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10 de junho de 2026

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Chega de diagnósticos sobre o consumo de Feijão — queremos ações

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

No World Pulses Day, em 10 de fevereiro, o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) — que comemora, em português, o Dia Mundial dos Feijões — reuniu entidades em São Paulo, no Transamerica Executive Faria Lima, para assumir um ponto que o Brasil não pode mais tratar como “ruído”: a queda do consumo de Feijão é uma crise real — e crise real pede execução.

O próprio calendário global liderado pela FAO existe para recolocar os pulses no centro das dietas saudáveis e dos sistemas alimentares. O resultado foi a disposição de representantes de inúmeras entidades dos produtores e do setor de arroz, Feijão, supermercados, vegetarianos, academia e imprensa, que formaram um comitê para alinhar esforços.

O que ficou muito claro ali é que o prato feito não é nostalgia: é tecnologia social. Arroz, Feijão, proteína e salada formam um padrão simples de comida de verdade, repetível e acessível. E isso não é opinião solta: os maiores especialistas do mundo reconhecem que arroz e Feijão se complementam nutricionalmente e são base ideal de alimentação adequada e saudável.

O diagnóstico por trás da urgência é direto: quando o Feijão sai da rotina, nunca entra algo melhor. A substituição mais comum empurra o consumo para ultraprocessados — e isso cobra um preço em vidas. Há estimativas de aproximadamente 57 mil mortes prematuras, segundo um estudo da USP, associadas ao consumo de ultraprocessados no Brasil.

Se, no capitalismo, o choque das perdas humanas não for argumento suficiente, há ainda o impacto financeiro — e aqui está a frase que deveria orientar políticas públicas e decisões privadas: está na hora de gastar pesado na prevenção. A International Diabetes Federation coloca o Brasil entre os países com maior gasto total em saúde devido ao diabetes, com US$ 42,9 bilhões. Se o país aceita pagar esses bilhões no tratamento, não faz sentido hesitar no investimento em hábitos que reduzem risco.

Por isso, no encontro, a decisão foi sair do discurso genérico e ir para as duas frentes que mudam hábitos de verdade: escolas e influenciadores. A escola é onde o hábito nasce (ou morre), e o prato feito precisa voltar a ser rotina, não evento. As redes sociais viraram campo real de saúde pública: nutricionistas, médicos, educadores, chefs e criadores precisam ser convocados para sustentar a mensagem simples e correta — Feijão é pilar do prato feito, não coadjuvante.

Entrou na pauta também o ponto que o consumidor repete com razão: “falta praticidade”. Se a barreira é tempo, a resposta não pode ser moralismo; tem que ser solução. Está na hora de trazer para a mesa todas as indústrias capazes de colocar o Feijão pronto que o consumidor mais do que quer — precisa.

Aqui está o alinhamento que precisa ser público e objetivo: Feijão pronto sem conservantes é cesta básica também. Não é “nicho”, não é “gourmet”. É ponte de acesso para manter o prato feito na vida real de quem trabalha, pega trânsito e não tem tempo para o ideal. Se o Feijão pronto fica caro e escondido, vira exceção. Se ganha preço, presença e visibilidade de básico, vira hábito — e hábito vira prevenção.

O World Pulses Day deixou um recado claro: o Ibrafe vai formar uma frente para tratar o Feijão como parte central de uma estratégia nacional de prevenção. Não é contra a indústria, mas a favor da comida de verdade alinhada com a saúde pública. E é a favor do que sempre funcionou no Brasil: prato feito com arroz e Feijão como padrão diário.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Embrapa entrega nova remessa de sementes do Brasil ao Banco de Svalbard

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizou nesta quarta-feira (10) a entrega de uma nova remessa de sementes do Brasil ao Banco de Svalbard, na Noruega. A informação foi divulgada em registro institucional da entidade, com participação de representantes da Embaixada do Brasil em Oslo. O volume exato de sementes e a lista de espécies enviadas não foram informados no conteúdo disponível.

O Banco de Svalbard, também conhecido internacionalmente como cofre global de sementes, funciona como uma estrutura de conservação de longo prazo para materiais genéticos de diferentes países. O objetivo é manter cópias de segurança de coleções estratégicas, de forma a reduzir riscos de perda por acidentes, falhas operacionais, eventos climáticos extremos ou outros fatores que possam comprometer bancos genéticos nacionais.

No caso brasileiro, a iniciativa envolve a preservação de recursos genéticos de interesse para a pesquisa agropecuária. Esse tipo de material é usado em programas de melhoramento, desenvolvimento de cultivares, adaptação a diferentes condições ambientais e manutenção da variabilidade genética de espécies agrícolas.

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A Embrapa é a principal instituição pública de pesquisa agropecuária do país e atua na conservação de germoplasma de culturas relevantes para os sistemas produtivos brasileiros. O armazenamento de amostras em Svalbard não substitui os bancos mantidos no Brasil, mas acrescenta uma camada de proteção para acervos considerados estratégicos.

Para o setor agropecuário, a conservação genética tem relação direta com a capacidade de desenvolver materiais mais adaptados a estiagens, pragas, doenças e mudanças de ambiente produtivo. Também é um instrumento técnico de apoio à segurança alimentar e à continuidade de pesquisas voltadas à produtividade e à resiliência das lavouras.

Até o momento, não foram detalhados publicamente pela Embrapa, no conteúdo fornecido, os critérios técnicos da remessa, as culturas contempladas nem o número de acessos enviados.

A entrega reforça a estratégia de proteção de recursos genéticos usados pela pesquisa agrícola brasileira. Sem a divulgação de dados adicionais sobre espécies e quantitativos, ainda não é possível dimensionar de forma mais específica o alcance técnico da nova remessa.

Fonte: embrapa.br

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Governo suspende ‘Portaria do Morango’ por 60 dias

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Foto: Arquivo pessoal/Diego Amaral

O ministro da Agricultura, André de Paula, confirmou nesta terça-feira (9) a suspensão por 60 dias da polêmica “Portaria do Morango” (MAPA nº 886/2026). A decisão foi anunciada à diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que vinha liderando a mobilização contra a medida.

Publicada em fevereiro, a portaria original acendeu o sinal de alerta no campo. O texto estabelecia novos padrões rígidos para a produção e venda do morango, sob a justificativa de alinhar o mercado brasileiro às exigências de comercialização do Mercosul.

Na prática, as exigências foram classificadas como impraticáveis por produtores e donos de hortifrutis. Entre os pontos mais criticados estavam:

  • Separação obrigatória por calibre: Exigência de dividir os morangos rigorosamente por tamanho.
  • Risco de reclassificação: Penalizações e rebaixamento do produto caso as frutas apresentassem variações naturais de formato ou leves sinais de murchamento.

Para as lideranças do setor, o adiamento é o fôlego que o produtor precisava para tentar derrubar a norma em definitivo. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que participou ativamente da mobilização, destacou que o foco agora é a articulação técnica para evitar um prejuízo generalizado na atividade.

”Foi um reconhecimento importante, pois isso nos dará prazo para recorrer tecnicamente e suspender de uma vez por todas essa medida, que vai elevar custos e prejudicar uma cadeia produtiva por inteiro”, afirmou o parlamentar.

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Brasil e Trinidad e Tobago ampliam agenda agropecuária no Caribe

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A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a Trinidad e Tobago, realizada nesta quarta-feira (10), avançou em tratativas de cooperação agropecuária com foco em comércio, pesquisa e inovação. A agenda reuniu autoridades dos dois países, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e centros de pesquisa do Caribe. Entre os temas discutidos estão material genético, exportações brasileiras, cacau e distribuição regional de fertilizantes.

Segundo o Mapa, a delegação brasileira, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares, reuniu-se com o ministro da Agricultura, Terras e Pesca de Trinidad e Tobago, Ravi Ratiram, e com o diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim. No encontro, foram debatidos intercâmbio de material genético, ampliação do comércio agropecuário e cooperação tecnológica.

Trinidad e Tobago manifestou interesse em acessar material genético brasileiro de mandioca, café e coco-anão. O país também apresentou proposta para instalação de uma planta esmagadora de soja, com produção de óleo vegetal e ração animal voltada ao mercado caribenho. O Brasil, por sua vez, indicou interesse em avançar nos protocolos de certificação sanitária para exportação de carne bovina, carne suína, pet food e citros.

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Na área tecnológica, a missão apresentou o uso de bioinsumos no Brasil, com cerca de 42 milhões de hectares manejados com tecnologias de controle biológico, de acordo com o ministério. A comitiva também visitou o Caribbean Agricultural Research and Development Institute (CARDI), que atua em 14 países da Comunidade do Caribe (CARICOM), para discutir cooperação em banana resistente à Fusarium TR4, milho, trigo tropical, forrageiras e melhoramento genético da raça ovina Berganês.

Outra frente da agenda foi o Cocoa Research Centre (CRC), da Universidade das Índias Ocidentais, que mantém cerca de 2.400 acessos genéticos de cacau. Também houve visita técnica a Point Lisas, polo petroquímico com potencial logístico para distribuição de fertilizantes na região.

Os desdobramentos comerciais e sanitários ainda dependem de avanço técnico e regulatório entre os países. Com base na agenda divulgada, a cooperação pode ampliar intercâmbio em pesquisa, genética e acesso a mercados, mas não foram informados prazos para conclusão de protocolos ou implementação dos projetos discutidos.

Fonte: gov.br

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