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19 de junho de 2026

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Com salto de produtividade, milho verão ganha novo status em fazenda mineira

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Na Fazenda Irmãos Cadelca, em Uberlândia (MG), o milho verão deixou de ser coadjuvante no sistema produtivo para assumir papel central na estratégia de rentabilidade. Cultivado em uma região de Cerrado a cerca de 900 metros de altitude, o cereal alcança produtividades médias entre 220 e 230 sacas por hectare, com talhões que já chegaram a 240 sacas.

A história da propriedade se confunde com a expansão agrícola no Triângulo Mineiro. A família Cadelca saiu de Morro Agudo, no interior de São Paulo, no início da década de 1980, em busca de áreas mais acessíveis. “Quando foi avançando lá as áreas e comprando mais terra, chegou no limite de preço e a gente teve que buscar novas áreas e viemos para Minas Gerais”, conta o produtor rural Luiz Cadelca Neto ao Especial Mais Milho.

À época, as terras da região eram vistas com desconfiança. “Ninguém dava nada para cá. Porque é serrada, o povo achava que não produzia nada e pagava o preço de banana nas terras aqui”, relata. O cenário começou a mudar com a adoção do plantio direto, que permitiu estruturar o solo do Cerrado e elevar os patamares de produtividade.

Desde então, a base produtiva da fazenda sempre esteve ligada à soja e ao milho. Com o avanço da cana-de-açúcar na região, hoje cerca de 70% da área é ocupada pela cultura, enquanto os outros 30% permanecem com grãos. “Antes era 100% milho e soja”, lembra Luiz, que é agrônomo e atua diretamente na gestão agrícola da propriedade.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A presença do milho, no entanto, ganhou um novo significado nos últimos anos. A introdução da cultura inicialmente ocorreu por necessidade de rotação, após problemas com nematoides na soja. “A gente até brincava que colhia milho de qualquer jeito, plantava aquilo só para fazer rotação”, recorda.

De rotação a protagonista no sistema produtivo

O cenário mudou com a resposta do milho às condições do solo e do clima da região. “Hoje a gente vê que já é uma cultura que tem uma expressão muito forte e alta produtividade”, afirma Luiz. Segundo ele, na comparação direta com a soja, o milho verão tem se mostrado mais competitivo. “Essa região aqui de 900 metros de altitude, você chega a produzir 230, 240 sacas de milho, então a soja você tem que produzir mais de 100 sacas”, pontua ao programa do Canal Rural Mato Grosso

Além da produtividade, o milho verão oferece vantagem comercial. “Você consegue precificar. Porque se for ver, é só a gente que planta aqui na região nessa época, então ninguém tem milho e você consegue um preço melhor”, explica. Parte da produção é armazenada na própria fazenda e outra parte segue para a indústria.

Mesmo com a redução da área de milho verão ao longo dos anos, a cultura nunca saiu do planejamento. “Nunca deixamos de plantar. Mais para a rotação também. A gente tem menos problema de nematoide ainda na nossa região”, diz o produtor. Hoje, além do milho verão, a fazenda também cultiva milho segunda safra em mais da metade da área destinada aos grãos.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Do ponto de vista técnico, Luiz aponta que os ganhos futuros passam menos por aumento de insumos e mais pelo cuidado com o solo. “O meu gargalo de produção nessa fazenda está sendo mais em compactação do solo. Compactação e nematoide”, afirma ao Projeto Mais Milho. Para enfrentar o desafio, a estratégia envolve mix de plantas de cobertura, uso de braquiária, aplicação de calcário e gesso agrícola. “A gente sempre foi assim: melhora a produtividade, ela trava e a gente pesquisa o que está travando”.

A busca por estabilidade produtiva também exige atenção ao manejo fitossanitário, especialmente no controle da cigarrinha-do-milho. “Mesmo você fazendo as aplicações, sempre tem um dano na lavoura”, relata. Ainda assim, a produtividade tem se mantido em patamares elevados, inclusive na safrinha, que neste último ciclo chegou a 160 e 170 sacas por hectare, acima da média histórica da fazenda.

Para Luiz, o milho consolidou-se como peça-chave do sistema por unir produtividade, renda e sustentabilidade. “Aqui é Cerrado, a gente precisa segurar umidade no solo. O meu desafio é conseguir fazer perfil de solo para aguentar esses veranicos”, resume. Uma lógica que transformou o milho verão em protagonista e reforçou a resiliência do sistema produtivo no Triângulo Mineiro.

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Cultivar de eucalipto adaptada ao frio é apresentada em dia de campo no Paraná

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Produtores, viveiristas, técnicos e representantes do setor florestal participaram de um dia de campo em Candói, no Paraná, para conhecer a cultivar BRSGTR 0701 Versátil, de Eucalyptus benthamii. Segundo o material fornecido, a apresentação destacou o desempenho do material em regiões sujeitas a geadas no Sul do Brasil e as possibilidades de uso comercial, especialmente para geração de energia.

A atividade reuniu diferentes agentes da cadeia florestal com foco na avaliação prática da cultivar em condições de frio. De acordo com o conteúdo informado, a proposta do evento foi demonstrar o comportamento do eucalipto em regiões onde as geadas fazem parte do ambiente produtivo.

O material destaca a BRSGTR 0701 Versátil como uma cultivar de Eucalyptus benthamii adaptada a esse contexto climático. A apresentação em campo foi direcionada a produtores, viveiristas e técnicos, público diretamente ligado à formação de mudas, implantação de florestas e definição de uso comercial da madeira.

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Entre as aplicações citadas, o conteúdo menciona a geração de energia como um dos principais destinos comerciais. Essa indicação associa a cultivar à cadeia florestal voltada ao uso energético da biomassa, embora o texto original não detalhe escala de produção, rendimento, custo, produtividade ou prazo de adoção comercial.

A fonte também não informa área plantada, desempenho comparativo com outras cultivares, volume de madeira esperado, dados de mercado ou quais regiões específicas do Sul devem concentrar o uso do material. Não há, no conteúdo fornecido, identificação de instituições responsáveis pela cultivar ou pela realização do evento.

A apresentação em Candói mostrou uma alternativa florestal voltada a áreas com ocorrência de geadas e com uso comercial ligado à geração de energia. O material divulgado, porém, não informa números de desempenho, cronograma de expansão ou impactos econômicos diretos para os produtores.

Fonte: embrapa.br

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Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) avalia ferramenta global de mapeamento agrícola

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reuniu, entre terça-feira (16) e quinta-feira (18), em Brasília (DF), técnicos da estatal, parceiros e integrantes do Projeto World Cereal, iniciativa da Agência Espacial Europeia (ESA), para conhecer uma ferramenta de mapeamento global de áreas agrícolas. Segundo a companhia, o encontro teve como foco a cooperação técnica e científica para aprimorar o monitoramento agrícola e a produção de informações estratégicas para o setor agropecuário.

Durante os três dias de reunião, realizada no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH), os participantes conheceram o funcionamento da plataforma desenvolvida pelo consórcio europeu World Cereal. De acordo com a gerente de Geotecnologias da Conab, Patrícia Maurício Campos, a avaliação da operação do sistema permite analisar o potencial de aplicação da ferramenta no país e, em caso de adoção, as necessidades de adaptação à realidade brasileira.

A diretora de Política Agrícola e Informações da companhia, Naiara Bittencourt, afirmou que a agenda buscou reforçar a cooperação internacional para o desenvolvimento de soluções voltadas às informações da agropecuária, com uso de fontes objetivas para subsidiar decisões, especialmente em políticas públicas. Na avaliação dela, o tema também se insere no contexto das mudanças climáticas e do acompanhamento de impactos sobre a produção agrícola e de alimentos.

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O encontro contou ainda com representantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de instituições da Argentina, Chile, México e República Dominicana.

No material divulgado, a Conab também cita iniciativas já em andamento. Em fevereiro deste ano, a estatal lançou a plataforma Parque Cafeeiro, voltada ao mapeamento das áreas de produção de café no Brasil. Segundo a companhia, o sistema reúne registros legais, imagens de satélite, bases territoriais oficiais e algoritmos de análise espacial para delimitar áreas produtoras e verificar a origem do café em relação a áreas desmatadas a partir de 2020.

A estatal informou ainda que representa o Brasil no programa Grupo de Observações da Terra para o Monitoramento Agrícola Global (Geoglam) e utiliza o sistema GLAM, desenvolvido pela Universidade de Maryland (UMD), com imagens de satélite para identificar anomalias e estágios de desenvolvimento das culturas.

Segundo a Conab, a reunião serviu para avaliar o potencial de uso da plataforma World Cereal no Brasil e discutir aprimoramentos técnicos. O material divulgado não informa prazo para eventual adoção da ferramenta nem detalha custos ou etapas operacionais futuras.

Fonte: gov.br

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Conab destaca avanço do PAA em Goiás durante Agro Centro-Oeste Familiar

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou, na manhã desta quarta-feira (17), os resultados das compras institucionais do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em Goiás durante a 23ª Agro Centro-Oeste Familiar (Acof), em Goiânia. Segundo a estatal, as aquisições cresceram 31% entre 2023 e 2025. No último ano, o investimento no estado somou R$ 24,3 milhões, com 77 projetos contratados em mais de 40 municípios e 86% de participação de mulheres.

Os dados foram divulgados em oficina realizada no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde ocorre a feira voltada à agricultura familiar. O evento reúne expositores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.

Na abertura oficial da programação, a Conab também anunciou o repasse de R$ 100 mil, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para a compra de excedentes da agricultura familiar não comercializados até o próximo sábado (20). A expectativa informada é atender mais de 100 famílias expositoras, com limite de R$ 1 mil por unidade familiar.

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As aquisições serão executadas na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) do PAA. De acordo com a Conab, os alimentos comprados serão destinados à Cozinha Solidária da Associação do Desenvolvimento Social do Centro-Oeste (Adesco), em Goianira, e à Cozinha Solidária Casa de Cultura Antônia Ferreira de Souza, em Goiânia.

A estatal informou ainda que Goiás tem 27 cozinhas solidárias credenciadas pelo MDS. Segundo o material apresentado, essas estruturas conectam a produção da agricultura familiar a ações socioassistenciais voltadas à população em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional.

O superintendente regional da Conab em Goiás, Luiz Carlos do Nascimento, afirmou que cerca de 300 expositores da Agro Centro-Oeste Familiar estão vinculados a associações e cooperativas que acessam programas executados pela Companhia. Entre os produtos comercializados na feira, a Conab destacou o arroz produzido por beneficiários do programa Arroz da Gente.

O material divulgado não detalha o volume de alimentos adquiridos nem a distribuição por produto ou município.

Durante o evento, a Conab participa, ao lado do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da divulgação de políticas públicas voltadas a abastecimento, acesso a mercados e inclusão produtiva. A fonte informa que agricultores podem buscar orientações sobre o PAA, o Programa de Venda em Balcão (ProVB), o Arroz da Gente e a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O material não apresenta estimativa adicional de impacto econômico além dos valores anunciados.

Fonte: gov.br

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