Sustentabilidade
Arroz/RS: A cultura do arroz apresenta 57% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração e 9% em formação e enchimento de grãos – MAIS SOJA

A cultura do arroz apresenta 57% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração e 9% em formação e enchimento de grãos.
O período foi marcado por elevada disponibilidade de radiação solar, o que é favorável ao crescimento vegetativo, à diferenciação reprodutiva e ao acúmulo de fotoassimilados. Entretanto, a ocorrência de temperaturas mínimas inferiores a 15 °C em grande parte do Estado, e abaixo de 10 °C em áreas representativas na região da Campanha, durante as fases sensíveis do ciclo, elevou o risco de esterilidade de espiguetas, especialmente em lavouras em pré-floração e floração plena.
De modo geral, as condições hídricas ainda são adequadas. Os reservatórios e mananciais têm garantido a continuidade da irrigação, embora ocorra redução dos níveis em rios e barragens em função da elevada demanda evaporativa e da menor frequência de chuvas. O manejo da água, a adubação nitrogenada em cobertura e o controle de plantas
daninhas e doenças seguem como práticas prioritárias.
Em termos fitossanitários, registrou-se ocorrência pontual de brusone em áreas que permaneceram sob maior umidade relativa e nebulosidade no final de dezembro e início de janeiro, reforçando a necessidade de monitoramento fitossanitário, sobretudo nas lavouras em estádio reprodutivo.
A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está prevista, em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, cerca de 40% das lavouras estão em floração, 4% em início de enchimento de grãos, e as restantes em desenvolvimento vegetativo avançado, com parte já em pré-floração. As baixas temperaturas podem prejudicar a produtividade, se houver eventual esterilidade de espiguetas. Em Uruguaiana, observa-se
redução dos níveis do Rio Uruguai e de afluentes, embora as barragens ainda apresentem volumes suficientes para suprir a irrigação até o final do ciclo. Houve registro de brusone em áreas que passaram por períodos prolongados de nebulosidade e umidade elevada. Segundo informações de cooperativa local, há demanda pelo grão por parte das agroindústrias locais, mas os produtores estão retendo o produto, aguardando a elevação de preços para efetuar a comercialização.
Na de Pelotas, 69% das áreas estão em estágio vegetativo, 29% em floração e 2% em enchimento de grãos. A elevada radiação solar tem favorecido o desenvolvimento das plantas. Em Arroio Grande, a Barragem do Chasqueiro atinge cerca de 52% de sua capacidade (cota de
38,55 m). Em Herval e Jaguarão, a combinação de tempo seco e de ventos intensos tem acelerado a perda de umidade superficial do solo, exigindo maior atenção ao manejo da lâmina de irrigação.
Na de Santa Maria, cerca de dois terços das lavouras estão em fase reprodutiva; as condições térmicas mais baixas, no início do período, coincidiram com os estádios críticos em Informativo Conjuntural. Porto Alegre, n. 1904, p. 14, 29 jan. 2026. parte das áreas, o que pode repercutir sobre a fertilidade das espiguetas. O manejo da irrigação e da adubação de cobertura segue sendo ajustado conforme a evolução fenológica.
Na de Santa Rosa, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, favorecido pela elevada insolação. A maior parte das áreas se encontra em estádios vegetativos e reprodutivos iniciais, com tratos culturais em execução. A disponibilidade hídrica em rios e reservatórios ainda está satisfatória, permitindo a manutenção da irrigação, embora já se observe início de restrição em alguns mananciais de menor porte.
Na de Soledade, cerca de 65% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 30% em floração; e 5% em enchimento de grãos. As condições edafoclimáticas têm sido favoráveis. As chuvas regulares, até o início do mês, asseguraram níveis adequados nos reservatórios e cursos d’água. Encontra-se em finalização o controle de plantas daninhas em
pós-emergência, e seguem as aplicações de nitrogênio em cobertura, especialmente em áreas implantadas no final do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), além do manejo intensivo da irrigação nos quadros.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado.
Fonte: Emater/RS.
Sustentabilidade
Chicago fecha milho em baixa pressionado por tombo do petróleo e realização de lucros – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho encerrou o pregão em queda. O mercado acompanhou a forte desvalorização do petróleo em Nova York e um movimento de realização de lucros.
Os contratos do petróleo recuaram mais de 5% após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito com o Irã poderia ser resolvido rapidamente. Apesar do discurso mais otimista, o mercado segue cauteloso diante das incertezas envolvendo as negociações e dos riscos de interrupções no abastecimento de petróleo no Oriente Médio.
Além da pressão externa, os investidores também ajustaram posições antes da divulgação das exportações semanais norte-americanas de milho. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetam vendas entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas na semana, acima das 685,2 mil toneladas reportadas anteriormente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O mercado avaliava que o ritmo das exportações segue compatível com a projeção do USDA para a safra 2025/26. No relatório de oferta e demanda de maio, o órgão estimou as exportações de milho dos Estados Unidos em 3,3 bilhões de bushels no ciclo comercial.
Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,65 3/4 com perda de 9,50 centavos, ou 1,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, queda de 9,00 centavos de dólar, ou 1,86%, em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.
Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.
Impacto para o agro
Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.
De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.
O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.
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Testes para o B20 e B25
Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.
“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.
“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.
Valor além do preço
Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.
“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.
Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.
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Sustentabilidade
China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.
O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.
Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).
Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.
O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:
- aumento dos custos de produção;
- maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
- pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
- encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.
Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.
De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.
O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.
Confira o estudo completo clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
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