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4 de maio de 2026

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Período para transplantio do tomate começa nesta semana; confira calendário

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Foto: Pixabay

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informa que, a partir deste domingo (1º), está autorizado o transplantio de tomate em Goiás, estado que lidera a produção nacional.

A medida instituiu ações para o controle da mosca-branca (Bemisia tabaci) e do geminivírus no estado. O prazo final para o transplantio vai até 30 de junho de 2026.

Para o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o cumprimento das medidas fitossanitárias é fundamental para manter a produtividade e a competitividade do segmento.

“Para que Goiás continue crescendo na produção de tomate, é essencial que os produtores cumpram as medidas fitossanitárias previstas para a cultura. Elas fazem parte do Manejo Integrado de Pragas e auxiliam no controle da mosca-branca, que hoje é a principal praga da cultura no estado”, destaca.

Tutorado e rasteiro

No caso do tomate rasteiro, o calendário autoriza o transplantio em todos os 246 municípios goianos. Já o tomate tutorado segue o mesmo período, de 1º de fevereiro a 30 de junho, mas apenas nos municípios de Morrinhos, Itaberaí, Turvânia, Cristalina, Luziânia, Silvânia, Orizona, Vianópolis, Palmeiras de Goiás, Piracanjuba e Goianésia.

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Morrinhos possui duas microrregiões geográficas, Sul e Norte, com períodos definidos de plantio e transplantio de tomate tutorado e rasteiro.

Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, o calendário de plantio e transplantio tem papel estratégico na redução da disseminação de pragas e doenças.

“O objetivo é reduzir a população de mosca-branca, principalmente aquela associada à cultura do tomate, que possui maior capacidade de transmissão das geminiviroses. Respeitando o calendário oficial, diminuímos a fonte de inóculo para os plantios subsequentes”, explica.

“O respeito ao calendário oficial proporciona benefícios ao produtor e ao meio ambiente, como a redução do custo de produção, a menor exposição do trabalhador rural a agentes químicos, a diminuição do uso de agrotóxicos e o menor impacto ambiental”, completa Macedo.

Cadastro de lavouras

O calendário de manejo do tomate em Goiás também estabelece a obrigatoriedade do cadastro das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). O registro deve ser realizado até 15 dias após o início do transplantio, e deve ser feito pelo proprietário, arrendatário ou ocupante, a qualquer título, de lavouras de tomate rasteiro ou tutorado.

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A coordenadora do Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas em Tomate, Heloisa Rocha, explica que para efeito de cadastro será considerada lavoura de tomate a área contínua transplantada em um intervalo máximo de 15 dias, critério que deve ser observado no momento do cadastro.

“Além do cadastro da lavoura, vale ressaltar a obrigatoriedade da eliminação dos restos culturais de tomate até 10 dias após a colheita de cada talhão e a destruição de plantas voluntárias de tomate imediatamente após o surgimento. Essas são ações substanciais no controle e prevenção da mosca-branca”, reforça.

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Prêmio +Admirados do Agro entra no último dia de votação com Canal Rural entre finalistas

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Termina nesta segunda-feira (4) a votação do prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026. O Canal Rural está entre os finalistas em diversas categorias da premiação, que reconhece profissionais e veículos da cobertura jornalística do setor.

Promovida pelo site Jornalistas&Cia, a iniciativa vai eleger os 50 jornalistas mais admirados do agronegócio no Brasil, além dos três destaques em categorias como site, canal de vídeo, podcast e programas especializados.

O Canal Rural concorre nas seguintes categorias:

  • Site/portal: Canal Rural
  • Canal de vídeo (YouTube/Instagram): Canal Rural
  • Programa de TV especializada: Mercado&Cia, Rural Notícias e Giro do Boi

Jornalistas indicados

Nesta etapa, os eleitores podem classificar jornalistas e publicações do 1º ao 5º lugar. Confira os indicados do Canal Rural:

  • Beatriz Gunther (site Canal Rural)
  • Eliza Maliszewski (Canal Rural RS)
  • Flávia Marques (Mercado&Cia)
  • Jaqueline Silva (A Protagonista)
  • João Nogueira (Mercado&Cia)
  • Juliana Azevedo (Interligados)
  • Luis Roberto Toledo (site Canal Rural)
  • Luiz Patroni (Canal Rural MT)
  • Marusa Trevisan (Planeta Campo)
  • Pedro Silvestre (Canal Rural MT)
  • Pryscilla Paiva (Mercado&Cia)
  • Victor Faverin (site Canal Rural)
  • Vitória Rosendo (site Canal Rural)

A votação está aberta ao público e pode ser realizada até o fim do dia. Vote agora!

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Ana Repezza assume CropLife Brasil e prioriza diálogo com governo e inovação agrícola

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Foto: Italo Oliveira/ Agência Triative

A CropLife Brasil empossou, nesta segunda-feira (4), Ana Repezza como nova presidente da entidade. A executiva assume o cargo com foco em ampliar o diálogo institucional, avançar em pautas regulatórias e reforçar a presença do setor nos debates internacionais sobre inovação agrícola.

À frente da associação, Repezza será responsável por articular os interesses dos quatro segmentos representados pela CropLife: defensivos químicos, biológicos, sementes e biotecnologia. A gestão ocorre em um momento de desafios regulatórios e econômicos para o setor de insumos.

Segundo a nova presidente, a prioridade será fortalecer a interlocução com o poder público. “Quero ampliar o diálogo produtivo com o governo, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Temos temas com impacto direto na pesquisa e na segurança jurídica do setor”, afirmou.

A executiva também destacou o potencial do Brasil no cenário global. Para ela, o país pode avançar não apenas como exportador de alimentos, mas também como referência em ciência aplicada à agricultura tropical.

Entre as diretrizes da nova gestão estão o estímulo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo, a valorização de boas práticas agrícolas e o fortalecimento da participação brasileira em discussões internacionais sobre segurança alimentar e inovação.

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A escolha de Repezza foi feita pelo Conselho de Administração da CropLife Brasil, após um processo estruturado. Durante o período de transição, a entidade foi conduzida de forma colegiada.

Trajetória

Com mais de 25 anos de experiência, Ana Repezza tem atuação nas áreas de comércio exterior, relações institucionais e atração de investimentos. Antes de assumir a presidência da CropLife, esteve à frente da Diretoria de Negócios da ApexBrasil, onde liderou mais de 50 missões comerciais internacionais.

A executiva também foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com atuação na formulação de políticas comerciais e regulação de bens agrícolas e industriais.

Repezza é mestre em Gestão Internacional pela University of London, possui MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização pelo World Trade Institute, da Universidade de Berna. É formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou abril com preços variando de estáveis a mais altos, embora abaixo dos patamares observados no início do mês. Na primeira quinzena, a restrição de oferta impulsionou as cotações e levou o boi a máximas no período.

A partir da segunda metade do mês, porém, os frigoríficos avançaram nas escalas de abate e passaram a exercer maior pressão sobre o mercado, reduzindo o ritmo de alta. O cenário também foi marcado por especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China, o que pode indicar demanda menor no terceiro trimestre, justamente quando aumenta a oferta de animais confinados.

No dia 29 de abril, os preços da arroba a prazo apresentaram comportamentos distintos nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 360,00, estável frente ao fim de março. Em Goiânia, houve alta para R$ 345,00, enquanto em Uberaba o valor recuou para R$ 340,00. Já em Dourados, o preço se manteve em R$ 350,00, e em Cuiabá subiu para R$ 360,00. Em Vilhena, a arroba avançou para R$ 330,00.

Atacado

No atacado, o mês foi marcado por valorização expressiva da carne bovina, com destaque para o quarto dianteiro, que atingiu R$ 23,50 por quilo, alta de 7,80% frente ao fim de março. Os cortes do traseiro também subiram, chegando a R$ 28,50 por quilo.

Exportações

O bom desempenho das exportações contribuiu para esse movimento. O Brasil embarcou 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril (até 16 dias úteis), gerando receita de US$ 1,340 bilhão. O preço médio ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.

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Comparações

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento. Foi registrada alta de 38% na receita média diária, avanço de 11,9% no volume embarcado e valorização de 23,2% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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