Sustentabilidade
Soja/BR: Mercado internacional reage, mas preços internos recuam – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 19/12/2025 e 12/02/2026
Nestes dois meses em que estivemos de recesso, assistimos a uma melhora nos preços internacionais da soja, a partir da cotação em Chicago, e uma piora nos preços internos da oleaginosa. Em Chicago, o bushel, após sair de US$ 10,93 no dia 11/12, recuou para US$ 10,23 no dia 13/01, recuperando-se fortemente na sequência, para alcançar US$ 11,24 no dia 11/02. Ou seja, nestes últimos 30 dias o mesmo ganhou pouco mais de um dólar naquela Bolsa. O fechamento desta quinta-feira (12) ficou ainda mais elevado, chegando a US$ 11,37/bushel.
Entretanto, em reais a soja despencou. O saco de 60 quilos do produto, que em meados de dezembro passado, estava entre R$ 116,00 e R$ 127,00 nas principais praças brasileiras, registra valores, em 11/02, entre R$ 99,00 e R$ 117,00. Ou seja, o recuo nos preços, nestes dois meses, é de 10 a 17 reais por saco ou entre 8% a 14,5% dependendo da região do país. Aqui no Rio Grande do Sul, as principais praças passaram de R$ 124,00/saco para R$ 116,00 a R$ 117,00. Um recuo entre sete e oito reais no período.
No setor externo, a forte recuperação das cotações do óleo de soja, puxadas pelo aumento nos preços do petróleo, a partir do ataque dos EUA à Venezuela e, particularmente, das ameaças de conflito armado com o Irã, é um dos principais motivos. Em Chicago, entre os dias 19/12 e 10/02 a libra-peso do óleo subiu 19,6% (valores em dólares). Além disso, ameaças de perdas, já concretas, nas lavouras brasileiras de soja, especialmente no RS, ajudaram no movimento. Aqui no RS, de uma safra esperada ao redor de 21,4 milhões de toneladas, já se pode indicar que a mesma será abaixo de 20 milhões. Algumas propriedades já acusam perdas de 40% na safra.
Novamente o forte calor e a falta de chuvas são os motivos. Enfim, soma-se a isso o fato de, após contatos telefônicos semanas atrás, o presidente Trump anunciar, novamente, que a China compraria mais soja dos EUA, particularmente em 2026. Por sua vez, o forte recuo dos preços internos se deve ao início da colheita no país a qual, mesmo com as quebras até o momento especuladas, ainda será importante (USDA, em seu relatório de fevereiro, indica 180 milhões de toneladas, enquanto as estatísticas nacionais variam entre 172 e 176 milhões de toneladas na média). Mas o principal motivo é a forte valorização do Real, que bate em R$ 5,18/dólar nesta semana, contra R$ 5,57 no final de dezembro passado, além de os prêmios nos portos terem recuado com o início da colheita.
Dito isso, o último relatório do USDA, divulgado no dia 10/02, manteve a última colheita dos EUA em 116 milhões de toneladas e os estoques finais naquele país, em 2025/26, em 9,5 milhões. Já a produção mundial de soja subiu para 428,2 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais foram aumentados para 125,5 milhões. Ou seja, tais estoques estão acima do que toda a última colheita realizada nos EUA. As importações chinesas de soja, para este ano comercial, foram mantidas em 112 milhões de toneladas.
Aqui no Brasil, os preços continuam com viés de baixa, como já comentado. A colheita atingia a 16% da área no dia 05/02 (cf. AgRural) enquanto no Mato Grosso a mesma chegava a 39,6% no dia 06/02 (cf. Imea). Vale destacar que o excesso de chuvas no Centro-Oeste está atrasando a colheita naquela região, neste momento Apesar de a média das expectativas estar girando entre 172 e 176 milhões de toneladas, já considerando as quebras de safra no Rio Grande do Sul, analistas mais otimistas ainda chegam a avançar uma colheita recorde de 181 milhões de toneladas (cf. Céleres), acompanhando o USDA.
Se esta produção recorde vier a se confirmar, devido a melhor produtividade em outras regiões do país, o que compensaria as perdas gaúchas, os estoques finais de soja no Brasil cresceriam para 8 milhões de toneladas, gerando uma relação estoque/consumo de 4,4%, o maior nível desde a safra 2018/19 (cf. Céleres).
Em tal quadro, em não havendo desvalorização do Real, a tendência continua sendo baixista para os preços nacionais da soja. Todavia, é bom lembrar que as tensões eleitorais no Brasil, especialmente a partir de junho/julho, podem pressionar o câmbio, gerando certa desvalorização de nossa moeda.
Apesar disso, os produtores nacionais continuam relutando em vender antecipadamente sua safra. Levantamento de Safras & Mercado mostra que até o dia 06/02, cerca de 34% da produção esperada havia sido vendida, contra 42,4% no mesmo período do ano passado e 45,1% na média de cinco anos.
Enfim, a exportação de soja pelo Brasil, em fevereiro, deverá atingir a 11,7 milhões de toneladas, enquanto a de farelo de soja chegaria a 1,93 milhão (cf. Anec).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
Site: Ceema/Unijuí
Agro Mato Grosso
FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros
A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.
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“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp., Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.
Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais
Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.
Sustentabilidade
Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.
Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.
O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.
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Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
- Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.
Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.
Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.
Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.
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Sustentabilidade
Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.
A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).
Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.
Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.
Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.
Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
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