Business
Início promissor da safrinha e ‘Super Quarta’: o que esperar dos preços do milho?

O mercado de milho recuou na B3 na semana passada. O contrato março de 2026 oscilou na faixa de R$ 71,15 a R$ 68,84 (-3,31%). Assim, a liquidez foi baixa, com compradores sem alto apetite de compra, aguardando a definição da safrinha.
No mercado físico, a pressão de venda da soja obrigou produtores a liberarem espaço nos armazéns, aumentando a oferta de milho que estava armazenado (safra velha) no mercado, o que limitou altas expressivas.
Quanto às vendas externas, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a previsão de embarques de janeiro para cerca de 3,79 milhões de toneladas, volume acima da médio para o período, o que ajudou a enxugar parte dos estoques finais, evitando quedas maiores nos preços internos mesmo diante da desvalorização do contrato futuro.
Início da safrinha pressiona mercado futuro
O plantio da safrinha 2026 começou oficialmente. Em Mato Grosso, a semeadura atingiu cerca de 2,8% da área. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) as condições de umidade no solo são excelentes, fator que, inicialmente, pressiona os preços futuros (vencimento setembro/26) ao criar uma expectativa de bom estabelecimento das lavouras.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Mesmo com a alta de 1,41% do milho em Chicago na semana passada, o mercado no Brasil seguiu pressionado. O contrato na B3 caiu 3,31% e os preços no mercado físico também recuaram, puxados pela maior oferta de milho safra velha, baixa movimentação de compradores e pelo início da safrinha.
O que esperar do mercado do milho?
A plataforma Grão Direto pontua que, na semana passada, o mercado interno foi guiado pelos fatores locais, enquanto o cenário externo teve pouco impacto nos preços no Brasil. De acordo com a empresa, os seguintes fatores devem ficar no radas no curto prazo:
- Safrinha: o foco se volta totalmente para a janela de plantio. As chuvas intensas previstas para esta semana no Centro-Oeste garantem umidade ideal para a germinação do cereal recém-plantado, mas atrasam a colheita da soja e o plantio de milho safrinha. “O mercado ficará atento a cada dia de atraso, pois isso empurra o ciclo do milho para períodos de risco climático lá na frente”, sinaliza a plataforma.
- Super Quarta: a “Super Quarta” de juros também pode impactar o milho. “Se o Copom mantiver a Selic em 15% e o comunicado for duro, o custo de carregamento do cereal (juros sobre estoque) continuará proibitivo, incentivando a venda rápida por quem precisa de caixa, o que pode pressionar as bases no interior.”
- Mercado internacional: a Bolsa de Chicago tem encontrado suporte na demanda e na estabilidade do petróleo. De acordo com a Grão Direto, se o petróleo subir devido a tensões geopolíticas, o milho (via etanol) tende a acompanhar, oferecendo um piso para as cotações na B3. “O suporte de preço ao redor de R$ 70,00 na B3 parece firme por enquanto. Portanto, a expectativa para esta semana é de um mercado mais frio e assimilando os números positivos da safra e da safrinha, podendo recuar um pouco mais ao longo dos dias”, diz a empresa, em nota.
Oportunidades macroeconômicas
Esta é a semana da “Super Quarta”. O mercado global aguarda as decisões de juros do Fomc (Estados Unidos) e do Copom (Brasil). No mercado norte-americano, a expectativa majoritária (96%) é de manutenção da taxa entre 3,50%-3,75%. No Brasil, o mercado aposta que a Selic seja mantida em 15% ao ano.
Segundo a Grão Direto, o produtor precisa de “cautela extrema”. O dólar fechou a semana volátil, oscilando na faixa aproximada de R$ 5,30 a R$ 5,40. “Uma postura mais rígida do Banco Central do Brasil pode atrair capital e pressionar o dólar para baixo momentaneamente, corroendo o preço da soja em reais”, alerta a plataforma.
Com a Selic a 15%, segurar o grão no armazém custa caro. “É fundamental que o produtor esteja atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, finaliza.
O post Início promissor da safrinha e ‘Super Quarta’: o que esperar dos preços do milho? apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.
Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado
De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.
O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.
Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.
“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.
Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.
Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.
Mercado mais cauteloso
Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.
A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.
Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.
O post Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.
A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.
O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.
“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.
Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.
O post Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Michelin lança pneus agrícolas em meio a debate acalorado sobre dumping no Brasil

A Michelin apresentou dois novos pneus na 31ª Agrishow, o Michelin X Works Z2 e o Works D2, desenvolvidos para aplicações de uso misto e condições severas, mas também se posicionou sobre um tema que tem gerado debates acalorados no setor: o aumento da importação de produtos indianos.
O assunto ganhou mais um capítulo no último dia 15, quando a Circular nº 30, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), não adotou o pedido de medida antidumping provisória movido pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), estendendo o prazo de investigação para até 18 meses.
A indústria nacional quer limitar a importação de pneus agrícolas da Índia, impondo uma tarifa antidumping, assim como já ocorre com o produto chinês que desembarca no Brasil, que, dependendo do modelo, sofre encargo de até US$ 3.028,62 por tonelada (veja mais detalhes na tabela abaixo).
O pedido de antidumping da Anip considera o período de julho de 2019 a junho de 2024, intervalo em que o Brasil importou da Índia 43.105 toneladas de pneus agrícolas, o equivalente a 215,5 mil unidades, considerando que são produtos voltados, majoritariamente, para tratores pequenos e médios.
Isonomia concorrencial
O diretor comercial para pneus de carga, urbanos e longa distância da Michelin, Ruy Ferreira, ressalta que aproximadamente 50% dos pneus importados que chegam ao país desembarcam com preço FOB abaixo do custo da matéria-prima no Brasil. “Apenas este fator claramente já configura um dumping. O que queremos do governo é isonomia concorrencial.”
Ferreira pontua que se não for possível aumentar o imposto para a entrada do pneu importado, deve-se, ao menos, ser adotada isenção tributária na compra da matéria-prima para a indústria nacional.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“No primeiro trimestre deste ano, falando apenas de pneus de caminhões, o mercado se compôs de 70% de pneus importados e apenas 30% de nacionais, levando em consideração que a indústria de pneus é estratégica para o Brasil. Por trás dela há uma indústria de produção de seringueiras em que alguns produtores já pensam seriamente se mantém os seringais em pé ou transformam em outra cultura. Em dez anos, se as condições mudam, estaremos em uma situação de déficit [de matéria-prima]”, diz.
Em nota enviada à reportagem, a Anip destaca que as importações vêm se intensificando de forma significativa nos últimos anos, alcançando atualmente seus maiores níveis, com preços progressivamente menores, cenário que evidencia o agravamento de práticas de dumping.
Outro lado
A Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip) contesta a ação que visa impor tarifas antidumping aos pneus vindos da Índia. Procurado pela reportagem, o presidente da entidade, Ricardo Alípio da Costa, ressaltou que do ponto de vista técnico e jurídico, dizer que pneus que chegam ao Brasil com preço FOB abaixo do custo da matéria-prima nacional não é argumento adequado para caracterizar dumping.
“O comércio internacional funciona justamente com base em diferenças de custo entre países. Existem mercados com acesso a matérias-primas mais baratas, energia mais competitiva, maior escala de produção e, muitas vezes, cadeias produtivas integradas. Então é perfeitamente possível e legítimo que um produto importado chegue ao Brasil com preço inferior ao custo de produção local, sem que isso represente qualquer prática desleal”, destaca.
Para Costa, o ponto central da discussão é outro. “Dumping só existe quando há venda para exportação abaixo do valor praticado no próprio país de origem, e isso exige uma investigação técnica aprofundada. Não pode ser presumido a partir de uma comparação com o custo da indústria brasileira”, considera.
Segundo o presidente da Abidip, o pedido de investigação antidumping da Anip em relação ao produto indiano se limita a definir pneus agrícolas por tamanho ou código tarifário, desconsiderando a sua engenharia, aplicação, pressão de uso, velocidade e tipo de terreno.
“Quando esses parâmetros são ignorados, o antidumping deixa de cumprir sua função legítima de defesa comercial e passa a atuar como uma reserva artificial de mercado”, finaliza.
Novos pneus da Michelin
Os pneus Michelin X Works Z2 e Michelin X Works D2 foram desenvolvidos para operações relacionadas ao transporte de cana-de-açúcar, madeira, construção e ambientes abrasivos.
De acordo com a companhia, o modelo Work D2 proporciona até 25% mais quilometragem (em comparação ao modelo anterior), em terrenos agressivos. “Já no modelo Michelin X Works Z2 é possível chegar a 10% mais de quilometragem. O acréscimo de até 800 kg de carga por eixo geminado, em ambas as ofertas, também é uma evolução”, destaca a Michelin.
Outro diferencial é o design em V dos sulcos, no modelo Works D2, e a tecnologia
Redan, no Works Z2, atributos que geram menor retenção de pedras e perfurações, preservando a carcaça.
Durante a 31ª Agrishow, a empresa também mostrou que o Michelin AXIOBIB 2, pneu
agrícola premium específico para tratores de alta potência, passa agora a ser fabricado no Brasil.
O post Michelin lança pneus agrícolas em meio a debate acalorado sobre dumping no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso7 horas agoVeja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026
Agro Mato Grosso11 horas agoMato Grosso lidera produção agropecuária do país com projeção de R$ 206 bi em 2026
Sustentabilidade5 horas agoCondições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso7 horas agoDesenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez
Featured5 horas agoBombeiros localizam corpo de motorista em veículo submerso no Rio das Mortes
Business5 horas agoProdução de soja e milho no Paraná deve alcançar 39,1 milhões de toneladas
Featured7 horas agoJustiça bloqueia até R$ 720 mil de Elizeu e Cezinha
Sustentabilidade11 horas agoMILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes


















