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Alta no preço do café em 2025 faz faturamento da indústria crescer 25,6%, aponta Abic

O preço do café para o consumidor aumentou em 2025, impulsionando o faturamento da indústria, mas resultando em queda no consumo da bebida no Brasil, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
No varejo, o café foi um dos poucos itens da cesta básica a registrar alta no ano, em um cenário marcado pela redução nos preços de alimentos como arroz, feijão, açúcar e leite. Em 2025, o preço do café torrado e moído subiu 5,8%, enquanto o preço médio da cesta básica caiu 4,8% no mesmo período.
A elevação do preço do café ocorreu de forma desigual entre as categorias. Os cafés especiais tiveram aumento médio de 4,3%, enquanto os gourmets subiram 20,1%. Já os cafés superiores registraram queda de 3,5%. Os produtos tradicionais e extrafortes tiveram alta de 5,8%, enquanto os cafés em cápsulas apresentaram recuo de 16,8%.
Apesar do aumento ao consumidor, a Abic destaca que o avanço dos preços no varejo foi menor do que a alta enfrentada pela indústria na compra da matéria-prima. Nos últimos cinco anos, os preços do café conilon subiram 201%, enquanto o arábica acumulou alta de 212%. No mesmo período, o café no varejo teve aumento de 116%.
Em 2024, o café havia registrado alta de 37,4% ao consumidor. Já em 2025, o reajuste foi mais moderado, refletindo um repasse parcial dos custos acumulados ao longo dos últimos anos.
Queda no consumo
Como reflexo da alta dos preços, o consumo de café caiu no ano passado. Segundo a Abic, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o consumo da bebida no Brasil recuou 2,31% na comparação com o período anterior.
O volume consumido representou 37,9% da safra nacional de 2025, estimada em 56,54 milhões de sacas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Apesar da retração, o Brasil segue como o maior consumidor dos cafés produzidos no país, embora a participação do mercado interno tenha diminuído nos últimos anos: foi de 39,4% da produção em 2023, 40,4% em 2024 e 37,9% em 2025.
O país também permanece como o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com uma diferença estimada em cerca de 5 milhões de sacas. No consumo per capita, o Brasil supera os norte-americanos.
Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o consumo per capita foi de 6,02 kg por habitante ao ano de café cru e de 4,82 kg por habitante ao ano de café torrado e moído. Houve queda de 3,88% na comparação anual, influenciada pelo crescimento da base populacional. Em média, cada brasileiro consumiu cerca de 1.400 xícaras de café por ano.
Faturamento da indústria cresce
Mesmo com a queda no consumo, o faturamento da indústria de café torrado avançou em 2025. O setor encerrou o ano com receita de R$ 46,24 bilhões, alta de 25,6% em relação a 2024.
Segundo a Abic, o crescimento foi resultado direto do aumento do preço do café nas gôndolas, e não da expansão do volume vendido.
A expectativa da indústria é de que o preço do café siga em patamar elevado em 2026. Mesmo com a perspectiva de uma boa safra, os estoques mundiais seguem baixos, e a produção deve ser direcionada, em grande parte, para a recomposição dessas reservas.
Segundo o presidente da Abic, Pavel Cardoso, esse cenário tende a favorecer um mercado mais equilibrado, mas sem grandes recuos nos preços ao consumidor, mantendo o café como um dos itens mais pressionados da cesta básica.
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Agro mineiro avança com alta de 15,7% nas exportações de ovos

As exportações de ovos de Minas Gerais registraram crescimento de 15,7% no volume embarcado nos dois primeiros meses de 2026, totalizando 1,1 mil toneladas. No mesmo período, a receita avançou 4,4%, somando US$ 1,5 milhão, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda do Chile, responsável por cerca de 70% das compras. A abertura do mercado chileno em 2023, por meio do modelo de pre-listing, contribuiu para facilitar o acesso dos exportadores brasileiros e fortalecer a posição do país como principal destino dos ovos mineiros.
Além do Chile, os embarques também alcançaram mercados como Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão, reforçando a diversificação geográfica da produção.
De forma geral, Minas Gerais exportou US$ 2,4 bilhões no acumulado de janeiro a fevereiro, com embarque de 1,5 milhão de toneladas. Apesar da queda de 5,2% no valor, houve leve alta de 0,3% no volume, indicando que a retração esteve mais relacionada à queda de preços e mudanças no mix exportador do que à redução física dos embarques.
Outros produtos
No recorte por produtos, o café segue como principal item da pauta, com US$ 1,6 bilhão exportados (-8,8%) e 3,6 milhões de sacas (-28,1%). O setor de carnes (bovina, suína e frango) apresentou desempenho positivo, com receita de US$ 274,7 milhões (+11,4%) e 76,2 mil toneladas (+3%), desempenhando papel relevante na sustentação das exportações.
O segmento sucroalcooleiro somou 535,6 mil toneladas exportadas e US$ 191 milhões em receita, com queda de 3,3% no valor, mas crescimento de 27% no volume. Já o complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 130,3 milhões e 289,5 mil toneladas embarcadas, com altas de 41,7% em valor e 31,2% em volume, acompanhadas pela valorização do preço médio.
Ao todo, 397 produtos agropecuários mineiros foram exportados para 148 países, com destaque para mercados como China, Estados Unidos, Alemanha e Itália, consolidando a diversidade e a capilaridade internacional da pauta exportadora do estado.
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‘Vai chegar ao consumidor’, diz produtor de café sobre alta do diesel e dos fertilizantes

Os produtores de café de Minas Gerais já começam a sentir os efeitos da guerra no Oriente Médio. O aumento nos preços de fertilizantes, diesel e frete tem pressionado os custos de produção e pode, em breve, chegar ao consumidor final.
Segundo Fernando Barbosa, presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas Gerais, o impacto ocorre em cadeia e já é percebido mesmo antes do início da colheita.
De acordo com o produtor, a alta nos insumos já atinge diretamente o manejo do cafezal, especialmente na fase de adubação.
Parte dos fertilizantes utilizados na cultura, como a ureia, depende de importações ligadas a regiões afetadas pelo conflito, o que tem elevado os preços.
“Já adquirimos insumos com aumento. A questão do conflito e das rotas logísticas impacta diretamente o custo da nutrição do café”, explica.
Diesel e frete ampliam pressão sobre o produtor
Além dos fertilizantes, o aumento do petróleo também tem reflexo direto no diesel, essencial para todas as etapas da produção.
O encarecimento do combustível impacta desde o transporte de insumos até a operação de máquinas e a colheita.
Segundo Barbosa, o frete já apresenta alta, o que agrava ainda mais o cenário. “A logística encarece tanto para levar os insumos quanto para escoar a produção. Isso já está acontecendo agora, antes mesmo da colheita”, afirma.
Ainda de acordo com Barbosa , a projeção no campo é de um aumento significativo nos custos ao longo da safra 2025/26. Ele projeta uma alta entre 20% e 30%, impulsionada principalmente pelo encarecimento dos insumos e da logística.
Colheita se aproxima em meio a cenário de incerteza
No sudoeste de Minas Gerais, algumas áreas devem iniciar a colheita entre o fim de abril e o começo de maio, enquanto o pico ocorre entre junho e setembro.
Mesmo com uma safra promissora, favorecida por boas condições climáticas e enchimento de grãos, o cenário de custos elevados preocupa. “Era um ano para aliviar o custo de produção, mas estamos vendo o contrário”, destaca o produtor.
Impacto deve chegar ao consumidor
Com a elevação dos custos no campo e na logística, a tendência é de repasse ao longo da cadeia. Segundo Barbosa, o aumento inevitavelmente deve impactar o preço final do café.
“Tudo isso vai chegar ao bolso do consumidor. Não tem como absorver esse custo sozinho”, afirma.
Dependência do petróleo
O produtor também chama atenção para a dependência do setor em relação aos combustíveis fósseis. Mesmo com avanços tecnológicos, grande parte das operações agrícolas ainda depende de diesel e gasolina.
“Não temos máquinas totalmente elétricas no campo. Toda a operação depende do petróleo, desde o transporte até a colheita”, ressalta.
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Exportações de café solúvel do Brasil crescem e atingem melhor resultado em cinco anos

As exportações brasileiras de café solúvel somaram 7,409 mil toneladas em fevereiro de 2026, o equivalente a 321.129 sacas de 60 kg, registrando alta de 13,9% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita cambial também avançou, atingindo US$ 90,289 milhões, um crescimento de 10,8%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abics).
O desempenho é considerado o melhor para meses de fevereiro nos últimos cinco anos, mesmo em um contexto de tarifas impostas pelos Estados Unidos. O aumento das compras norte-americanas contribuiu para sustentar a demanda pelo produto brasileiro no período.
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Apesar do bom resultado mensal, o acumulado do primeiro bimestre de 2026 apresentou retração. Os embarques totalizaram 13,235 mil toneladas, uma queda de 11,5% frente ao mesmo período do ano anterior. A receita também recuou, somando US$ 161,059 milhões, refletindo um início de ano mais fraco em comparação com 2025.
De acordo com a entidade, possíveis reduções tarifárias por parte dos Estados Unidos podem favorecer os embarques nos próximos meses. Além disso, o acordo entre o Mercosul-UE tende a reduzir gradualmente as tarifas atualmente aplicadas ao café solúvel brasileiro, ampliando oportunidades no mercado externo.
No ranking dos principais destinos no bimestre, os Estados Unidos lideraram as importações, com 1,769 mil toneladas, seguidos por Rússia, com 1,161 mil toneladas, e Argentina, com 1,090 mil toneladas.
No mercado interno, o consumo de café solúvel também apresentou crescimento, com alta de 15,1% no primeiro bimestre, totalizando 4,146 mil toneladas. O avanço reflete a maior demanda doméstica e os investimentos da indústria em qualidade e diversificação de produtos.
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