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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Limpeza de pulverizadores: Mais eficiência e efetividade na produção agrícola – MAIS SOJA

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A utilização de bons produtos e tecnologias de ponta é o primeiro passo para o sucesso das lavouras. Mas é fundamental adotar as Boas Práticas Agrícolas Operacionais, trazendo mais eficiência e ganhos no campo como, por exemplo, menos entradas na lavoura, redução de uso de produtos e aumentando o potencial produtivo da lavoura. Entre as principais ações, o cuidado com a limpeza do tanque de pulverização é uma das etapas mais importantes quando nos referíamos a aplicações de produtos, e pode impactar a segurança da lavoura e a proteção ambiental.

A limpeza correta do sistema de pulverização após a aplicação de herbicidas é fundamental para evitar a contaminação cruzada que pode causar danos severos por fitotoxicidade em culturas sensíveis. Adicionalmente, é uma prática que preserva a vida útil do equipamento, protegendo o investimento feito pelo agricultor explica Vlader Henrique Cordioli, especialista de Boas Práticas Agrícolas da Corteva Agriscience.

“Alguns herbicidas podem ser altamente fitotóxicos para culturas sensíveis, mesmo em doses muito baixas. O desafio é que seus resíduos podem se acumular em pontos cegos do sistema de pulverização, como filtros, conexões, válvulas e sensores de fluxo”, afirma o especialista. “Uma limpeza inadequada gera dois riscos principais: o primeiro é a fitotoxicidade na cultura seguinte, e o segundo é a contaminação da nova calda, que pode reduzir a eficácia do produto a ser aplicado. Ambos os cenários resultam em prejuízo”.

Cordioli explica que para isso a limpeza do tanque é um procedimento de suma importância. A limpeza correta do equipamento permite que o produtor faça uma aplicação mais eficiente, evitando problemas como de entupimento de filtros e peneiras e das pontas de pulverização. “Alguns pulverizadores modernos, como os autopropelidos, possuem circuitos hidráulicos mais complexos, exigindo maior rigor na limpeza para não impactar na qualidade da calda. Por isso, é importante ter atenção para as partes menos visíveis como tela, filtros, bombas e extremidades que também ficam em contato com o herbicida. É preciso certificar-se de limpar completamente o pulverizador após concluir a última pulverização”.

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Ainda de acordo com o especialista, se a próxima aplicação após o uso do herbicida for na mesma cultura tolerante ao defensivo, é necessário apenas um enxágue. “Basta que o agricultor ou o operador drene o sistema de pulverização, depois encha o tanque do pulverizador com, pelo menos, 10% do volume total com água limpa e, por último, descarte a água de lavagem pelas pontas”.

Entretanto, para os casos nos quais a próxima aplicação após o uso dos herbicidas for em qualquer outra cultura, ou na mesma cultura, porém, com sementes não tolerantes ao defensivo, é preciso ser feito um procedimento de triplo enxágue ou tríplice lavagem, como também é conhecido. Esse procedimento consiste em uma primeira lavagem somente com água, uma segunda com a inclusão de um agente limpante e uma terceira apenas com água.

“A água de enxágue deve ser liberada pelos bicos. Para isso, podem ser usados agentes limpantes, como detergentes, ácidos ou bases, para remover resíduos, ou descontaminantes, como amoníaco e peróxido de hidrogênio, que inativam o ingrediente ativo, demandando testes prévios para comprovar sua eficácia”, explica Cordioli. Não esquecer de descartar a água de limpeza na própria área tratada ou de acordo com legislações municipais/estaduais.

Além desses cuidados, é fundamental também que o produtor esteja atento ao bom funcionamento do maquinário. Máquinas limpas e bem reguladas são determinantes para evitar a introdução e dispersão de sementes de plantas daninhas e restos culturais de outras áreas.

A atenção rigorosa à limpeza do tanque é uma decisão de negócio estratégica. Ao se certificar que cada aplicação seja mais segura e eficaz, o produtor protege não apenas a cultura que está no campo, mas também o potencial produtivo da safra seguinte. “Adotar a limpeza correta do tanque não é um custo, mas um seguro para a produtividade. É uma Boa Prática Agrícola que protege o retorno sobre todo o investimento feito em sementes, produtos e tecnologia”, conclui Cordioli.

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Sobre a Corteva

A Corteva, Inc. (NYSE: CTVA) é uma empresa global agrícola que combina inovação e liderança do setor, elevado envolvimento com o cliente e execução operacional para fornecer soluções lucrativas para os principais desafios agrícolas do mundo. A Corteva gera preferência de mercado vantajosa por meio de sua estratégia de distribuição, junto com seu mix equilibrado e globalmente diversificado de sementes, proteção de cultivos, produtos digitais e serviços. Com algumas das marcas mais reconhecidas na agricultura e um pipeline de tecnologia bem posicionado para impulsionar o crescimento, a empresa está comprometida em maximizar a produtividade dos agricultores, enquanto trabalha com stakeholders em todo o sistema alimentar, cumprindo sua promessa de enriquecer a vida daqueles que produzem e consomem, garantindo o progresso das próximas gerações. Mais informações disponíveis em www.corteva.com

Fonte: Assessoria de imprensa Corteva



 

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Sustentabilidade

Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chiacago

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Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja começou a semana com preços em alta na maior parte das praças, acompanhando o avanço firme dos contratos futuros na Bolsa de Chicago.

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o movimento garantiu melhores oportunidades de comercialização doméstica, tanto nos portos quanto no interior do país.

"Mesmo com o recuo dos prêmios de exportação em alguns momentos do dia, a valorização do dólar frente ao real contribuiu para sustentar indicações mais positivas no mercado físico", disse.

Conforme Silveira, os agentes seguem atentos ao cenário internacional e, principalmente, à divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o dia 12 de maio.

A expectativa é de que os números possam provocar maior volatilidade e influenciar de forma significativa a formação dos preços nas próximas semanas.

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Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125 para R$ 127
  • Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 122
  • Rondonópolis (MT): elevou de R$ 110 para R$ 111
  • Dourados (MS): aumentou de R$ 112 para R$ 113,50
  • Rio Verde (GO): cresceu de R$ 111 para R$ 113
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 130 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande (RS): avançou de R$ 130 para R$ 132

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado atingiu o maior patamar em sete meses, acompanhando os fortes ganhos do petróleo, em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.

O mercado foi impulsionado ainda por sinais de aquecimento da demanda pelo produto norte-americano.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A quantidade de soja esmagada/processada para obtenção de óleo bruto nos Estados Unidos foi de 6,82 milhões de toneladas (227 milhões de bushels) em março de 2026, em comparação com 6,43 milhões de toneladas (214 milhões de bushels) em fevereiro de 2026 e 6,20 milhões de toneladas (207 milhões de bushels) em março de 2025, conforme dados do USDA.

Além dos bons números de processamento, o mercado aguarda com expectativa o encontro ainda em maio dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, na China. Os participantes esperam que as conversas redundem em um acordo comercial, que envolveria também compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

Contratos futuros da soja

soja preço cotação pib Chicago dólar
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,62%, a US$ 12,22 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,16 por bushel, com elevação de 18,75 centavos de dólar ou 1,56%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 320,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,53 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavo ou 1,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 4,9666 para venda e a R$ 4,9646 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9477 e a máxima de R$ 4,9827.

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Sustentabilidade

Colheita da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 80,6%, indica Safras – MAIS SOJA

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A colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingia 80,6% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até sexta-feira (1), segundo levantamento de Safras & Mercado.

A ceifa de milho chegou a 98,8% da área prevista de 946 mil hectares no Rio Grande do Sul e a 93,8% da área estimada de 607 mil hectares em Santa Catarina. No Paraná, a colheita atinge 98,1% da área plantada de 547 mil hectares.

Em São Paulo, os trabalhos chegam a 95,7% da área cultivada de 295 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul, a colheita atinge 9,4% na área plantada de 30 mil hectares. Em Goiás/Distrito Federal, a ceifa atinge 27,8% dos 287 mil hectares plantados. Em Minas Gerais, a colheita chega a 57,4% dos 854 mil hectares cultivados. Em Mato Grosso, os trabalhos atingiam 100% da área cultivada de 11 mil hectares.

No mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída em 86,7% da área estimada de 3,499 milhões de hectares. Já a média de colheita nos últimos cinco anos atingia 84,2%.

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Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Fertilizantes disparam até 63% e levam relação de troca do agricultor ao pior nível em anos – MAIS SOJA

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A escalada dos preços dos fertilizantes no mercado internacional, impulsionada pela eclosão do conflito no Oriente Médio, tem deteriorado de forma significativa as relações de troca do agricultor brasileiro. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, em um cenário de forte dependência de importações, o Brasil sente de maneira direta os impactos desse choque externo, com valorização expressiva dos insumos no mercado doméstico.

Entre os nitrogenados, o avanço é ainda mais acentuado. Desde o início do conflito, os preços CFR da ureia subiram cerca de 63% no país. No mesmo período, o sulfato de amônio (SAM) acumula alta próxima de 30%, enquanto o nitrato de amônio (NAM) registra valorização de aproximadamente 60%.

Segundo o relatório, a disparada da ureia tem provocado uma piora relevante nas relações de troca, especialmente para os produtores de milho. Atualmente, são necessárias cerca de 60 sacas do cereal para a compra de uma tonelada do insumo, um dos piores patamares dos últimos anos.

“Estamos diante de uma deterioração importante das relações de troca, o que pressiona diretamente as margens do produtor e torna as decisões de compra mais complexas neste momento”, salienta o analista de Inteligência de Mercado, Tomas Pernías.

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O cenário também afeta produtores de soja, que enfrentam condições pouco atrativas para aquisição de fertilizantes fosfatados. Com custos elevados, a tendência é de uma demanda mais cautelosa, seletiva e focada na redução de gastos, o que pode desacelerar o ritmo de compras no país.

Apesar disso, o calendário agrícola impõe limites. A principal janela de aquisição de fertilizantes ocorre no segundo semestre, antes da safra de verão. Nas últimas semanas, parte dos produtores adotou uma postura defensiva, adiando decisões diante da volatilidade dos preços.

No entanto, esse adiamento não pode se estender indefinidamente. Com o avanço do calendário, os agricultores terão que optar entre absorver custos mais altos, com impacto direto nas margens, ou reduzir a aplicação de insumos, assumindo riscos potenciais para a produtividade.

“Em algum momento, o produtor terá que tomar uma decisão. Seja aceitando preços mais elevados, seja ajustando o pacote tecnológico, o que pode trazer reflexos na produtividade. Os próximos desdobramentos do conflito serão determinantes para o comportamento da demanda no Brasil”, conclui Pernías.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis. Mais informações, clique aqui.

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Fonte: Assessoria de imprensa StoneX



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