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Negócios travam e soja tem variações pontuais nas cotações

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira (19) de ritmo lento, com preços entre estáveis e levemente mais altos. Segundo o analista da equipe de Inteligência de Mercado da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve algumas oportunidades nos portos, mas sem reações agressivas nas cotações.
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Os prêmios negativos no curto prazo limitaram o impacto da alta dos contratos futuros em Chicago sobre o mercado físico. Os produtores com soja já colhida conseguem ofertas pontuais melhores, mas o foco ainda está na colheita.
O spread entre comprador e vendedor segue elevado, em um cenário de margens apertadas e fretes altos. A tendência é de avanço gradual da comercialização, diante da necessidade de escoamento e do pagamento de compromissos nos próximos meses.
Preços de soja no mercado físico
- Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 123,00
- Santa Rosa (RS): permaneceu R$ 124,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 107,00 para R$ 108,00
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 110,00
- Rio Verde (GO): os números seguiram em R$ 110,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
- Rio Grande (RS): seguiu em R$ 131,00
Soja em Chicago
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O mercado segue sustentado pela expectativa de um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, que poderia ampliar a demanda chinesa pela soja americana.
No início do mês, o presidente Donald Trump afirmou que a China poderia adquirir mais 8 milhões de toneladas, além das 12 milhões negociadas anteriormente, e reiterou que pretende viajar ao país asiático em abril para tratar de acordos comerciais.
Por outro lado, os ganhos foram limitados pelas primeiras projeções de plantio divulgadas durante o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que indicam aumento da área de soja para 85 milhões de acres, acima dos 81,2 milhões do ciclo anterior e ligeiramente superior à expectativa do mercado. Já o milho deve recuar de 98,8 milhões para 94 milhões de acres.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 7,50 centavos de dólar, ou 0,66%, a US$ 11,41 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 11,56 por bushel, com elevação de 7,00 centavos de dólar ou 0,60%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,29% a US$ 304,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 58,68 centavos de dólar, com ganho de 1,09 centavo ou 1,86%.
Câmbio
Por fim, no câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 5,2276 para venda, com baixa de 0,28%. O Dollar Index avanou 0,19% aos 97,90 pontos, enquanto o dólar futuro para março ficou em R$ 5,240,500, com recuo de 0,15%. Mesmo com a valorização global da moeda americana, o mercado doméstico registrou leve queda, refletindo, principalmente, fatores locais.
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Canal exclusivo para notificação de suspeitas de novas pragas é criado pelo Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) disponibilizou um canal exclusivo para o recebimento de notificações sobre possíveis pragas quarentenárias, exóticas ou emergentes no Brasil.
Trata-se do alertapragas@agro.gov.br, aberto a produtores rurais, profissionais técnicos, empresas, instituições e cidadãos. De acordo com a pasta, as informações enviadas serão avaliadas pela equipe técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), que poderá acionar unidades de vigilância para inspeções em campo, coleta de amostras e demais procedimentos necessários.
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“A iniciativa reforça a estratégia de detecção precoce do Mapa e aumenta a capacidade de resposta diante de ameaças que ainda não ocorrem no país ou que representam risco emergente. O contato direto facilita a comunicação e contribui para mitigar prejuízos ao setor agropecuário e ao meio ambiente”, diz o Ministério, em nota.
Como fazer
Para registrar uma suspeita, basta encaminhar mensagem com descrição da ocorrência, do local e data da observação, imagens (quando houver) e informações de contato que auxiliem na análise técnica.
O Mapa destaca que a colaboração de todos é fundamental para manter a sanidade vegetal do país e reforça seu compromisso com a proteção do patrimônio agropecuário brasileiro.
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Área tratada com defensivos na safra 25/26 deve crescer 6%, indica Sindiveg

O mercado de defensivos agrícolas no Brasil deve encerrar a safra 2025/26 com expansão de 6,1% na Área Potencial Tratada (PAT), contabilizando aplicação em 2,6 bilhões de hectares. O dado parte de pesquisa realizada pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).
O indicador utilizado no estudo leva em conta o número de aplicações e a quantidade de produtos utilizados no tanque. Dessa forma, além da área cultivada, ela reflete a intensidade de uso das tecnologias nas lavouras.
Em 2025, o setor apresentou dinâmicas distintas entre os semestres. No primeiro, o desempenho foi impactado principalmente pela seca no Sul do país e pela retração de preços da safra anterior, fatores que afetaram o ritmo de aplicação de defensivos e o comportamento de algumas culturas.
Já no segundo semestre, o cenário passou a incorporar sinais mais positivos, impulsionados pelo crescimento de área cultivada, com destaque para soja e milho, além do início dos efeitos do ciclo 2025/26, que trouxeram mais dinamismo ao mercado, visto que a semeadura transcorreu no período preferencial com andamento das aplicações iniciais também dentro do planejado.
Pragas e fungos
O estudo destaca que a maior pressão de pragas e doenças fúngicas, além do manejo de resistência de plantas daninhas, foram fatores-chave para os crescimentos apontados.
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Entre os produtos mais utilizados na safra 2025/26, 45% correspondem a herbicidas, 23% a fungicidas, 23% a inseticidas, 1% a tratamentos de sementes e os 7% restantes a outros produtos, como adjuvantes e reguladores de crescimento.
No recorte por culturas, os principais destaques em relação à área tratada devem ser:
- Soja (55%);
- Milho (18%);
- Algodão (8%);
- Pastagem: 5%;
- Cana-de-açúcar: 4%;
- Trigo: 2%;
- Feijão: 2%;
- Arroz: 1%;
- Hortifruti: 1%;
- Café: 1%; e
- Outras culturas: 2%
Aplicação de defensivos por estados
Mato Grosso e Rondônia lideram em aplicação de defensivos, concentrando 32% da área tratada no país. Já a região agrícola conhecida como Bamatopipa (Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará) responde por 18%.
Em seguida, a pesquisa aponta São Paulo e Minas Gerais (12%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%), Paraná (9%), Goiás e Distrito Federal (8%), e Mato Grosso do Sul, também com 8%.
As demais regiões somam os 2% restantes. O fechamento oficial de 2025 ocorrerá em abril deste ano, com o encerramento na safra de soja.
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Estudo avalia diferentes cultivares de soja e identifica a mais adequada por clima e ciclo

A Expedição Soja Brasil acompanhou, no Rio Grande do Sul, um estudo conduzido por uma Rede Técnica Cooperativa formada por oito cooperativas do estado. O objetivo foi identificar as cultivares mais indicadas, considerando clima, período de semeadura e duração do ciclo.
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Ao longo das últimas cinco safras, cerca de 20 cultivares de soja foram avaliadas em diferentes épocas de plantio e grupos de maturação, sempre dentro da janela recomendada para o estado.
Os experimentos foram replicados em diversos campos experimentais, permitindo comparar o desempenho de cultivares plantadas em outubro, início e fim de novembro e dezembro. Os resultados mostraram que a produtividade varia conforme o grupo de maturação e a data de semeadura. A janela mais indicada ficou entre 5 e 20 de novembro, quando luminosidade e umidade favorecem maior rendimento.
Entre 2020 e 2024, áreas conduzidas sem critério técnico registraram média de 38 sacas por hectare. Já as lavouras manejadas com base nos experimentos alcançaram 81 sacas por hectare. O estudo também apontou cultivares mais adaptadas para abertura de plantio, com maior tolerância a doenças de solo e outras mais indicadas para o fechamento da janela, com melhor resistência à macrophomina, que costuma se intensificar em períodos de estiagem.
Essa pesquisa ainda considera os impactos relacionados às mudanças climáticas no estado, marcado por eventos como o La Niña, anos de seca e também períodos de excesso de chuva.
A recomendação prática é dividir a área em três blocos de semeadura, com intervalos de cerca de 10 dias, combinando cultivares com diferença mínima de cinco pontos no grupo de maturação. A estratégia reduz riscos climáticos, facilita os tratos culturais e evita concentração da colheita em um único período, melhorando a organização e o desempenho da lavoura.
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