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17 de setembro de 2026

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Exportações do agro recuam 2,2% em janeiro, a US$ 10,8 bilhões

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Agricultura em nota técnica. O valor é 2,2% inferior ao obtido no mesmo mês do ano anterior, o equivalente a uma queda de US$ 244 milhões frente aos US$ 11 bilhões registrados um ano antes.

O setor representou 42,8% dos embarques totais do País no período, ante 43,3% em 2024. Apesar do recuo, o desempenho é o terceiro maior já registrado para janeiro na série histórica.

Segundo a pasta, o resultado foi pressionado pela queda de 8,6% nos preços médios dos produtos exportados, mesmo com aumento de 7% no volume comercializado ao exterior. Em nota técnica da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, o ministério explicou que a cesta de alimentos que compõe o Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação caiu 0,4% em janeiro na comparação com dezembro e 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Já o índice de preços dos alimentos do Banco Mundial registrou redução de 3,1% na comparação anual. Conforme o ministério, as duas instituições apontam para quedas nos preços, fator que teve influência preponderante na diminuição do valor exportado pelo Brasil.

A pasta destacou ainda que as proteínas animais apresentaram recorde de exportação no mês, com a carne bovina in natura liderando o ranking de maior valor embarcado, somando US$ 1,3 bilhão.

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Os seis principais setores exportadores do agronegócio brasileiro em janeiro foram carnes, com US$ 2,58 bilhões; complexo soja, com US$ 1,66 bilhão; produtos florestais, com US$ 1,38 bilhão; cereais, farinhas e preparações, com US$ 1,12 bilhão; café, com US$ 1,10 bilhão; e complexo sucroalcooleiro, com US$ 750 milhões. Juntos, esses segmentos responderam por 79,8% do total exportado pelo agronegócio no mês, somando US$ 8,6 bilhões.

Entre os destinos, a China manteve-se como principal importadora dos produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 2,16 bilhões comercializados, o equivalente a 20% das exportações do setor e alta de 5,4% em relação a 2024. Na sequência aparece a União Europeia, com US$ 1,69 bilhão, participação de 15,7% do total e recuo de 11% frente a 2025. Os Estados Unidos importaram US$ 705,54 milhões, representando 6,6% do total, com queda de 31% na comparação anual.

No período, cresceram as exportações para Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iêmen, Iraque, Chile, Arábia Saudita, Japão e Marrocos. O ministério ressaltou ainda o avanço das vendas para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático, que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O bloco reúne Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã.

No lado das importações, o Brasil desembolsou US$ 1,633 bilhão com produtos agropecuários em janeiro, queda de 11,2% ante 2024. Os principais itens importados foram papel, trigo, salmão, fibras e produtos têxteis.

Segundo o ministério, a redução nas importações de cacau inteiro ou partido foi a que mais contribuiu para o resultado, com US$ 81,33 milhões a menos do que no mesmo mês de 2025. Também houve forte queda nas compras de trigo, com redução de US$ 58,55 milhões, e de malte, com US$ 31,38 milhões a menos na comparação anual.

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Além disso, foram importados insumos relevantes para a produção agropecuária, como fertilizantes, que somaram US$ 940,0 milhões, alta de 1,1%, e defensivos agrícolas, que totalizaram US$ 301,3 milhões, com queda de 26,4%.

Com esse desempenho, o saldo da balança comercial do agronegócio ficou positivo em US$ 9,12 bilhões no período, levemente abaixo dos US$ 9,16 bilhões registrados no ano anterior.

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Valor da produção agrícola bate recorde de R$ 927,2 bilhões em 2025

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O valor da produção das principais culturas agrícolas do país atingiu R$ 927,2 bilhões em 2025, alta nominal de 18,4% sobre o ano anterior. Os dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgados nesta quinta-feira (17), mostram ainda safra recorde de 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, avanço de 18,2% na comparação com 2024.

O desempenho do ano foi sustentado principalmente por soja e milho, que responderam por 88,7% da produção de grãos do Brasil. A soja somou 165,3 milhões de toneladas, crescimento de 14,4%, com acréscimo de 20,8 milhões de toneladas. A cultura manteve o maior valor de produção agrícola do país, apoiada no aumento de 10,3% da produtividade, na expansão de 3,7% da área colhida e em leve recuperação dos preços frente a 2024.

O milho registrou produção recorde de 141,2 milhões de toneladas, alta de 23,1%. Mesmo com recuo de 5,4% na área colhida no país, a produtividade avançou 16,6%. A segunda safra alcançou 115,4 milhões de toneladas, também em nível recorde. Com recuperação de preços em 2024, o valor de produção do cereal cresceu 38,9% em 2025.

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A área plantada total das culturas levantadas pela PAM chegou a 101,3 milhões de hectares, expansão de 4,2% em relação ao ano anterior. A soja liderou o avanço de área, com mais 1,7 milhão de hectares, seguida por milho e sorgo.

Entre outras culturas, o café produziu 3,4 milhões de toneladas, alta de 3%, e alcançou R$ 100 bilhões em valor de produção, avanço de 44,7%. O arroz colheu 12,6 milhões de toneladas, crescimento de 18,6%, mas teve recuo de 12% no valor de produção. O algodão herbáceo atingiu 9,92 milhões de toneladas, alta de 16,4%, com avanço de 29,5% no valor gerado.

No recorte regional, Mato Grosso permaneceu na liderança estadual, com expansão de 37,1% no valor de produção e participação nacional de 17,9%. O Centro-Oeste assumiu a primeira posição entre as regiões, com R$ 288 bilhões e crescimento de 31,8%. Entre os municípios, Sapezal (MT) registrou o maior valor de produção agrícola do país, com R$ 8,6 bilhões.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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‘Precisamos verticalizar a cadeia da soja para gerar mais valor na propriedade’, afirma diretor da Fazenda Horizontina

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Foto: Luiz Augusto

E começou! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 ocorre nesta quinta-feira (17), em Ipiranga do Norte (MT). O dia será marcado por palestras, troca de informações e discussões sobre os desafios, oportunidades e perspectivas para o setor produtivo brasileiro.

Família Pozzobon mostra produção integrada

A programação teve início com a recepção da família Pozzobon, anfitriã do evento. Com décadas de trabalho no campo, a família apresentou sua trajetória e mostrou como a produção rural pode gerar valor por meio da diversificação, da inovação e da verticalização da cadeia produtiva.

Fernando Pozzobon, diretor de Negócios da Fazenda Horizontina, contou parte da história da família e falou sobre o trabalho desenvolvido na propriedade, que reúne soja, milho, algodão, pecuária, produção de etanol e geração de energia em uma cadeia integrada.

Segundo Fernando, a verticalização se tornou uma das principais estratégias da família para ampliar a geração de valor dentro da propriedade e fortalecer a atividade rural diante dos desafios enfrentados pelo produtor brasileiro.

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“Hoje, a situação é a verticalização dentro da cadeia produtiva. Se cada um fizer sua parte, teremos as devidas respostas dos maiores interessados. Nós precisamos de previsibilidade, porque somos uma indústria a céu aberto. Precisamos de oportunidade, previsibilidade e políticas públicas para continuar fazendo o que sabemos fazer”, disse.

Fernando também destacou a importância de preservar o legado construído pelos pais e de manter a propriedade em constante transformação. Para ele, integrar diferentes atividades é uma forma de fortalecer a produção e criar novas oportunidades dentro da fazenda.

Ipiranga do Norte: de estradas de chão à potência agrícola

Os participantes também conheceram um pouco da história de Ipiranga do Norte e da transformação vivida pelo município ao longo das últimas décadas. O local, que começou com estradas de chão, coragem e a disposição de quem decidiu recomeçar, cresceu junto com a expansão da agricultura no norte de Mato Grosso.

A soja se consolidou como uma das principais culturas da região e passou a ocupar um papel fundamental na economia local. A história do município se mistura com a evolução do agronegócio mato-grossense e com a trajetória de produtores que ajudaram a transformar a realidade da região.

Na sequência, o prefeito de Ipiranga do Norte, Juliano Berticelli, subiu ao palco e agradeceu a presença dos participantes. Ele destacou o esforço para levar um evento desse porte ao município e reforçou a importância de receber representantes de diferentes áreas do agronegócio.

“Ipiranga está de portas abertas”, disse o prefeito, ao destacar a satisfação do município em receber produtores, estudantes, autoridades e representantes da cadeia produtiva para a abertura de mais uma safra de soja.

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O presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Eder Ferreira, também participou da abertura e agradeceu a presença dos jovens e estudantes de Agronomia. Ele destacou a importância de aproximar a nova geração do campo e criar oportunidades para quem está chegando ao setor.

15 anos do Soja Brasil

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, ressaltou a importância da família Pozzobon como representante dos produtores rurais de todo o país. Para ele, a abertura em Ipiranga do Norte simboliza a força de milhares de famílias que trabalham diariamente para produzir e movimentar o agronegócio brasileiro.

“A família Pozzobon está representando todos os agricultores do Brasil. Em ano de desafios climáticos, é necessário que os produtores tenham cada vez mais resiliência”, disse Julio.

Julio também lembrou a trajetória do Soja Brasil, que completa 15 anos acompanhando a cadeia produtiva da oleaginosa e aproximando informação, conhecimento e produtores de diferentes regiões do país.

“Essa semente plantada há 15 anos hoje é o maior evento. A gente conversa com o agro e com a sociedade, conta histórias de heróis, e hoje a família de vocês são os heróis”, disse.

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O momento também marca uma celebração importante para o Canal Rural, que completa 30 anos de história. Segundo Julio, a emissora mantém o compromisso de estar próxima dos produtores e contribuir com informação para a tomada de decisão no campo.

CESB é novo parceiro do Soja Brasil

Durante a cerimônia, o Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) foi destacado como novo parceiro do projeto. A programação também celebra os 15 anos do Soja Brasil, projeto do Canal Rural que acompanha a cadeia produtiva da soja e mantém uma relação próxima com produtores de diferentes regiões do país.

Spyer analisa dólar, juros e cenário global

Na sequência, o economista e influenciador financeiro Pablo Spyer, da XP, participou do debate sobre o cenário macroeconômico global e os impactos sobre o agronegócio brasileiro.

Durante sua apresentação, Spyer abordou temas como dólar, juros, poupança e o cenário econômico internacional. Ao explicar o papel dos juros na economia, o economista destacou a relação do indicador com o preço do dinheiro.

“Os juros nada mais são do que o preço do dinheiro. A nossa poupança”, explicou Spyer.

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Segundo o economista, os juros influenciam diretamente as condições de crédito e as decisões de investimento, inclusive no setor produtivo. Para o produtor rural, o ambiente de juros interfere no acesso ao financiamento e na definição dos investimentos necessários para a condução da safra.

Spyer também falou sobre o dólar e os efeitos da variação da moeda americana sobre o agronegócio brasileiro. Como o setor possui forte ligação com o mercado internacional, o câmbio influencia a formação dos preços das commodities e também os custos de determinados insumos utilizados na produção.

“O dólar é muito importante para o agro brasileiro porque nós somos uma potência exportadora. Então, quando a gente fala de soja, milho, algodão e outras commodities, estamos falando de produtos que têm seus preços influenciados pelo mercado internacional”, afirmou.

O economista ainda comentou as perspectivas para a produção brasileira de soja e destacou a dimensão da nova safra. A temporada 2026/27 projeta uma produção superior a 180 milhões de toneladas, reforçando o peso do Brasil no mercado mundial da oleaginosa.

“A gente está falando de uma safra de mais de 180 milhões de toneladas. Isso mostra o tamanho do Brasil dentro do mercado mundial de soja e a responsabilidade que o produtor brasileiro tem”, disse Spyer.

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A análise econômica ampliou o debate sobre os fatores que podem influenciar as decisões dos produtores ao longo da nova temporada. Além de dólar e juros, o cenário internacional, a demanda, os preços das commodities e as condições climáticas estão entre os pontos de atenção para o setor.

Programação e debates

A programação da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 segue ao longo desta quinta-feira, com transmissão pelo Canal Rural e pelo YouTube. Ao longo do dia, os participantes acompanham painéis e debates sobre temas importantes para a nova safra, incluindo verticalização, clima e mercado da oleaginosa.

Fique de olho no Canal Rural e acompanhe a cobertura completa da abertura da safra de soja 2026/27.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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