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Embrapa lança duas novas cultivares de uvas com foco em produtividade e resistência

A Embrapa Uva e Vinho apresentou duas novas cultivares tintas para processamento, desenvolvidas ao longo de 10 anos de pesquisas.
As variedades BRS Lis e BRS Antonela foram testadas em áreas experimentais e unidades de validação com a participação de produtores e cooperativas, e demonstraram bom desempenho produtivo e qualidade industrial na Serra Gaúcha.
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Segundo a unidade da Embrapa, as cultivares se complementam. A BRS Lis se destaca pela tolerância a doenças, qualidade do mosto e intensa coloração, enquanto a BRS Antonela apresenta elevado potencial produtivo, maior volume e também forte intensidade de cor.
O lançamento integra a programação de 50 anos da Embrapa Uva e Vinho, sediada em Bento Gonçalves, principal polo nacional de produção de uvas destinadas ao processamento para sucos e vinhos de mesa.
“Além dessas cultivares, estamos com o projeto Celeclone, um projeto que veio de uma demanda do setor para buscar avaliar e recomendar clones de variedades viníferas com maior qualidade, com maior especificidade e principalmente maior sanidade, garantindo uma longevidade dos vinhedos”, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Adeliano Cargnin.
As novas cultivares foram desenvolvidas dentro do programa de melhoramento genético “Uvas do Brasil” e são indicadas para a Serra Gaúcha.
A expectativa é reduzir a dependência de variedades mais suscetíveis a doenças ou com limitações de produtividade e processamento. Para a Cargnin, o lançamento estreita os laços entre a pesquisa e a cadeia produtiva.
“Importante que as pessoas venham conhecer os nossos trabalhos para além daquelas entregas que estamos realizando no evento, mas para interagir com os técnicos e pesquisadores, tirarem dúvidas sobre algumas atividades das suas propriedades”, destaca.
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Show Rural Coopavel teve recorde de público e R$ 7,5 bilhões em negócios

A 38ª edição do Show Rural Coopavel recebeu 430,3 mil visitantes, recorde histórico, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, informou o presidente da feira paranaense, Dilvo Grolli.
Segundo ele, a melhor marca anterior era de 2025, quando o evento recebeu mais de 407 mil pessoas. Já o valor de comercialização dos expositores neste ano foi de R$ 7,5 bilhões, superior aos R$ 7.05 bilhões da edição anterior.
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Dilvo atribui o sucesso do evento à qualidade das inovações apresentadas, ao substancial investimento das empresas em pesquisa e desenvolvimento e também à crescente e cada vez mais necessária busca dos produtores rurais por informações e conhecimento.
O presidente da Coopavel também fez o anúncio da data da edição de 2027, que vai ser realizada de 1 a 5 de fevereiro.
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Saiba como ficaram as cotações de soja às vésperas do Carnaval

Já em ritmo de Carnaval, o mercado brasileiro de soja praticamente travou nesta sexta-feira, marcada por poucas ofertas e ausência de grandes movimentos. As cotações ficaram mistas, com pequenas variações ao longo do dia.
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A avaliação é do analista de soja da equipe de Inteligência de Mercado da Safras & Mercado, Rafael Silveira. Segundo ele, as atenções dos produtores seguem voltadas aos trabalhos no campo. A colheita avança, mas há preocupação com a qualidade da soja devido ao excesso de umidade provocado pelas chuvas no Centro-Oeste.
No mercado físico, os preços apresentaram o seguinte comportamento:
- Passo Fundo (RS): R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): R$ 126,00
- Cascavel (PR): R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): R$ 107,00
- Dourados (MS): aumento de R$ 110,00 para R$ 111,00
- Rio Verde (GO): R$ 109,00
- Paranaguá (PR): R$ 129,00
- Rio Grande (RS): R$ 130,00
Colheita de soja
A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcança 19,3% da área total estimada até 13 de fevereiro, conforme levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, o índice era de 13,4%.
O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos atingiam 23,2%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 23,6%.
Soja em Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira. Após atingir na véspera o maior patamar em dois meses e meio, o mercado passou por realização de lucros, com operadores evitando manter posições abertas antes do feriado prolongado do Dia do Presidente, quando não haverá sessão na segunda-feira.
Ao longo da semana, porém, o saldo foi de recuperação nas cotações. A aproximação comercial entre Estados Unidos e China trouxe expectativa de reaquecimento da demanda chinesa pelo produto norte-americano.
Reportagem do South China Morning Post indicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, podem estender a trégua comercial entre os dois países por até um ano, o que deu suporte às cotações ao longo da semana.
Ainda assim, o mercado considera que este é o período de maior procura pela soja sul-americana por parte dos asiáticos. Com a colheita avançando no Brasil e na Argentina e apesar de preocupações pontuais com o clima, uma safra cheia começa a ingressar no mercado.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 4,25 centavos de dólar, ou 0,37%, a US$ 11,33 por bushel.
A posição maio encerrou a US$ 11,48 1/2 por bushel, com retração de 3,75 centavos, ou 0,32%.
Nos subprodutos, o farelo para março subiu US$ 1,30, ou 0,42%, para US$ 309,20 por tonelada. Já o óleo com vencimento em março fechou a 57,08 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,46 centavo, ou 0,79%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia a R$ 5,2293 para venda, com alta de 0,57%. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de moedas, marcou 96,92 pontos, praticamente estável.
O dólar futuro para março foi cotado a R$ 5.239,500, com avanço de 0,21%. Antes do feriado prolongado, o mercado cambial operou em ritmo de ajustes e proteção, atento aos dados do varejo e ao índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos.
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El Niño mais persistente eleva riscos para a produção brasileira de frutas e hortaliças

A horticultura brasileira deve enfrentar um cenário climático mais desafiador em 2026, após a transição de um La Niña curto e pouco intenso para um evento de El Niño mais persistente. A avaliação é da equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea.
Segundo os pesquisadores, se em 2025 a combinação de chuvas relativamente bem distribuídas e temperaturas adequadas favoreceu a produtividade de diversas culturas, o cenário climático previsto para este ano tende a ampliar os riscos produtivos e exigir maior planejamento técnico e gestão de custos.
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As projeções indicam temperaturas médias mais elevadas ao longo de 2026 e mudanças no regime de chuvas a partir do inverno, com impactos distintos entre as regiões produtoras. O comportamento climático, de acordo com o levantamento, deve afetar de forma diferente frutas e hortaliças, dependendo da cultura, da localização e do sistema produtivo.
Na prática, temperaturas mais altas podem intensificar problemas fitossanitários, acelerar ciclos produtivos e comprometer a qualidade dos produtos, especialmente quando associadas ao excesso de umidade. Já em áreas com menor disponibilidade hídrica, o custo e a viabilidade da irrigação tendem a ganhar importância para a manutenção da produção.
O estudo também destaca que ganhos de produtividade não garantem aumento da rentabilidade. Em 2025, por exemplo, a maior oferta, perdas de qualidade e custos mais elevados pressionaram as margens dos produtores em alguns segmentos.
Diante desse cenário, os pesquisadores apontam que o monitoramento climático contínuo, o manejo mais preciso das lavouras, o escalonamento de plantios e a avaliação de riscos devem ser fatores decisivos para preservar produtividade, qualidade e rentabilidade na horticultura brasileira em 2026.
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