Connect with us
26 de julho de 2026

Business

‘Condições impossíveis’: produtores do RS relatam dificuldades de acesso a crédito

Published

on


Estiagem no Rio Grande do Sul. Foto: Evandro Oliveira/SEAPDR

Após quatro safras seguidas de prejuízos, o Rio Grande do Sul caminha para mais perdas na temporada 2025/26. Segundo a Emater-RS, tanto a soja quanto o milho segunda safra enfrentam um cenário crítico devido à estiagem e às altas temperaturas. Diante desse cenário, as duas culturas devem ter o potencial produtivo reduzido.

Enquanto as lavouras sofrem com o déficit hídrico, os produtores rurais gaúchos lutam para sobreviver. A soma dos prejuízos em campo resulta em dívidas que se acumulam a cada safra, sem perspectiva de solução no médio e longo prazo.

Arlei Romeiro, presidente da Associação de Produtores e Empresários Rurais do Rio Grande do Sul (Aper), avalia que as instituições financeiras têm parcela de culpa no cenário que se desenha no estado. “Muitos produtores procuram os bancos, mas os critérios de enquadramento são tantos que acabam não conseguindo os recursos”, aponta.

Romeiro também questiona sobre relatos de produtores mais idosos, que estariam sendo excluídos sob a justificativa de não se enquadrarem no público-alvo. A situação, na avaliação dele, indicaria possível divergência entre a circular operacionalizada pelos bancos.

Recursos que não chegam

Em outubro de 2025, a abertura de uma linha de crédito com orçamento de R$ 12 bilhões operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prometia um respiro para a saúde econômica das propriedades rurais com perdas de safra. Esse alívio, contudo, não chegou para muitos produtores do Rio Grande do Sul.

Encerrado em 10 de fevereiro, o programa do BNDES liberou um total de R$ 7,5 bilhões em operações de renegociação de dívidas. Sobre a linha emergencial, criada a partir de uma medida provisória, o presidente da Aper aponta critérios impostos pelos bancos que são praticamente impossíveis de serem cumpridos.

A dificuldade relatada pela associação se reflete em casos concretos no interior do estado. Em Toropi, o produtor Tarlen Schach afirma que tentou renegociar dois custeios de R$ 340 mil junto à cooperativa de crédito. Segundo ele, apenas um dos contratos foi enquadrado na MP 1314/2025, com prazo de oito anos e juros controlados. O outro precisou ser renegociado com juros livres, após a instituição não aceitar o parcelamento na modalidade prevista na medida provisória.

Schach relata que quitou pendências para retirar o nome do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), mas afirma que, mesmo com a emissão de certidão negativa de débitos, o parcelamento não foi formalizado. “Disseram que eu tinha perdido o prazo e que não havia mais recurso”, afirma.

De acordo com o produtor, a dívida inicial, de cerca de R$ 700 mil, já estaria sendo cobrada em aproximadamente R$ 1 milhão para novo parcelamento em nove anos, com juros livres. Ele diz ainda que foi notificado de que, caso não assine o acordo, a instituição poderá executar garantias vinculadas às áreas dadas em alienação. “Agora não sei mais o que fazer”, desabafa.

Bancos de um lado, produtores do outro

Outro ponto relatado é sobre o prazo final de acesso à linha do BNDES. Na circular enviada às instituições financeiras, constava que as operações precisariam ser protocoladas até 6 de fevereiro de 2026. Porém, o prazo para contratação do financiamento deveria ser feito até 10 de fevereiro.

Romeiro avalia que faltou clareza, o que fez com que muitos produtores não conseguissem acessar os recursos. “Isso não pode ser um problema que acaba sendo descontado e cobrado do produtor rural”, diz.

Para José Carlos Vaz, consultor jurídico e ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, as normas que compõem a MP 1314/2025 e a MP 1316/2025, que tratam da liquidação de dívidas rurais, “foram mal redigidas”, acarretando dificuldade no cumprimento de prazos e entrega de documentos.

Na avaliação dele, a maior parte dos produtores que estão enquadrados na MP está em situação de endividamento e de vulnerabilidade financeira significativa. Nesse contexto, Vez argumenta que as instituições optam por não correr o risco e pedir garantias que diminuam a possibilidade de desonra dos compromissos financeiros.

“Contudo, a regra geral é que se o produtor está enquadrado na norma e o banco diz que aceita o risco dele, o banco tem que cumprir o compromisso”, pondera.

Vaz também alerta que se o produtor comprovar que já cumpria todas as exigências e faltava apenas o processamento das certidões ou da operação, pode recorrer à Justiça para garantir o enquadramento na linha.

RS vive ciclo sem precedentes

Em dezembro do ano passado, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) encaminhou um ofício ao governo federal pedindo mudanças na MP 1314/2025 por causa de entraves na adesão dos produtores rurais gaúchos.

“A linha de R$ 12 bilhões foi insuficiente e mal construída e não faltaram avisos e reuniões para demonstrar”, afirma Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul. Segundo ele, dados do Banco Central mostram que a maior parte das dívidas foi renegociada com recursos livres, a juros entre 18% e 22%.

Para Luz, isso desmente o argumento de que teria faltado demanda. “Quem em sã consciência preferiria juros mais altos a mais baixos?”, questiona.

Sobre a situação vivida pelo estado, o economista é categórico e afirma que se trata de uma crise sem precedentes. “Os produtores têm que se adaptar”, diz. Nesse sentido, ele aponta que só uma boa colheita seria capaz de reverter o cenário.

Para a safra 2025/26 do Rio Grande do Sul, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 38,9 milhões de toneladas de grãos, um avanço de 8,4% em relação à temporada anterior. O resultado, porém, depende das condições climáticas e pode influenciar diretamente a capacidade de recuperação financeira do setor.

O Canal Rural procurou o BNDES para comentar os relatos de exclusão apresentados na reportagem, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.

O post ‘Condições impossíveis’: produtores do RS relatam dificuldades de acesso a crédito apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Com mais de 90% de acerto, tecnologia identifica milho tolerante à seca

Published

on


Foto: Sandra Brito/Embrapa

Uma equipe do Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC, na sigla em inglês) desenvolveu um método que combina drones, sensores e inteligência artificial para identificar, em campo, plantas de milho mais tolerantes à seca.

A ferramenta permite acelerar e ampliar a seleção de materiais promissores para programas de melhoramento genético, reduzindo a dependência de avaliações manuais. A expectativa é contribuir para o desenvolvimento de cultivares mais resilientes aos efeitos das mudanças climáticas.

“Em vez de medir manualmente inúmeras características das plantas com réguas, balanças e outros equipamentos, como porômetro e clorofilômetro, a proposta é usar imagens para identificar rapidamente quais materiais são mais tolerantes ou mais suscetíveis à seca”, explica Helcio Pereira, que desenvolveu o estudo durante seu estágio de pós-doutorado no GCCRC.

Os pesquisadores avaliaram 28 híbridos de milho (plantas resultantes do cruzamento entre duas linhagens parentais distintas) geneticamente modificados pelo GCCRC. As plantas foram cultivadas em Campinas (SP) sob duas condições experimentais: uma com irrigação e outra com restrição hídrica.

Ao longo de dois anos, a equipe realizou medições agronômicas convencionais para avaliar o desempenho de cada material sob condições de seca. Foram analisadas características como produtividade, altura das plantas, peso dos grãos e tempo de florescimento, permitindo classificar previamente quais variedades eram mais tolerantes e quais eram mais suscetíveis ao estresse hídrico.

Ao mesmo tempo, um drone equipado com câmeras RGB e multiespectral realizou dezenas de voos sobre as áreas experimentais ao longo do desenvolvimento das plantas, capturando tanto imagens convencionais quanto dados na faixa do infravermelho. Com base nas imagens obtidas, os pesquisadores treinaram algoritmos de inteligência artificial para reproduzir a classificação obtida pelos métodos tradicionais.

Em alguns cenários, os modelos alcançaram taxas de acerto superiores a 90%, demonstrando o potencial da tecnologia para identificar rapidamente, e em larga escala, materiais promissores para programas de melhoramento genético.

“Se a planta mantém produtividade maior em condição de estresse, isso indica maior tolerância. O modelo aprende esses padrões e depois consegue classificar novas amostras apenas usando imagens”, afirma Pereira.

Voos e câmeras

“Realizamos dezenas de voos ao longo de dois anos para testes. Ao final desse experimento, identificamos que seis voos representativos já fornecem as informações necessárias para identificar as diferenças entre os materiais”, complementa Juliana Yassitepe, pesquisadora do GCCRC e da Embrapa Agricultura Digital.

Segundo os autores, as imagens mais informativas foram obtidas em diferentes fases do desenvolvimento da cultura, incluindo períodos vegetativos, florescimento e enchimento de grãos. O estudo mostrou que a resposta das plantas à seca muda ao longo do ciclo e que avaliações distribuídas no tempo permitem capturar alterações fisiológicas importantes relacionadas ao estresse hídrico.

“A resposta da planta muda durante o desenvolvimento. Então, quando usamos imagens coletadas em diferentes fases da cultura, conseguimos uma classificação mais acurada”, explica Pereira.

O estudo também mostrou que os sensores multiespectrais (dispositivos capazes de capturar imagens em diferentes faixas específicas da luz, incluindo aquelas que são invisíveis ao olho humano) são mais eficientes para detectar sinais de estresse hídrico nas plantas do que as câmeras convencionais (tipo RGB).

A vantagem está na capacidade de registrar a banda do infravermelho próximo (NIR, na sigla em inglês), invisível ao olho humano, mas capaz de revelar alterações fisiológicas relacionadas à disponibilidade de água. Essa informação adicional permitiu uma classificação mais precisa das plantas quanto à tolerância à seca.

Novas metodologias

“O GCCRC atua fortemente no desenvolvimento de metodologias de avaliação. Esses modelos ajudam a ampliar a escala das análises no campo e permitem avaliar mais plantas e mais materiais usando imagens com boa confiabilidade”, afirma Yassitepe.

Segundo ela, a metodologia pode ser adaptada para outras culturas e aplicações, como a identificação de plantas resistentes a doenças. “A metodologia pode ser calibrada para diferentes objetivos.

No milho, por exemplo, uma característica importante é o sincronismo entre as flores masculinas e femininas, que influencia a capacidade da planta de produzir grãos sob condições de seca. Em outras culturas, outros parâmetros podem ser mais importantes”, explica a pesquisadora.

O post Com mais de 90% de acerto, tecnologia identifica milho tolerante à seca apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Estudo da FAO aponta que bioinsumos podem reduzir custos no campo

Published

on


Foto: João Pedro Coelho/Assessoria Proteplan

A adoção de bioinsumos pode aumentar a rentabilidade das propriedades rurais e reduzir os custos de produção, desde que a tecnologia seja utilizada nas condições adequadas para cada sistema produtivo. A conclusão é de um novo estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A publicação reúne estudos de caso realizados em Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica e México e aponta que o uso de bioinsumos pode trazer benefícios econômicos, ambientais e produtivos. Segundo a FAO, porém, os resultados dependem de fatores como a cultura cultivada, o tipo de solo, as condições agroecológicas, a escala da propriedade e o nível de tecnologia adotado.

O levantamento destaca que a América Latina e o Caribe é a região onde o mercado de bioinsumos mais cresce no mundo, com expansão superior a 10% ao ano. Enquanto a média global de adoção de bioestimulantes, biofertilizantes e agentes de biocontrole é de 38%, no Brasil esse índice chega a 67%, um dos mais elevados do planeta.

Alta dos fertilizantes impulsionou busca por alternativas

Segundo a FAO, o interesse pelos bioinsumos ganhou força após a disparada dos preços dos fertilizantes, provocada pelo aumento do custo do gás natural e pelos impactos da guerra na Ucrânia.

De acordo com o estudo, o valor das importações de fertilizantes pela América Latina e pelo Caribe cresceu 137% em 2022, cenário que acelerou a procura por alternativas capazes de reduzir a dependência de insumos importados e aumentar a resiliência da produção agrícola.

Além do potencial de reduzir custos, os bioinsumos também podem contribuir para preservar a fertilidade do solo, diminuir o impacto ambiental da atividade agrícola e tornar os sistemas produtivos mais resistentes a crises externas.

Casos mostram ganhos em diferentes culturas

A pesquisa avaliou diferentes modelos de adoção e produção de bioinsumos, incluindo o uso de produtos comerciais, a fabricação dentro das propriedades rurais e a operação de biofábricas cooperativas.

Entre os resultados positivos, o estudo cita os casos da cana-de-açúcar no México e das culturas de soja e uva na Bolívia. Nesses sistemas, a combinação de bioinsumos comerciais com a redução parcial do uso de agroquímicos aumentou a rentabilidade, seja pelo ganho de produtividade, seja pela redução dos custos de produção.

Já nas propriedades que produzem os próprios bioinsumos, os resultados variaram mais. Em algumas situações, o aumento da necessidade de mão de obra diminuiu parte das vantagens econômicas.

Ainda assim, a FAO conclui que a produção na própria fazenda pode ser competitiva em relação à compra de produtos comerciais, principalmente em regiões distantes dos centros de abastecimento, desde que sejam adotados protocolos técnicos e controle de qualidade para garantir a eficácia e a segurança dos produtos.

O estudo também aponta que biofábricas organizadas de forma cooperativa tendem a ser financeiramente viáveis quando a capacidade de produção acompanha a demanda local e aproveita a infraestrutura disponível.

Benefícios vão além da economia

Além dos resultados financeiros, a publicação destaca ganhos ambientais associados ao uso de bioinsumos, como a redução das emissões de gases de efeito estufa e o uso mais eficiente da água.

Os autores, porém, ressaltam que esses benefícios podem ser ainda maiores do que os registrados na pesquisa, já que ainda faltam dados para mensurar impactos sobre a saúde do solo, a biodiversidade e até a saúde humana.

Outro ponto destacado é o potencial dos bioinsumos para facilitar o acesso a mercados internacionais mais exigentes, especialmente para produtos exportados, como café, cacau, banana e abacate, ao contribuir para o atendimento dos limites máximos de resíduos de pesticidas.

FAO defende incentivo a políticas públicas

Com base nos resultados, a FAO recomenda ampliar os investimentos e as políticas públicas voltadas à adoção de bioinsumos na região.

Entre as principais medidas sugeridas estão o fortalecimento das linhas de financiamento e da assistência técnica para apoiar principalmente os pequenos produtores durante a transição, além da ampliação das pesquisas científicas, do aperfeiçoamento dos sistemas de controle de qualidade e da consolidação de marcos regulatórios que aumentem a confiança do mercado e incentivem a expansão dessa tecnologia na agricultura.

O post Estudo da FAO aponta que bioinsumos podem reduzir custos no campo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Espírito Santo lança mostra para vender café conilon de alta qualidade em grandes volume

Published

on


Foto: Rafael Rocha/Embrapa

Antes vista apenas em concursos de qualidade, a valorização do café conilon agora ganha um novo formato no Espírito Santo. Pela primeira vez no Brasil, grandes lotes comerciais de alta qualidade dessa variedade serão apresentados diretamente a compradores em uma rodada de negócios, conectando quem produz a quem compra e abrindo novas oportunidades para o mercado.

O estado vai sediar uma iniciativa inédita no Brasil voltada ao café conilon. A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) lançaram a 1ª Mostra de Negócios de Conilon Fine Cup em Volume, uma rodada de negócios criada para comercializar grandes lotes de café conilon de alta qualidade.

A proposta marca uma mudança na forma de promover o produto. Em vez de premiar pequenos lotes, como acontece nos tradicionais concursos de qualidade, a mostra reunirá produtores e compradores para negociar volumes comerciais de cafés que atendam a elevados padrões físicos e sensoriais. É a primeira iniciativa do gênero voltada exclusivamente ao café conilon no Brasil.

A expectativa é reconhecer o trabalho de produtores que vêm investindo na melhoria da qualidade dos grãos e dos processos pós-colheita, além de ampliar o acesso do café capixaba a novos mercados e fortalecer sua presença nos cenários nacional e internacional.

“O Espírito Santo é referência nacional na produção de café conilon e agora avança para mostrar ao mercado que também possui capacidade de ofertar grandes volumes com elevado padrão de qualidade. A mostra aproxima produtores e compradores, agrega valor à produção e fortalece a imagem do nosso café nos mercados nacional e internacional”, afirma o secretário de estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Segundo a gerente de Projetos de Cafeicultura da Seag, Aline Silva, a iniciativa representa uma nova etapa para o setor.

“Estamos falando de lotes comerciais que reúnem volume, padronização e qualidade. É uma oportunidade para valorizar o trabalho realizado nas lavouras e no pós-colheita, conectando essa produção diferenciada a compradores que buscam grandes lotes com qualidade comprovada”, destaca.

Como funciona a mostra de café conilon

Podem participar produtores de café conilon com lavouras localizadas no Espírito Santo, além de cooperativas e associações de produtores que desejarem inscrever lotes coletivos.

Cada lote deverá ter, no mínimo, 420 sacas de 60 quilos da safra atual. Não há limite de inscrições por participante. As amostras passarão por análises físicas e sensoriais realizadas por provadores certificados, seguindo os critérios definidos no regulamento.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 28 de agosto nos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDRs) do Incaper, distribuídos em todos os municípios capixabas.

Cupping e negócios

A mostra será realizada em 17 de setembro. Durante o evento, compradores convidados participarão de sessões de cupping para avaliar física e sensorialmente os lotes habilitados.

As negociações serão feitas diretamente entre produtores e compradores, enquanto a Seag e o Incaper atuarão apenas como facilitadores da aproximação entre as partes.

O post Espírito Santo lança mostra para vender café conilon de alta qualidade em grandes volume apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT