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25 de maio de 2026

Sustentabilidade

Soja/BR: Mercado internacional reage, mas preços internos recuam – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 19/12/2025 e 12/02/2026

Nestes dois meses em que estivemos de recesso, assistimos a uma melhora nos preços internacionais da soja, a partir da cotação em Chicago, e uma piora nos preços internos da oleaginosa. Em Chicago, o bushel, após sair de US$ 10,93 no dia 11/12, recuou para US$ 10,23 no dia 13/01, recuperando-se fortemente na sequência, para alcançar US$ 11,24 no dia 11/02. Ou seja, nestes últimos 30 dias o mesmo ganhou pouco mais de um dólar naquela Bolsa. O fechamento desta quinta-feira (12) ficou ainda mais elevado, chegando a US$ 11,37/bushel.

Entretanto, em reais a soja despencou. O saco de 60 quilos do produto, que em meados de dezembro passado, estava entre R$ 116,00 e R$ 127,00 nas principais praças brasileiras, registra valores, em 11/02, entre R$ 99,00 e R$ 117,00. Ou seja, o recuo nos preços, nestes dois meses, é de 10 a 17 reais por saco ou entre 8% a 14,5% dependendo da região do país. Aqui no Rio Grande do Sul, as principais praças passaram de R$ 124,00/saco para R$ 116,00 a R$ 117,00. Um recuo entre sete e oito reais no período.

No setor externo, a forte recuperação das cotações do óleo de soja, puxadas pelo aumento nos preços do petróleo, a partir do ataque dos EUA à Venezuela e, particularmente, das ameaças de conflito armado com o Irã, é um dos principais motivos. Em Chicago, entre os dias 19/12 e 10/02 a libra-peso do óleo subiu 19,6% (valores em dólares). Além disso, ameaças de perdas, já concretas, nas lavouras brasileiras de soja, especialmente no RS, ajudaram no movimento. Aqui no RS, de uma safra esperada ao redor de 21,4 milhões de toneladas, já se pode indicar que a mesma será abaixo de 20 milhões. Algumas propriedades já acusam perdas de 40% na safra.

Novamente o forte calor e a falta de chuvas são os motivos. Enfim, soma-se a isso o fato de, após contatos telefônicos semanas atrás, o presidente Trump anunciar, novamente, que a China compraria mais soja dos EUA, particularmente em 2026. Por sua vez, o forte recuo dos preços internos se deve ao início da colheita no país a qual, mesmo com as quebras até o momento especuladas, ainda será importante (USDA, em seu relatório de fevereiro, indica 180 milhões de toneladas, enquanto as estatísticas nacionais variam entre 172 e 176 milhões de toneladas na média). Mas o principal motivo é a forte valorização do Real, que bate em R$ 5,18/dólar nesta semana, contra R$ 5,57 no final de dezembro passado, além de os prêmios nos portos terem recuado com o início da colheita.

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Dito isso, o último relatório do USDA, divulgado no dia 10/02, manteve a última colheita dos EUA em 116 milhões de toneladas e os estoques finais naquele país, em 2025/26, em 9,5 milhões. Já a produção mundial de soja subiu para 428,2 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais foram aumentados para 125,5 milhões. Ou seja, tais estoques estão acima do que toda a última colheita realizada nos EUA. As importações chinesas de soja, para este ano comercial, foram mantidas em 112 milhões de toneladas.

Aqui no Brasil, os preços continuam com viés de baixa, como já comentado. A colheita atingia a 16% da área no dia 05/02 (cf. AgRural) enquanto no Mato Grosso a mesma chegava a 39,6% no dia 06/02 (cf. Imea). Vale destacar que o excesso de chuvas no Centro-Oeste está atrasando a colheita naquela região, neste momento Apesar de a média das expectativas estar girando entre 172 e 176 milhões de toneladas, já considerando as quebras de safra no Rio Grande do Sul, analistas mais otimistas ainda chegam a avançar uma colheita recorde de 181 milhões de toneladas (cf. Céleres), acompanhando o USDA.

Se esta produção recorde vier a se confirmar, devido a melhor produtividade em outras regiões do país, o que compensaria as perdas gaúchas, os estoques finais de soja no Brasil cresceriam para 8 milhões de toneladas, gerando uma relação estoque/consumo de 4,4%, o maior nível desde a safra 2018/19 (cf. Céleres).

Em tal quadro, em não havendo desvalorização do Real, a tendência continua sendo baixista para os preços nacionais da soja. Todavia, é bom lembrar que as tensões eleitorais no Brasil, especialmente a partir de junho/julho, podem pressionar o câmbio, gerando certa desvalorização de nossa moeda.

Apesar disso, os produtores nacionais continuam relutando em vender antecipadamente sua safra. Levantamento de Safras & Mercado mostra que até o dia 06/02, cerca de 34% da produção esperada havia sido vendida, contra 42,4% no mesmo período do ano passado e 45,1% na média de cinco anos.

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Enfim, a exportação de soja pelo Brasil, em fevereiro, deverá atingir a 11,7 milhões de toneladas, enquanto a de farelo de soja chegaria a 1,93 milhão (cf. Anec).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



FONTE

Autor:Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

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Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Cooperativismo catarinense cresce acima da média nacional e faturamento de 2025 supera R$ 105 bilhões – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense segue demonstrando sua pujança econômica e capacidade de expansão. Dados recentes do Sistema OCESC apontam que o faturamento do setor alcançou R$ 105,7 bilhões em 2025, consolidando uma trajetória consistente de crescimento nos últimos anos.

“Santa Catarina tem no cooperativismo um motor econômico real. O faturamento alcançado em 2025 é reflexo de um cooperativismo cada vez mais competitivo, mais organizado e mais presente na vida das pessoas, com capacidade de investir, gerar empregos e sustentar desenvolvimento nas regiões onde atuam”, destaca o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

A série histórica mostra avanço contínuo nos últimos anos. Em 2022, o faturamento das cooperativas de Santa Catarina foi de R$ 80,82 bilhões. Em 2023, subiu para R$ 84,65 bilhões e, em 2024, avançou para R$ 91,26 bilhões. O salto mais expressivo ocorreu em 2025, com crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior.

A análise da evolução do faturamento mostra um movimento contínuo de expansão. Após o crescimento expressivo de 63,3% em 2022, impulsionado pelo cenário de recuperação pós-pandemia, o setor manteve um ritmo estável nos anos seguintes, com altas de 4,7% em 2023 e 7,8% em 2024, até alcançar o avanço mais robusto em 2025.

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“Os números mostram que o cooperativismo catarinense está em plena expansão, com um crescimento sustentável. Isso é resultado do trabalho conjunto das cooperativas, que investem em gestão, inovação e no desenvolvimento das pessoas e das comunidades onde estão inseridas”, afirma o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

A taxa de crescimento acima da média nacional é resultado da capacidade de adaptação das cooperativas, do fortalecimento da gestão e da presença cada vez mais estratégica no desenvolvimento econômico do estado. O desempenho também ressalta o papel das cooperativas como agentes relevantes na geração de riqueza, distribuição de renda e promoção do desenvolvimento regional sustentável.

 As perspectivas para os próximos anos projetam que o cooperativismo catarinense deverá manter a curva de crescimento. As projeções apontam que o faturamento pode chegar a R$ 115,2 bilhões em 2026, avançar para R$ 125,9 bilhões em 2027 e alcançar R$ 137,6 bilhões em 2028.

“Essas projeções apontam para um setor com escala, governança e capacidade de continuar avançando. O cooperativismo catarinense cresce porque combina operação eficiente com presença territorial e visão de longo prazo”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, Disponível em Fecoagro

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FONTE

Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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Agro Mato Grosso

Fundação Rio Verde fortalece intercâmbio em viagens técnicas e apresentação de pesquisas

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A pesquisadora Luana Belufi participou de visitas nacionais e internacionais, e apresentou avanços da Fundação Rio Verde no manejo de doenças do Cerrado.

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Sustentabilidade

De advogada a produtora rural: Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais – MAIS SOJA

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Foto de capa:  Assessoria

No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”

A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.

Tecnologia e ESG no DNA

A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.

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Flávia Garcia Cid, vencedora da categoria “Grande propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025

A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.

Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Prêmio Mulheres do Agro 2026

Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.

“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.

Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo.

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Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”

As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.

Sobre a Bayer

Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.

Sobre a ABAG

Com mais de 3 décadas de atuação, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é a única entidade que reúne, em uma só voz, todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços. Promove uma visão integrada e de futuro para o agronegócio brasileiro, fomentando o desenvolvimento sustentado e a bioeconomia, ao mesmo tempo em que aproxima o setor de seus principais públicos estratégicos. A ABAG tornou-se referência na articulação de alianças nacionais e internacionais, estimulando conexões, diálogos e inovação, mobilizando a força de suas mais de 80 associadas para dinamizar o setor e ampliar o protagonismo de toda a cadeia.

Fonte: Assessoria

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