Connect with us
5 de maio de 2026

Business

Casca de romã pode ajudar no tratamento de feridas na pele, aponta estudo da Unicamp

Published

on


Foto: Pixabay

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o extrato da casca de romã tem potencial para combater microrganismos responsáveis por infecções em feridas na pele. O estudo mostrou que a substância conseguiu inibir a ação de bactérias comuns, como a Staphylococcus aureus, e da Pseudomonas aeruginosa, conhecida pela alta resistência a tratamentos convencionais.

A pesquisa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi coordenada pelo pesquisador Mauricio Ariel Rostagno. O trabalho foi dividido em diferentes etapas, todas realizadas em laboratório.

Resíduos da indústria alimentar no foco da pesquisa

Na primeira fase do estudo, os pesquisadores testaram extratos obtidos de resíduos da indústria alimentícia contra microrganismos que costumam causar infecções cutâneas. Entre os materiais analisados estavam cascas de frutas como laranja, manga, maçã, uva, limão e romã, além de folhas, sementes e até borra de café.

Após os testes iniciais, a casca de romã se destacou como o material mais promissor. Segundo os pesquisadores, ela apresentou a maior capacidade de combater bactérias e também um alto teor de compostos antioxidantes, conhecidos por ajudar na proteção das células.

Advertisement

Extração mais eficiente e sustentável

Com o resultado, a equipe avançou para a etapa de aprimoramento do processo de extração. Para isso, foram utilizados métodos de simulação computacional que ajudaram a selecionar solventes considerados mais sustentáveis e menos agressivos ao meio ambiente, como misturas de acetona ou álcool isopropílico com água.

Esses solventes permitiram extrair com mais eficiência o ácido elágico, principal composto da casca de romã associado à ação antimicrobiana.

“Depois disso, produzimos novos extratos com esses solventes otimizados e testamos novamente em laboratório para confirmar se a eficácia contra as bactérias realmente havia aumentado”, explica a engenheira de alimentos Thais Carvalho Brito Oliveira, pós-doutoranda da Unicamp e responsável pela condução dos experimentos.

Aplicações futuras na saúde

Os resultados do estudo, publicados em revista científica internacional, indicam que o extrato da casca de romã pode abrir caminho para o desenvolvimento de novos produtos voltados ao tratamento de feridas, como curativos com ação antimicrobiana.

Apesar do potencial, os pesquisadores destacam que o trabalho ainda está em fase de pesquisa laboratorial. Os próximos passos incluem testes em organismos vivos para avaliar a segurança e a eficácia do extrato antes de qualquer aplicação comercial.

A proposta é desenvolver uma alternativa natural aos antibióticos sintéticos, cujo uso excessivo tem contribuído para o aumento da resistência bacteriana. Além disso, o estudo aponta uma possibilidade de dar destino mais sustentável e rentável aos resíduos da indústria alimentícia, transformando descartes em produtos de alto valor para a saúde humana.

Advertisement

O post Casca de romã pode ajudar no tratamento de feridas na pele, aponta estudo da Unicamp apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Business

Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Published

on


Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

Advertisement

Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

Advertisement

O post Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

Advertisement

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

Advertisement

Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

O post Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

Published

on


Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

Advertisement

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

O post Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT