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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

Boas práticas no controle de percevejos em soja – MAIS SOJA

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Em função do elevado potencial em causar danos tanto quantitativos quanto qualitativos, os percevejos estão entre as principais pragas da soja. Os danos variam em função da espécie, período de ocorrência, densidade populacional e suscetibilidade da cultivar, havendo relatos de espécies em que cada percevejo por reduzir em até 0,21 g dia-1 a produtividade da soja. Além dos danos quantitativos, é consenso que os percevejos são capazes de reduzir a qualidade das sementes de soja, afetando atributos fisiológicos importantes como germinação e vigor.

Nesse contexto, o controle eficiente dos percevejos é determinante para o sucesso da lavoura, sendo crucial adotar boas práticas que possibilitam reduzir os danos causados por eles em soja, bem como controlar de forma efetiva a praga. Dentre essas práticas, destacam-se o monitoramento sistemático das lavouras, a integração de estratégias de manejo, o uso racional de inseticidas e o posicionamento das pulverizações.

Monitoramento sistemáticos das lavouras

O monitoramento é a chave que define a necessidade de controlar percevejos em soja, e deve ocorrer preferencialmente a partir de R1. De maneira geral, há uma tendência de aumento populacional dos percevejos durante o período reprodutivo da soja, no qual, ocorrem os maiores danos em decorrência da praga.

Para fins de manejo, considera-se como período crítico de ocorrência dos percevejos em soja, de R4 a R6 (figura 1). A amostragem deve ser realizada preferencialmente com o pano de batida, de forma regular e representativa. Ao atingir o nível de ação para o controle dos percevejos durante o período crítico, deve-se adotar medidas de controle como a pulverização de inseticidas.

Figura 1. Período crítico de ocorrência de percevejos em soja.

Conforme orientações de manejo, o controle químico dos percevejos em lavouras produtoras de grãos deve ocorrer quanto atingido o nível de 2 percevejos/m, e em lavouras produtoras de sementes ao observar 1 percevejo/m, durante o período crítico (Roggia et al., 2020).

integração de estratégias de manejo

Conforme os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), medidas culturais, como o manejo adequado de plantas voluntárias de soja (tigueras), o controle de plantas hospedeiras alternativas e a adoção do vazio sanitário, reduzem a sobrevivência e a multiplicação dos percevejos entre safras. Além disso, a escolha de cultivares adaptadas à região e o escalonamento adequado da semeadura contribuem para minimizar períodos prolongados de exposição da lavoura à praga.

Não menos importante, a tolerância genética também é uma ferramenta a ser explorada. Conforme observado por Neto et al. (2009), os genótipos de soja podem variar quanto a resistência a danos de percevejos. Nesse contexto, o cultivo de genótipos de soja com menor sensibilidade aos percevejos é uma estratégia que contribui para reduzir o impacto da praga na cultura.



Uso racional de inseticidas

Quando o controle químico é necessário, deve-se priorizar o uso racional de inseticidas, com base na rotação de ingredientes ativos e de mecanismos de ação. Essa prática é fundamental para reduzir o risco de resistência, um problema crescente no manejo de percevejos.

Deve-se dar prioridade para o uso de inseticidas de maior performance, adotando boas práticas de tecnologia de aplicação, bem como orientações técnicas para o uso dos inseticidas. Vale destacar que a suscetibilidade a inseticidas pode variar de acordo com a espécie e população do percevejo, podendo também, diferir com base na distribuição geográfica da praga, para uma mesma espécie.

Posicionamento das pulverizações

Além de posicionar adequadamente as pulverizações de inseticidas quanto a época de controle e eficiência dos inseticidas, também é crucial atentar para o posicionamento das aplicações quando ao horário de pulverização. Estudos demonstram que o horário de pulverização reflete na eficácia do controle dos percevejos em soja.

Conforme destacado pelo IRAC-BR, a exemplo do percevejo-marrom (Euschistus heros), independentemente do produto utilizado, melhores resultados de controle tem sido observados quando as aplicações dos inseticidas são realizadas durante o início da manhã (sem estresse), quando os percevejos estão mais expostos e as perdas por evaporação e deriva são menores.

Figura 2. Controle de Euschistus heros (% de eficácia). Aplicações em diferentes horários. São Martinho/PR.
Fonte: IRAC-BR

Assim, o sucesso no controle de percevejos na cultura da soja depende da adoção integrada de diferentes estratégias de manejo, que, em conjunto, configuram as boas práticas para o manejo dessa praga. Essas estratégias abrangem desde a escolha adequada da cultivar e o planejamento da semeadura até o monitoramento sistemático da lavoura e a correta tomada de decisão quanto ao controle químico, sempre baseada em níveis de ação e nos princípios do Manejo Integrado de Pragas.

Referências:

IRAC. MANEJO DA RESISTÊNICA DO PERCEVEJO-MARROM A INSETICIDAS. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas Brasil. Disponível em: < https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_23289b96aa09446f8e8a4091352aecaf.pdf >, acesso em: 09/02/2026.

NETO, A. L. F. et al. AVALIAÇÃO DE GENÓTIPOS DE SOJA [Glycine max (L.) Merr.] PARA RESISTÊNCIA AOS PERCEVEJOS PRAGA (HEMIPTERA: PENTATOMIDAE). Congresso Brasileiro De Melhoramento de Plantas, 2009. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1175550?locale=pt_BR >, acesso em: 09/02/2026.

ROGGIA, S. et al. MANEJO INTEGRADE DE PRAGAS. Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, Tecnologias de Produção de Soja, cap. 9, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 09/02/2026.

 

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Sustentabilidade

Época de semeadura de arroz visando altas produtividades – MAIS SOJA

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O potencial de produtividade (PP) na cultura de arroz é a produtividade que pode atingir uma cultivar que cresce sem limitações nem estresses bióticos (planta daninha, inseto e doença) ou abióticos (exemplo: água e nutrientes), em outras palavras, é um cenário ideal onde a taxa de crescimento da cultura é determinada pela radiação solar, temperatura, dióxido de carbono atmosférico (CO2) e as características genéticas da cultivar (Evans, 1993; Van Ittersum & Rabbinge, 1997).

Na cultura de arroz, a obtenção de altos rendimentos depende da alta disponibilidade de radiação solar, especialmente durante as fases reprodutivas e de enchimento de grão (R0 até R7 na escala fenológica de Counce). No Rio Grande do Sul (RS), o período de semeadura recomendado começa em 1° de setembro, no entanto é necessário avaliar a possibilidade da semeadura de setembro em cada região arrozeira no estado, já que existe uma grande diversidade entre as regiões produtoras em relação aos riscos de geadas, enchentes e perda do número de plantas devido à baixa temperatura do solo.

Uma análise detalhada sobre o potencial de produtividade no RS para a cultivar IRGA 424 RI segundo a época de semeadura foi realizado pela Equipe FieldCrops, os resultados indicam que existe uma redução de 30kg ha-1 dia-1 no período de 1 de setembro até 13 de novembro, 80kg ha-1 dia-1 do 14 de novembro até 21 de dezembro, após essa data a perda por atraso na época de semeadura aumenta para 290 kg ha-1 dia-1 (Figura 1).

Figura 1. Potencial produtivo do arroz irrigado no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em função da data de semeadura. A linha preta contínua representa o potencial produtivo médio estimado pelo modelo SimulArroz para a cultivar IRGA 424 RI em todo o estado do Rio Grande do Sul, no período de 1980 a 2013. As linhas verticais vermelhas indicam os dias 13 de novembro e 21 de dezembro, momentos em que aumenta a taxa de perda de produtividade associada ao atraso da semeadura. Os pontos brancos representam dados de produtividade de 60 lavouras avaliadas nas safras 2013/2014 a 2017/2018.
Fonte: Equipe FieldCrops e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Apesar o maior potencial produtivo se apresenta no início da janela de semeadura, existe uma maior variabilidade ao longo dos anos nas semeaduras mais no cedo isso pela possível ocorrência de geadas tardias durante o mês de setembro. Durante os meses de outubro e novembro, a variabilidade no potencial de produtividade é de 10% na média, o que reduz o risco de perdas ou estresses que possam afetar a produtividade da cultura.

Referências:

COUNCE, P. A.; KEISLING, T. C.; MITCHELL, A. J. A Uniform, Objective, and Adaptive System for Expressing Rice Development. Crop Science, v. 40, n. 2, p. 436–443, mar. 2000. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.2135/cropsci2000.402436x >, acesso: 06/05/2026.

EVANS, L. T. Crop Evolution, Adaptation, and Yield. Cambridge University Press, Cambridge, UK. 1993

MEUS, L. D. et al. Ecofisiologia do arroz visando altas produtividades. ed. 1, Santa Maria, 2021. 312p

VAN ITTERSUM, M. K.; RABBINGE, R. Concepts in production ecology for analysis and quantification of agricultural input-output combinations. Field Crops Research, v. 52, n. 3, p. 197–208, jun. 1997. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429097000373 >, acesso: 04/05/26.

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Sustentabilidade

Ceema/Trigo: Recuo das cotações externas contrapõe cenário de alta no mercado nacional – MAIS SOJA

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A cotação do trigo em Chicago, para o primeiro mês cotado, voltou a ceder abaixo dos US$ 6,00/bushel, registrando, na semana, até US$ 5,85. Posteriormente, o mercado melhorou um pouco, fechando o dia 25/06 (quinta-feira) em US$ 5,91/bushel, contra US$ 6,05 uma semana antes.

Com o anúncio da trégua na guerra entre EUA e Irã, mesmo com a continuidade, em alguns momentos, do fechamento do estreito de Ormuz, o mercado cede. A pressão da colheita no Hemisfério Norte, embora a menor produção nos EUA, vem provocando tais recuos no curto prazo.

Já os embarques semanais de trigo estadunidense foram de 393.150 toneladas, ficando dentro das projeções do mercado. Com isso, o total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, supera em 15% o total embarcado no mesmo período do ano anterior.

E aqui no Brasil, com a falta de produto de qualidade superior e o encarecimento das importações devido a desvalorização do Real (R$ 5,18 por dólar na semana), os preços se mantêm em alta. Tanto é verdade que no Rio Grande do Sul e no Paraná o saco do produto girou entre R$ 70,00 e R$ 71,00 nas principais praças dos dois estados maiores produtores do cereal. Além disso, a forte redução de área semeada nesta nova safra, a qual deve superar os 20% no país, adiciona mais um componente na alta dos preços.

Dito isso, o plantio da safra de trigo 2026 segue avançando no Brasil e chegava a 75% do total previsto no início da presente semana. De acordo com dados da Conab, o plantio supera a média histórica, que é de 64% neste momento do ano. Até o dia 19/06 o plantio já havia sido concluído em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, seguidos por Goiás (99%), Paraná (84%), Rio Grande do Sul (63%) e Santa Catarina (23,9%). Ao mesmo tempo, a colheita desta safra já começou, com os produtores goianos tendo colhido 25% do total cultivado no estado, porém, o volume corresponde à apenas 0,7% do total brasileiro.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Risco de neve e transbordamentos marcam o início de julho; confira a previsão do tempo

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Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A frente fria continua em atuação na região Sul nesta sexta-feira (3), mantendo o alerta para temporais em importantes áreas produtoras de soja no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica chuvas volumosas, rajadas intensas de vento e possibilidade de queda de granizo.

O maior risco está concentrado no noroeste e norte do Rio Grande do Sul, onde o acumulado de chuva pode provocar transbordamentos de rios. A tendência é de que as precipitações comecem a perder força na metade sul do estado a partir deste sábado (4).

Enquanto isso, as regiões Sudeste e Centro-Oeste seguem sob influência de uma massa de ar seco, mantendo o tempo firme, quente e com baixa umidade. O frio deve avançar para o Sudeste ao longo do fim de semana, mas sem previsão de geadas.

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No Sul, as temperaturas permanecem baixas. Nesta sexta-feira (3), os termômetros podem se aproximar de 0°C em áreas de baixada do Rio Grande do Sul. A nebulosidade reduz o potencial para geadas mais amplas, embora o frio continue intenso.

A massa de ar polar segue influenciando a região Sul e mantém condições favoráveis para geadas, principalmente nas áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Também há possibilidade de neve nas serras gaúcha e catarinense.

No restante do país, a chuva permanece concentrada principalmente em Roraima. Segundo a previsão, as maiores mudanças no padrão das precipitações devem ocorrer apenas na segunda quinzena de julho.

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