Sustentabilidade
Algodão/MT: Semeadura na reta final, alcança 98,03% da área projetada – MAIS SOJA

Em fev/26, a Conab divulgou a quinta estimativa de Oferta e Demanda para o algodão do ciclo 2025/26. Segundo o relatório, a oferta foi estimada em 6,54 mi de toneladas, recuo de 0,16% frente à projeção anterior, reflexo da redução na área prevista, que reajustou a produção para 3,80 mi de toneladas, queda de 0,40% no comparativo mensal.
Já a demanda foi projetada em 3,77 mi de toneladas, retração de 0,66% no comparativo ante a estimativa anterior, influenciada pelo recuo de 1,37% no consumo interno, que ficou em 720,00 mil toneladas, igualando ao ciclo anterior. Além disso, houve redução de 0,49% nas exportações, previstas em 3,05 mi toneladas. Apesar da projeção de recuo nos embarques, o volume ainda se mantém 0,63% acima ante o ciclo 2024/25. Por fim, com a redução da demanda total, os estoques finais apresentaram alta de 0,53%, ficando estimados em 2,77 mi de toneladas.
Confira os principais destaques do boletim:
- AVANÇO: com a semeadura do algodão já finalizada em alguns municípios, os trabalhos a campo em MT atingiram 98,03% da área projetada para a cultura na safra 2025/26.
- QUEDA: o preço do óleo de algodão caiu 2,10% em relação à semana passada, devido à baixa demanda na produção de biodiesel.
- BAIXA: a paridade jul/26 recuou 1,05% no comparativo semanal, ficando precificada na média de R$ 113,36/@, queda pautada pela queda do dólar.
O USDA divulgou os dados da nova estimativa de Oferta e Demanda do algodão para o ciclo 2025/26.
Conforme o relatório publicado em fev/26, a produção mundial de algodão foi projetada em 26,10 milhões de toneladas, representando aumento de 1,12% em comparação com o ciclo 2024/25. Parte desse incremento está ligado à expectativa de maior produção por parte da China, Brasil e Índia.
No quesito consumo, foi estimado em 25,85 milhões de toneladas, redução de 0,17% no comparativo mensal e 0,19% quando comparado ao da safra 2024/25. O movimento está ligado à expectativa de exportação para o ciclo 2025/26, que está 3,06% maior ante a safra passada.
Com isso, os estoques finais ficaram em 16,35 milhões de toneladas, aumento de 1,84% ante a 2024/25 e os maiores desde o ciclo 2022/23. Por fim, o cenário projetado pelo USDA reforça um ambiente de maior disponibilidade global de algodão, o que pode influenciar a dinâmica de preços e o equilíbrio do mercado internacional, tornando-o mais sensível a ajustes de oferta ao longo do ciclo 2025/26.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
Soja/BR: Colheita avança e chaga a 24,7% da área total semeada – MAIS SOJA

Em MT, períodos secos, intercalados por dias de chuvas, favoreceram o bom avanço da colheita. No RS, a semeadura foi finalizada e a cultura está, majoritariamente, entre a floração e o enchimento de grãos. As chuvas mal distribuídas têm provocado perdas de potencial produtivo em algumas regiões.
No PR, o clima estável auxilia na maturação e colheita dos grãos. Em GO, as chuvas constantes e volumosas interromperam a colheita, em alguns momentos, e prejudicaram a qualidade de alguns lotes de grãos em maturação.
Em MS, iniciou-se a colheita nas áreas mais precoces. O calor e a escassez de chuvas têm provocado perdas pontuais. Em MG, a colheita evolui gradativamente, com destaque para áreas no Noroeste e lavouras irrigadas. A colheita em áreas de sequeiro segue bem incipiente. Na BA, a colheita continua em áreas irrigadas e em lavouras de sequeiro, porém o avanço é incipiente.
Em SP, a colheita se intensifica, com boa evolução na maturação e secagem dos grãos em função do clima mais seco. No TO, a colheita segue nas áreas mais precoces, porém a maioria dos grãos ainda está em maturação e enchimento. No MA, a colheita segue incipiente, concentrando-se nas áreas irrigadas dos Gerais de Balsas. Nas regiões Leste, Centro e Oeste, o plantio está sendo finalizado.
No PI, a colheita ocorre nas primeiras áreas, sendo, especialmente, em lavouras irrigadas e de plantio mais precoce. Há bom potencial produtivo, apesar das perdas nessas primeiras áreas colhidas devido ao veranico no início do ciclo. Em SC, as lavouras apresentam desenvolvimento entre bom e regular, pois algumas áreas foram afetadas pela baixa disponibilidade hídrica. A colheita foi iniciada.
No PA, as chuvas têm atrasado a colheita, que alcançou cerca de 20% da área total. As precipitações foram importantes para recuperar o potencial produtivo de lavouras mais tardias, que ainda estão em fase vegetativa.
Previsão Agrometeorológica (16/02/2026 a 20/02/2026)
N-NE: As chuvas continuarão regulares e bem distribuídas na região Norte, exceto em RR e Noroeste do PA. Também há previsão de bons volumes de chuva na maior parte do Matopiba, além das demais áreas do MA, PI e parte do CE, PB e PE, o que favorecerá a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. No entanto, as altas temperaturas e os baixos acumulados de chuva manterão a baixa umidade no solo nas outras áreas, restringindo o avanço da semeadura.
CO: Há previsão de redução na frequência e intensidade das chuvas, o que favorecerá a maturação e a colheita da soja, bem como a semeadura do milho segunda safra. A umidade no solo será suficiente para o manejo e desenvolvimento das lavouras, exceto no Sudoeste de MS, onde pode haver restrição hídrica para a semeadura e desenvolvimento do milho segunda safra.
SE: A semana iniciará com poucas chuvas, mantendo as condições favoráveis para a colheita da soja e a semeadura do milho segunda safra, assim como, para o manejo e o desenvolvimento das lavouras, devido a umidade disponível no solo. A partir do meio da semana, as chuvas voltarão com intensidade em MG. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de grãos, além da cana-de-açúcar e do café.
S: As chuvas continuarão no início da semana, na região, e amenizará o deficit hídrico em áreas do RS. No entanto, o tempo estável e as altas temperaturas, na semana, manterão a restrição hídrica para a soja e o milho primeira safra em estádios reprodutivos, em parte do RS, e ainda pode afetar o milho segunda safra no Oeste e Noroeste do PR. Nas demais áreas, as condições serão favoráveis
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Município do RS decreta emergência após estiagem comprometer safra de soja 25/26

O calor acima da média e a falta de chuvas são fatores que têm provocado prejuízos expressivos nas lavouras de soja das regiões Norte, Central e Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Em Júlio de Castilhos, na região central do estado, a situação se agravou a ponto de o município decretar situação de emergência, após avaliação técnica da Emater apontar perdas na safra 2025/2026.
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De acordo com o presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, Ireneu Orth, o calor intenso e o tempo extremamente seco dos últimos dias afetaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. “O calor excessivo e a ausência de chuvas comprometeram o desenvolvimento das plantas e reduziram o potencial produtivo em diversas áreas”, afirmou.
O cenário, no entanto, é marcado por forte irregularidade. Há regiões com perdas expressivas e produtividade bastante limitada, enquanto áreas que receberam chuvas isoladas recentes apresentam lavouras em condições próximas da normalidade. Em alguns casos, os prejuízos variam entre 60% e 70%, dependendo da localização.
No fim de dezembro e início de janeiro, a projeção para a safra gaúcha variava entre 21 e 22 milhões de toneladas, estimativa também considerada pela Emater e pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), embora posteriormente revisada. Com as perdas já consolidadas, a nova previsão foi reduzida para um intervalo entre 17 e 19 milhões de toneladas, com projeção central em 18 milhões.
“Hoje, trabalhamos com uma estimativa próxima de 18 milhões de toneladas, mas esse número ainda pode sofrer ajustes, dependendo do comportamento do clima nas próximas semanas”, ressaltou Orth. Ele lembra que grande parte das lavouras está na fase de enchimento e formação de grãos, etapa decisiva para a definição da produtividade.
Além do impacto produtivo, o Orth alerta para o quadro econômico delicado. “Com custos elevados de produção e preços pressionados, muitos produtores terão dificuldade para fechar as contas, especialmente aqueles que já acumulam dívidas de safras anteriores”, afirmou. Segundo ele, a combinação de quebra de safra e margens apertadas torna a situação financeira do produtor ainda mais desafiadora neste momento.
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Sustentabilidade
Vazio sanitário é prática determinante no enfrentamento da ferrugem-asiática – MAIS SOJA

A ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi é uma das principais e mais preocupantes doenças que acometem a soja. Os danos variam em função da suscetibilidade da cultivar e severidade da doença, no entanto, mesmo com bom manejo, a ocorrência da doença pode causar perdas significativas em soja.
Nesse contexto, a adoção de práticas de manejo, além da aplicação de fungicidas, torna-se essencial no enfrentamento da ferrugem, possibilitando reduzir a pressão da doença em áreas agrícolas. Uma das principais estratégias para isso, é a adoção do vazio sanitário.
Vazio sanitário é o período de ausência de plantas vivas de soja no campo na entressafra. O fungo P. pachyrhizi é considerado biotrófico, e, portanto, só sobrevive e se multiplica em plantas vivas. Logo, o vazio sanitário é uma estratégia que visa reduzir a quantidade de esporos do fungo durante a entressafra em razão da ausência do hospedeiro principal (Godoy et al., 2017).
A quebra do ciclo da ferrugem-asiática pela ausência dos hospedeiros reduz significativamente o desenvolvimento e a sobrevivência do fungo nos períodos entressafra, diminuindo a dispersão de esporos durante a safra da soja. Conforme destacado pelo FRAC-BR, essa é uma estratégia fundamental no combate á ferrugem.
Figura 1. Ciclo da ferrugem-asiática da soja.
Além de reduzir a incidência da ferrugem-asiática na safra, o vazio sanitário contribui para o atraso nas primeiras ocorrências de ferrugem-asiática na safra, diminuindo a possibilidade de ocorrência da doença nos estádios iniciais do desenvolvimento da soja e, consequentemente, podendo reduzir o número de aplicações de fungicidas necessárias para o controle (Godoy et al., 2017).
No entanto, para efeito de manejo e eficácia na quebra do ciclo da ferrugem e redução da sobrevivência do patógeno, recomenda-se que o vazio sanitário seja realizado com período mínimo de 60 dias, sendo que, a legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias, e cabe à Secretaria de Defesa Agropecuária estabelecer, anualmente, os prazos para cada estado (Aiba, 2025).
Os benefícios do vazio sanitário vão além do controle da ferrugem-asiática, contribuindo também para a quebra do ciclo de outras doenças e pragas que têm a soja como hospedeiro principal. Vale destacar que durante o período determinando do vazio sanitário, é proibido o cultivo da soja, e a presença de plantas voluntárias de soja nas áreas de cultivo, logo, na presença de plantas tiguera (voluntárias), medidas de controle devem ser adotadas durante o vazio sanitário.

Referências:
AIBA. MAPA DIVULGA CALENDÁRIO DE SEMEADURA E VAZIO SANITÁRIO DA SOJA PARA A SAFRA 2025/2026 COM REGIONALIZAÇÃO INÉDITA NA BAHIA. Aiba, 2025. Disponível em: < https://aiba.org.br/mapa-divulga-calendario-de-semeadura-e-vazio-sanitario-da-soja-para-a-safra-2025-2026-com-regionalizacao-inedita-na-bahia/#:~:text=A%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20determina%20que%20o,23%20de%20janeiro%20de%202025.&text=A%20partir%20da%20safra%202025,Maria%20da%20Vit%C3%B3ria%2C%20entre%20outros. >, acesso em: 18/02/2026.
FRAC-BR. VAZIO SANITÁRIO E CALENDARIZAÇÃO: ALIADOS NO CONTROLE DA FERRUGEM. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas – Brasil, s. d. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/vazio-sanitario-e-calendarizacao-aliados-no-controle-da-ferrugem >, acesso em: 18/02/2026.
GODOY, C. V. et al. BOAS PRÁTICAS PARA O ENFRENTAMENTO DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 92, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1074899/1/ComTec92OL.pdf >, acesso em: 18/02/2026.
Foto de capa: Eng. Agr. Alessandro Braucks.

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