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10 de junho de 2026

Business

Plantio de milho avança em SC com produção estimada em 2,27 milhões de toneladas

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Foto: Pixabay

A safra de milho 2025/2026 está em andamento em Santa Catarina, com a área da primeira safra totalmente plantada e expectativa positiva de produção. O produtor acompanha de perto o comportamento do clima, dos custos e do mercado ao longo do ciclo.

Segundo a Epagri, a área cultivada cresceu 1,5%, impulsionada pelo bom desempenho da safra anterior, que registrou produtividade recorde no estado. Para este ciclo, a produção está estimada em 2,27 milhões de toneladas, com produtividade média de 8.735 quilos por hectare — abaixo do recorde anterior, mas ainda em nível considerado satisfatório.

O analista da Epagri, Haroldo Elias, afirma que a safra apresenta reação na área após anos de queda no plantio. “A safra atual está bastante satisfatória. Tivemos chuvas regulares em dezembro, apesar de alguns períodos curtos de estiagem, e a safra está relativamente boa”, diz.

Cultura estratégica para a pecuária

Em Santa Catarina, o milho é um insumo essencial para a produção de proteínas animais, conectando a agricultura às cadeias de aves e suínos, que sustentam o agronegócio estadual.

José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), afirma que houve pequena ampliação da área destinada ao milho em relação à soja. “Nós sempre lutamos pela produção de milho, porque queremos continuar ostentando a nossa performance na produção de pequenos animais”, afirma.

Clima e gestão de risco

A maior frequência de eventos climáticos extremos reforça a importância da gestão de risco nas propriedades. Em Faxinal dos Guedes, o produtor rural Alisson Zanatta relata perdas provocadas por granizo no início do ciclo.

“No mês de novembro tivemos três granizos em menos de 24 horas dentro da fazenda, o que causou uma perda significativa”, conta.

Nesse cenário, o seguro rural ganha relevância, mas ainda não cobre todos os custos da atividade. Zanatta explica que a proteção normalmente contratada cobre apenas parte do investimento na lavoura. “Ele cobre o custo da lavoura, mas não cobre diesel, mão de obra e outros custos operacionais”, afirma.

Demanda e dependência de milho de fora do estado

Com a safra ainda em andamento, o resultado final dependerá do comportamento do clima e do mercado nos próximos meses. A cultura segue como peça-chave para o equilíbrio das cadeias produtivas no estado.

Haroldo Elias destaca que o consumo de milho para etanol no Brasil continua em crescimento e deve alcançar cerca de 25 milhões de toneladas neste ano, o que mantém a demanda interna aquecida.

Ele também lembra que Santa Catarina segue dependente de milho produzido em outras regiões. Segundo o analista, o consumo estadual supera 8 milhões de toneladas por ano, enquanto o volume importado de outros estados varia entre 5,5 milhões e mais de 6 milhões de toneladas.

Apesar das perdas pontuais ao longo do ciclo, o produtor mantém a expectativa de resultados dentro do previsto. “A gente ainda vai ter algumas produções dentro do esperado, mas poderia ser melhor”, diz Zanatta.

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Business

Colheita de café avança no Brasil, mas qualidade dos grãos preocupa

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Foto: Governo do Estado de Rondônia

A colheita de café começou a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil neste início de junho, após um avanço mais lento até a segunda quinzena de maio. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas frequentes e a maturação irregular dos grãos vinham dificultando os trabalhos no campo.

Com o retorno do tempo mais seco neste começo de mês, produtores conseguiram acelerar a colheita. De acordo com o Cepea, mesmo com as temperaturas mais baixas, as condições climáticas recentes favoreceram tanto o amadurecimento dos frutos quanto o rendimento das operações nas lavouras.

Apesar da melhora no ritmo da safra, produtores demonstram preocupação com a peneira do café colhido até agora. Segundo o Centro de Pesquisas, o tamanho dos grãos estaria abaixo do registrado na safra passada, principalmente nas regiões do Sul de Minas Gerais e da Mogiana Paulista.

Ainda assim, pesquisadores ressaltam que é cedo para uma avaliação definitiva da qualidade da safra, já que pouco volume foi beneficiado até o momento e a colheita ainda está em fase inicial.

O Cepea também aponta que muitos produtores têm aproveitado o início da colheita para negociar os primeiros lotes disponíveis. O movimento ocorre tanto pela necessidade de reforçar o caixa quanto pela tentativa de aproveitar os atuais patamares de preços do café.

A expectativa é que esse cenário mantenha o ritmo de comercialização aquecido nas próximas semanas, mesmo diante das incertezas sobre o desempenho final da safra.

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Agro Mato Grosso

Indústria de MT ultrapassa 203 mil trabalhadores e amplia participação na economia do estado

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A indústria de Mato Grosso alcançou um novo patamar de crescimento e chegou a 203,5 mil trabalhadores com carteira assinada em 2025, consolidando-se como um dos principais motores da economia estadual. O número representa cerca de 16% de todos os empregos formais existentes no estado.

Os dados são da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por meio do Observatório de Mato Grosso, e mostram que o setor vive uma trajetória de expansão contínua. Em comparação com 2024, quando havia 197,9 mil trabalhadores formais, o avanço foi de 9,7%.

O crescimento se torna ainda mais expressivo quando analisado o período de quase dez anos. Em 2016, Mato Grosso contabilizava aproximadamente 130 mil trabalhadores na indústria. Desde então, foram criados mais de 73 mil novos postos de trabalho, o que representa uma alta superior a 56%.

Além da geração de empregos, a quantidade de indústrias em funcionamento também aumentou significativamente. Em 2025, o estado registrou 16.891 estabelecimentos industriais ativos, contra 10.781 em 2016, uma expansão de 53,8%. Na comparação com o ano anterior, quando havia 16.588 unidades, o crescimento foi de 8,9%.

A presença da indústria se espalha por diversas regiões de Mato Grosso, impulsionando setores como alimentos, construção civil, biocombustíveis, madeira, mineração, frigoríficos e serviços industriais. A atividade também fortalece a agroindústria ao agregar valor à produção local.

Segundo o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, os indicadores refletem a capacidade de crescimento do setor e seu impacto direto na economia. Para ele, os resultados são fruto da atuação conjunta de empresários, trabalhadores e entidades voltadas ao fortalecimento da indústria e ao aumento da competitividade estadual.

Pequenos negócios dominam o setor

O levantamento aponta que as microempresas são maioria no parque industrial mato-grossense. Elas representam 82,11% dos estabelecimentos, o equivalente a cerca de 13,8 mil indústrias.

As pequenas empresas correspondem a 14,59% do total, com aproximadamente 2,4 mil unidades. Já as médias empresas somam 288 estabelecimentos, ou 1,71% do setor, enquanto as grandes indústrias representam 1,59%, com 268 unidades.

Os números evidenciam o papel dos pequenos negócios na manutenção da atividade industrial e na geração de empregos em diferentes municípios do estado.

Participação no PIB e na arrecadação

A relevância da indústria também aparece nos indicadores econômicos. O Produto Interno Bruto (PIB) industrial de Mato Grosso alcançou R$ 36,8 bilhões, valor equivalente a 15% de toda a riqueza produzida no estado.

Outro destaque é a contribuição para os cofres públicos. Em 2025, o setor industrial foi responsável por R$ 12,75 bilhões em arrecadação de ICMS, montante que corresponde a 49,53% de todo o imposto recolhido em Mato Grosso.

Os dados reforçam o papel estratégico da indústria no desenvolvimento econômico estadual, tanto pela geração de empregos quanto pela capacidade de impulsionar investimentos, inovação e arrecadação tributária.

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Business

Preço do arroz reage no RS com avanço das exportações e alta do dólar

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Foto: Freepik

Os preços do arroz em casca voltaram a apresentar leve recuperação no Rio Grande do Sul, impulsionados principalmente pelo aumento da demanda internacional pelo cereal. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço das exportações brasileiras, aliado à valorização dos indicadores externos e à alta do dólar, fortaleceu o interesse de compradores por lotes destinados ao mercado externo.

Apesar da melhora nos preços, o mercado interno ainda segue com baixa liquidez. Pesquisadores apontam que as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado e a menor participação dos agentes nas negociações continuam limitando o ritmo dos negócios no país.

Outro fator que ajudou a sustentar as cotações foi a menor disponibilidade de arroz com rendimento de 56% de grãos inteiros, padrão mais utilizado nas exportações. Com a necessidade de recompor volumes, exportadores passaram a buscar também lotes com 58% de inteiros, ampliando a procura pelo produto e contribuindo para o movimento de alta.

De acordo com o Cepea, esse cenário reforça a influência do mercado externo sobre a formação dos preços do arroz no Brasil neste momento, especialmente em meio à valorização cambial e ao maior apetite internacional pelo cereal brasileiro.

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Agro MT