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17 de setembro de 2026

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Chega de diagnósticos sobre o consumo de Feijão — queremos ações

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

No World Pulses Day, em 10 de fevereiro, o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) — que comemora, em português, o Dia Mundial dos Feijões — reuniu entidades em São Paulo, no Transamerica Executive Faria Lima, para assumir um ponto que o Brasil não pode mais tratar como “ruído”: a queda do consumo de Feijão é uma crise real — e crise real pede execução.

O próprio calendário global liderado pela FAO existe para recolocar os pulses no centro das dietas saudáveis e dos sistemas alimentares. O resultado foi a disposição de representantes de inúmeras entidades dos produtores e do setor de arroz, Feijão, supermercados, vegetarianos, academia e imprensa, que formaram um comitê para alinhar esforços.

O que ficou muito claro ali é que o prato feito não é nostalgia: é tecnologia social. Arroz, Feijão, proteína e salada formam um padrão simples de comida de verdade, repetível e acessível. E isso não é opinião solta: os maiores especialistas do mundo reconhecem que arroz e Feijão se complementam nutricionalmente e são base ideal de alimentação adequada e saudável.

O diagnóstico por trás da urgência é direto: quando o Feijão sai da rotina, nunca entra algo melhor. A substituição mais comum empurra o consumo para ultraprocessados — e isso cobra um preço em vidas. Há estimativas de aproximadamente 57 mil mortes prematuras, segundo um estudo da USP, associadas ao consumo de ultraprocessados no Brasil.

Se, no capitalismo, o choque das perdas humanas não for argumento suficiente, há ainda o impacto financeiro — e aqui está a frase que deveria orientar políticas públicas e decisões privadas: está na hora de gastar pesado na prevenção. A International Diabetes Federation coloca o Brasil entre os países com maior gasto total em saúde devido ao diabetes, com US$ 42,9 bilhões. Se o país aceita pagar esses bilhões no tratamento, não faz sentido hesitar no investimento em hábitos que reduzem risco.

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Por isso, no encontro, a decisão foi sair do discurso genérico e ir para as duas frentes que mudam hábitos de verdade: escolas e influenciadores. A escola é onde o hábito nasce (ou morre), e o prato feito precisa voltar a ser rotina, não evento. As redes sociais viraram campo real de saúde pública: nutricionistas, médicos, educadores, chefs e criadores precisam ser convocados para sustentar a mensagem simples e correta — Feijão é pilar do prato feito, não coadjuvante.

Entrou na pauta também o ponto que o consumidor repete com razão: “falta praticidade”. Se a barreira é tempo, a resposta não pode ser moralismo; tem que ser solução. Está na hora de trazer para a mesa todas as indústrias capazes de colocar o Feijão pronto que o consumidor mais do que quer — precisa.

Aqui está o alinhamento que precisa ser público e objetivo: Feijão pronto sem conservantes é cesta básica também. Não é “nicho”, não é “gourmet”. É ponte de acesso para manter o prato feito na vida real de quem trabalha, pega trânsito e não tem tempo para o ideal. Se o Feijão pronto fica caro e escondido, vira exceção. Se ganha preço, presença e visibilidade de básico, vira hábito — e hábito vira prevenção.

O World Pulses Day deixou um recado claro: o Ibrafe vai formar uma frente para tratar o Feijão como parte central de uma estratégia nacional de prevenção. Não é contra a indústria, mas a favor da comida de verdade alinhada com a saúde pública. E é a favor do que sempre funcionou no Brasil: prato feito com arroz e Feijão como padrão diário.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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