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Produção agropecuária cresce 60% enquanto Mato Grosso mais que dobra malha rodoviária

A produção agropecuária de Mato Grosso cresceu mais de 60% nos últimos oito anos, passando de 66 milhões de toneladas de grãos na safra 2018/2019 para uma projeção de 110 milhões de toneladas na temporada 2025/2026.
No mesmo período, o Estado ampliou em mais de 130% sua malha rodoviária pavimentada, que saltou de cerca de 6 mil quilômetros para quase 14 mil quilômetros previstos até o fim de 2026.
A expansão da infraestrutura acompanhou o avanço da produção, criando as condições necessárias para reduzir gargalos logísticos e aumentar a competitividade da economia mato-grossense.
O fortalecimento da infraestrutura representa uma resposta a um dos principais desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro: o elevado custo logístico. Atualmente, a logística consome cerca de 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, percentual quase duas vezes superior ao registrado nos Estados Unidos, onde esse custo representa 8,8% do PIB.
De acordo com o governador Otaviano Pivetta, o cenário impacta diretamente a competitividade da produção brasileira e reforça a importância de investimentos capazes de reduzir entraves históricos no transporte e no escoamento da safra.
“O crescimento de Mato Grosso não aconteceu por acaso. Ele é resultado de planejamento e de investimentos em infraestrutura. Em oito anos, vamos entregar mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo e mais de 300 pontes, reduzindo gargalos logísticos e criando as condições para que a produção continue crescendo com competitividade. Quando o Estado faz a sua parte, quem produz consegue produzir mais e melhor”.
Em Mato Grosso, a estratégia adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos buscou justamente alinhar o crescimento da produção ao fortalecimento da infraestrutura. Foram implantados mais de 6,1 mil quilômetros de novos pavimentos, elevando a malha rodoviária estadual para quase 14 mil quilômetros até o final deste ano. A previsão é de que os investimentos em infraestrutura rodoviária alcancem R$ 23,4 bilhões.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, os resultados já são percebidos no dia a dia de quem produz, com menor tempo de deslocamento, mais segurança no transporte, melhor acesso às propriedades e menos dependência das condições climáticas para conseguir tirar a produção do campo.
“Para nós, a questão logística não é um detalhe, ela faz parte do custo de produção. Quando uma estrada é asfaltada ou recuperada, ela muda a rotina do produtor, do caminhoneiro e também das comunidades do entorno. A safra passa a ter mais fluidez, os insumos chegam com mais regularidade e o produtor consegue planejar melhor suas operações”.
Segundo ele, a melhoria das rodovias amplia a previsibilidade da atividade agropecuária, fator considerado essencial para um setor que depende de planejamento e de janelas específicas de plantio, colheita e comercialização.
“Para o produtor, previsibilidade é uma palavra-chave. Ele precisa saber quando vai colher, quando vai carregar, quando vai entregar e quanto isso vai custar. Quando uma ponte cai ou uma estrada fica intransitável, toda a cadeia sente, desde o produtor, transportador, armazém, indústria até o exportador”, disse o presidente da Famato.
Os investimentos também contribuíram para reduzir custos operacionais que historicamente comprometiam a rentabilidade do setor. Estudos apontam que rodovias em condições precárias podem elevar em até 91,5% os custos operacionais do transporte quando comparadas a vias em boas condições.
Além do maior consumo de combustível, estradas deterioradas provocam desgaste acelerado da frota, aumentam os custos de manutenção e ampliam o tempo de deslocamento das cargas.
Outro avanço importante foi a eliminação de gargalos estruturais que dificultavam o escoamento da produção durante o período chuvoso. O Estado construiu 153 pontes de concreto, substituindo estruturas precárias que frequentemente interrompiam o tráfego em regiões estratégicas para a atividade agropecuária. A medida garantiu maior previsibilidade logística e permitiu que o transporte de cargas ocorresse de forma contínua durante todo o ano.

A recuperação dos principais corredores logísticos também elevou a eficiência do transporte. Na BR-163, principal eixo de escoamento da produção mato-grossense, a retomada dos investimentos permitiu ampliar de 19% para 41,2% a proporção de trechos classificados como ótimos, além da execução de obras de duplicação e ampliação da capacidade da rodovia.
Na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, o avanço da infraestrutura ocorreu em paralelo ao crescimento da agricultura e foi decisivo para sustentar a expansão da produção registrada nos últimos anos.
“Mato Grosso praticamente dobrou sua malha rodoviária pavimentada justamente em um período em que a agricultura ampliou fortemente sua produção. Esse investimento permite que a infraestrutura acompanhe o crescimento do campo, reduzindo gargalos históricos e dando mais eficiência ao escoamento da safra”, destaca.
Beber observa que o crescimento da produção agrícola ampliou a arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), permitindo ao Estado aumentar os investimentos em infraestrutura. Segundo ele, o fortalecimento da logística cria um ambiente mais favorável para novos investimentos, amplia a competitividade do agro e estimula o desenvolvimento das regiões produtoras.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a infraestrutura deixou de ser apenas um investimento em mobilidade e passou a desempenhar papel estratégico na atração de novos empreendimentos e na diversificação da economia mato-grossense.
“Cada quilômetro pavimentado representa mais competitividade para quem produz, mais segurança para quem transporta e melhores condições para atrair novos investimentos. A infraestrutura é a base para a expansão da agroindústria, do comércio, dos serviços e de novos negócios, porque reduz custos, aproxima mercados e cria oportunidades de desenvolvimento em todas as regiões do Estado”, afirma.
Segundo Mayran, os investimentos realizados nos últimos anos preparam Mato Grosso para um novo ciclo de crescimento econômico, pois o crescimento da produção agrícola, industrial, o turismo, comércio e serviços dependem da expansão da infraestrutura. Trata-se de movimentos que caminham juntos e refletem uma estratégia de longo prazo adotada pelo Governo de Mato Grosso.
“Nenhuma economia cresce de forma consistente sem infraestrutura. Quando o Estado investe em rodovias, pontes e corredores logísticos, ele não está apenas melhorando o transporte de cargas. Está criando condições para que novos investimentos aconteçam, reduzindo custos para quem produz, fortalecendo a competitividade das empresas e preparando Mato Grosso para um ciclo permanente de crescimento. A infraestrutura conecta produção, indústria, comércio e serviços, impulsionando toda a economia”, finalizou Mayran.
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TSE altera local de votação de mais de 4,3 mil seções no 2º turno; veja como consultar

Mudanças ocorreram por obras, acessibilidade ou danos causados por chuvas; eleitor deve conferir o endereço atualizado pelo celular ou internet
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alterou o local de votação de 4.352 seções eleitorais neste 2º turno. Isso corresponde a apenas 0,87% das seções do país. 
Mesmo assim, o TSE alerta os eleitores para que confiram com antecedência se a sua seção está entre as que mudaram de endereço.
A consulta pode ser feita no aplicativo e-título ou no portal do TSE, no menu “autoatendimento eleitoral”.
De acordo com o TSE, as mudanças ocorreram por motivos práticos, como reforma de última hora em locais de votação e melhoria de acessibilidade em algumas seções. Houve também casos em que o local de votação sofreu danos por causa das fortes chuvas e ventos.
A maior parte das alterações de endereço de seções foram nos estados de São Paulo (982 seções), Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312).
Primeiro turno
Segundo dados do TSE, no 1º turno das eleições, 1.904 urnas foram substituídas, o que corresponde a 0,35% das urna. Em nenhum local foi necessário fazer votação manual.
O 2º turno das eleições ocorre no próximo dia 25 de 8h às 17h.
Desta vez os eleitores votam apenas para presidente da República. No Distrito Federal e a mais cinco estados também terão disputa para governador: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: ariranhas ‘expulsam’ onça-pintada durante encontro em rio no Pantanal de MT

Registro feito em Porto Jofre mostra grupo de ariranhas reagindo à aproximação de uma onça-pintada; bióloga explica o comportamento de defesa da espécie.
Um grupo de ariranhas reagiu à tentativa de ataque de uma onça-pintada e fez o felino sair do rio na região de Porto Jofre, em Poconé, no Pantanal mato-grossense. O vídeo foi gravado na quarta-feira (14) pelo guia de turismo e fotógrafo de vida selvagem Mateus Rauber, durante um passeio com turistas estrangeiros (assista abaixo).
Nas imagens, a onça-pintada macho conhecido como Makala se aproxima do grupo. Segundo Rauber, o felino avistou os animais enquanto subia o rio e deu a volta para persegui-los. As ariranhas, que desciam pelo curso d’água, ainda não haviam percebido sua presença.
De acordo com o guia, as ariranhas surpreenderam a onça ao reagir coletivamente. Antes do confronto, ele já havia alertado aos turistas sobre a dificuldade que o animal poderia enfrentar.
“Ele deu a volta e foi atrás delas. Mal sabia ele que as ariranhas são conhecidas como as [outras] onças da água e ele que estava no habitat delas. Foi uma surpresa enorme ver que ele teve a coragem de seguir em frente”, contou.
🦦🐾Vida em grupo favorece espécie
A presidente do Projeto Ariranhas, a bióloga Caroline Leuchtenberger, explicou que a vida em grupo é uma estratégia de defesa das ariranhas contra predadores, incluindo a onça-pintada.
“A onça-pintada é o principal predador natural das ariranhas e pode predar inclusive indivíduos adultos. Uma das grandes vantagens das ariranhas é justamente o fato de viverem em grupo, o que permite que elas se defendam melhor”, disse.
Quando percebem a aproximação de uma onça e têm condições de reagir, as ariranhas podem se organizar para tentar afastar o predador e defender o território. No episódio registrado, a reação do grupo fez a onça Makala sair da água.
O desfecho mostra que a defesa coletiva funcionou naquela situação, embora não garanta o mesmo resultado em todos os encontros.
🦦🛡️ Proteção dos filhotes é coletiva
A cooperação entre as ariranhas vai além da defesa contra predadores. Segundo Caroline, integrantes do grupo compartilham tarefas relacionadas ao cuidado com os filhotes, como proteção e alimentação, o que favorece o desenvolvimento dos animais nos primeiros meses de vida.
“Os indivíduos se revezam em diferentes atividades, como cuidar, proteger e alimentar os filhotes. De maneira geral, grupos maiores tendem a ter mais sucesso na criação dos filhotes, justamente porque contam com mais indivíduos para compartilhar essas tarefas”, destacou.
A organização coletiva também ajuda a defender o território e a manter o acesso a recursos importantes para a sobrevivência e a reprodução da família.
🔊🚨 Vocalizações alertam sobre ameaças
Segundo Caroline, a espécie emite cerca de 15 sons distintos, que variam conforme o contexto e ajudam na comunicação entre os integrantes do grupo.
“Nesse episódio com a onça-pintada, por exemplo, elas emitiram vocalizações de alerta e alarme, que ajudaram a organizar o grupo para enfrentar aquela ameaça”, explicou.
Embora encontros entre onças-pintadas e ariranhas ocorram com certa frequência no Pantanal mato-grossense, para Caroline, esses registros de situações em que o grupo consegue afugentar o felino são raros.
No encontro registrado em Porto Jofre, os sons também contribuíram para organizar a reação coletiva do grupo diante da aproximação da onça-pintada, que deixou a água após avançar contra os animais.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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Mato Grosso é sexto Estado menos dependente de receitas da União para sobreviver

Ranking do CLP aponta que menos de um quarto receita de Mato Grosso em 2025 veio de transferências do governo federal
Mato Grosso está dentre os Estados brasileiros com menor dependência fiscal da União. Um ranking divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) o aponta em sexto lugar em autonomia fiscal.
O CLP disse que compilou dos dados com base em números do Tesouro Nacional. A independência financeira dos Estados indicaria solidez fiscal e competitividade econômica para atrair empresas.
Conforme o ranking, a receita de Mato Grosso em 2025 teve participação de 21,9% de transferência de dinheiro pelo governo federal. A dependência é semelhante à de Estados com pujança econômica, como Minas Gerais, que ficou em quinto lugar com 20,8%, e Santa Catarina, que teve 22% de sua receita vinda do governo federal em 2025 e ficou em sétimo lugar.
Rio de Janeiro e São Paulo são os Estados com as menores taxa de dependência fiscal. Rio de Janeiro lidera o ranking nacional com 10%, e São Paulo o acompanha de perto com 12,7%.
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