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Safra 25/26 de tabaco usará 23 mil toneladas de fertilizante reciclado
As empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) estão transformando o resíduo do processamento das folhas, ou seja, o pó de tabaco em fertilizante orgânico.
A reciclagem é realizada pela Fundação para Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul (Fupasc), e o produto, conhecido como Fertileaf, é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa EP RS-3713-3) e certificado como fertilizante orgânico Classe A.
Após o processamento, o adubo retorna às unidades industriais, que o distribuem aos produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), fortalecendo a lógica da economia circular junto aos próprios produtores da cadeia.
O fertilizante também conta com o selo Ecocert, que atesta o uso apropriado do insumo para a produção orgânica, de acordo com normas brasileiras e internacionais.
Conforme dados da Fupasc, entre 2014 e 2025 foram produzidas mais de 175 mil toneladas de fertilizante orgânico. A reciclagem junto à Fundação iniciou em 2014, ano em que foram processadas 5.375 toneladas de pó de tabaco.
Com o passar dos anos, a transformação do descarte em fertilizante passou a abranger mais unidades e setores das indústrias, de modo que, atualmente, a totalidade do pó segue para transformação em adubo.
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Entre 2020 e 2025, a produção saltou 56,5%, indo de 14.692 toneladas para 22.991,80 toneladas. O atual volume deve fertilizar as lavouras da safra 2025/26.
O SindiTabaco informa que para a produção, o pó de tabaco recebe a adição de aproximadamente 3% de cinzas de caldeiras à lenha, um resíduo industrial classe II, gerado nas industrias fumageiras, bem como um consórcio de micro-organismos.
O coordenador de Sustentabilidade da Fupasc, engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Sebastião Bohrer, conta que a cinza é utilizada para correção do pH e que os micro-organismos aceleram a fermentação dos resíduos.
“No tratamento, o pó de tabaco e a cinza são umidificados em um sistema coberto, chamado de leiras, onde também é adicionado o consórcio de micro-organismos para promover a degradação e a estabilização dos resíduos”, detalha.
Como o Fertileaf é produzido

A produção do Fertileaf ocorre por meio de um processo de compostagem em área 100% coberta, com ciclo fechado, denominado fermentação em estado sólido, sem geração de resíduos líquidos.
A Fupasc ressalta que a eficiência do processo é avaliada diariamente por meio da medição da temperatura das pilhas de maturação do composto orgânico e também por ensaios de germinação de sementes de ervas daninhas.
A fundação recebe o pó cru e as cinzas das empresas associadas, adiciona os micro-organismos e, após 90 a 120 dias de maturação e estabilização, o produto está pronto para retornar às empresas. Na produção, 100% da energia utilizada é proveniente de usina solar própria, e 100% da água é de reuso (pluvial).
O SindiTabaco destaca que o Fertileaf é resultado de cerca de 20 anos de pesquisas e experimentos para o desenvolvimento da biotecnologia e da estrutura adequada para compostagem e estabilização dos resíduos provenientes do setor fumageiro.
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Aprovação provisória do acordo Mercosul-UE anima exportadores na Fruit Attraction

A aprovação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia já repercute entre exportadores de frutas que visitam a Fruit Attraction São Paulo, evento que ocorre entre terça-feira (24) e quinta-feira (26), na São Paulo Expo.
No geral, o setor avalia que a redução de tarifas deve melhorar a competitividade do país em um dos principais mercados de destino. Cerca de 70% das exportações brasileiras de frutas têm como destino a União Europeia.
Para Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o impacto será direto em algumas culturas e gradual em outras, o que abre espaço para planejamento por parte dos produtores.
“No caso da uva, a tarifa vai a zero imediatamente, o que melhora a competitividade. Já para frutas como melão, melancia e limão, a redução será ao longo de até sete anos”, afirma. Segundo ele, isso traz previsibilidade ao produtor.
A avaliação de Coelho também ocorre em um momento de mudanças na Abrafrutas, que passará a ser presidida por Waldyr Promicia. A cerimônia de posse da nova diretoria acontecerá durante a Fruit Attraction São Paulo, nesta quarta-feira (25).
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Competitividade e preparo do setor
De acordo com Coelho, o Brasil já atende às exigências internacionais, especialmente em critérios ambientais e sociais. “Nós já somos auditados pelos mais rigorosos certificados. O país está preparado para atender mercados exigentes como o europeu”, afirma.
Essa também é a análise de Renato Giosa Miralla, sócio e administrador da MBR Company, empresa responsável por exportar mais de 18 frutas brasileiras. “O Brasil tem produção em alto nível e consegue atender diferentes mercados”, diz.
Apesar de ser o terceiro maior produtor de frutas do mundo, o Brasil ainda busca ampliar sua participação no mercado internacional. Para o executivo, o acordo com a União Europeia pode contribuir para esse avanço. “É um marco importante”, observa Miralla.
Expectativa com a Fruit Attraction
Com a expectativa de atrair mais de 18 mil visitantes até a próxima quinta-feira (26), a Fruit Attraction São Paulo está em sua terceira edição e se consolida como a maior feira voltada ao setor de frutas e hortaliças do Hemisfério Sul.
A estimativa dos organizadores é que o evento gere entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão em negócios em três dias. São 500 marcas expositoras e o público é diverso: ao caminhar pelos estandes, é possível ouvir uma infinidade de sotaques, que passam pelo Nordeste do Brasil, pela América do Sul e pela Europa.
Para o presidente da Abrafrutas, a feira vem ganhando relevância no país e se consolidando como ponto de encontro entre produtores e compradores internacionais.
“A feira cresce a cada edição e mostra a força da fruticultura brasileira. Esse ambiente ajuda a potencializar negócios, principalmente com esse novo cenário de mercado”, afirma.
Além disso, segundo Coelho, foi firmado um entendimento entre os organizadores para a realização da feira pelos próximos anos, o que dá mais segurança ao setor. “Isso é importante para toda a cadeia, não só para o produtor, mas para quem está no entorno, como embalagem, logística e serviços”, diz.
Na mesma linha, Miralla avalia que a feira segue trajetória semelhante à da edição de Madri, que ganhou escala ao longo dos anos.
“É uma feira que vem crescendo e ganhando relevância. O Brasil passa a ser visto como um ponto estratégico, tanto para produtores quanto para compradores”, ressalta.
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Brasil produz 155% mais grãos que Argentina e vantagem continua aumentando

O Brasil produzia 53% mais grãos que a Argentina nos anos 1990. Hoje produz 155% mais. A distância entre os dois principais países agrícolas da América do Sul não parou de crescer nas últimas três décadas e tem como pano de fundo políticas agrícolas divergentes, ganhos de produtividade e uma diferença cada vez maior no acesso ao crédito.
“É uma combinação de maior estabilidade macroeconômica, ausência de impostos sobre exportação e maior acesso ao financiamento. Esse conjunto colaborou muito para o desempenho do Brasil nas últimas décadas em relação à Argentina”, disse o pesquisador Guido D’Angelo, da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), em transmissão na segunda-feira (23).
O estudo, assinado por D’Angelo e pelos pesquisadores da BCR Emilce Terré e Julio Calzada, soma a produção de soja, milho e trigo dos dois países por década. Na média dos anos 2000, a brecha chegou a se estreitar, com o Brasil produzindo 45% mais que a Argentina, resultado da adoção de pacotes tecnológicos e do plantio direto nos dois países. Mas a Argentina viu o retorno das retenciones, as taxas sobre exportações agrícolas, enquanto o Brasil mantinha o apoio ao produtor por iniciativas como o Plano Safra.
Na década de 2010, a diferença havia saltado para 82%. Nas primeiras cinco safras dos anos 2020, chegou a 155%. “A Argentina também cresceu nessas décadas, mas o Brasil o fez em ritmo maior”, disse D’Angelo. A projeção para 2025/26, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta leve recuo da brecha para 147%, sustentada por uma boa colheita de trigo, milho e soja na Argentina.
Na carne bovina, a distância é ainda maior. Nos anos 1990, o Brasil já produzia 119% mais carne que a Argentina. Na década seguinte, a diferença subiu para 167%. Na década de 2010, o Brasil produzia quase três vezes o volume argentino, distância de 249%. Na média dos anos 2020, produz 235% mais, e a projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para 2025/26 aponta diferença de 284%, beirando quatro vezes a produção argentina.
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Exportações
No campo das exportações, a inversão é ainda mais expressiva. Nos anos 1990, a Argentina embarcava 24% mais carne bovina por ano do que o Brasil. Hoje, o Brasil exporta mais de cinco vezes o volume argentino. Em três décadas, as vendas externas argentinas quase dobraram, enquanto as brasileiras cresceram mais de 13 vezes. “Isso tem a ver com muitos fatores, entre eles o financiamento e o crédito interno, que no Brasil cresceu muito acima do que cresceu na Argentina”, disse D’Angelo.
Segundo os pesquisadores, os dados de crédito ilustram a diferença. No início dos anos 2000, Argentina e Brasil tinham níveis de crédito interno ao setor privado relativamente próximos, de 24% e 31% do PIB, respectivamente. Em 2024, a Argentina registrava 15% do PIB, enquanto o Brasil chegava a 76%, uma distância de mais de 60 pontos porcentuais.
Para a BCR, a redução das retenciones e o fim das distorções cambiais na Argentina são passos na direção certa. A safra atual deve bater recordes de produção de grãos, e o crédito bancário ao setor pecuário registrou o segundo maior nível da história argentina. “Com mais apoio ao produtor, não há dúvidas de que a Argentina pode continuar crescendo em produção e exportações”, concluiu D’Angelo.
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São Paulo lança novo CAR online com validação em tempo real

O governo de São Paulo lançou um novo módulo online para o Cadastro Ambiental Rural (CAR-SP), integrado ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR-SP). A ferramenta marca uma mudança estrutural na forma de registro dos imóveis rurais, com foco em mais agilidade, precisão e confiabilidade das informações.
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A principal novidade é a validação em tempo real dos dados inseridos, o que reduz inconsistências e melhora a qualidade das informações desde o preenchimento.
“A regularização ambiental é uma agenda central para o desenvolvimento do agro paulista. Um cadastro qualificado garante segurança jurídica ao produtor, amplia o acesso a crédito e permite ao Estado planejar melhor suas políticas públicas”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
Validação em tempo real reduz erros e agiliza processos
Antes, o sistema funcionava em formato offline, exigindo etapas posteriores de validação e sincronização. Com a ampliação da conectividade no campo, esse modelo passou a apresentar limitações operacionais.
Com o novo módulo online, as regras cadastrais e ambientais são verificadas automaticamente durante o preenchimento. Isso elimina falhas comuns, reduz retrabalho e melhora o georreferenciamento das propriedades, com checagens espaciais feitas no próprio sistema.
Na prática, o processo se torna mais rápido, simples e seguro, tanto para produtores quanto para técnicos que atuam na regularização ambiental.
O lançamento ocorre em um momento de avanço na regularização ambiental no estado. São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil cadastros validados, alcançando cerca de 50% dos imóveis rurais com situação regularizada.
O estado também foi pioneiro ao conceder o Cadastro Ambiental Rural a produtores assentados, ampliando o acesso à política ambiental e integrando regularização fundiária e sustentabilidade.
Nos últimos anos, a estrutura foi reforçada com a criação da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural e o uso de tecnologias como inteligência artificial, que aceleraram a análise dos cadastros.
Investimento reforça transformação digital no campo
O desenvolvimento e a implantação do novo sistema contaram com investimento superior a R$ 2 milhões até março de 2026.
A modernização faz parte da estratégia do governo paulista de ampliar a digitalização dos serviços públicos e melhorar a gestão ambiental no meio rural.
Com dados mais precisos e confiáveis, o novo CAR-SP amplia o papel do cadastro como instrumento de gestão territorial e ambiental.
A expectativa é de maior eficiência nos processos de análise, regularização e implementação das ações previstas no Código Florestal.
“O novo módulo representa um avanço tecnológico importante e inédito no Brasil. A validação em tempo real melhora a qualidade das informações e agiliza todo o processo”, destaca Luis Gustavo Ferreira, coordenador da área de regularização ambiental rural da Secretaria.
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