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Soja em MT: safra positiva, mas pressão nas margens preocupa, avalia Imea

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve registrar uma safra de soja com bom potencial produtivo, após um início marcado por irregularidade nas chuvas. As avaliações de campo indicam lavouras com desempenho considerado positivo, mantendo o estado em um patamar elevado de produtividade.

De acordo com o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, o ciclo atual reúne características distintas dos últimos dois anos. “A safra 2023/24 foi marcada por aquele atraso das chuvas, falta de chuvas durante um longo período e, principalmente, quem semeou muito cedo teve um impacto significativo na produtividade”, lembra ao programa Direto ao Ponto.

Na sequência, segundo ele, o estado viveu um cenário oposto. “No ano passado, na safra passada, a gente teve um ano excepcional, com as chuvas acontecendo no momento exato, tudo acontecendo cronometrado, praticamente dizendo que a nossa safra rodou realmente perfeita, melhor produtividade da história, safra recorde”.

Já o ciclo atual começou com apreensão no campo. “Esse ano nós começamos com um ano muito atípico. O produtor começou a semear, de repente algumas chuvas faltaram, tivemos algumas regiões sofrendo por conta da seca”, relata. Com a consolidação das precipitações em dezembro, o cenário mudou. “Ao que tudo indica a gente vai ter uma safra bastante interessante”.

cleiton gauer superintendente do imea foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Produtividade e qualidade

O Imea revisou recentemente a estimativa de produtividade, que está em 64,73 sacas por hectare, aguardando a consolidação das últimas lavouras. Entretanto, de acordo com o gestor do Imea, Mato Grosso possui “potencial para alcançar o ano passado, mas realmente isso precisa ser confirmado”. Na safra 2024/25, a produtividade média da oleaginosa no estado ficou em 66,29 sacas por hectare.

Gauer destaca que o avanço estrutural da produtividade em Mato Grosso é resultado de um conjunto de fatores. “É um mix de fatores”, resume, citando cultivares mais adaptadas, tratos culturais e correção de solo. “Nós tivemos uma estagnação na casa de 55, 56 sacas por hectare durante um período de tempo e conforme os investimentos foram acontecendo, novos cultivares foram surgindo, a gente ultrapassou a barreira de 60 sacas na média”.

Margens pressionadas

Se no campo o cenário é positivo, no mercado a situação exige atenção. O superintendente observa que o preço da soja tem sido mais pressionado em reais do que em dólar devido ao impacto do câmbio na formação interna.

Desde o ano passado, o Instituto vinha alertando para o risco nas margens. “Principalmente nas variáveis que ele não controla, como a gente tem visto. É o caso do dólar, que tem impactado drasticamente na composição da formação de preços aqui no interior do estado”.

Com custos formados em patamares mais elevados, o desafio pode se estender para o próximo ano. “Dependendo do volume que ele travou da produção aos preços patamares anteriores, ele vai ter um longo desafio ao longo em 2026”.

Produtores que assumiram investimentos em máquinas no período pré e pós-pandemia enfrentam cenário ainda mais delicado. “Nós tínhamos produtores que assumiram dívida, assumiram investimentos naquele momento e com uma rentabilidade muito melhor do que o momento atual. Então os desafios realmente têm para quem tem um investimento significativo”.

Para Gauer, o atual momento é reflexo do ciclo das commodities. “Commodities são cíclicas. Tem esses momentos realmente de sobreoferta”. O ponto de atenção, conforme ele, é a velocidade da transição. “A expectativa é que isso retorne no futuro porque a commodity vai fazer realmente esse ciclo, retornando lá na frente. O desafio é quanto tempo isso vai passar?”.

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IHARA anuncia sucessão planejada na presidência e marca nova fase de sua governança

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Clayton Veiga assume a presidência da IHARA

A IHARA, empresa parceira do projeto Soja Brasil, anunciou uma sucessão planejada em sua presidência. Após mais de 30 anos na companhia, sendo mais de 15 como presidente, Julio Borges passará a atuar exclusivamente no Conselho de Administração a partir de 2026.

Para o cargo de presidente, foi nomeado Clayton Veiga, executivo com mais de 20 anos na empresa e experiência em diferentes áreas do negócio, incluindo vendas, marketing, pesquisa & desenvolvimento e operações.

O novo presidente da IHARA, Clayton Veiga, é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa, com especialização em Gestão de Vendas e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Gestão Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas, PMD pela IESE Escola de Negócios e Programa de Gestão, Regulação e Financiamento de Infraestrutura pela Harvard Kennedy School. 

André Nannetti assumirá como vice-presidente

A mudança faz parte de um processo estruturado de governança e reforça a continuidade da estratégia da companhia, com foco em inovação, crescimento sustentável e fortalecimento da atuação no agronegócio brasileiro.

Sobre a IHARA

A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há mais de 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes.

A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.

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Feijão-carioca bate novo recorde de preço em março

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

Preços do feijão carioca batem recorde do mês de fevereiro e seguem em crescente neste início de ano. As cotações que já haviam batido números históricos no mês passado, atingiram pico máximo novamente em março. Valores do feijão preto também seguem em alta.

Pesquisadores do Cepea apontam que a restrição de oferta causadas por dificuldade na colheita e redução na área de plantio na primeira safra, tem influenciado na disparada dos preços. Além disso, a expectativa baixa em relação a segunda safra, também impactou nas cotações.

Números apresentados surpreendem

O mercado do feijão carioca de notas 9 ou superiores segundo o centro de estudos, mostram em março um avanço nos preços de 8,3% em relação ao segundo mês do ano. A comparação com o ano de 2025 no mesmo período, apresenta crescente ainda maior, de 34%. O crescimento mostrado nos três primeiros meses de 2026 é de aproximadamente 48,3%

O feijão carioca de notas 8 e 8,5 também apresentou disparada nas cotações em março de 2026. A média da parcial deste mês supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a observada há um ano. O período trimestral desse inicio de ano também apresenta expressivos aumentos de 43,9%

O feijão preto, apesar de valores mais baixos, também teve avanços nos preços. A porcentagem de valorização de fevereiro até março foi de 0,11%, enquanto a comparação com o ano passado apresentou aumento de 0,4%. Disparada total do primeiro trimestre é de 32,2%.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Governo libera até R$ 22,2 milhões para escoamento da borracha natural

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Foto: divulgação/Mapa

O governo federal autorizou a realização de leilões para apoio ao escoamento da borracha natural, com previsão de até R$ 22,2 milhões em recursos.

A medida foi oficializada mediante a Portaria Interministerial nº 39, publicada na última sexta-feira (27), e será executada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O objetivo é garantir os preços mínimos aos produtores da safra 2025/26, por meio de instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Como funcionam os leilões

O incentivo será operacionalizado por meio dos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

No PEP, podem participar indústrias beneficiadoras e comerciantes, que recebem o prêmio após comprovar a compra pelo preço mínimo e o escoamento do produto para os destinos definidos.

Já no Pepro, o prêmio é pago diretamente ao produtor rural ou a cooperativas, como forma de equalizar a diferença entre o preço mínimo e o valor de mercado, mediante comprovação da venda e do escoamento.

Quem pode acessar

A medida atende produtores de borracha natural cultivada em estados onde o preço de mercado esteja abaixo do mínimo estabelecido para a safra 2025/26, conforme portaria do Ministério da Agricultura publicada em junho de 2025.

Por outro lado, não haverá subvenção para borracha oriunda de extrativismo nem para cultivos comerciais em municípios específicos de Mato Grosso e nos estados da região Norte, com exceção de Tocantins.

Regras para participação

Para participar dos leilões, realizados de forma online pelo Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe), os interessados devem estar cadastrados em bolsas de mercadorias e em situação regular em sistemas como Cadin, Sircoi, Sican e Sicaf, além de estarem em dia com a Fazenda Federal e a Seguridade Social.

As diretrizes completas das operações estão detalhadas na Portaria Interministerial nº 39.

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