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Sistema Faep lança cartilha gratuita para orientar produtores sobre a reforma tributária

O Sistema Faep lançou uma cartilha gratuita para orientar produtores rurais sobre as mudanças previstas na reforma tributária. O material traz explicações simplificadas sobre os tributos que estão sendo alterados e os procedimentos que deverão ser adotados pelos produtores durante o período de transição.
Nesta primeira fase, a reforma trata principalmente dos impostos sobre consumo, como IPI, ICMS, ISS, PIS e Cofins. A cartilha apresenta quais são as alterações e o que o produtor precisa fazer para se adequar às novas regras, com orientações práticas sobre a parte tributária.
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Segundo o técnico do departamento jurídico do Sistema Faep, Eleunério Czornei, 2026 será um ano de testes para o novo modelo. Nesse período, o produtor deverá ficar atento à emissão da nota fiscal eletrônica. O documento passará a exigir a informação se o produtor é ou não contribuinte dos novos tributos, o IBS e a CBS, para que a tributação seja definida ao longo da cadeia.
“Nesse ano de 2026, o produtor rural deve ficar atento à sua nota fiscal eletrônica emitida. Então, nesse primeiro momento, é informada a nota fiscal do produtor, se ele é contribuinte ou não dos novos impostos”, explica Czornei.
Regime tributário mais adequado
O material também ajuda o produtor a identificar o regime tributário mais adequado. Produtores com faturamento anual acima de R$ 3,6 milhões anuais serão contribuintes obrigatórios do IBS e da CBS e deverão ter CNPJ para fins de cadastro. Já quem fatura abaixo desse valor poderá optar por aderir ao novo sistema.
Segundo Czornei, a opção pode trazer vantagens, como o aproveitamento de créditos tributários sobre insumos adquiridos, algo que antes não era possível em muitos casos. No entanto, a orientação é que o produtor faça simulações e procure apoio de profissionais ou do sindicato rural para avaliar se a adesão é vantajosa.
A cartilha está disponível gratuitamente no site do Sistema Faep e pode ser acessada mediante cadastro, com envio direto pelo WhatsApp. O objetivo é facilitar o entendimento das mudanças e ajudar o produtor a se preparar para a nova realidade tributária.
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Agro Mato Grosso
Pedágio na MT-130 sobe 4,46% e novas tarifas passam a valer em abril em MT

Reajuste autorizado pela Ager atinge praças de pedágio na MT-130 e eleva tarifas para motoristas e motociclistas a partir desta quarta-feira (1º).
O valor do pedágio da MT-130, entre Rondonópolis e Primavera do Leste terá reajuste de 4,46% a partir desta quarta-feira (1º). O aumento foi aprovado pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager) e publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 17.
Segundo a concessionária Morro da Mesa, o cálculo teve como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Segundo a Ager, o aumento segue a correção anual prevista em contrato, com base na inflação.
Veja os valores abaixo:
Rodovia MT 130 – Praça de Pedágio 01 – Rondonópolis e Praça de Pedágio 02 – Primavera do Leste
| Tipo de tarifa | Valor com aumento |
| Motocicletas | R$ 5,85 |
| Veículos de passeio, caminhonetes e furgão | R$ 11,70 |
| Eixo Comercial | R$ 11,70 |
Em caso de passagem pelas duas praças, o valor total da viagem sobe para R$ 23,40.
A concessionária informou que a cobrança do pedágio é a principal fonte de recursos para manutenção, conservação e melhorias na rodovia.
Business
A nova missão da Nobel da Agricultura: revolucionar os pastos do Brasil
Em uma participação histórica no Giro do Boi desta terça-feira (31), a Dra. Mariângela Hungria, pesquisadora da Embrapa e a primeira mulher brasileira a conquistar o Prêmio Mundial da Alimentação, trouxe uma mensagem de soberania para o campo.
Diante da crise global de fertilizantes e da dependência de importações de países em conflito, como Rússia e nações do Oriente Médio, a cientista afirmou que a pesquisa brasileira já dispõe de tecnologias prontas para reduzir drasticamente o uso de adubos químicos.
A Dra. Mariângela destacou que o Brasil possui a faca e o queijo na mão para liderar a agricultura e pecuária biológica mundial, substituindo insumos caros por vida microscópica. “Nós temos soluções na prateleira que permitiriam substituir até 40% ou 50% dos químicos”, afirmou a pesquisadora.
Confira:
Inovações para a pecuária
O uso de bactérias que capturam o nitrogênio do ar elimina a necessidade de ureia na soja, gerando economia de R$ 140 bilhões por safra, e reduz significativamente a demanda em gramíneas e pastagens. O estudo da Dra. Mariângela evitou a emissão de 230 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, consolidando a carne e os grãos brasileiros com baixíssima pegada de carbono.
Para o pecuarista, a grande notícia de 2026 é que a tecnologia que revolucionou a soja agora está disponível para o pasto, focando na recuperação de 40 milhões de hectares degradados. O uso de bactérias como o Azospirillum produz fitormônios que fazem a raiz do capim crescer vigorosamente, aumentando a absorção de água e nutrientes.
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A saúde do solo como prioridade
Bactérias como a Pseudomonas fluorescens ajudam a “destravar” o fósforo preso no solo, tornando-o disponível para a planta. Pastagens inoculadas apresentam 20% mais biomassa e uma forragem mais rica em proteínas e minerais, resultando em animais mais pesados e terminação mais rápida.
Mariângela defende que o futuro do agro exige um olhar mais atento à saúde do solo. Através da Bioanálise de Solo (BioAS), o produtor pode monitorar a vida microbiana da fazenda, garantindo que o solo retenha água e recicle nutrientes de forma eficiente. Para a pesquisadora, não basta ser sustentável; é preciso regenerar o que foi perdido, devolvendo biodiversidade aos solos exauridos.
O sucesso da agropecuária brasileira em 2026 é biológico. Ao investir em ciência e parcerias público-privadas, o produtor protege seu bolso contra crises globais de fertilizantes. “Se eu incentivei um pecuarista a usar em suas pastagens os biológicos, eu já vou dormir contente hoje”, concluiu a laureada.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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Minas Gerais reage ao greening e cria cinturão inédito para proteger citricultura

Minas Gerais deu um passo estratégico para conter o avanço do greening, a doença mais devastadora da citricultura mundial. Produtores do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e noroeste do estado lançaram o projeto Cinturão Antigreening, uma iniciativa coordenada pelo Sistema Faemg Senar em parceria com sindicatos rurais.
A proposta é ambiciosa: proteger uma área superior a 150 mil km², incluindo o principal polo citrícola do estado. Só o Triângulo Mineiro concentra cerca de 50% da produção estadual de citros.
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Barreira sanitária para conter avanço da doença
O objetivo central é reduzir o risco de disseminação do greening, preservar os pomares e garantir segurança para investimentos no setor.
A estratégia envolve ações diretas no campo, como:
- eliminação de plantas hospedeiras do inseto transmissor
- monitoramento constante das lavouras
- resposta rápida a possíveis focos da doença
Segundo Osny Zago, presidente do Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a iniciativa funciona como uma barreira sanitária.
“Esse cinturão vai proteger uma grande área produtiva e trazer mais segurança para os investimentos”, afirma.
Leis já começam a mudar o cenário
Alguns municípios já saíram na frente. Araxá, Sacramento e Ibiá aprovaram legislações que proíbem o plantio da murta, planta que favorece a proliferação do psilídeo — inseto responsável por transmitir a doença.
A expectativa é ampliar a medida para outras cidades e consolidar Minas como referência nacional em prevenção ao greening.
“É uma legislação simples, mas com grande impacto para o setor”, destaca Osmar Gonçalves, presidente do Sindicato Rural de Araxá.
Produção cresce e exige resposta rápida
Minas Gerais ocupa hoje a segunda posição nacional na produção de laranja, limão e tangerina, segundo o IBGE. Além disso, a área cultivada cresceu cerca de 6% nos últimos cinco anos.
Esse avanço aumenta a necessidade de proteção sanitária. O greening já causou perdas severas em regiões como São Paulo, Bahia e Sergipe — além da Flórida, nos Estados Unidos, referência global na produção de suco.
Produtores seguem investindo, mesmo com risco
Mesmo diante da ameaça, o setor segue em expansão. O produtor Franco Cruz Carvalho, por exemplo, implantou 250 hectares de laranja em Ibiá.
Ele aposta no potencial da região e vê o cinturão como decisivo para evitar prejuízos futuros.
“A iniciativa é fundamental para levar informação e evitar que enfrentemos os mesmos problemas de outras regiões”, afirma.
A expectativa é alcançar produtividade de até 1.200 caixas por hectare a partir do próximo ciclo.
Doença sem cura exige prevenção total
O greening. ta,b[ém chamao de huanglongbing (HLB), é causado por uma bactéria transmitida pelo psilídeo (Diaphorina citri), um inseto altamente móvel, capaz de se deslocar por longas distâncias.
O maior desafio é que não existe cura para plantas infectadas. Por isso, a prevenção se torna a principal estratégia.
Dados do Fundecitrus mostram que, em 2025, houve aumento de 7,4% na incidência da doença na região que inclui São Paulo e parte de Minas.
Apesar disso, o Triângulo Mineiro ainda apresenta níveis mais baixos — o que reforça a importância de agir antes da escalada.
Impacto global acende alerta
A dimensão do problema já foi comprovada em outros países. Na Flórida, o greening gera prejuízos estimados em US$ 1 bilhão por ano, além de reduzir a produtividade em até 30%.
Segundo Mariana Marotta, analista do Sistema Faemg Senar, o tema é estratégico para o Brasil.
“Três de cada quatro copos de suco de laranja consumidos no mundo são produzidos no país. O desafio sanitário é enorme”, destaca.
Com o cinturão antigreening, Minas tenta antecipar o problema — e proteger não apenas a produção, mas toda a cadeia econômica da citricultura.
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