Business
Algodão caminha para a reta final do plantio e milho alcança quase 30% em MT

A semeadura de algodão e milho em Mato Grosso avançam dia-a-dia em Mato Grosso. Enquanto a fibra alcançou 89,91% da área prevista na temporada 2025/26, o cereal atingiu 28,30% diante da liberação de mais áreas que antes eram ocupadas pela soja.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), na variação semanal o algodão registrou um progresso de 22,16 pontos percentuais. Já o milho de 12,71 pontos percentuais.
“No entanto, o ritmo poderia ter sido ainda maior, não fosse a ocorrência de chuvas em diversas regiões do estado, que limitaram o avanço tanto da colheita quanto da semeadura”, frisa o Instituto sobre o cereal.
Algodão supera média histórica de plantio
O relatório de plantio do algodão, divulgado na última sexta-feira (6) pelo Imea, revela que os trabalhos em campo com a fibra estão à frente do observado no mesmo período em relação a safra 2024/25, que estava em 79,56%. O mesmo é visto ante a média das últimas cinco safras de 78,43%.
A região oeste é a mais adiantada com os trabalhos com 92% da área cultivada, seguida do médio-norte com 90,64%. O nordeste mato-grossense já semeou 89,31% do algodão previsto. O centro-sul e sudeste do estado 88,05% cada, enquanto o nordeste 85,83%.
Milho supera 2024/25, mas atrás da média
Ao contrário do algodão, os trabalhos com o milho 2025/26 em Mato Grosso superam apenas os resultados do período analisado na safra 2024/25 de 23,46%. A média histórica dos últimos cinco anos para a cultura é de 35,54%.
Em relação ao plantio pelas principais regiões do estado, o médio-norte lidera com 38,23%. Na sequência surgem o norte com 32,78% e o oeste com 30,38%.
Ainda conforme o Imea, o noroeste do estado já semeou 29,05% da área prevista, o centro-sul 23,50%, o nordeste 20,10% e o sudeste apenas 12,39%.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Algodão caminha para a reta final do plantio e milho alcança quase 30% em MT apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business
Guerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o setor sucroenergético brasileiro. Segundo análise da StoneX, a forte alta do petróleo no mercado internacional tem pressionado os preços dos combustíveis no Brasil, elevando os custos de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.
Desde 28 de fevereiro, o Brent acumula valorização superior a 40%. No mesmo período, estimativas de Preço de Paridade de Importação (PPI) apontam aumento de 48% na gasolina e de 91% no diesel.
De acordo com a análise da consultoria, nas bombas, o diesel B já subiu mais de R$ 1,00 por litro no país, com avanço médio de R$ 1,26/L (20,6%) até 21 de março. Em São Paulo, a alta foi de 12%.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Para o analista de Inteligência de Mercado da empresa, Marcelo Di Bonifacio Filho, o cenário traz efeitos opostos sobre o setor. “Se, por um lado, o petróleo mais caro tende a sustentar os preços do etanol e melhorar a perspectiva de receita das usinas, por outro, a alta do diesel impacta diretamente os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas”, avalia.
Com forte peso na estrutura de custos, o diesel mantém correlação de 97,46% com o custo agroindustrial total do setor nas últimas 19 safras. Na prática, cada aumento de R$ 1,00 por litro pode elevar os custos entre R$ 29 e R$ 36,5 por tonelada de cana.
A StoneX aponta que mesmo com a isenção de tributos federais sobre o diesel B, o reajuste de R$ 0,30/L aplicado pela Petrobras em março limitou o alívio nos preços internos.
Pressão nos fertilizantes
A StoneX avalia que o conflito também repercute no mercado global de fertilizantes, com alta generalizada de produtos como ureia e MAP. Isso porque a região do Oriente Médio, relevante na produção de amônia e enxofre, enfrenta restrições de oferta, enquanto o encarecimento do gás natural e dos fretes marítimos amplia a pressão sobre os custos.
“Apesar disso, o impacto tende a ser mais diluído no curto prazo para o Brasil, já que a maior parte das compras ocorre no segundo semestre”, sinaliza a consultoria.
Contudo, para a próxima temporada, o avanço do diesel deve ter efeito mais imediato sobre os custos. A StoneX estima o custo de produção do açúcar VHP no Centro-Sul em R$ 1.730/t (base usina) e R$ 1.875/t (FOB).
Com o câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por dólar, o ponto de equilíbrio do açúcar no contrato #11 varia de US¢ 15,40 a 17,01/lb. Com as cotações pouco acima de US¢ 15,50/lb no fim de março, as usinas operam próximas do equilíbrio.
“Ainda assim, fatores como ganho de produtividade, menor investimento no canavial e queda esperada no preço do ATR — abaixo de R$ 1,00/kg — devem reduzir o custo total em cerca de R$ 45/t frente à safra anterior. A queda de 10,5% no custo da cana de terceiros pode gerar economia adicional de R$ 35/t”, destaca a empresa.
Mudança no mix ganha força
Diante desse cenário, a tendência é de maior direcionamento da cana para o etanol. “A alta do petróleo melhora a competitividade do etanol, mas o impacto imediato do diesel sobre os custos reduz as margens do açúcar, o que pode incentivar uma maior destinação para biocombustíveis”, realça Di Bonifacio Filho.
De acordo com ele, o avanço do petróleo reforça a dualidade do cenário. “Enquanto sustenta receitas com etanol, amplia a pressão de custos via diesel e insumos, limitando a rentabilidade das usinas e exigindo ajustes estratégicos na safra 2026/27”, conclui o analista.
O post Guerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Produtores de cana marcam protesto por falta de fertilizantes

Na próxima terça-feira (7), por volta das 9h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) enfrentará um protesto do setor produtivo da cana-de-açúcar.
Caravanas de várias cidades da Zona da Mata são esperadas na mobilização que está sendo organizada pela Associação de fornecedores de cana de Pernambuco (AFCP) e pelo Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (Sindicape).
O segmento enfrenta uma crise derivada da safra recém finalizada, com queda no preço da cana em decorrência do tarifaço dos Estados Unidos sobre o açúcar e etanol brasileiros.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Em relação ao novo ciclo, o governo estadual já anunciou socorro emergencial com fertilizantes para auxiliar os agricultores a investirem na nova safra com a manutenção dos milhares de empregos da Zona da Mata.
“O problema é que deputados de oposição se recusam a votar o orçamento anual (LOA) com mudanças sugeridas pela governadora Raquel Lyra, mesmo após várias reuniões conosco. Sem a LOA aprovada, o governo fica impedido e nada de fertilizante em pleno tempo agrícola para a realização do plantio, ameaçando a próxima safra e os empregos”, criticam Alexandre Andrade Lima e Gerson Carneiro Leão, presidentes da AFCP e do Sindicape.
O post Produtores de cana marcam protesto por falta de fertilizantes apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
FPA pede adiamento de regras que podem afetar concessão de crédito rural

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o adiamento da regra por, no mínimo, 6 meses. A proposta busca garantir tempo para ajustes no sistema e evitar prejuízos aos produtores que, segundo a entidade, já cumprem sua parte na regularização ambiental.
Além disso, a medida estabelece novas exigências ambientais para a concessão de crédito rural, especialmente na Amazônia Legal, região que concentra estados como Mato Grosso e Pará.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com o vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim, esse embróglio se deve à falta de conclusão das análises do cadastro ambiental rural que foram transferidas para o Ministério de Gestão no início do governo Lula em 2023.
“Os agricultores têm feito o seu cadastro, mas o governo tem sido moroso, demorado e não tem feito o plano de regularização ambiental, apresentado a sua análise sobre o car que foi oferecido”, afirmou.
A crítica também se estende ao Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) como critério para restrições de crédito. Segundo Jardim, o mecanismo apresenta inconsistências e pode impedir o acesso a financiamentos. Além disso, ele considera a medida descabida ao penalizar produtores por uma análise que não foi concluída pelo próprio governo.
Manifestação
Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além das limitações técnicas, a medida transfere ao sistema financeiro responsabilidades que não são suas ao exigir que as instituições realizem verificações ambientais para a liberação da operação.
Isso tende a ampliar a insegurança jurídica das operações e elevar os custos operacionais, sem necessariamente garantir maior efetividade na política de proteção ambiental.
O post FPA pede adiamento de regras que podem afetar concessão de crédito rural apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso18 horas agoDrones e câmeras térmicas ajudam PRF a fiscalizar freios de caminhões em rodovias de MT
Agro Mato Grosso10 horas agoPedágio na MT-130 sobe 4,46% e novas tarifas passam a valer em abril em MT
Agro Mato Grosso16 horas agoIntransitável: rodovia precária trava escoamento de soja e ameaça safra em MT
Agro Mato Grosso16 horas agoCotação do milho disponível em Mato Grosso tem alta à R$ 46,54/saca
Sustentabilidade15 horas agoSoja/BR: Colheita da soja no Brasil atinge 74,3% e clima ainda influencia ritmo dos trabalhos – MAIS SOJA
Sustentabilidade7 horas agoMT: Algodão entra em fase crítica e bicudo preocupa produtores no Brasil – MAIS SOJA
Sustentabilidade13 horas agoMT: Preço do milho sobe em Chicago com demanda por etanol e incertezas no mercado – MAIS SOJA
Business23 horas agoBactérias beneficiam o cultivo de pimenta-do-reino e podem reduzir o uso de defensivos















