Connect with us
10 de junho de 2026

Sustentabilidade

Soja/Ceema: Semana de alta das cotações em chicago – MAIS SOJA

Published

on


Comentários referentes ao período entre 13/02/2025 e 19/02/2026

Esta semana foi repleta de feriados. Nos EUA, segunda-feira (16) o mercado esteve fechado em função do Dia dos Presidentes. Aqui no Brasil, dias 16 e 17 tivemos o tradicional Carnaval, quando grande parte do país para. Mesmo assim, há notícias importantes a comentar.

Por um lado, as cotações da soja, em Chicago, continuaram com viés de alta, com o bushel da oleaginosa fechando a quinta-feira (19), para o primeiro mês cotado, em US$ 11,41, contra US$ 11,37 uma semana antes. O principal motivo é a escalada do óleo de soja naquela Bolsa, puxado pelos anúncios do Irã de que iniciaria manobras militares conjuntamente com a China e a Rússia. Ora, isso eleva os preços do petróleo que, por sua vez, puxa para cima os preços do óleo de soja. A libra-peso fechou neste dia 19/02 em 59,68 centavos de dólar, o mais alto valor desde o dia 02/10/2023, portanto, há mais de dois anos.

Afora isso, a principal notícia vem do início do tradicional Fórum Outlook do USDA, neste dia 19/02, onde as primeiras estimativas de área a ser semeada, para 2026/27, são anunciadas. Lembrando que a intenção de plantio será anunciada em 31 de março, que o forte do plantio se desenvolve em maio e que a área realmente cultivada nos EUA virá em 30 de junho. Dito isso, o Fórum indicou um expressivo aumento na área a ser semeada com soja neste novo ano.

A mesma passaria a 34,4 milhões de hectares, contra 32,86 milhões no ano anterior. Ou seja, tem-se aí um aumento de 4,7%, o que seria baixista para Chicago. Já para o milho, a área projetada cai para 38,04 milhões de hectares, contra 39,98 milhões no ano anterior, ou seja, um recuo de 4,8%. Agora é esperar para vermos se tais projeções se confirmam na prática.

Por sua vez, na semana encerrada em 12/02, os EUA embarcaram 1,2 milhão de toneladas de soja, ficando dentro do esperado pelo mercado, porém, na ponta superior. Mesmo assim, em todo o atual ano comercial tais exportações atingem a 24,3 milhões de toneladas, ficando 32% abaixo do exportado no mesmo período do ano anterior.

Deste total embarcado de soja pelos EUA, 57% teve a China como destino. E aqui no Brasil os preços se mantêm estáveis, com leve viés de alta, diante das dificuldades de colheita no Mato Grosso, devido ao excesso de chuvas, e das perdas no Rio Grande do Sul devido a estiagem (preliminarmente, e de forma extra-oficial, o percentual de perdas ao redor de 30% do esperado circula entre os produtores rurais das principais regiões de produção do Estado).

Com isso, as principais praças gaúchas trabalharam com valores entre R$ 117,00 e R$ 118,00/saco, enquanto nas demais regiões do país os valores giraram entre R$ 99,50 e R$ 117,00/saco. No Mato Grosso, nosso principal produtor da oleaginosa, a colheita da safra 2025/26 atingiu a 51% da área total do Estado no final da semana anterior.

Apesar do clima, o ritmo está acima da média histórica, que é de 42,9% para este período. Por enquanto, estima-se uma produção final de 50,5 milhões de toneladas, com recuo de 0,74% sobre o recorde do ano anterior. Já o plantio do milho safrinha chegou a 46,1% da área esperada, ficando abaixo da média histórica, que é de 53% para o período. O excesso
de chuvas mais uma vez deve alongar este plantio, trazendo possíveis problemas de produção no final devido a parte do mesmo ficar fora da janela ideal. Aliás a Aprosoja/MT vem alertando para este problema desde o início de fevereiro. Dito isso, no conjunto do Brasil, o total já colhido em soja alcança 22,3% da área semeada, contra a média histórica de 18,4% para este período (cf. Pátria AgroNegócios).

Por outro lado, segundo a Anec, a exportação de soja brasileira, em fevereiro, deve ficar em 11,46 milhões de toneladas, após a revisão dos números indicados na semana anterior. Mesmo assim, será um recorde para o mês, já que a máxima histórica foi no ano passado, com 9,73 milhões de toneladas. No primeiro bimestre do ano, as exportações somariam 13,9 milhões de toneladas. No total do ano a Anec estima exportações ao redor de 110 milhões de toneladas, após 108,7 milhões em 2025.

Enfim, em seu relatório de fevereiro, a Conab indicou uma safra final brasileira em 178 milhões de toneladas, mantendo 21,4 milhões para o Rio Grande do Sul, ou seja, não considerando as quebras já existentes no estado gaúcho. Aliás, setores privados do estado começam a apontar, apesar das chuvas do último final de semana, uma produção final ao redor de 18 milhões de toneladas, lembrando que se os 30% estimados de quebra realmente se confirmarem, o estado colheria apenas 15 milhões de toneladas neste ano. Mas, como a soja tem um forte poder de recuperação e a chuva retornou na maioria dos locais de produção, é importante esperar a evolução das lavouras até meados de março. Porém, como já frisamos no comentário passado, o volume inicialmente esperado e ainda indicado pela Conab, não será alcançado, havendo perdas consolidadas.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading

Sustentabilidade

Algodão/BR: Colheita inicia em MT e GO sob bom desenvolvimento; restrição hídrica acende alerta em MS – MAIS SOJA

Published

on


Algodão: 0,9% colhido, Em MT, predominou a insolação, com chuvas isoladas de baixo volume. As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, com manejo de reguladores de crescimento e controle fitossanitário conforme o planejado. Permanece a atenção para Spodoptera spp. e para o controle do bicudodo-algodoeiro.

Na BA, a colheita segue lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, as lavouras de primeira e segunda safra encontram-se majoritariamente em maturação e abertura de capulhos. As condições gerais são boas. Em MS, na região dos Chapadões, os cultivos seguem sob atenção quanto à disponibilidade hídrica, principalmente, nas áreas em florescimento.

Na região central, o armazenamento de água no solo permanece favorável e seguem os manejos preventivos. Em GO, as primeiras lavouras já foram colhidas na região sul do estado. O algodão de sequeiro encontra-se predominantemente em maturação, enquanto áreas em pré-colheita passam pelo processo de desfolha. As lavouras irrigadas de segunda safra seguem em boas condições.

Em MG, as áreas mais adiantadas já receberam aplicações de dessecantes e aguardam a queda das folhas para o início da colheita. No PI, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, favorecidas pelas condições climáticas ao longo do ciclo. Em SP, a colheita avançou na região sudoeste, onde mais da metade das áreas já foi colhida.

Previsão Agrometeorológica (08/06/2026 a 15/06/2026)

N-NE: A previsão indica maiores volumes de chuva no Norte do país, especialmente, entre o AM, RR, AP e norte do PA, além de parte da faixa litorânea do Nordeste. No AC, centro-norte do PA e RO, as chuvas devem ocorrer de forma mais irregular. No TO e interior do NE, o tempo permanece firme e favorecerá a secagem natural do milho no Matopiba, mas deve persistir a restrição hídrica para as lavouras ainda em estádios reprodutivos. No Sealba, as condições seguirão favoráveis nas áreas próximas da costa, mas o armazenamento hídrico deve permanecer baixo nas áreas do interior.

CO: Há previsão de chuvas pontuais com baixos acumulados, principalmente, no noroeste de MT e centro-sul de MS. Em GO e DF, predomina o tempo mais firme. A condição será favorável para a secagem natural do milho segunda safra, mas, para as áreas ainda estádio reprodutivo, permanece a restrição hídrica.

SE: Há previsão de chuvas para todo o estado de SP, sul de MG e RJ, no final da semana, devido à passagem de uma frente fria. Nas demais regiões, a previsão é de tempo estável, com chances reduzidas de chuva. Na maioria das áreas, a umidade no solo será insuficiente para os cultivos de segunda safra e as lavouras de inverno não irrigadas em estádios mais avançados.

S: Há previsão de chuvas para toda região, no início da semana, com volumes significativos no noroeste do RS, Oeste de SC e Sul do PR. A passagem de uma frente fria instabilizará novamente o tempo, promovendo novos acumulados de chuva. As chuvas devem favorecer o incremento de umidade no solo e os cultivos de segunda safra e inverno. Pode ocorrer a suspensão da semeadura do trigo e da colheita do feijão devido às precipitações.

Fonte: Conab


undefined


FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Continue Reading

Sustentabilidade

Semeadura do trigo avança no RS e SC, enquanto seca afeta lavouras em SP e MG – MAIS SOJA

Published

on


No RS, a semeadura avança de acordo com o período de plantio ideal da cultura. Houve interrupções pontuais em áreas com baixa umidade no solo, porém as chuvas recentes devem favorecer a reposição hídrica e o estabelecimento das lavouras.

No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo. Os dias nublados e o excesso de umidade desde o mês passado têm contribuído para o aumento da proporção de áreas com desenvolvimento considerado regular.

Em SC, a semeadura avança no Oeste e Extremo Oeste, favorecida pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e bom desenvolvimento vegetativo inicial.

Em SP, as lavouras encontramse majoritariamente em desenvolvimento vegetativo e começam a sentir os efeitos da falta de chuva. Em MS, predomina o estádio vegetativo, com lavouras apresentando boa uniformidade e sanidade. Apesar da ausência de chuvas no período avaliado, as condições climáticas permanecem favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Em MG, restam áreas irrigadas pontuais a serem semeadas na região Noroeste. As lavouras de sequeiro apresentam menor porte devido à falta de chuvas nas regiões do Triângulo Mineiro. Em GO, as lavouras de sequeiro encontram-se próxima de colheita, com produtividade afetada pelo baixo volume de chuvas ao longo do ciclo. As áreas irrigadas seguem em boas condições.

Na BA, o plantio foi iniciado e as lavouras apresentam bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Continue Reading

Sustentabilidade

Por que o vazio sanitário é tão importante para o manejo da ferrugem-asiática? – MAIS SOJA

Published

on


A ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi é uma das doença mais agressivas e preocupantes que acometem a soja. Com elevada capacidade em reduzir a produtividade da cultura, a ferrugem-asiática é o foco do programa fitossanitário da maioria das lavouras, tornando necessário a adoção de distintas estratégias de manejo que priorizem a eficiência no controle dessa doença.

Embora fungicidas de alta eficácia, especialmente quando aplicados de forma preventiva, sejam ferramentas importantes no manejo da ferrugem-asiática, o vazio sanitário permanece como uma das medidas mais eficazes para reduzir a incidência da doença na safra de verão. Ao eliminar plantas voluntárias de soja durante a entressafra, a prática interrompe a sobrevivência e a multiplicação do fungo, reduzindo a produção e a dispersão de esporos que servem como fonte inicial de inóculo para novas infecções e contribuindo para a redução dos focos da doença (Embrapa Soja, s.d.).

A ferrugem-asiática possui elevado potencial de disseminação, uma vez que os uredósporos de Phakopsora pachyrhizi podem ser transportados pelo vento por centenas ou até milhares de quilômetros, permitindo que a doença se espalhe rapidamente entre regiões produtoras e até entre países (Goellner et al., 2010).

Figura 1. Esporos de Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática da soja) em microscópio óptico com diferentes aumentos. A e B3 – Foto feita sem lamínula; B e C – Fotos feitas com lamínula.
Fotos: Anderson Luís Heling (B³); Gustavo Migliorini de Oliveira (A¹; B¹; B²; C¹; C²)

Além de apresentar caráter policíclico, com vários ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da cultura, o fungo Phakopsora pachyrhizi é classificado como biotrófico, ou seja, depende de tecidos vivos do hospedeiro para sobreviver e se multiplicar (Oliveira et al., 2020). Essa característica reforça a importância do vazio sanitário e da eliminação de plantas voluntárias de soja durante a entressafra, prática considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir a sobrevivência do patógeno e minimizar a ocorrência da ferrugem-asiática na safra seguinte.

Figura 2. Plantas voluntárias de soja durante o período entressafra.

Sobretudo, para efeito de manejo, eficácia na quebra do ciclo da ferrugem-asiática e redução da sobrevivência do patógeno, recomenda-se que o vazio sanitário seja realizado com período mínimo de 60 dias, sendo que, a legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias (Aiba, 2025). Para a safra 2026/2027, a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 estabelece os períodos de vazio sanitário e épocas de semeadura nas diferentes unidades da federação, subdividindo essas unidades em regiões de cultivo. Além de contribuir para o enfrentamento da ferrugem, a semeadura dentro dos períodos recomendados para cada região de cultivo reduz os riscos relacionados as adversidades climáticas.

Vale destacar que, além da proibição do cultivo de soja durante o período do vazio sanitário, também não é permitida a presença ou a manutenção de plantas voluntárias da cultura nas áreas agrícolas. Dessa forma, torna-se necessário adotar medidas de controle sempre que houver ocorrência dessas plantas, a fim de eliminá-las e evitar que sirvam de hospedeiras para o fungo, contribuindo para a manutenção da sanidade das lavouras.

Cliquei aqui e confira os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.



Referências:

AIBA. MAPA DIVULGA CALENDÁRIO DE SEMEADURA E VAZIO SANITÁRIO DA SOJA PARA A SAFRA 2025/2026 COM REGIONALIZAÇÃO INÉDITA NA BAHIA. Aiba, 2025. Disponível em: < https://aiba.org.br/mapa-divulga-calendario-de-semeadura-e-vazio-sanitario-da-soja-para-a-safra-2025-2026-com-regionalizacao-inedita-na-bahia/#:~:text=A%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20determina%20que%20o,23%20de%20janeiro%20de%202025.&text=A%20partir%20da%20safra%202025,Maria%20da%20Vit%C3%B3ria%2C%20entre%20outros. >, acesso em: 09/06/2026.

EMBRAPA SOJA. FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA: MANEJO E PREVENÇÃO. Embrapa Soja, s. d. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/soja/ferrugem >, acesso em: 09/06/2026.

GOELLNER, K. et al. Phakopsora pachyrhizi, THE CAUSAL AGENT OF ASIAN SOYBEAN RUST. OLECULAR PLANT PATHOLOGY, 2010. Disponível em: < https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6640291/pdf/MPP-11-169.pdf >, acesso em: 09/06/2026.

MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 09/06/2026.

OLIVEIRA, G. M. et al. COLETOR DE ESPOROS: DESCRIÇÃO, USO E RESULTADOS NO MANEJO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Circular técnica, n. 167, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1129482/1/Circ-Tec-167.pdf >, acesso em: 09/06/2026.

Foto de capa: Alessandro Braucks.

 

 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT