Connect with us
21 de maio de 2026

Sustentabilidade

Espécie de Bacillus pode ajudar a mitigar efeitos da seca – MAIS SOJA

Published

on


Com o objetivo de mitigar os efeitos da seca, especialmente em culturas de sequeiro como a soja, diversas estratégias têm sido adotadas no manejo das lavouras. Entre elas, destaca-se o uso de bioinsumos capazes de estimular respostas fisiológicas nas plantas que contribuam para a redução dos impactos do estresse abiótico, em especial o estresse hídrico.

Dentre os bioinsumos com essa aptidão, sobressaem-se as bactérias do gênero Bacillus, amplamente reconhecidas por sua atuação como promotoras do crescimento vegetal e indutoras de resistência a patógenos. Embora diferentes espécies desse gênero possam ser utilizadas na cultura da soja com o intuito de mitigar os efeitos do déficit hídrico, uma das mais bem adaptadas a esse cenário é Bacillus aryabhattai.

Na cultura da soja, Bacillus aryabhattai tem demonstrado contribuição relevante para o estabelecimento inicial da lavoura sob condições de estresse hídrico. Conforme observado por Silva & Silva (2023), além de favorecer a germinação das sementes de soja, a inoculação com Bacillus aryabhattai promove incremento significativo da parte aérea das plântulas e da massa fresca de raízes, evidenciando seu potencial como uma ferramenta eficiente de manejo para o estabelecimento da cultura em ambientes sujeitos à restrição hídrica.

Tabela 1. Efeito do tratamento de sementes de soja com doses de produto à base de Bacillus arybhattai sobre o desenvolvimento inicial de plântulas germinadas sob condições de estresse hídrico.
Fonte: Silva & Silva (2023)

Essas bactérias contribuem para o aumento da tolerância das plantas aos estresses abióticos, promovendo o crescimento vegetal mesmo sob condições ambientais adversas (Bettiol, 2022). Quando inoculadas em culturas agrícolas, determinadas espécies de bactérias osmotolerantes, frequentemente associadas a ambientes extremos, como Bacillus spp., podem induzir de forma expressiva a atividade de enzimas antioxidantes, tais como catalase, superóxido dismutase e glutationa, fortalecendo o sistema de defesa antioxidante das plantas e ampliando sua tolerância ao déficit hídrico (Lacerda Júnior & Melo, 2022).

Advertisement

Nesse contexto, bactérias osmotolerantes como Bacillus aryabhattai podem favorecer a persistência e a tolerância da soja em condições de estresse, por meio do estímulo a respostas fisiológicas adaptativas e da melhoria de atributos fisiológicos da planta. Esses efeitos contribuem para maior resiliência da cultura a períodos curtos de restrição hídrica, especialmente durante a fase de estabelecimento inicial da lavoura.

Quer aprender de forma efetiva como auxiliar a planta a contornar períodos de estresse para alcançar altas produtividades?

Clique banner abaixo e garanta sua vaga na pós-graduação em Mitigação de Estresses e construção de plantas resilientes.

Fale com um de nossos consultores e garanta a condição especial de lançamento. Clique aqui! 

Referências:

BETTIOL, W. PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO COM BIOINSUMOS. Embrapa, Bioinsumos na cultura da soja, cap. 1, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 29/01/2026.

Advertisement

LACERDA JÚNIOR, G. V.; MELO, I. S. BACTÉRIAS ENVOLVIDAS NA MITIGAÇÃO DO ESTRESSE HÍDRICO. Embrapa, Bioinsumos na cultura da soja, cap. 11, 2022. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1143066/bioinsumos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 29/01/2026.

SILVA, I. F. C.; SILVA, W. F. TOLERÂNCIA AO DÉFICIT HÍDRICO NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE SOJA TRATADAS COM Bacillus aryabhattai. Revista Cerrado Agrociências, v. 14, 2023. Disponível em: < https://revistas.unipam.edu.br/index.php/cerradoagrociencias/article/view/5149/3060 >, acesso em: 29/01/2026.

 

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Chicago fecha milho em baixa pressionado por tombo do petróleo e realização de lucros – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho encerrou o pregão em queda. O mercado acompanhou a forte desvalorização do petróleo em Nova York e um movimento de realização de lucros.

Os contratos do petróleo recuaram mais de 5% após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã poderia ser resolvido rapidamente. Apesar do discurso mais otimista, o mercado segue cauteloso diante das incertezas envolvendo as negociações e dos riscos de interrupções no abastecimento de petróleo no Oriente Médio.

Além da pressão externa, os investidores também ajustaram posições antes da divulgação das exportações semanais norte-americanas de milho. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetam vendas entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas na semana, acima das 685,2 mil toneladas reportadas anteriormente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O mercado avaliava que o ritmo das exportações segue compatível com a projeção do USDA para a safra 2025/26. No relatório de oferta e demanda de maio, o órgão estimou as exportações de milho dos Estados Unidos em 3,3 bilhões de bushels no ciclo comercial.

Advertisement

Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,65 3/4 com perda de 9,50 centavos, ou 1,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, queda de 9,00 centavos de dólar, ou 1,86%, em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News

Continue Reading

Sustentabilidade

B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.

Impacto para o agro

Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.

De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.

Advertisement

O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Testes para o B20 e B25

Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.

“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.

“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.

Valor além do preço

Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.

“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.

Advertisement

Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.

O post B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

Published

on


A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.

O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.

Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).

Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.

Advertisement

O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:

  • aumento dos custos de produção;
  • maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
  • pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
  • encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.

Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.

De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.

O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.

Confira o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

Advertisement


 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT