Sustentabilidade
Arroz/Cepea: Produção da safra 25/26 deve ser menor no Brasil e no mundo – MAIS SOJA

A produção de arroz da temporada 2025/26 deve ser menor no Brasil – e também no mundo –, devido aos preços mais baixos ao longo de 2025, que reduziram as margens de produtores, e aos amplos estoques. É importante citar as dificuldades do governo em acionar a política de garantia de preços mínimos, o que poderia amenizar a pressão sobre os preços. Além disso, a restrição ao crédito também desestimulou produtores quanto ao cultivo.
No Brasil, os novos dados de oferta divulgados em janeiro foram inferiores aos previstos em dezembro/25, uma vez que os produtores fizeram ajustes na área destinada à cultura nesta temporada. Em termos mundiais, a produção deve ser menor em nove dos 16 maiores produtores, reduzindo a oferta global após nove anos de crescimento – segundo o USDA.
CUSTOS DE PRODUÇÃO
De acordo com a equipe de custos agrícolas do Cepea, no último trimestre de 2025, os custos operacionais médios no Rio Grande do Sul ficaram entre 3,8% (Uruguaiana) e 7,7% (Camaquã) menores do que os do último trimestre de 2024, em termos nominais. Porém, no mesmo período, os preços de venda caíram com mais intensidade, 46%. Com isso, as margens operacionais dos produtores passaram de positivas para negativas, entre 3% (Camaquã) e 12% (Uruguaiana). Trata-se da pior estimativa para o último trimestre de um ano desde 2021, em ambas as regiões.
Antes disso, os resultados mais desfavoráveis haviam sido observados em 2018 e 2019. observa-se, assim, uma ampla oscilação de resultados para os produtores, o que se traduz em riscos. Esse contexto justifica as reduções de áreas com a cultura ao longo dos últimos anos. Nesta temporada, para equilibrar as contas, os produtores precisarão de entre 79,2% (Camaquã) e 89,3% (Uruguaiana) mais produtividade do que as estimativas do último trimestre de 2024. Tratam-se de volumes de produção extremamente altos para cobrir os custos operacionais, chegando a 222 sacas por hectare em Uruguaiana e a 187 sacas por hectare em Camaquã, sendo que, em ambas as regiões, as produtividades típicas ficam abaixo de 176 sacas por hectare.
OFERTA E DEMANDA NACIONAL
É neste ambiente que a Conab estima reduções de área e produção no Brasil na temporada 2025/26. Segundo a Conab, a área de arroz irrigado no Brasil deve ficar em 1,28 milhão de hectares, 6,6% a menos do que em 2024/25. A produtividade é prevista até o momento em 7,98 t/ha, 5,8% abaixo da média da temporada passada. Com isso, a produção seria de 10,2 milhões de toneladas, queda de 12%. A produção de arroz irrigado é prevista como a menor em 13 dos 18 estados produtores. No total do Centro-Sul, a redução prevista é de 11,4%, para 9,32 milhões de toneladas, e no Norte/Nordeste, de 18%, para 882,5 mil toneladas.
Para a produção de sequeira, estima-se a área de 310,1 mil hectares, 21,43% a menos do que em 2024/25. A produtividade prevista é de 2,76 t/ha (-5,8%), que resultaria em produção de 857 mil toneladas, 26% inferior à da temporada passada. Deste total, 501,3 mil toneladas seriam produzidas no Norte/Nordeste (-17,1%) e 355,7 mil toneladas, no Centro-Sul (-35,7%). Assim, no agregado, a Conab estima que a produção brasileira de arroz na safra 2025/26 totalize 11,1 milhões de toneladas, recuo de 13,3% em relação ao ciclo anterior. A disponibilidade interna (estoque inicial + produção + importações) é estimada em 14,91 milhões de toneladas, aumento de 1,79% em relação à temporada passada.
Do total produzido no País, cerca de 10,8 milhões de toneladas devem ser destinadas ao consumo interno, redução de 1,82% em relação a 2025. Já as exportações podem avançar para 2,1 milhões de toneladas, contra 1,6 milhão de toneladas em 2024/25. Com isso, os estoques de passagem em fevereiro de 2027 estão previstos em 2 milhões de toneladas, volume equivalente a aproximadamente 9,6 semanas de consumo interno, considerando o consumo anual projetado, contra 9,7 semanas estimadas para fevereiro de 2026. Apesar da leve redução, o nível de estoque ainda é considerado amplo, o que tende a limitar a recuperação dos preços.
OFERTA E DEMANDA MUNDIAL
Dados divulgados pelo USDA em dezembro indicam que a produção global de arroz beneficiado na safra 2025/26 está estimada em 541,15 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da safra anterior, a primeira retração desde 2015/16. Ainda assim, o volume projetado para a safra 2025/26 permanece 13,45% acima do registrado na safra 2015/16. A produção deve crescer nos três maiores produtores mundiais (Índia, China e Bangladesh), mas reduzir em outros, como Indonésia, Vietnã, Tailândia e Filipinas.
O lado positivo é que o consumo global deve avançar 2,2%, atingindo 542 milhões de toneladas de arroz beneficiado, um novo recorde histórico, impulsionado sobretudo pela maior demanda em 12 dos 16 maiores consumidores mundiais. Com isso, os estoques finais globais da safra 2025/26 são projetados em 190 milhões de toneladas, queda de 0,5% em relação ao ciclo anterior.
O comércio global de arroz vem crescendo, para 62,83 milhões de toneladas de arroz beneficiado exportadas, com um salto de 5,2% em 2025/26 sobre a temporada anterior, o que equivale a 11,6% da produção mundial. As exportações devem crescer principalmente no Brasil (+17%), no Paquistão (+11,6%), na União Europeia (+14,3%) e na Índia (+13,6%). Entre os importadores, destaca-se o aumento das compras das Filipinas (+51,7%), de Camarões (+28,6%) e do Iêmen (+26,9%), enquanto se esperam reduções de Bangladesh (-50%), de Gana (-15,9%) e dos Emirados Árabes Unidos (-11,5%).
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
Saiba como ficaram os preços de soja em dia de relatório USDA

O mercado brasileiro de soja teve um dia de melhora na movimentação e nos preços nesta terça-feira (10). “Dia de bons movimentos na soja, principalmente nos portos, onde rodou bem com melhores ofertas”, resume o analista Rafael Silveira, da equipe de Inteligência de Mercado da Safras & Mercado.
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Silveira destaca que a alta em Chicago, aliada a prêmios estáveis e à leve valorização do dólar, deu sustentação às cotações no mercado interno. Segundo ele, a colheita segue como principal foco do produtor, mas o clima preocupa, com chuvas excessivas no Centro-Oeste e escassez de precipitações no Sul continuam no radar.
Confira os preços de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): passou de R$ 116,00 para R$ 117,00
- Rondonópolis (MT): cotações foram de R$ 106,00 para R$ 107,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 109,00 para R$ 108,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
- Paranaguá (PR): passou de R$ 126,00 para R$ 127,00
- Rio Grande (RS): passou de R$ 128,500 para R$ 130,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira (10) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter trazido poucas novidades, sinais de que a China poderá comprar mais soja dos Estados Unidos ajudaram a sustentar as cotações.
O relatório do USDA pode ser considerado de neutro a baixista. O quadro de oferta e demanda dos Estados Unidos não trouxe alterações. Os números globais foram negativos para os preços, principalmente a elevação da previsão da safra do Brasil para 180 milhões de toneladas.
Mesmo que o mercado se mostre cético sobre a capacidade da China comprar soja nos Estados Unidos neste momento – com o início da colheita no Brasil, a demanda dos asiáticos naturalmente se volta para a mais competitiva soja brasileira -, o dia foi marcado por declarações que ajudaram os produtos agrícolas.
Mesmo sem alterações no quadro de oferta e demanda, o próprio USDA admitiu que há a
possibilidade do acordo comercial entre Pequim e Washington resultar em volume de compras acima das 12 milhões de toneladas acertadas em outubro passado. Essa hipótese foi colocada à mesa por Donald Trump na semana passada.
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, afirmou que a relação entre os EUA e a China pode ser muito produtiva. Bessent está se preparando para se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng nas próximas semanas, antes de uma visita planejada do presidente dos EUA, Donald Trump, à China, em abril.
O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou nesta terça-feira que vê o dólar mais fraco em um nível mais natural para estimular as exportações americanas e ampliar o crescimento econômico. Lutnick disse ainda que, por muitos anos, o dólar foi artificialmente valorizado por outros países para ampliar suas exportações aos Estados Unidos, mas que o presidente Donald Trump está mudando a dinâmica do comércio.
USDA
O USDA indicou que a safra norte-americana de soja em 2025/26 deverá atingir 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre. As projeções foram mantidas em relação a dezembro.
Os estoques finais ficaram projetados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), sem alterações. O mercado esperava leve corte, para 348 milhões de bushels.
O órgão manteve o esmagamento em 2,570 bilhões de bushels e as exportações em 1,575 bilhão de bushels.
Para o cenário global, o USDA projetou safra mundial de soja em 428,18 milhões de toneladas em 2025/26, acima das 425,68 milhões estimadas em janeiro. Para 2024/25, a previsão é de 427,15 milhões de toneladas.
Os estoques finais globais em 2025/26 foram estimados em 125,51 milhões de toneladas, praticamente em linha com a expectativa do mercado. Em janeiro, o número era de 124,42 milhões.
A safra brasileira de soja em 2025/26 foi elevada para 180 milhões de toneladas, ante 178 milhões no relatório anterior. O mercado projetava 179,2 milhões. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 171,5 milhões de toneladas. Já a produção da Argentina em 2025/26 foi mantida em 48,5 milhões de toneladas, enquanto para 2024/25 segue estimada em 51,11 milhões.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam em alta de 11,75 centavos de dólar (+1,05%), a US$ 11,22 ½ por bushel. A posição maio encerrou a US$ 11,37 ½, com ganho de 11,50 centavos (+1,11%).
Entre os subprodutos, o farelo de soja para março subiu US$ 3,00 (+1,00%), para US$ 300,80 por tonelada. O óleo de soja com vencimento em março fechou a 57,27 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,58 centavo (+1,02%).
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,1968 para venda e R$ 5,1948 para compra. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1843 e R$ 5,2123.
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Sustentabilidade
Buva: Manejo entressafra é importante estratégia para reduzir as populações dessa planta daninha – MAIS SOJA

As plantas do gênero Conyza, popularmente conhecidas como buva, fazem parte do grupo das principais e mais problemáticas plantas daninhas que infestam cultura de verão com a soja e o milho. Além de apresentar grande potencial em matocompetir com as culturas agrícolas, essas daninhas se destacam pelos casos de resistência a herbicidas, grande produção de sementes e fácil dispersão delas, o que contribui significativamente para a manutenção das populações de buva em áreas agrícolas.
O número de sementes produzidas por planta de buva pode variar de 100 a 200 mil, podendo chegar a mais de 300 mil dependendo das condições ambientais. Em função do formato e peso, essas sementes são facilmente dispersas pelo vento, água e máquinas agrícolas, podendo percorrer longas distancias (HRAC-BR, 2021).
Figura 1. Sementes de Conyza bonariensis.
Os casos de resistência das plantas daninhas e os frequentes fluxos de emergência da buva, dificultam o controle dessa planta daninha na pós-emergência de culturas como a soja, resultando em falhas de controle e/ou baixa eficácia no controle. Além de matocompetir com a cultura ao longo do seu ciclo, as plantas remanescentes (figura 2), produzem sementes, contribuindo para a manutenção das populações de buva, infestando culturas sucessoras.
Figura 2. Plantas de buva em meio a soja. Falhas de controle.
Associado a isso, a presença de plantas de buva na cultura da soja, interfere não só na produtividade, mas também na qualidade dos grãos, afetando a classificação comercial da soja, chegando a aumentar a umidade dos grãos em percentuais que variaram de 2 a 7% e a impureza de 1,8% a mais de 6% dependendo do nível de infestação (Gazziero et al., 2010).
Estima-se que apenas 2,7 plantas/m² de C. bonariensis já podem reduzir em 50% a produtividade da soja. Enquanto outros estudos demonstraram que apenas 1 planta/m² de buva pode reduzir de 12-14,6%. Para o cultivo do milho, observaram redução de até 92% na produtividade quando não é feito o controle da buva (HRAC-BR, 2021).
Mesmo em cultivares com a biotecnologia a LibertLink ou Enlist E3, o controle pós-emergente da buva pode expressar falhas de controle. Dada a importância econômica da buva, a dificuldade em controlar e o impacto nas culturas agrícolas, o controle dessa planta no período entressafra é crucial para o sucesso do sistema de produção.
Além de minimizar o impacto econômico na cultura sucessora, o controle da buva na entressafra é fundamental para reduzir a produção e a disseminação de sementes, evitando o aumento do banco de sementes no solo. Estudos demonstram que o porte da buva influencia diretamente a eficiência do controle químico, sendo que os melhores níveis de controle são obtidos quando as plantas apresentam até 5 cm de estatura (Schneider; Rizzardi; Bianchi, 2019).
Cabe destacar que plantas de buva cortadas durante a colheita podem rebrotar, tornando-se novamente competitivas. Nessa situação, a aplicação de herbicidas logo após a colheita (rebrote) pode ser uma estratégia eficiente, uma vez que as plantas se encontram fisiologicamente debilitadas, favorecendo a ação dos produtos. Além disso, especialmente em áreas com alta infestação, o controle químico na entressafra, mesmo representando um custo adicional, contribui para reduzir a pressão da buva no estabelecimento da cultura sucessora, diminuindo a necessidade de intervenções mais agressivas e onerosas ao longo do ciclo produtivo.
Referências:
GAZZIERO, D. L. P. et al. INTERFERÊNCIA DA BUVA EM ÁREAS CULTIVADAS COM SOJA. XXVII Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas 19 a 23 de julho de 2010, 2010. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/862142/1/31176.pdf >, acesso em: 10/02/2026.
HRAC-BR. Conyza spp. (buva): CONHEÇA AS CARACTERÍSTICAS DA PLANTA DANINHA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2021. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/conyza-spp-buva-conhe%C3%A7a-as-caracter%C3%ADsticas-da-planta-daninha >, acesso em: 10/02/2026.
SCHNEIDER, T.; RIZZARDI, M. A.; BIANCHI, M. A. DESEMPENHO POR ESTATURA: NO CONTROLE QUÍMICO DA BUVA RESISTENTE AO GLIFOSATO, O RESULTADO DA APLICAÇÃO DE HERBICIDAS PODE VARIAR DE ACORDO COM O TAMANHO DA PLANTA DANINHA. Revista Cultivar, 2019. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/desempenho_por_estatura.pdf >, acesso em: 10/02/2026.

Sustentabilidade
Farsul: Exportações do agro caem em janeiro, apesar de diversificação de mercados de proteína – MAIS SOJA

A Farsul divulgou, nesta terça-feira (09), os resultados das exportações gaúchas de janeiro de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma queda de 13,7% no valor exportado (um total de US$ 1,06 bilhão em comparação com US$ 1,2 bilhão no mesmo período de 2025) e de 12,1% no volume, um total de 1,4 milhões de toneladas. Em janeiro de 2025, o estado havia exportado 1,6 milhões de toneladas. Esse resultado é um reflexo de condições econômicas menos favoráveis em alguns mercados e da redução de oferta de produtos relevantes da pauta exportadora.
O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,44 bilhões, com o agronegócio sendo responsável por 73% deste montante (US$ 1,06 bilhões). Em termos de volume, o agronegócio representou 87% do total estadual no período.
Bons resultados em proteína animal e recorde de desempenho no arroz não conseguiram segurar a queda da soja e trigo.
O mercado de soja em grãos ainda sofre com os efeitos da estiagem, que acabou impactando a oferta do produto. Já o trigo sofre com baixos preços no mercado mundial. No setor de proteína, houve aumento expressivo das vendas de boi vivo para a Turquia. Em janeiro de 26, foram vendidos US$ 45 milhões e 15 mil toneladas, antes US$ 15 milhões e 6 mil toneladas em janeiro de 25.
Já o arroz apresentou um recorde de exportação para o mês de janeiro, com aumento de valor e volume, um movimento interessante diante do excesso de oferta do produto. Arroz em casca teve como principal destino a Venezuela, e arroz quebrado, Senegal e Países Baixos.
A carne bovina teve como principal destino a China, com US$ 9,6 milhões e 1,5 mil toneladas. O mercado da América do Norte teve aumento de vendas para o Canadá e México, o que compensou as quedas de venda para os Estados Unidos. Na Europa, o Reino Unido se torna cada vez mais um mercado relevante para o produto.
Houve também aumentos nas vendas para o exterior de carne de frango, a despeito das reduções de embarques para o Oriente Médio e China (que teve embarques zerados no período). Principais destinos foram Países Baixos, México, África do Sul, Bélgica e Espanha.
As Filipinas seguem como importante parceiro comercial no setor de carne suína, com US$ 37,8 milhões e 16 mil toneladas, mas o Chile teve um papel importante neste mercado, com US$ 7,6 milhões e 3,2 mil toneladas em janeiro de 2026.
O setor de fumo e derivados teve queda importante das vendas para a China. Foram exportados US$ 117 milhões e 14,6 mil toneladas em janeiro, menos da metade do mesmo período de 25.
Os produtos florestais, principalmente a celulose, também tiveram queda, que passaram de US$ 74 milhões e 131 mil toneladas em janeiro de 2025 para US$ 51 milhões e 103 mil toneladas em janeiro de 2026.
Sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, as exportações do RS caíram de US$ 61 milhões para US$ 38 milhões, queda de 38%, enquanto o volume passou de 38 mil toneladas para 34 mil toneladas, queda de 9%.
Os principais parceiros comerciais do estado em dezembro foram a Ásia (exceto Oriente Médio), que manteve-se como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 514 milhões e 766 mil toneladas. Em segundo lugar aparece a Europa, com exportações de US$ 197 milhões, sendo US$ 131 milhões destinados à União Europeia. O Oriente Médio ocupou a terceira posição, com US$ 103 milhões.
Quanto aos países, a China permanece como principal destino, com US$ 191 milhões, representando 18% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho. Na sequência destacam-se Índia (6%), Indonésia (5,9%), Países Baixos (5,5%) e Vietnã (4,7%), evidenciando a importância da diversificação de mercados, especialmente no continente asiático.
Fonte: Farsul
Autor:Farsul
Site: Farsul
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