midding, deixou o município catarinense de Videira para arrendar a propriedade de um familiar na divisa de Santa Tereza do Oeste e São Pedro do Iguaçu, em 1977. Pouco depois, com recursos relativos a uma herança, comprou uma área de terra vizinha aproveitando uma época em que os valores não eram tão elevados. Era um período em que a mecanização recém estava se iniciando e os produtores costumavam apostar em três culturas. Era soja no verão e trigo no inverno. Naquela época, já pelo início dos anos 1980, Adolfo começou a fazer experimento com o plantio do milho com matraca no meio das linhas de soja. Como a colheita ainda era manual, permitia o consórcio das duas culturas. Era o esboço da safrinha nascendo já que naquela época o milho era um cultivo de verão.
Atualmente, a soja ocupa 100% da área no verão enquanto o milho cobre 70% do total no inverno. Seis anos atrás, Gabriel e o avô Adolfo decidiram apostar em uma terceira cultura. Passaram a dedicar 190 hectares ao feijão. O plantio normalmente é no final de fevereiro e a colheita acontece entre maio e junho. A última safra rendeu 38 sacas/hectare para um nível médio de investimento.
Odelir, o pai de Gabriel, se ocupa de outra atividade da família em Santa Tereza do Oeste, próximo a Cascavel (PR). Assim, Adolfo, de 84 anos, é quem divide com Gabriel os afazeres e as decisões sobre a lavoura. “Ele se envolve e vai todo dia à lavoura”, diz o neto. Como um bom descendente de germânicos, ele fala fluentemente o idioma de seus antecessores. E foi no idioma de seus ancestrais, que ele lamentou a eliminação da seleção alemã de futebol pela derrota para o Paraguai pela Copa do Mundo.
Milho safrinha 2026
Produtividade média (sacas/hectare)
- MT – 116,58 (+1,6%)
- MS – 88,33 (+41,6%)
- PR – 99,50 (+20,5%)
- GO – 82,86 (-24,3%)
- Brasil – 98,50 (-9%)
Produção por estado (milhões toneladas)
- MT – 52,66 (-3,5%)
- MS – 11,92 (-13,7%)
- PR – 17,61 (-0,1%)
- GO – 10,01 (-31%)
- Brasil – 106,79 (-7,9%)
- Fonte: IBGE, julho 2026
Centro-oeste
Maior produtor agrícola brasileiro, o Mato Grosso colheu grandes volumes de milho apesar da redução da produtividade em 6,4%. Levantamento realizado pelo IBGE e divulgado em julho aponta a produção de 52,66 milhões de toneladas. Algumas regiões tiveram clima menos favorável que a área da atuação da C.Vale. “Os produtores conseguiram plantar, em sua grande maioria, dentro da melhor janela de plantio e o clima também ajudou com chuvas regulares e melhor distribuídas. Pragas e doenças foram bem manejadas e não tiveram impacto significativo. A soma destes fatores resultou em boas médias de produtividade”, avalia Renato Rambo, gerente da C.Vale para o Mato Grosso.
Em Mato Grosso do Sul, a combinação de estiagens, ataque de lagartas e chuva no ciclo reprodutivo complicou o desempenho da cultura, segundo o gerente regional da cooperativa Jeferson Salatti. “Apesar dessas adversidades, a produtividade oscila entre 80 e 120 sacas por hectare, garantindo um resultado considerado normal para o estado. Segundo ele, o desempenho “comprova a eficiência da gestão do produtor no campo”.
Fonte: Assessoria de Imprensa C.Vale, disponível em Sistema Ocepar
Autor:Assessoria de Imprensa C.Vale, disponível em Sistema Ocepar
Site: Sistema Ocepar
Sustentabilidade
Yamato, uma ferramenta inigualável no manejo de plantas daninhas do algodão – MAIS SOJA

Em um cenário cada vez mais desafiador, o manejo e o controle eficientes das plantas daninhas na cultura do algodão tornam-se tarefas complexas e estratégicas. A elevada diversidade de espécies infestantes, associada a características fisiológicas que conferem alta capacidade competitiva, intensifica a matocompetição e compromete significativamente a produtividade da cultura. Além disso, muitas plantas daninhas atuam como hospedeiras de pragas e patógenos, favorecendo a sobrevivência e disseminação desses organismos na área de cultivo, o que agrava os problemas fitossanitários e reduz a sanidade da lavoura.
Entre as principais espécies infestantes do algodoeiro, destacam-se plantas de difícil controle, como as do gênero Amaranthus spp., popularmente conhecidas como caruru, além de gramíneas como capim-colchão (Digitaria horizontalis) e capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), entre outras. Grande parte dessas espécies apresenta casos confirmados de resistência a herbicidas, incluindo resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação (Heap, 2026).
Em conjunto a esses fatores, há uma limitada disponibilidade de herbicidas seletivos ao algodão que possam ser utilizados para o controle de espécies daninhas na pós-emergência da cultura, principalmente se tratando de espécies de folha larga. Essa condição restringe as opções de manejo, dificultando ainda mais o controle efetivo das planta daninhas após o estabelecimento do algodão, tornando ainda mais importante o uso de ferramentas pré-emergentes.
O lento estabelecimento inicial do algodão associado ao espaçamento de entre linhas (76 cm e 90 cm) em que a cultura é cultivada, reduz sua capacidade competitiva nas fases iniciais de desenvolvimento (IMA, 2025). Essa característica reforça a necessidade do uso dos herbicidas pré-emergentes de forma integrada no manejo das plantas daninhas para reduzir a matocompetição inicial e estabelecer a cultura “no limpo” (livre de plantas daninhas).
O uso dos herbicidas pré-emergentes contribui para a supressão dos fluxos iniciais de emergência das plantas daninhas (Joaquim Júnior et al., 2021). No entanto, principalmente se tratando da cultura do algodão cujas opções de pós-emergência são limitadas, o adequado posicionamento dos herbicidas pré-emergentes é determinante para o sucesso no manejo das plantas daninhas. Considerando as característica da cultura e a diversidade de espécies daninhas de difícil controle presentes no sistema de cultivo do algodoeiro, é essencial que o pré-emergente utilizado apresente amplo espectro de ação, alta seletividade à cultura e elevado efeito residual, proporcionando um controle eficaz dos fluxos de emergência durante o período inicial do desenvolvimento do algodão.
Estudos demonstram que o período crítico de prevenção à interferência pode se estender por até 98 dias após a emergência da cultura, portanto, é indiscutível a necessidade de herbicidas pré-emergentes que proporcionem um maior período de controle das plantas daninhas, sem causar danos a cultura do algodão (Joaquim Júnior et al., 2021). Além disso, algumas espécies daninhas, são extremamente complexas de se manejar, seja pela elevada habilidade competitiva, ou pela resistência a herbicidas.
A exemplo, caruru-gigante (Amaranthus palmeri), pode crescer até 3 cm por dia, e causar perdas de produtividade de até 77% no algodoeiro (Andrade Junior et al., 2015), além de reduzir a qualidade da pluma e fibra produzida, e dificultar o processo de colheita do algodão. Características como essas, em plantas daninhas resistentes, dificultam o posicionamento das aplicações de herbicida, limitando a eficácia do controle.
De maneira geral, espécies daninhas são melhor controladas em pós-emergência, durante as fases iniciais do desenvolvimento da planta, preferencialmente entre 2 e 4 folhas (Ikeda et al., 2025). No entanto, a desuniformidade dos fluxos de emergência tende a dificultar o posicionamento de herbicidas pós-emergentes, limitando a eficácia desses herbicidas.
Associado a essas dificuldades, determinadas espécies de plantas daninhas apresentam elevada produção e dispersão de sementes, característica que favorece a manutenção e o aumento do banco de sementes no solo, intensificando os fluxos de emergência ao longo das safras. O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), por exemplo, pode produzir de 40 mil até 120 mil sementes por ciclo (HRAC-BR, 2022; Takano et al. 2016). Já espécies de caruru, como Amaranthus palmeri, apresentam potencial reprodutivo ainda mais elevado, com relatos de produção superior a 1 milhão de sementes por planta. Essa grande capacidade de multiplicação contribui para a rápida disseminação dessas espécies nas áreas de algodão e dificulta significativamente seu manejo e controle ao longo da safra (Gazziero & Silva, 2017).
Além das boas práticas agronômicas como a rotação de culturas, o controle de plantas daninhas na entressafra e a boa cobertura do solo, como alternativa para reduzir as infestações e mitigar os efeitos da matocompetição com a cultura do algodão, pode-se fazer uso dos herbicidas pré-emergentes. Esse grupo de herbicidas, atua diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência das plantas daninhas, contribuindo para um melhor estabelecimento da cultura “no limpo”.
De acordo com Santos et al. (2018), além de reduzir os fluxos de emergência das planta daninhas, o emprego dos herbicidas pré-emergentes pode atuar positivamente na produtividade de algodão em caroço e pluma, possibilitando produtividades superiores ao observado em lavouras sem o uso desses herbicidas e uma maior qualidade da produção obtida.
Mesmo em cultivares transgênicas resistentes a herbicidas, os pré-emergentes seguem sendo ferramentas fundamentais no manejo de plantas daninhas, contribuindo para o controle de espécies tolerantes e para a prevenção da seleção de biótipos resistentes. Em cultivares resistentes ao glifosato, auxiliam no manejo de espécies como trapoeraba, corda-de-viola, capim-amargoso (Digitaria insularis), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), buva (Conyza spp.) e caruru (Amaranthus spp.). Já em variedades resistentes ao glufosinato, favorecem o controle de gramíneas e de latifoliadas, como o apaga-fogo (Alternanthera tenella) (Andrade Junior; Cavenaghi; Guimarães, 2025).
Na prática, os herbicidas pré-emergentes, quando empregados de forma estratégia, contribuem para o melhor estabelecimento da lavoura (figura 2) além de reduzir a densidade das plantas daninhas dos fluxos de emergência remanescentes e aumentar a uniformidade das populações infestantes, possibilitando um melhor posicionamento dos herbicidas pós-emergentes.
No entanto, para que benefícios significativos sejam obtidos em função da utilização dos herbicidas pré-emergentes, alguns critérios devem ser levados em consideração na hora de posicionar esses produtos. É essencial conhecer as populações infestantes a serem controladas, a seletividade do herbicida e sua eficácia, dando preferência por moléculas de maior performance.
Um herbicida que supre essas demandas para uso no algodão é o YAMATO SC, herbicida pré-emergente que apresenta elevada seletividade à cultura, associada a um amplo espectro de ação e uma boa residualidade, favorecendo o desenvolvimento inicial e estabelecimento do algodão livre das daninhas. Com controle das principais espécies infestantes superior a 90% (IHARA, 2026), o YAMATO SC assume um papel estratégico no manejo das espécies daninhas do algodão, contribuindo não só para a manutenção do potencial produtivo da cultura, como também para a manutenção da qualidade da pluma produzida, reduzindo os impactos da matocompetição, minimizando o banco de sementes no solo e favorecendo o manejo de plantas infestantes em todo o sistema produtivo.
Considerando os aspectos observados, o uso dos herbicidas pré-emergentes em conjunto com boas práticas agronômicas torna-se indispensável para o manejo de plantas daninhas no algodão, especialmente tendo em vista o complexo cenário que inclui plantas de elevada habilidade competitiva e resistência aos principais herbicidas pós-emergentes. Nesse contexto, o YAMATO SC posiciona-se como uma ferramenta de manejo inigualável, concentrando performance, seletividade e residualidade em um único produto.

Referências:
ANDRADE JUNIOR, E. R. PRIMEIRO RELATO DE Amaranthus palmeri NO BRASIL EM ÁREAS AGRÍCOLAS NO ESTADO DE MATO GROSSO. IMA-MT, Circular Técnica, n. 19, 2015. Disponível em: < https://imamt.org.br/wp-content/uploads/2019/03/circular_tecnica_edicao19_bx_ok.pdf >, acesso em: 15/05/2026.
ANDRADE JUNIOR, E. R.; CAVENAGHI, A. L.; GUIMARÃES, S. B. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODÃO. IMA-MT; AMPA, MANEUAL DE BOAS PRÁTICAS DE MANEJO DO ALGODOEIRO EM MATO GROSSO, AP. 5.5, 2025. Disponível em: < https://imamt.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Manual-de-Boas-Praticas_2025.pdf >, acesso em: 15/05/2026.
GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 15/05/2026.
HEAP. I. The International Herbicide-Resistant Weed Database, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/crop.aspx >, acesso em: 28/04/2026.
HRAC-BR. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: SAIBA MAIS SOBRE ESSA PLANTA DANINHA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2022. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/capim-p%C3%A9-de-galinha-saiba-mais-sobre-essa-planta-daninha >, acesso em: 15/05/2026.
IHARA. Em busca de eficiência aliada a seletividade, IHARA lança herbicida para a cultura do algodão. IHARA, 2026. Disponível em: < https://ihara.com.br/em-busca-de-eficiencia-aliada-a-seletividade-ihara-lanca-herbicida-para-a-cultura-do-algodao/?utm_source=&utm_medium=&utm_campaign=&utm_content=&gad_source=1&gad_campaignid=21273745355&gbraid=0AAAAACqHsuCSpJARDy2oMLEGyc8rxaaCr&gclid=CjwKCAjwn4vQBhBsEiwAq3hhN8lSCJbRmkCwBXcT0XPU8Nt9-Es_4sHDadmC_tgX7gh-O2vbBCprjBoCNjsQAvD_BwE >, acesso em: 15/05/2026.
IKEDA, F. S. et al. MANEJO DE VARROURINHA-DE-BOTÃO (Borreria spinosa) NA SUCESSÃO SOJA-MILHO. Embrapa Agrossilvipastoril, Documentos, n. 11, 2025. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1174732/1/2025-cpamt-doc-11-fsi-manejo-vassourinha-de-botao-sucessao-soja-milho.pdf >, acesso em: 15/05/2026.
JOAQUIM JÚNIOR, C. Z. et al. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO ALGODOEIRO: BREVE REVISÃO. Revista Agronômica Brasileira, 2021. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/359677214_Manejo_de_plantas_daninhas_na_cultura_do_algodoeiro_breve_revisao >, acesso em: 28/04/2026.
SANTOS, S; M; S. et al. CONTROLE DO COMPLEXO DE PLANTAS DANINHAS COM HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES NA CULTURA DO ALGODÃO. Rev. Cultivando o Saber, 2018. Disponível em: < https://cultivandosaber.fag.edu.br/index.php/cultivando/article/view/876/799 >, acesso em: 15/05/2026.
TAKANO, H.K. et al. GROWTH, DEVELOPMENT AND SEED PRODUCTION OF GOOSEGRASS. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 34, n. 2, p. 249-257, 2016. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pd/a/ghDFZ8G4XGG5wF8rjWYvcsm/?format=pdf&lang=en >, acesso em: 15/05/2026.
Redação: Equipe Mais Soja.
Sustentabilidade
El Niño deverá intensificar pressão da mosca-branca em soja e outras culturas, alerta equipe técnica da Sipcam Nichino – MAIS SOJA

Produtores de soja da região do Matopiba devem se preparar para gerir com estratégia os efeitos do El Niño na safra de soja 2026-27. Segundo a equipe técnica da Sipcam Nichino Brasil, a mosca-branca (Bemisia tabaci) tende a voltar ao centro das preocupações da sojicultura em relação ao manejo das lavouras. “Trata-se de uma das principais pragas do país, com alto potencial para ocasionar danos de 20% a 100% em uma área”, salienta Eric Ono, engenheiro agrônomo, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da companhia.
Conforme Ono, a prevalência do El Niño eleva riscos de seca e calor extremo, condições favoráveis à proliferação da mosca-branca nas áreas da oleaginosa. A praga incide também sobre outros cultivos, como algodão, tomate e feijão. “O inseto, sugador, é capaz de extrair de maneira agressiva nutrientes das plantas nas quais se hospeda”, ressalta Ono.
Na soja, especificamente, ele explica, a Bemisia tabaci ocasiona a depleção (redução ou esgotamento) dos nutrientes da folha, pela sucção da seiva. Pode causar, assim, a desfolha precoce da planta.
“Além disso, a praga despeja nas folhas uma substância açucarada que permite o desenvolvimento da fumagina, fungo que reveste a folha e inibe a fotossíntese”, relata Ono. “Em situações mais raras, em cultivares suscetíveis, a mosca-branca atua como transmissora de vírus — atrasa ainda mais o crescimento da lavoura e compromete a colheita”.
Quebra do ciclo da praga
De acordo com a equipe da Sipcam Nichino, o monitoramento das lavouras constitui medida essencial ao produtor ao longo da safra sob efeitos do El Niño.
Uma vez presente, a mosca-branca demanda aplicação de inseticidas específicos. Entre tais soluções, destaca Ono, o portfólio da companhia conta com o inseticida de marca Fiera®, um produto de tecnologia japonesa, lançado recentemente para controle da mosca-branca na soja e da cigarrinha-do-milho.
“O inseticida conta com uma característica única: o controle eficaz da fase ‘ninfa’ da mosca-branca, além de agir sobre adultos, na fecundidade e fertilidade de fêmeas da praga”, diz Ono. Segundo especialistas envolvidos nas pesquisas que antecederam o lançamento de Fiera®, o manejo da ninfa até há pouco não era prioridade; os inseticidas visavam somente o controle dos insetos já na forma adulta, sem focar efetivamente na quebra do ciclo da praga.
Conforme Eric Ono, o controle da mosca-branca deve ocorrer ainda no estágio de ninfa, considerada a mais prejudicial dentro do cultivo da soja.
“Ninfas da mosca-branca são numerosas e imóveis. Ficam escondidas no lado inferior das folhas, sugam a planta incessantemente e drenam as fontes de nutrientes e fotoassimilados”, observa Ono. Ele enfatiza que o inseticida Fiera funciona como um regulador de crescimento de insetos. “A morte da ninfa, relativamente rápida, ocorre na troca de ‘instar’. O produto quebra o ciclo de desenvolvimento de novas populações da praga.”
Segundo o agrônomo, Fiera® possui ação de vapor e contato e é capaz de afetar todos os estágios do ciclo de vida da mosca-branca (ovo, ninfa, pupa e adulto) de forma direta ou indireta. “Desencadeia um processo de supressão de populações futuras da praga, principalmente associado a inseticida adulticida.”
Conforme a Sipcam Nichino Brasil, o inseticida Fiera® tem como ingrediente ativo a buprofezina 250 em formulação líquida (SC). A solução recebeu registro, também, para controle de insetos sugadores e transmissores de patógenos em soja e outros mais de 30 cultivos: algodão, citros, feijão, milheto, sorgo, tomate e outros.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fonte: Assessoria de imprensa
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