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Embrapa lança duas novas cultivares de uvas com foco em produtividade e resistência

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Divulgação: Colheita de uvas

A Embrapa Uva e Vinho apresentou duas novas cultivares tintas para processamento, desenvolvidas ao longo de 10 anos de pesquisas.

As variedades BRS Lis e BRS Antonela foram testadas em áreas experimentais e unidades de validação com a participação de produtores e cooperativas, e demonstraram bom desempenho produtivo e qualidade industrial na Serra Gaúcha.

Segundo a unidade da Embrapa, as cultivares se complementam. A BRS Lis se destaca pela tolerância a doenças, qualidade do mosto e intensa coloração, enquanto a BRS Antonela apresenta elevado potencial produtivo, maior volume e também forte intensidade de cor.

O lançamento integra a programação de 50 anos da Embrapa Uva e Vinho, sediada em Bento Gonçalves, principal polo nacional de produção de uvas destinadas ao processamento para sucos e vinhos de mesa.

“Além dessas cultivares, estamos com o projeto Celeclone, um projeto que veio de uma demanda do setor para buscar avaliar e recomendar clones de variedades viníferas com maior qualidade, com maior especificidade e principalmente maior sanidade, garantindo uma longevidade dos vinhedos”, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Adeliano Cargnin.

As novas cultivares foram desenvolvidas dentro do programa de melhoramento genético “Uvas do Brasil” e são indicadas para a Serra Gaúcha.

A expectativa é reduzir a dependência de variedades mais suscetíveis a doenças ou com limitações de produtividade e processamento. Para a Cargnin, o lançamento estreita os laços entre a pesquisa e a cadeia produtiva.

“Importante que as pessoas venham conhecer os nossos trabalhos para além daquelas entregas que estamos realizando no evento, mas para interagir com os técnicos e pesquisadores, tirarem dúvidas sobre algumas atividades das suas propriedades”, destaca.

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Produtores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade

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Imagem gerada por inteligência artificial

Com o aumento no custo dos insumos agrícolas e a forte dependência de produtos importados, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a rentabilidade no campo.

Entre as principais estratégias está a adoção da agricultura regenerativa e de modelos biossustentáveis, que prometem reduzir custos, preservar o meio ambiente e garantir produtividade.

Na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, a família Geller aposta na diversificação de culturas e no uso de práticas sustentáveis após enfrentar queda na produtividade com o sistema convencional.

A propriedade conta com cerca de 20 estufas de cultivo protegido e produção a céu aberto, só de morango, são aproximadamente 10 mil pés em sistema semi-hidropônico. Já nas hortaliças, a produção semanal de alface e rúcula varia entre 5 mil e 8 mil pés, além de outras culturas como couve, repolho e temperos.

Há 18 anos atuando na olericultura, a família decidiu investir em um modelo baseado na agricultura biossustentável. A mudança veio da necessidade de reduzir custos e buscar alternativas menos agressivas à saúde e ao solo.

“Com uma parceria entre faculdade e empresas privadas, estamos tentando buscar algo que seja menos impactante, primeiramente, para nós mesmos, para a saúde e para o bolso”, explica o produtor rural, Lucas Miotto Gheller.

A solução que está em fase de implantação na propriedade prioriza o uso de recursos biológicos com redução de insumos químicos e foco na saúde do solo.

“Nós trabalhamos exatamente o equilíbrio, 14 nutrientes adicionados para equilibrar esse solo. E o principal ácidos úmicos e fúlvicos. Você trabalha uma fórmula de nutrientes mais complemento, o famoso enchimento, um solo extremamente duro, com baixa absorção de água, seco e muito salino”, destaca Wanderlei Enderle.

“Se colocar isso aqui na boca, você vai achar que se colocou um grão de de cloreto de sódio, de sal, mas de verdade é cloreta de potássio e algum afloramento até de fósforo, fosfatos”, completa.

Aplicação

Em outra propriedade acompanhada por pesquisadores, o uso de fertilizantes produzidos dentro da própria fazenda apresentou desempenho superior ao sistema convencional. No cultivo de milho, a média de produtividade em quatro anos chegou a 163 sacas por hectare com manejo biológico, frente a 143 sacas no modelo tradicional.

Além da redução de custos, a produção dentro da fazenda diminui a dependência de insumos externos e aumenta a eficiência econômica. Segundo especialistas, esse é um dos pilares da agricultura regenerativa, que pode ser adotada de forma total ou combinada com o uso de insumos químicos.

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Brasil deve importar maior volume de trigo da história na safra 26/27

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Foto: Embrapa

A dependência do Brail pelo trigo importado deve aumentar no ciclo 2026/27. O atual cenário indica compras próximas a 8 milhões de toneladas, o maior volume da história, refletindo a redução da área plantada, margens apertadas e a limitação da produção nacional.

As projeções do setor indicam que a produção brasileira do cereal ficará próxima a 8 milhões de toneladas em 2025/26, frente a uma demanda de 14,8 milhões. Para 2026/27, a estimativa é de queda para cerca de 7,2 milhões.

O tema será destaque do Painel do Trigo Nacional, que abre o Moatrigo no dia 13 de abril, na Fiep, em Curitiba, no Paraná.

O debate contará com a participação do analista de trigo da Safras & Mercado Elcio Bento, do presidente da Abitrigo, Daniel Kümmel, do diretor de Trading e Originação da Bunge para a América do Sul, Eduardo Bulgarelli.

O evento também contará com a leitura do balanço global de trigo, que, embora aponte estoques elevados, apresenta forte concentração em poucos países exportadores. O documento mostra que, ao mesmo tempo, diversas regiões importadoras seguem deficitárias, tornando a fluidez do comércio internacional um fator-chave para a formação de preços.

Outro ponto relevante a ser considerado nas discussões é o cenário de curto prazo, marcado pela entressafra no hemisfério norte, que reduz a oferta imediata e aumenta a sensibilidade do mercado a fatores como clima, geopolítica e movimentação de fundos.

Para o Brasil, essa dinâmica reforça o peso das importações, com destaque para a Argentina, principal fornecedora, embora problemas de qualidade na safra recente possam limitar seu aproveitamento e exigir maior atenção da indústria.

O painel também deve abordar a competitividade das principais origens exportadoras, como Rússia, Estados Unidos e Argentina, além de fatores que influenciam o custo da farinha no Brasil, como energia, custos de produção e desafios logísticos ao longo da cadeia.

Serviço

O que: Moatrigo
Quando: Dia 13 de abril
Onde: Centro de Eventos Fiep (Av. Com. Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba-PR)
Inscrições aqui

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Agro Mato Grosso

Produção de etanol em MT deve ter alta de 17,8% na safra 2026/2027, diz projeção

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A produção de etanol em Mato Grosso deve ter uma alta de 17,8% na safra 2026/2027, com 8,44 milhões m³, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Esse resultado mostra o avanço das usinas de etanol no estado. Um dos destaques é o avanço das usinas de etanol de milho, com 12 usinas em funcionamento, outras 10 em produção e cinco em estudo.

Além disso, o estado também avança na produção de biocombustível de milho do país, com uma produção de mais de 13,9 milhões de toneladas na safra de 2024/2025, conforme o Imea.

O interesse pelo biocombustível cresce em razão da vantagem de descarbonização na economia verde e até mesmo como alternativa ao diesel importado, que vem se tornando cada vez mais caro como reflexo da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

Etanol na safra 2026/2027

  • Milho: 7,33 milhões de m³
  • Cana: 1,11 milhão de m³

 

O milho vem se destacando no estado nos últimos anos. A princípio, essa planta começou como uma segunda safra, sendo uma alternativa encontrada pelos produtores para ocupar o espaço das lavouras depois da colheita da soja.

No ano passado, as usinas também produziram 2,2 bilhões de litros de biodiesel e 2,7 milhões de toneladas de grãos e 2,7 milhões de toneladas de grãos secos destilados que são subprodutos extraídos do processamento do etanol.

Perspectivas econômicas

 

Para os próximos anos, a economia mato-grossense segue em expansão. A expectativa dos produtores para os próximos anos passa pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve criar a maior zona de livre comércio do mundo.

Esse tratado deve beneficiar Mato Grosso com a redução tarifária, acesso ampliado aos mercados, novas tecnologias europeias e estímulo à agroindustrialização do estado. O novo acordo ainda vai derrubar barreiras tarifárias que, hoje, punem os produtos processados.

O estado ainda ampliou para 15 novos mercados internacionais, em dois anos, para reforçar a pauta exportadora. Esse avanço também passa pelos novos investimentos em agroindústria da região, que cresce a cada ano.

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