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Cesta básica inicia julho com preço inferior a R$ 900 em Cuiabá após forte queda

A cesta básica em Cuiabá iniciou julho com mais uma forte queda de preço, levando a lista de mantimentos a registrar valor inferior a R$ 900, patamar que não era observado desde maio deste ano. A retração de 3,82% em relação à última semana de junho fez com que a cesta atingisse o valor médio de R$ 870,98, conforme levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
As consecutivas retrações de preço têm contribuído para que o valor atual da cesta básica, embora ainda permaneça superior ao registrado no comparativo anual, apresente variação de apenas 4,59% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o custo médio era de R$ 832,77.
Conforme análise do instituto da Fecomércio-MT, a redução no preço é reflexo da melhora nas condições de oferta dos itens que compõem a cesta, influenciada pelas particularidades de cada cadeia produtiva e pelas condições de mercado.
Pela terceira semana consecutiva, o tomate registrou recuo na variação semanal, passando a custar, em média, R$ 9,37/kg. O fruto apresentou retração de 19,39% neste início de mês e, no comparativo anual, está 4,99% mais barato. A queda nos preços pode estar associada à melhora da produtividade da safra atual, que aumentou a oferta do produto no mercado.
Apesar da melhora momentânea, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou que alguns produtos ainda apresentam elevada variação de preço no comparativo anual da cesta.
“Mesmo com o recuo na variação semanal, certos produtos permanecem com preços significativamente superiores aos observados em 2025, indicando que o processo de normalização dos alimentos ainda ocorre de forma desigual entre os itens da cesta”, afirmou.
Esse cenário pode ser observado no preço da batata, que registrou redução de 7,27%, chegando ao custo médio de R$ 8,48/kg. Ainda assim, o valor atual permanece 74,33% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
De acordo com análise do IPF-MT, assim como ocorre com o tomate, o produto vem apresentando boa oferta em decorrência do avanço das colheitas, fator que pode ter contribuído para a redução dos preços.
O arroz também acompanhou o bom desempenho da safra e apresentou recuo semanal de 3,59%, alcançando o valor médio de R$ 5,48/kg. O preço atual está 8,35% abaixo do observado no mesmo período de 2025. A produção do cereal na última safra, aliada ao escoamento dos estoques, pode ter contribuído para a redução dos preços.
Segundo análise do IPF-MT, a tendência de queda nos preços dos alimentos também é observada no cenário internacional. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que o avanço das colheitas e as boas perspectivas para as safras têm favorecido esse movimento. Apesar do cenário positivo, o instituto alerta que os efeitos do El Niño ainda podem comprometer parte da produção agrícola e influenciar os preços nos próximos meses.
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Governo alcança marca histórica e realiza obras nos 142 municípios de Mato Grosso

Investimentos englobam desde asfaltamento de rodovias e pontes até iluminação pública e mobilidade urbana em todas as regiões.
O Governo de Mato Grosso já realizou obras de infraestrutura em todos os 142 municípios do Estado. Os investimentos foram destinados tanto à melhoria de rodovias, com asfalto novo e construção de pontes, quanto à mobilidade urbana, à reforma de espaços públicos e a melhorias no saneamento e na iluminação pública.
Os investimentos também chegaram a áreas voltadas ao turismo, com a construção e revitalização de orlas, além de melhorias em aeródromos públicos. Os recursos chegaram à população tanto por contratações realizadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), quanto por meio de convênios formalizados com as prefeituras.
A estratégia adotada pelo Estado buscou distribuir os investimentos de forma regionalizada, garantindo que tanto grandes centros urbanos quanto pequenos municípios fossem contemplados com obras estruturantes.
Em Cuiabá, os investimentos incluem a construção do Complexo Viário do Jardim Leblon, a nova ponte sobre o Rio Cuiabá, no Parque Atalaia, e a pavimentação de 11 bairros. Já em Araguainha, menor município mato-grossense, o asfalto na MT-100 integrou o município por uma via asfaltada.
As obras são realizadas tanto na primeira capital do Estado, Vila Bela da Santíssima Trindade, com o asfaltamento da MT-199 até a divisa com a Bolívia, quanto em Boa Esperança do Norte. O mais jovem município do Estado foi beneficiado com o asfaltamento da MT-140, ainda antes de conseguir sua emancipação política.
Já o programa MT Iluminado levou melhorias na iluminação pública para 132 municípios mato-grossenses.
“A realização de obras em todos os 142 municípios mostra o alcance do Estado. Esse é um Governo que não olha para o tamanho das cidades e busca levar os investimentos até onde os cidadãos precisam”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Com Assessoria
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Produção agropecuária cresce 60% enquanto Mato Grosso mais que dobra malha rodoviária

A produção agropecuária de Mato Grosso cresceu mais de 60% nos últimos oito anos, passando de 66 milhões de toneladas de grãos na safra 2018/2019 para uma projeção de 110 milhões de toneladas na temporada 2025/2026.
No mesmo período, o Estado ampliou em mais de 130% sua malha rodoviária pavimentada, que saltou de cerca de 6 mil quilômetros para quase 14 mil quilômetros previstos até o fim de 2026.
A expansão da infraestrutura acompanhou o avanço da produção, criando as condições necessárias para reduzir gargalos logísticos e aumentar a competitividade da economia mato-grossense.
O fortalecimento da infraestrutura representa uma resposta a um dos principais desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro: o elevado custo logístico. Atualmente, a logística consome cerca de 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, percentual quase duas vezes superior ao registrado nos Estados Unidos, onde esse custo representa 8,8% do PIB.
De acordo com o governador Otaviano Pivetta, o cenário impacta diretamente a competitividade da produção brasileira e reforça a importância de investimentos capazes de reduzir entraves históricos no transporte e no escoamento da safra.
“O crescimento de Mato Grosso não aconteceu por acaso. Ele é resultado de planejamento e de investimentos em infraestrutura. Em oito anos, vamos entregar mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo e mais de 300 pontes, reduzindo gargalos logísticos e criando as condições para que a produção continue crescendo com competitividade. Quando o Estado faz a sua parte, quem produz consegue produzir mais e melhor”.
Em Mato Grosso, a estratégia adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos buscou justamente alinhar o crescimento da produção ao fortalecimento da infraestrutura. Foram implantados mais de 6,1 mil quilômetros de novos pavimentos, elevando a malha rodoviária estadual para quase 14 mil quilômetros até o final deste ano. A previsão é de que os investimentos em infraestrutura rodoviária alcancem R$ 23,4 bilhões.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, os resultados já são percebidos no dia a dia de quem produz, com menor tempo de deslocamento, mais segurança no transporte, melhor acesso às propriedades e menos dependência das condições climáticas para conseguir tirar a produção do campo.
“Para nós, a questão logística não é um detalhe, ela faz parte do custo de produção. Quando uma estrada é asfaltada ou recuperada, ela muda a rotina do produtor, do caminhoneiro e também das comunidades do entorno. A safra passa a ter mais fluidez, os insumos chegam com mais regularidade e o produtor consegue planejar melhor suas operações”.
Segundo ele, a melhoria das rodovias amplia a previsibilidade da atividade agropecuária, fator considerado essencial para um setor que depende de planejamento e de janelas específicas de plantio, colheita e comercialização.
“Para o produtor, previsibilidade é uma palavra-chave. Ele precisa saber quando vai colher, quando vai carregar, quando vai entregar e quanto isso vai custar. Quando uma ponte cai ou uma estrada fica intransitável, toda a cadeia sente, desde o produtor, transportador, armazém, indústria até o exportador”, disse o presidente da Famato.
Os investimentos também contribuíram para reduzir custos operacionais que historicamente comprometiam a rentabilidade do setor. Estudos apontam que rodovias em condições precárias podem elevar em até 91,5% os custos operacionais do transporte quando comparadas a vias em boas condições.
Além do maior consumo de combustível, estradas deterioradas provocam desgaste acelerado da frota, aumentam os custos de manutenção e ampliam o tempo de deslocamento das cargas.
Outro avanço importante foi a eliminação de gargalos estruturais que dificultavam o escoamento da produção durante o período chuvoso. O Estado construiu 153 pontes de concreto, substituindo estruturas precárias que frequentemente interrompiam o tráfego em regiões estratégicas para a atividade agropecuária. A medida garantiu maior previsibilidade logística e permitiu que o transporte de cargas ocorresse de forma contínua durante todo o ano.

A recuperação dos principais corredores logísticos também elevou a eficiência do transporte. Na BR-163, principal eixo de escoamento da produção mato-grossense, a retomada dos investimentos permitiu ampliar de 19% para 41,2% a proporção de trechos classificados como ótimos, além da execução de obras de duplicação e ampliação da capacidade da rodovia.
Na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, o avanço da infraestrutura ocorreu em paralelo ao crescimento da agricultura e foi decisivo para sustentar a expansão da produção registrada nos últimos anos.
“Mato Grosso praticamente dobrou sua malha rodoviária pavimentada justamente em um período em que a agricultura ampliou fortemente sua produção. Esse investimento permite que a infraestrutura acompanhe o crescimento do campo, reduzindo gargalos históricos e dando mais eficiência ao escoamento da safra”, destaca.
Beber observa que o crescimento da produção agrícola ampliou a arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), permitindo ao Estado aumentar os investimentos em infraestrutura. Segundo ele, o fortalecimento da logística cria um ambiente mais favorável para novos investimentos, amplia a competitividade do agro e estimula o desenvolvimento das regiões produtoras.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a infraestrutura deixou de ser apenas um investimento em mobilidade e passou a desempenhar papel estratégico na atração de novos empreendimentos e na diversificação da economia mato-grossense.
“Cada quilômetro pavimentado representa mais competitividade para quem produz, mais segurança para quem transporta e melhores condições para atrair novos investimentos. A infraestrutura é a base para a expansão da agroindústria, do comércio, dos serviços e de novos negócios, porque reduz custos, aproxima mercados e cria oportunidades de desenvolvimento em todas as regiões do Estado”, afirma.
Segundo Mayran, os investimentos realizados nos últimos anos preparam Mato Grosso para um novo ciclo de crescimento econômico, pois o crescimento da produção agrícola, industrial, o turismo, comércio e serviços dependem da expansão da infraestrutura. Trata-se de movimentos que caminham juntos e refletem uma estratégia de longo prazo adotada pelo Governo de Mato Grosso.
“Nenhuma economia cresce de forma consistente sem infraestrutura. Quando o Estado investe em rodovias, pontes e corredores logísticos, ele não está apenas melhorando o transporte de cargas. Está criando condições para que novos investimentos aconteçam, reduzindo custos para quem produz, fortalecendo a competitividade das empresas e preparando Mato Grosso para um ciclo permanente de crescimento. A infraestrutura conecta produção, indústria, comércio e serviços, impulsionando toda a economia”, finalizou Mayran.
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Governo de MT lança edital de R$ 1,5 milhão para financiar startups e empresas de tecnologia

Projetos selecionados podem receber até R$ 150 mil a fundo perdido, além de mentoria e espaço no Parque Tecnológico. Inscrições vão até 31 de julho
O Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), lançou a Chamada Pública Fapemat nº 04/2026 – Subvenção Econômica à Inovação -Startup Mato Grosso, iniciativa voltada ao fortalecimento do ecossistema de inovação e ao desenvolvimento tecnológico do Estado.
O edital prevê o investimento de até R$ 1,5 milhão em recursos não reembolsáveis, destinados ao fomento de projetos inovadores desenvolvidos por empresas com potencial de geração de novos produtos, serviços e processos tecnológicos. A expectativa é selecionar até 10 empresas brasileiras sediadas em Mato Grosso, que receberão recursos para transformar ideias inovadoras em soluções capazes de alcançar o mercado nacional e ampliar a competitividade regional.
A iniciativa busca fomentar setores estratégicos alinhados às políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação do Estado, contribuindo para a diversificação da economia e o fortalecimento do empreendedorismo inovador em Mato Grosso.
Legenda – Várias áreas prioritárias serão contempladas pelo Edital Satrtup Mato Grosso – Créditos – DTC/FAP
Entre as áreas prioritárias contempladas pelo edital estão, Agropecuária e Agroindústria, Biodiversidade e Biotecnologia; Educação, Energia e Recursos Energéticos Renováveis, Logística de Transporte, Recursos Hídricos e Mudanças Climáticas, Recursos Minerais, Saúde, Segurança Pública, Tecnologia da Informação, Comunicação e Turismo.
Cada empresa poderá solicitar até R$ 150 mil em recursos de subvenção econômica para execução dos projetos, que deverão resultar em produtos, bens, serviços ou processos inovadores, novos ou significativamente aprimorados, com potencial de certificação, produção e comercialização ao final da execução.
Além do apoio financeiro, as empresas selecionadas terão acesso a uma série de benefícios oferecidos pelo Parque Tecnológico Mato Grosso (Seciteci), incluindo espaço de coworking no Centro de Inovação, diagnóstico de maturidade em gestão e inovação, capacitações, workshops, apoio em propriedade intelectual, transferência de tecnologia e conexões com potenciais mercados e investidores.
Poderão participar empresas brasileiras de qualquer porte sediadas em Mato Grosso, com faturamento bruto anual de até R$ 16 milhões, constituídas entre dois e dez anos e que tenham registrado atividade operacional durante o ano de 2025. Também será permitida a participação de startups enquadradas no regime do Inova Simples, instituído pela Lei Complementar nº 167/2019.
As propostas deverão ser submetidas exclusivamente pela plataforma eletrônica SIGFAPEMAT até o dia 31 de julho de 2026, às 23h59. O resultado final está previsto para ser divulgado em 16 de setembro de 2026, com início das contratações a partir de 17 de setembro.
Para o presidente da Fapemat, “o programa representa mais um passo na consolidação de Mato Grosso como ambiente favorável ao empreendedorismo inovador e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de gerar emprego, renda e competitividade para o Estado, reforçando sua estratégia de transformar conhecimento científico em oportunidades de negócios, estimulando a aproximação entre pesquisa, tecnologia e setor produtivo e fortalecendo o papel da inovação como vetor do desenvolvimento econômico e social mato-grossense”, ressaltou Marcos de Sá.
Com Assessoria
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