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Plantio de milho avança em SC com produção estimada em 2,27 milhões de toneladas

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Foto: Pixabay

A safra de milho 2025/2026 está em andamento em Santa Catarina, com a área da primeira safra totalmente plantada e expectativa positiva de produção. O produtor acompanha de perto o comportamento do clima, dos custos e do mercado ao longo do ciclo.

Segundo a Epagri, a área cultivada cresceu 1,5%, impulsionada pelo bom desempenho da safra anterior, que registrou produtividade recorde no estado. Para este ciclo, a produção está estimada em 2,27 milhões de toneladas, com produtividade média de 8.735 quilos por hectare — abaixo do recorde anterior, mas ainda em nível considerado satisfatório.

O analista da Epagri, Haroldo Elias, afirma que a safra apresenta reação na área após anos de queda no plantio. “A safra atual está bastante satisfatória. Tivemos chuvas regulares em dezembro, apesar de alguns períodos curtos de estiagem, e a safra está relativamente boa”, diz.

Cultura estratégica para a pecuária

Em Santa Catarina, o milho é um insumo essencial para a produção de proteínas animais, conectando a agricultura às cadeias de aves e suínos, que sustentam o agronegócio estadual.

José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), afirma que houve pequena ampliação da área destinada ao milho em relação à soja. “Nós sempre lutamos pela produção de milho, porque queremos continuar ostentando a nossa performance na produção de pequenos animais”, afirma.

Clima e gestão de risco

A maior frequência de eventos climáticos extremos reforça a importância da gestão de risco nas propriedades. Em Faxinal dos Guedes, o produtor rural Alisson Zanatta relata perdas provocadas por granizo no início do ciclo.

“No mês de novembro tivemos três granizos em menos de 24 horas dentro da fazenda, o que causou uma perda significativa”, conta.

Nesse cenário, o seguro rural ganha relevância, mas ainda não cobre todos os custos da atividade. Zanatta explica que a proteção normalmente contratada cobre apenas parte do investimento na lavoura. “Ele cobre o custo da lavoura, mas não cobre diesel, mão de obra e outros custos operacionais”, afirma.

Demanda e dependência de milho de fora do estado

Com a safra ainda em andamento, o resultado final dependerá do comportamento do clima e do mercado nos próximos meses. A cultura segue como peça-chave para o equilíbrio das cadeias produtivas no estado.

Haroldo Elias destaca que o consumo de milho para etanol no Brasil continua em crescimento e deve alcançar cerca de 25 milhões de toneladas neste ano, o que mantém a demanda interna aquecida.

Ele também lembra que Santa Catarina segue dependente de milho produzido em outras regiões. Segundo o analista, o consumo estadual supera 8 milhões de toneladas por ano, enquanto o volume importado de outros estados varia entre 5,5 milhões e mais de 6 milhões de toneladas.

Apesar das perdas pontuais ao longo do ciclo, o produtor mantém a expectativa de resultados dentro do previsto. “A gente ainda vai ter algumas produções dentro do esperado, mas poderia ser melhor”, diz Zanatta.

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Safra brasileira de noz-pecã pode chegar a 7 mil toneladas em 2026

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Foto: Public Domain Pictures

A produção brasileira de noz-pecã na safra 2026 deve ficar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, indicando recuperação em relação aos últimos ciclos. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), divulgada por meio de assessoria de imprensa.

Segundo a entidade, o volume esperado supera o da safra 2025, considerada intermediária após os impactos das enchentes de 2024, e se aproxima do patamar registrado em 2023.

Mercado e exportações

O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, afirma que a safra deve alcançar volume semelhante ao de 2023, com possibilidade de crescimento. Ele avalia que a demanda externa pode ajudar a sustentar os preços mesmo com maior oferta.

“Nos últimos três anos, empresas e novos investidores passaram a observar com mais atenção as possibilidades de exportação, porque o preço de referência, que é o da noz norte-americana, está em um patamar interessante”, afirma.

De forma indireta, Wallauer explica que Estados Unidos e México não formaram estoques relevantes, o que mantém o mercado aquecido e reduz a volatilidade de preços no Brasil. Segundo ele, a abertura de novos canais de exportação pode funcionar como um mecanismo de proteção para produtores e investidores.

Clima e sanidade dos pomares

O coordenador técnico do IBPecan, Jaceguáy Barros, destaca que a safra se desenvolve sob volumes de chuva acima da média desde a primavera. Em dezembro, o acumulado médio foi de cerca de 240 milímetros, enquanto janeiro registrou 236 milímetros.

“Essas chuvas com temperaturas elevadas têm causado uma pressão muito grande no caso das doenças”, afirma.

De acordo com Barros, já há registros de antracnose em algumas áreas, com queda de frutos. Ele também menciona desafios operacionais relacionados à pulverização fitossanitária, já que o crescimento das árvores exige equipamentos mais potentes para garantir cobertura adequada.

Manejo e colheita

A previsão indica continuidade de chuvas acima da média nos próximos meses, o que exige atenção ao manejo da irrigação.

“Quando as chuvas ficam entre 25 e 30 milímetros, o produtor pode suspender a irrigação por um ou dois dias, mas precisa retomar rapidamente para que o enchimento dos frutos ocorra de forma adequada”, explica Barros.

Outro ponto de atenção é a disponibilidade de mão de obra para a colheita. Segundo o coordenador técnico, a operação precisa ser rápida para evitar perdas de qualidade.

“É fundamental que a colheita seja realizada rapidamente, evitando que os frutos permaneçam no solo”, diz.

Apesar das preocupações fitossanitárias, Barros afirma que o desempenho produtivo dos pomares tem sido positivo, com carga elevada de frutos e entrada de novas áreas em produção.

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Chega de diagnósticos sobre o consumo de Feijão — queremos ações

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

No World Pulses Day, em 10 de fevereiro, o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) — que comemora, em português, o Dia Mundial dos Feijões — reuniu entidades em São Paulo, no Transamerica Executive Faria Lima, para assumir um ponto que o Brasil não pode mais tratar como “ruído”: a queda do consumo de Feijão é uma crise real — e crise real pede execução.

O próprio calendário global liderado pela FAO existe para recolocar os pulses no centro das dietas saudáveis e dos sistemas alimentares. O resultado foi a disposição de representantes de inúmeras entidades dos produtores e do setor de arroz, Feijão, supermercados, vegetarianos, academia e imprensa, que formaram um comitê para alinhar esforços.

O que ficou muito claro ali é que o prato feito não é nostalgia: é tecnologia social. Arroz, Feijão, proteína e salada formam um padrão simples de comida de verdade, repetível e acessível. E isso não é opinião solta: os maiores especialistas do mundo reconhecem que arroz e Feijão se complementam nutricionalmente e são base ideal de alimentação adequada e saudável.

O diagnóstico por trás da urgência é direto: quando o Feijão sai da rotina, nunca entra algo melhor. A substituição mais comum empurra o consumo para ultraprocessados — e isso cobra um preço em vidas. Há estimativas de aproximadamente 57 mil mortes prematuras, segundo um estudo da USP, associadas ao consumo de ultraprocessados no Brasil.

Se, no capitalismo, o choque das perdas humanas não for argumento suficiente, há ainda o impacto financeiro — e aqui está a frase que deveria orientar políticas públicas e decisões privadas: está na hora de gastar pesado na prevenção. A International Diabetes Federation coloca o Brasil entre os países com maior gasto total em saúde devido ao diabetes, com US$ 42,9 bilhões. Se o país aceita pagar esses bilhões no tratamento, não faz sentido hesitar no investimento em hábitos que reduzem risco.

Por isso, no encontro, a decisão foi sair do discurso genérico e ir para as duas frentes que mudam hábitos de verdade: escolas e influenciadores. A escola é onde o hábito nasce (ou morre), e o prato feito precisa voltar a ser rotina, não evento. As redes sociais viraram campo real de saúde pública: nutricionistas, médicos, educadores, chefs e criadores precisam ser convocados para sustentar a mensagem simples e correta — Feijão é pilar do prato feito, não coadjuvante.

Entrou na pauta também o ponto que o consumidor repete com razão: “falta praticidade”. Se a barreira é tempo, a resposta não pode ser moralismo; tem que ser solução. Está na hora de trazer para a mesa todas as indústrias capazes de colocar o Feijão pronto que o consumidor mais do que quer — precisa.

Aqui está o alinhamento que precisa ser público e objetivo: Feijão pronto sem conservantes é cesta básica também. Não é “nicho”, não é “gourmet”. É ponte de acesso para manter o prato feito na vida real de quem trabalha, pega trânsito e não tem tempo para o ideal. Se o Feijão pronto fica caro e escondido, vira exceção. Se ganha preço, presença e visibilidade de básico, vira hábito — e hábito vira prevenção.

O World Pulses Day deixou um recado claro: o Ibrafe vai formar uma frente para tratar o Feijão como parte central de uma estratégia nacional de prevenção. Não é contra a indústria, mas a favor da comida de verdade alinhada com a saúde pública. E é a favor do que sempre funcionou no Brasil: prato feito com arroz e Feijão como padrão diário.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Projeto incentiva cultivo de café sombreado em Santa Catarina

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Foto: Freepik

O governo de Santa Catarina lançou o Projeto Café Sombreado Catarinense para incentivar o cultivo de café arábica em sistema consorciado no estado.

O objetivo é fortalecer e ampliar a produção em sistema sombreado, especialmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. O cultivo é feito em consórcio com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas.

De acordo com a secretaria, a iniciativa atende demandas de associações de produtores, entidades da agricultura familiar e pequenas torrefações, que veem no café uma alternativa de diversificação produtiva e geração de renda.

Mesmo com poucas áreas comerciais em implantação, o sistema sombreado segue presente em propriedades familiares. Segundo o gerente de projetos da secretaria e especialista em cafeicultura, Thiago Leal, o modelo favorece plantas mais vigorosas e longevas.

“No sistema sombreado, o fruto tem maturação mais lenta, o que gera maior uniformidade dos grãos”, afirma. Ele acrescenta que a combinação entre sistema de cultivo, clima, solo e influência marítima das regiões pode resultar em cafés com perfil sensorial diferenciado, voltados ao mercado de especiais.

Apoio financeiro

O financiamento será feito por meio do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR). Agricultores interessados devem procurar os escritórios da Epagri.

Podem acessar o recurso produtores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo e aptos ao cultivo de café. O valor pode chegar a R$ 50 mil por família em projetos individuais e até R$ 120 mil em projetos coletivos, com pelo menos três famílias.

O pagamento poderá ser feito em cinco parcelas anuais, sem juros, com três anos de carência. Produtores que mantiverem as parcelas em dia terão desconto de 30%. A carência depende de laudo técnico da Epagri que comprove a implantação da lavoura.

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