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Ministério da Agricultura reduz projeção do Valor Bruto da Produção

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,371 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O número é inferior ao R$ 1,392 trilhão estimado pela pasta no mês passado. Em relação ao ano anterior, há queda de 3,6%.
Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,419 trilhão para R$ 1,422 trilhão.
A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. Os dados foram compilados pela reportagem.
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O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.
Do total previsto para 2026, R$ 895,311 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 65% do total e recuo estimado de 4% ante 2025. Outros R$ 475,329 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 35% do total e queda de 3% em comparação com o ano passado.
Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 932,342 bilhões, e alta de 14,3% no faturamento da pecuária, para R$ 488,801 bilhões.
Na agricultura, é esperado crescimento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, café, feijão, mandioca e soja. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 3,7% maior, para R$ 342,093 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 154,626 bilhões, recuo anual de 7,1%.
A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 8,615 bilhões, queda anual de 17,3%. Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 116,274 bilhões, alta de 1,3% frente a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 11,2%, estima o ministério, para R$ 103,895 bilhões, enquanto o faturamento bruto dos pomares de laranja deve ceder 36,1%, para R$ 15,567 bilhões.
O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 30,343 bilhões, baixa anual de 14,8%. As previsões apontam ainda para recuo de 33,7% do VBP do cacau, para R$ 7,681 bilhões.
Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve diminuir, respectivamente, 30,5% e 8,4%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 14,472 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,745 bilhões.
Valor Bruto da Produção na pecuária
Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 3,2%, para um VBP projetado em R$ 218,700 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.
O valor bruto da cadeia de suínos deve recuar 4,4%, para R$ 60,349 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 7,4% abaixo do ano anterior, para R$ 104,304 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 4%, para R$ 69,854 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 24,4% menor, para R$ 22,121 bilhões.
O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
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Exportações do agro recuam 2,2% em janeiro, a US$ 10,8 bilhões

As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Agricultura em nota técnica. O valor é 2,2% inferior ao obtido no mesmo mês do ano anterior, o equivalente a uma queda de US$ 244 milhões frente aos US$ 11 bilhões registrados um ano antes.
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O setor representou 42,8% dos embarques totais do País no período, ante 43,3% em 2024. Apesar do recuo, o desempenho é o terceiro maior já registrado para janeiro na série histórica.
Segundo a pasta, o resultado foi pressionado pela queda de 8,6% nos preços médios dos produtos exportados, mesmo com aumento de 7% no volume comercializado ao exterior. Em nota técnica da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, o ministério explicou que a cesta de alimentos que compõe o Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação caiu 0,4% em janeiro na comparação com dezembro e 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Já o índice de preços dos alimentos do Banco Mundial registrou redução de 3,1% na comparação anual. Conforme o ministério, as duas instituições apontam para quedas nos preços, fator que teve influência preponderante na diminuição do valor exportado pelo Brasil.
A pasta destacou ainda que as proteínas animais apresentaram recorde de exportação no mês, com a carne bovina in natura liderando o ranking de maior valor embarcado, somando US$ 1,3 bilhão.
Os seis principais setores exportadores do agronegócio brasileiro em janeiro foram carnes, com US$ 2,58 bilhões; complexo soja, com US$ 1,66 bilhão; produtos florestais, com US$ 1,38 bilhão; cereais, farinhas e preparações, com US$ 1,12 bilhão; café, com US$ 1,10 bilhão; e complexo sucroalcooleiro, com US$ 750 milhões. Juntos, esses segmentos responderam por 79,8% do total exportado pelo agronegócio no mês, somando US$ 8,6 bilhões.
Entre os destinos, a China manteve-se como principal importadora dos produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 2,16 bilhões comercializados, o equivalente a 20% das exportações do setor e alta de 5,4% em relação a 2024. Na sequência aparece a União Europeia, com US$ 1,69 bilhão, participação de 15,7% do total e recuo de 11% frente a 2025. Os Estados Unidos importaram US$ 705,54 milhões, representando 6,6% do total, com queda de 31% na comparação anual.
No período, cresceram as exportações para Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iêmen, Iraque, Chile, Arábia Saudita, Japão e Marrocos. O ministério ressaltou ainda o avanço das vendas para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático, que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O bloco reúne Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã.
No lado das importações, o Brasil desembolsou US$ 1,633 bilhão com produtos agropecuários em janeiro, queda de 11,2% ante 2024. Os principais itens importados foram papel, trigo, salmão, fibras e produtos têxteis.
Segundo o ministério, a redução nas importações de cacau inteiro ou partido foi a que mais contribuiu para o resultado, com US$ 81,33 milhões a menos do que no mesmo mês de 2025. Também houve forte queda nas compras de trigo, com redução de US$ 58,55 milhões, e de malte, com US$ 31,38 milhões a menos na comparação anual.
Além disso, foram importados insumos relevantes para a produção agropecuária, como fertilizantes, que somaram US$ 940,0 milhões, alta de 1,1%, e defensivos agrícolas, que totalizaram US$ 301,3 milhões, com queda de 26,4%.
Com esse desempenho, o saldo da balança comercial do agronegócio ficou positivo em US$ 9,12 bilhões no período, levemente abaixo dos US$ 9,16 bilhões registrados no ano anterior.
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Colheita do arroz está no ritmo mais lento dos últimos cinco anos, indica Conab

A colheita de arroz atingiu 3,2% da área estimada para a temporada 2025/26 nos seis principais estados produtores do Brasil, ou seja, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que representam 88% do total.
O dado provém de levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até o último sábado (14).
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Na semana anterior, a ceifa estava em 2,2%. Em igual período do ano passado, o número era de 7,1%. Na média de cinco de anos, os trabalhos atingiam 3,6% da área.
Já o plantio das lavouras atingiu 99,8% da área estimada. Na semana anterior, a semeadura estava em 99,4%. Em igual período do ano passado o número era 99,3%. A média dos últimos cinco anos é de 99,6%.O post Colheita do arroz está no ritmo mais lento dos últimos cinco anos, indica Conab apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso
Se MT fosse um país seria o terceiro maior na produção de soja do mundo

A produção de soja em Mato Grosso atinge números que colocam o estado em posição de destaque no cenário mundial do agronegócio. Com volumes que ultrapassam 50 milhões de toneladas por safra, o estado se consolida como o maior produtor de soja do Brasil e ganha destaque internacional: se fosse um país, Mato Grosso ocuparia a terceira posição no ranking mundial de produção de soja, atrás apenas do Brasil e dos Estados Unidos. O dado evidencia a força do produtor rural mato-grossense e a relevância estratégica do estado para o abastecimento global.
Os números de Mato Grosso ganham ainda mais relevância quando analisados ao longo das últimas safras e comparados ao cenário internacional. Após colher 38,70 milhões de toneladas na safra 2023/24, o estado alcança um volume estimado de 50,89 milhões de toneladas na safra 2024/25, com projeção de 47,17 milhões de toneladas para a safra 2025/26. Esse patamar coloca Mato Grosso em nível de produção semelhante ao de países inteiros, como a Argentina, que produz em torno de 50 milhões de toneladas de soja.
Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), esse resultado é reflexo direto de anos de investimento em tecnologia, manejo eficiente e compromisso com a produção sustentável. O desempenho alcançado pelo estado não apenas reforça sua liderança no agronegócio, como também destaca o papel de Mato Grosso na segurança alimentar mundial, demonstrando que é possível produzir em larga escala com responsabilidade, inovação e foco no futuro.
Para vice-presidente oeste da Aprosoja Mato Grosso, Gilson Antunes de Melo, o volume na produção alcançada por Mato Grosso evidencia a importância estratégica do agronegócio estadual para o Brasil, tanto no abastecimento quanto no fortalecimento do balanço comercial.
“Além da soja, a produção de milho ganha cada vez mais relevância, impulsionada pelas indústrias de etanol. Esse movimento fortalece a industrialização do estado, gera mais arrecadação, viabiliza investimentos em infraestrutura e cria uma cadeia positiva em que produtor, indústria e sociedade avançam juntos. Esse cenário deve se consolidar ainda mais nos próximos anos, ampliando a competitividade e o rendimento do produtor rural”, destaca o vice-presidente.
Com um dos maiores territórios do país, Mato Grosso apresenta uma ocupação do solo marcada pelo equilíbrio entre produção e preservação. A atividade agropecuária se desenvolve de forma concentrada em áreas já consolidadas, enquanto uma parcela significativa do estado permanece preservada, abrigando importantes biomas e áreas de vegetação nativa. Esse cenário reforça que o avanço da produção ocorre de forma planejada, com respeito ao uso racional do território, à legislação ambiental e à conservação dos recursos naturais, pilares que sustentam a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio mato-grossense.
O vice-presidente leste da Aprosoja MT, Lauri Pedro Jantsch, explica que o investimento em tecnologia, manejo e sustentabilidade contribuíram para que Mato Grosso atingisse esse nível de produção, elucidando esse protagonismo do produtor mato-grossense na produção de soja mundial.
“Mato Grosso é um estado repleto de oportunidades no agronegócio. O produtor mato-grossense tem uma grande capacidade de adaptação diante dos desafios que surgem ao longo do caminho. Com investimentos em tecnologia, manejo adequado e correção de solos, é possível transformar áreas degradadas em áreas altamente produtivas. Essa capacidade de evolução e resiliência faz com que o produtor de Mato Grosso consiga converter dificuldades em resultados, promovendo produtividade e sustentabilidade no campo”, ressalta Lauri.
Mesmo diante de números expressivos, os produtores do estado ainda enfrentam diversos desafios que, na prática, limitam o avanço da produção e a competitividade do setor. Entre os principais entraves, o vice-presidente da região Leste destaca a logística e a armazenagem de grãos, que, quando comparadas às de outros países, ainda apresentam defasagens significativas.
“Aqui em Mato Grosso, ainda temos diversas dificuldades que atrapalham o produtor, e uma delas é a logística. No Brasil, há um déficit muito grande: temos um dos custos mais altos do mundo para transportar os grãos até os portos. Essa capacidade logística ainda é limitada e traz grandes custos para o produtor. Há também a questão da armazenagem, já que nossa capacidade de estocagem ainda é pequena, ao contrário do que ocorre com o produtor americano, por exemplo”, finaliza ele.
Diante desse cenário, Mato Grosso segue como referência mundial na produção de grãos, unindo escala, eficiência e responsabilidade ambiental. Ao mesmo tempo em que celebra resultados expressivos, o estado reforça a necessidade de avanços em infraestrutura, logística e armazenagem para sustentar o crescimento e ampliar a competitividade do setor. Com produtores cada vez mais atualizados e comprometidos, o agronegócio mato-grossense se consolida como peça-chave para o desenvolvimento econômico do Brasil e para o abastecimento alimentar global.
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