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Sustentabilidade

Milho/Ceema: Chicago recua na semana, exportações dos EUA surpreendem e mercado brasileiro se mantém firme – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 13/02/2025 e 19/02/2026

Nesta semana cheia de feriados, aqui e nos EUA, o bushel do milho, em Chicago, acabou recuando um pouco, após ensaiar uma pequena reação. O fechamento desta quinta-feira (19) ficou em US$ 4,25 para o primeiro mês cotado, contra US$ 4,31 uma semana antes.

Enquanto o Fórum Outlook do USDA projeta uma redução na área estadunidense do cereal em 4,8%, como já indicamos anteriormente, as exportações de milho pelos EUA continuam firmes. Na semana encerrada em 12/02 o volume atingiu a 1,5 milhão de toneladas, superando o esperado pelo mercado. Com isso, o total já exportado, no atual ano comercial, chega a 35,7 milhões de toneladas, superando em 44% o volume exportado no mesmo período do ano passado.

E aqui no Brasil, os preços do cereal continuaram estáveis, com algum viés de alta. As principais praças gaúchas praticaram valores entre R$ 56,00 e R$ 57,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os valores giraram entre R$ 51,00 e R$ 65,00/saco. Já na B3, o fechamento do dia 18/02 apontou que o vencimento março/26 foi cotado a R$ 70,95/saco, maio/26 valeu R$ 70,39, julho/26 foi negociado por R$ 68,65 e o setembro/26 ficou em R$ 68,18/saco.

Por enquanto, a colheita da safra de verão, e as dificuldades em exportar maior volume de milho, dada a forte concorrência dos EUA, têm segurado os preços do cereal nacional. Neste último caso, segundo a Anec, para fevereiro espera-se exportação ao redor de 1,12 milhão de toneladas, contra 1,32 milhão no mesmo mês de 2025. Para o segundo semestre, o comportamento dos preços irá depender da safrinha, porém, há expectativas de melhoria de preço graças a uma demanda interna que está mais forte nestes últimos anos, particularmente quanto ao uso do milho para a fabricação de etanol.

Dito isso, o plantio da safrinha, no Centro-Sul brasileiro, atingia a 31% da área esperada até o dia 12/02, contra 36% no mesmo período do ano passado (cf. AgRural). Por sua vez, a colheita do milho verão atingia a 22% da área na mesma região, contra 29% um ano atrás nesta época. Há perdas no Rio Grande do Sul devido a estiagem. Por outro lado, em todo o Brasil, segundo a Conab, o plantio da safrinha atingia a 32,2% da área até o dia 14/02, sendo que a média histórica é de 38,6%. Até a data indicada, o Mato Grosso havia semeado 52,7%, Tocantins 30%, Paraná 22%, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul 14%, Maranhão 10% e Goiás 7%. Ao mesmo tempo, a colheita da safra de verão teria alcançado 14,9% no país, contra 18,2% da média. Até então, o Rio Grande do Sul havia colhido 49% da área, Paraná 18%, Santa Catarina 16%, São Paulo e Bahia 3%.

Enquanto isso, segundo o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o custo de produção para o milho da safrinha 2026/27 deverá ser 7,2% maior do que em 2025/26, sendo estimado em R$ 3.558,08 por hectare. “Diante deste custeio, o custo operacional efetivo (COE) registrou alta de 9,46% no comparativo de safra, com média de R$ 5.260,69/ha, indicando maior desembolso direto do produtor. Já o custo operacional total (COT) apresentou incremento de 8,08%, fechando em R$ 5.830,02/ha, movimento associado ao avanço dos custos operacionais e de manutenção das lavouras. Por fim, o custo total (CT) apresentou elevação de 6,36% frente à safra anterior, finalizando na média de R$ 7.153,73/ha”. Portanto, diante de preços baixos, este é mais um ano de preocupações ao produtor mato-grossense na questão econômica-financeira da safra do cereal, lembrando que a comercialização da safra 2026/27 ainda não teria iniciado.

Enfim, em termos conjunturais, neste momento os produtores tentam vender menos milho visando melhorar os preços, porém, os compradores relutam em aceitar novos preços.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Com o avanço do caruru-gigante no Brasil, medidas de manejo devem ser intensificadas, incluindo a limpeza de máquinas – MAIS SOJA

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É consenso que, no cenário atual, as espécies do gênero Amaranthus, popularmente conhecidas como caruru, figuram entre as plantas daninhas mais problemáticas nas culturas agrícolas brasileiras. Em crescente expansão no território nacional, essas espécies competem intensamente com culturas como soja e milho, promovendo reduções expressivas na produtividade das lavouras.

O caruru destaca-se pelo rápido crescimento inicial, elevado vigor, alta produção de sementes e ampla capacidade de desenvolver resistência a herbicidas, características que lhe conferem elevada agressividade e dificultam o controle. Entre as espécies de maior complexidade está o caruru-gigante (Amaranthus palmeri), capaz de crescer até 4 cm por dia e de reduzir a produtividade em mais de 91% no milho, 79% na soja e 77% no algodão (Gazziero & Silva, 2017).

Até recentemente, A. palmeri era considerada restrita ao estado do Mato Grosso. Contudo, sua ocorrência foi confirmada também no estado de São Paulo, na região de São José do Rio Preto, ampliando o alerta fitossanitário (MAPA, 2026). Diante do elevado potencial de dano e da expansão geográfica da espécie, torna-se imprescindível intensificar as estratégias de manejo para conter o avanço das populações.

Entre as medidas mais eficazes destaca-se a limpeza criteriosa de máquinas e equipamentos agrícolas provenientes de diferentes áreas de produção. Essa prática é ainda mais relevante no trânsito entre regiões ou estados com barreiras sanitárias, onde já há exigência de que os equipamentos estejam livres de solo e resíduos vegetais (HRAC-BR, 2026).

Considerando as características físicas das sementes de caruru, pequenas e de fácil desprendimento, a dispersão por meio de máquinas agrícolas constitui uma das principais vias de disseminação da espécie, reforçando a importância da limpeza como estratégia preventiva.

Figura 1. (A) Máquina contaminada com sementes de caruru; (B) sementes de caruru; (C) resíduos culturais; (D) transporte das colhedoras.
Adaptado: Gazziero et al. (2023)

A limpeza deve ser realizada entre talhões e propriedades, sendo recomendada a limpeza completa das máquinas ao final da safra ou antes do deslocamento das máquinas para outras regiões, sempre conforme as orientações do fabricante. Quando a limpeza total não for viável, deve-se priorizar os pontos de maior acúmulo de resíduos e realizar o monitoramento dos primeiros talhões colhidos após o deslocamento da máquina (Barroso; Albrecht; Gazziero, 2024).

De acordo com Barroso; Albrecht; Gazziero, (2024), tanto na colheita da soja quanto do milho há diversos pontos de retenção de sementes de plantas daninhas, incluindo caruru. As regiões da plataforma de corte, do tanque graneleiro, do coletor de perdas e do eixo sem-fim concentram maior acúmulo de sementes, devendo, portanto, receber atenção especial durante o processo de limpeza.

Figura 2. Pontos de maior acúmulo de sementes de plantas daninhas após a colheita da soja ou do milho.
Fonte: Universidade de Nebraska, apud. Barroso; Albrecht; Gazziero, (2024)

Nesse contexto, a limpeza de colhedoras é fundamental para conter a disseminação do caruru, especialmente quando se trata de máquinas e equipamentos agrícolas provenientes de outras regiões produtoras do país. Ressalta-se que essa prática também é válida para o manejo de outras espécies daninhas, contribuindo significativamente para a redução da dispersão de sementes nas áreas agrícolas.



Referências:

BARROSO, A. A. M.; ALBRECHT, A. J. P.; GAZZIERO, D. L. O COMPLEXO CARURU: BIOLOGIA, IDENTIFICAÇÃO, OCORRÊNCIA E MANEJO. Sistema FEAP, 2024. Disponível em: < https://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Cartilha-Caruru_web.pdf >, acesso em: 20/02/2026.

GAZZIERO, D. L. P.; et al. CARURU-PALMERI: CUIDADO COM ESSA PLANTA DANINHA. Embrapa Soja, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1152972  >, acesso em: 20/02/2026.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 20/02/2026.

MAPA. PRAGA QUARENTENÁRIA PRESENTE É DETECTADA PELA PRIMEIRA VEZ NO ESTADO DE SÃO PAULO. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/praga-quarentenaria-presente-e-detectada-pela-primeira-vez-no-estado-de-sao-paulo >, acesso em: 20/02/2026.

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Forte retenção de oferta mantém estabilidade artificial no mercado de arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue em estabilidade relativa, preso a uma dinâmica de lateralidade que ainda carece de vetores claros de mudança. A constatação é do consultor e analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“A semana avançou com poucas novidades e cotações essencialmente nominais, sustentadas quase exclusivamente pela restrição de oferta disponível”, explica o analista. “O arroz permanece concentrado nas mãos de produtores capitalizados, sem urgência de venda, enquanto o arroz velho é praticamente inexistente no mercado físico”, acrescenta.

O arroz novo começa a aparecer, porém em volumes ainda muito pequenos e insuficientes para formar referência confiável. “Além disso, parcela relevante da produção já está comprometida por adiantamentos e contratos futuros, reduzindo ainda mais a oferta livre e mantendo a liquidez bastante limitada”, lembra o consultor.

Na formação de preços, o mercado segue ancorado entre R$ 50 e R$ 55 pela saca de 50 quilos no casca na maioria das regiões. “Tentativas de negócios em níveis mais elevados ocorrem de forma pontual, ligadas a reposições operacionais, sem sustentação estrutural e com forte resistência da indústria diante da dificuldade de repasse no fardo, cujas referências seguem com significativa distorção”, explica.

Para Oliveira, os movimentos recentes de alta continuam sendo interpretados como ilusão de reação, sem fluxo comercial robusto. E o câmbio ainda fraco limita a competitividade externa.

Ainda assim, os dados da balança comercial até a segunda semana de fevereiro, segundo SECEX/MDIC, mostram exportações de 67.333,5 toneladas do arroz em casca e 38.481,56 toneladas do arroz beneficiado (basicamente quebrados), enquanto as importações somaram 4.160,0 toneladas do casca e 48.084,56 toneladas de beneficiado.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 54,93, alta de 0,45% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 4,51%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingiu 43,27%.

Fonte: Agência Safras


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Região Sul lidera colheita da soja em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A colheita da soja em Mato Grosso do Sul segue em andamento e, até o dia 13 de fevereiro a área colhida acompanhada pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, alcançou 14,9% da área estimada no Estado, o que representa aproximadamente 714 mil hectares.

A região sul  apresenta o maior avanço nas operações, com 19% da área colhida, superando as regiões centro (10,3%) e norte (5,9%).

Os dados constam no Boletim nº 647, elaborado pela Aprosoja/MS em parceria com o Sistema Famasul, a partir de levantamentos realizados junto a produtores rurais, sindicatos e empresas de assistência técnica nos principais municípios produtores do Estado.

Na comparação com o mesmo período da safra 2024/2025, o índice atual está 13,8 pontos percentuais abaixo. No ciclo anterior, o Estado registrava 28,7% da área colhida até 13 de fevereiro.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o cenário climático foi determinante para o ritmo da colheita neste início de safra.

“O avanço da colheita reflete as condições enfrentadas ao longo de janeiro. Tivemos estiagem prolongada e temperaturas elevadas, principalmente na região sul, o que impactou o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, o desempenho em campo”, explica.

Em dezembro de 2025, mais de 75% das lavouras apresentavam boas condições. No entanto, o mês de janeiro registrou piora significativa em função dos veranicos, com períodos superiores a 20 dias sem chuvas em determinadas localidades. Levantamentos de campo indicam que mais de 640 mil hectares foram impactados, com destaque para municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai.

Atualmente, 63% das lavouras no Estado são classificadas como boas, 23,2% como regulares e 13,8% como ruins. As áreas com maior comprometimento estão associadas à irregularidade das chuvas, solos arenosos, alta incidência de pragas e falhas no estande de plantas.

A estimativa para a safra 2025/2026 aponta área cultivada de 4,794 milhões de hectares, crescimento de 5,9% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média projetada é de 52,82 sacas por hectare, com expectativa de produção de 15,195 milhões de toneladas.

Fonte: Aprosoja/MS


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