Sustentabilidade
Milho/RS: Colheita avança no estado e chega a 50% da área semeada – MAIS SOJA

A colheita do milho chega a aproximadamente 50%, avançando rapidamente em função do tempo seco e quente, que reduz a umidade dos grãos de forma mais acentuada. O restante das lavouras se distribui entre maturação (21%), enchimento de grãos(16%), floração (6%), desenvolvimento vegetativo (7%). As produtividades nas áreas colhidas estão satisfatórias com média próxima à projetada inicialmente, mas há variabilidade significativa
em função das condições edafoclimáticas e do manejo.
A diminuição das chuvas e as altas temperaturas nas fases críticas, em especial pendoamento, polinização e enchimento de grãos, têm impactado negativamente o potencial produtivo, e há perdas mais expressivas em áreas com solos de menor capacidade de retenção hídrica.
A baixa umidade do solo tem limitado o plantio em segunda safra e de cultivos em sucessão, causando problemas de emergência e desenvolvimento inicial. Em termos fitossanitários, houve aumento da incidência de cigarrinha-do-milho em diversas regiões, demandando monitoramento contínuo. Há também registros pontuais de outras pragas, como lagarta-do-cartucho.
Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade foi inicialmente projetada em 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Nova projeção será divulgada no início de março.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita se encontra em fase final, com produtividades dentro ou acima do esperado em áreas irrigadas e abaixo do esperado em áreas de sequeiro, em função do déficit hídrico durante o florescimento e o enchimento de grãos. As lavouras remanescentes tendem a apresentar
menores rendimentos devido ao maior período de estresse térmico e hídrico nas fases críticas.
Em São Borja, nos 22.000 hectares cultivados, a produtividade varia de 9.000 a 12.000 kg/ha em áreas irrigadas, e de 4.800 a 6.000 kg/ha em lavouras sem irrigação. Na de Caxias do Sul, o volume de precipitações segue abaixo do ideal para o adequado desenvolvimento das lavouras, cuja fase fenológica predominante é o enchimento de grãos.
Embora ainda se mantenha a expectativa de uma boa safra, diversas áreas já apresentam
perdas significativas. Na de Erechim, 50% da área está nas fases de enchimento de grãos e maturação e 50% colhidos. As produtividades variam de 7.200 a 15.000 kg/ha, com média estimada de aproximadamente 9.000 kg/ha, influenciada pela irregularidade das chuvas, pelas condições de fertilidade do solo e uso de irrigação.
Na de Frederico Westphalen, aproximadamente 5% estão em fase vegetativa, 15% em maturação e 80% colhidos. A expectativa atual de produtividade apresenta redução próxima a 5% em relação à projeção inicial de 8.024 kg/ha, podendo atingir até 30% em áreas mais afetadas. Nos cultivos de milho de segunda safra, há dificuldades de estabelecimento em função do déficit hídrico.
Há alta incidência de cigarrinha-do-milho. Na de Ijuí, 70% da área foi colhida, favorecida pela rápida perda de umidade dos grãos, que atingem teores entre 22% e 25%. As produtividades alcançam até 9.000 kg/ha, variando conforme o manejo, a cultivar e os impactos da estiagem ocorrida em dezembro. Em áreas irrigadas, registram-se produtividades entre 13.000 e 15.000 kg/ha. O milho segunda safra apresenta emergência irregular e desenvolvimento inicial comprometido por baixa umidade e altas temperaturas. Aumentou a captura de cigarrinha nas armadilhas de monitoramento.
Na de Passo Fundo, 10% estão em floração, 20% em enchimento de grãos e 70% em maturação fisiológica. As lavouras semeadas precocemente mantêm bom potencial produtivo, enquanto as tardias apresentam redução de rendimento devido ao tempo predominantemente seco.
Na de Pelotas, 27% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 33% em florescimento, 20% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 13% colhidas. Observa-se déficit hídrico em diversas localidades, com impacto no potencial produtivo. Registra-se
intensa presença da cigarrinha-do-milho nas lavouras. Na de Santa Maria, aproximadamente 40% foram colhidos, com produtividade próxima à projetada. Cerca de 25% das lavouras se encontram em fase reprodutiva (embonecamento e enchimento de grãos), com potencial de redução de produtividade devido à irregularidade e ao baixo volume de precipitações.
Na de Santa Rosa, a semeadura permanece em 98% da área prevista. A distribuição fenológica indica 6% em desenvolvimento vegetativo, 1% em enchimento de grãos, 7% em
maturação e 86% colhidos. As produtividades variam de 9.000 a 12.000 kg/ha em áreas irrigadas, e de 4.800 a 8.400 kg/ha em sequeiro. O milho safrinha enfrenta restrições de estabelecimento e desenvolvimento inicial devido à baixa umidade e às altas temperaturas.
Na de Soledade, a produtividades do milho do cedo varia de 4.200 a 10.800 kg/ha em sequeiro, influenciadas pela estiagem, ocorrida entre novembro e dezembro. As lavouras semeadas em período intermediário e tardio apresentam bom desempenho vegetativo e reprodutivo, mas há estresse hídrico de intensidade variável, associado à falta de chuvas e a fatores edáficos. A distribuição fenológica indica 30% em fase vegetativa, 8% em florescimento, 12% em enchimento de grãos, 20% em maturação fisiológica, 15% e maturação de colheita e 15% colhidos. Registra-se alta incidência de cigarrinha-do-milho e
ocorrência pontual de lagarta-do-cartucho.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, diminuiu 2,24%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,70 para
R$ 59,34.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Densidade de semeadura X produtividade da soja no Sul do Brasil – MAIS SOJA

O número de plantas por área é um dos principais componentes da produtividade da soja, tornando essencial o estabelecimento de um estande adequado para a obtenção de altos rendimentos. Embora a cultura apresente certa plasticidade, que permite compensar falhas pontuais de semeadura, o bom estabelecimento inicial, com populações homogêneas e densidade adequada, é determinante para maximizar a produtividade da lavoura.
No entanto, para a maioria das cultivares modernas, as recomendações de manejo estabelecem uma faixa aceitável de densidade de semeadura, permitindo que a população de plantas seja ajustada a diferentes ambientes de cultivo. Essa margem de densidade final aceitável torna a definição exata da população em cada ambiente dependente da decisão do produtor, que deve ajustar a semeadura dentro dos limites recomendados.
Considerando que diferentes condições edafoclimáticas são observadas em diferentes ambientes de cultivo, bem como distintos potenciais produtivos, é necessário compreender qual a densidade de plantas ideal para otimizar a produtividade da soja e reduzir os custos com a aquisição de sementes. Objetivando identificar a taxa de semeadura ótima em diferentes níveis de produtividade no Sul do Brasil, o estudo conduzido por Corassa et al. (2018) avaliou um conjunto de dados coletado a partir de 109 ensaios de campo replicados de 2180 unidades experimentais.
Com base nos resultados obtidos pelos atores, a produtividade da soja em função da densidade de semeadura depende do ambiente de cultivo, sendo eles: LY – baixo rendimento, MY – médio rendimento, e HY – alto rendimento. De acordo com Corassa et al. (2018), a taxa média de semeadura no platô (ou seja, a densidade em que a produtividade se estabiliza), foi 10% maior para LY (290 mil sementes ha⁻¹) do que para MY (262 mil sementes ha⁻¹), e 18% maior para LY do que para HY (245 mil sementes ha⁻¹).
Ou seja, em ambientes de menor potencial produtivo, são necessárias maiores densidades de semeadura para atingir o platô de produtividade, enquanto em ambientes de médio e alto potencial esse patamar é alcançado com densidades progressivamente menores (figura 1).
Figura 1. Modelos de regressão Bayesiana da produtividade de sementes de soja em relação à densidade de semeadura para ambientes de baixa (produtividade <4 Mg ha⁻¹; amarelo) (A), média (produtividade 4–5 Mg ha⁻¹; verde) (B) e alta (produtividade >5 Mg ha⁻¹; azul) (C) produtividade. O modelo representa a resposta mais provável entre as combinações de local-ano × cultivar avaliadas.
Considerando os efeitos específicos do local (dados em nível de parcela dos locais-anos por combinação de cultivar), o intervalo interquartil de 50% (entre os quartis 25 e 75) para a taxa de semeadura ótima (platô de produtividade) variou entre 274 e 303 mil sementes ha⁻¹ para LY, 252 e 269 mil sementes ha⁻¹ para MY e 238 e 262 mil sementes ha⁻¹ para HY (Corassa et al., 2018).
Figura 2. O painel A representa a faixa de taxa de semeadura ideal obtida a partir da combinação de local-ano × cultivar para atingir o platô de produtividade em ambientes de baixa (produtividade <4 Mg ha⁻¹ ; amarelo), média (produtividade 4–5 Mg ha⁻¹ ; verde) e alta (produtividade >5 Mg ha⁻¹ ; azul) produtividade. O painel B apresenta as probabilidades preditivas posteriores da taxa de semeadura ideal para atingir o platô de produtividade em ambientes de baixa, média e alta produtividade.

De acordo com Corassa et al. (2018), para o ambiente HY, há 90% de chance de a taxa de semeadura ótima ser menor que 270 mil sementes ha⁻¹ , já para o ambiente MY, essa probabilidade foi atingida com taxas de semeadura inferiores a 280 mil sementes ha⁻¹, enquanto que para o ambiente LY, uma probabilidade de 90% de atingir o platô de produtividade foi documentada para taxas de semeadura inferiores a 320 mil sementes ha⁻¹.
Esses resultados indicam que, em ambientes de alto rendimento (HY), a densidade de semeadura pode ser reduzida em até 18% em relação a ambientes de baixo rendimento (LY) sem prejuízo à produtividade, configurando uma oportunidade de economia de sementes. Por outro lado, em ambientes de menor potencial produtivo, pode ser necessário elevar moderadamente a densidade em relação aos níveis usualmente adotados. De forma geral, tem-se baixa probabilidade de incrementos produtivos quando se utilizam densidades superiores a 330 mil sementes ha⁻¹, independentemente do ambiente de cultivo (Corassa et al., 2018).
Confira o estudo completo desenvolvido por Corassa e colaboradores (2018) clicando aqui!

Referências:
CORASSA, G. M. et al. OPTIMUM SOYBEAN SEEDING RATES BY YIELD ENVIRONMENTIN SOUTHERN BRAZIL. Agronomy Journal, 2018. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.2134/agronj2018.04.0239 >, acesso em: 01/04/2026.

Sustentabilidade
Custos de produção caem, apesar de alta do petróleo no mercado internacional – MAIS SOJA

Fevereiro encerrou com queda de 1,02% no Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP), segundo relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quarta-feira (31/03).
Esse resultado é um reflexo da recente queda na taxa de câmbio, que permitiu um menor preço interno de insumos, e serviu para diminuir a pressão inflacionária do mercado externo, que sofre com altas históricas no barril de petróleo e intensificação de conflitos em regiões produtoras. No acumulado de 12 meses, o IICP apresenta deflação de 4,44%, a quinta queda consecutiva.
Já o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) terminou o mês com queda ainda maior, de 2,92% em relação ao mês anterior. Os suínos tiveram queda expressiva de 13,7%, mas soja e milho também tiveram retração.
Nos últimos 12 meses, o IIPR apresentou uma queda de 13,61%, com destaque para o arroz, leite e trigo, todos com deflação acima de 20%. Apesar dessas quedas, o preço da alimentação para a população continua acumulando inflação mês após mês, o que reforça que essa alta vem de pressões ao longo da cadeia produtiva, e não do preço que o produtor recebe.
Confira relatório completo.
Fonte: Farsul
Autor:Farsul
Site: Farsul
Sustentabilidade
Prêmio Mulheres do Agro anuncia abertura de inscrições para oitava edição – MAIS SOJA

A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) anunciam a abertura das inscrições e indicações para a 8ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa que celebra o protagonismo feminino no agronegócio, reconhecendo produtoras rurais e pesquisadora cientifica cujos trabalhos impulsionam a sustentabilidade, a governança e os impactos promovidos na sociedade. As inscrições para a categoria “Produtora Rural” estarão abertas até 31 de julho de 2025 e até 1º de junho de 2025 para indicações na categoria “Ciência e Pesquisa”, por meio do site oficial que pode ser acessado aqui.
“O Prêmio reafirma o compromisso da Bayer em reconhecer e dar visibilidade ao protagonismo feminino no agronegócio. A cada ano, notamos um engajamento significativo das interessadas, refletindo o impacto transformador que elas promovem no campo e na ciência. Nosso objetivo é incentivar e inspirar essas mulheres, destacando suas contribuições para um setor mais inovador, sustentável e inclusivo”, comenta, Isabela Fagundes, Especialista em Comunicação Corporativa da Bayer.
Desde a sua criação, em 2018, o Prêmio Mulheres do Agro já reconheceu 63 produtoras rurais e duas pesquisadoras. A cada edição, a participação feminina no setor se fortalece, evidenciando o papel transformador dessas mulheres dentro e fora das porteiras Em 2024, a iniciativa foi marcada pela pluralidade, reunindo produtoras rurais de todas as regiões do país e de diversas faixas etárias, com candidatas variando de 19 a 67 anos. A mesma edição registrou um crescimento de 26,5% no número de pequenas propriedades inscritas em relação a 2023.
As inscritas serão avaliadas por um corpo de jurados especializados, considerando aspectos como sustentabilidade, governança e impacto social das iniciativas promovidas pelas concorrentes.
Ao todo serão reconhecidas nove produtoras rurais — três em cada subcategoria (pequena, média e grande propriedade) e uma cientista na categoria “Ciência e Pesquisa”, lançada em 2023, voltada a profissionais que atuam em projetos de impacto que contribuem para a evolução do setor agropecuário. Após a avaliação técnica, as três pesquisadoras finalistas seguirão para votação popular, e a vencedora receberá um incentivo de R$ 20 mil, que, assim como nos anos anteriores, deverá ser usufruído no trabalho científico da vencedora, por meio da instituição de pesquisa na qual está vinculada.
“Entendemos que a ciência, assim como a preservação ambiental, são fundamentais para um agronegócio sustentável, que possa atender às necessidades de uma população que cresce cada vez mais. Por isso, durante o processo de execução do prêmio, estamos dedicados em promover melhorias contínuas que vão ao encontro desses e outros requisitos primordiais para o setor”, explica Mariana Araújo, Analista Administrativa Financeira da Abag.
Cerimônia de Premiação
As vencedoras da 8ª edição do Prêmio Mulheres do Agro serão anunciadas no dia 22 de outubro, durante o 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), em São Paulo. O CNMA é um dos principais eventos do setor e reúne mulheres de todo o país para discutir temas relevantes e partilhar experiências.
Informações à imprensa
JeffreyGroup
Paula Siqueira – 11 96570-4346
Amanda Barreto – 11 95203-2586
agrobayer@jeffreygroup.com
Sobre a Bayer
A Bayer é uma empresa global com competências essenciais nas ciências da vida nos setores de agronegócios e saúde. Seus produtos e serviços são projetados para ajudar as pessoas e o planeta a prosperar, apoiando os esforços para superar os principais desafios apresentados por uma população global em crescimento e envelhecimento. A Bayer está comprometida em impulsionar o desenvolvimento sustentável e gerar um impacto positivo em seus negócios. Ao mesmo tempo, o Grupo pretende aumentar o seu poder de ganho e criar valor através da inovação e do crescimento. A marca Bayer representa confiança, confiabilidade e qualidade. O Brasil é a segunda maior operação da companhia no mundo.
Fonte: Assessoria de imprensa Bayer
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